Monthly Archives: March 2014

Qual tipo de viajante é você?

Cada pessoa tem um perfil diferente e isso se reflete na maneira como ela se organiza (ou não!) para fazer uma viagem. Confira abaixo os principais perfis e veja com qual tipo de viajante você se identifica.

Tipo de viajante: desorganizado

Desorganizado

> Compra a passagem em cima da hora.

> Arruma a mala antes de sair para o aeroporto (vulgo “peguei o que vi na frente e joguei na mala”).
> Não acha o passaporte na mesa de check-in (e tem que abrir todas as malas na fila até achar onde colocou!).

 

 

 

Tipo de viajante: perfeccionista

Perfeccionista 

> Programa a viagem toda com um ano de antecedência.
> Deixa a mala pronta uma semana antes de embarcar (e com tudo organizado em saquinhos de pano e etiquetas!).
> Leva todos os vouchers/entradas/ingressos/reservas impressos e organizados por dia em uma pasta.

 

Tipo de viajante: Exagerado

Exagerado

> Leva duas malas grandes, três de mão e ainda enfia coisa na mala dos outros.
> Paga por excesso de bagagem toda vez.
> Leva um guia da cidade impresso, um mapa com os pontos turísticos, baixa o TripAdvisor no celular, tem Waze, GPS tradicional e, em cada hotel que fica, pega mais um mapinha “por precaução”!

 

 

Tipo de viajante: perdido

Perdido

> Não sabe nem onde está indo direito e muito menos o que vai fazer lá.

> Descobre o horário do voo no dia de embarcar.
> Passaporte? Visto? Precisava??

 

 

 

 

Até que ponto devo me prender ao planejamento de uma viagem?

“Pronto. Tenho todos os dias e horários da minha viagem esquematizados. Mas e se alguma coisa não sair como o previsto?”. Pois é… Apesar de achar imprescindível planejar uma viagem, não gosto de ter tudo milimetricamente cronometrado sem ter a possibilidade de alterar uma vírgula do plano inicial, afinal, imprevistos acontecem… E como!

Mas e então, até que ponto devo me prender ao planejamento de uma viagem? O ideal é usá-lo como um “norte”, e não como uma camisa de força.

Planejamento de uma viagem

Não é do meu estilo planejar cada mini detalhe de cada coisinha que vou fazer em uma viagem… Afinal, nada como você estar realmente no lugar para saber como tudo funciona, o que é bacana de ver, o que as pessoas do local recomendam, como é o acesso ao transporte, segurança, e até o seu nível de cansaço!

Por mais que você se organize, é sempre bom deixar os programas mais flexíveis para poder mudar a ordem, adicionar ou cancelar alguma atividade em cima da hora. Acho que flexibilidade é tudo quando se pensa em viajar, mesmo que for para a cidade do lado!

Temos SEMPRE que contar com imprevistos: o tempo pode mudar e inviabilizar algum passeio, você pode descobrir algo muito mais legal de fazer quando já está lá, ou que aquilo que você tinha planejado é chato/sem graça/não existe mais/inviável/muito longe/muito caro/não compensa e ter que mudar os planos de última hora, ou você pode acordar de mau humor… rsrs enfim…. é uma enormidade de fatores que podem alterar os rumos de uma viagem, por isso, sou super a favor de se organizar e esquematizar a ordem e os dias de passeios/atividade, sim, mas nada que seja muito rígido e te deixe preso ao que foi pré-estabelecido.

Tem três diquinhas super simples mas que podem fazer a diferença em facilitar ou não a mudança de planos em cima da hora:

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Seguindo essa lógica, evito sair de casa com todos os ingressos/entradas/vouchers de passeios comprados. Isso amarra e fica mais difícil mudar a programação se for necessário. Claro que, dependendo da atividade, não tem jeito e tem que comprar com antecedência mesmo, mas de maneira geral, prefiro pesquisar antes para saber se há como comprar na hora e deixar para decidir lá.

O mesmo vale para hotéis. Hoje em dia, com a existência de sites que agregam milhares de hotéis pelo mundo todo e que possibilitam reservar sem ter que pagar adiantado e ainda com cancelamento grátis até a data da viagem, como o Booking.com, não é mais necessário sair do país/cidade com exatamente t-u-d-o programado – e se sair, dá para mudar facilmente. É claro que tem a questão do preço e da disponibilidade de vagas, dependendo do lugar que você vai, e com qual antecedência você faz sua reserva, mas se você se planejar em não precisar reservar todos os hotéis e passeios, fica mais fácil e mais bacana seguir o clima do momento e mudar alguma coisa, se for necessário.

planejamento-de-uma-viagem-lista

Por exemplo, com exceção de Londres e Dublin, que foram, respectivamente, a primeira e a última cidade que visitei na minha viagem ao Reino Unido, todos os outros hotéis que fiquei nas demais cidades foram reservados de um dia para o outro. Como seria uma viagem meio diferente, onde pegaria vários trens e iria para cidades muito pequenas, fiquei com medo da minha programação não sair exatamente como o planejado e eu me ferrar com os hotéis reservados e não conseguir chegar na data – ou mesmo na cidade, sei lá. Sendo assim, só reservei daqui do Brasil os hotéis das cidades que eu tinha certeza que estaria naquele dia, que eram a primeira e a última. O restante, fui reservando de acordo com nosso deslocamento – e deu tudo certo!!

E posso falar? Foi a melhor coisa que fiz! Depois de ter errado na escolha do segundo hotel, em Cardiff, aprendi o que de fato eu deveria levar em consideração para selecionar um hotel – que, no caso, era a proximidade da estação de trem e do centro da cidade. Como errei logo na primeira mudança de hotel (hahahha #aloka), acabei super acertando nas demais. Se tivesse saído daqui com tudo reservado, provavelmente teria errado mais vezes. Afinal, nada como estar no local pra gente saber como as coisas vão rolar de fato.

A grande sacada é fazer uma programação flexível que te possibilite alterar os planos em cima da hora. Combine passeios para um mesmo dia em que seja possível jogá-los para outro dia, ou inverter a ordem, ou cancelar algum deles, se for o caso.

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Tudo depende muito de cada caso e, o principal, do estilo de cada viajante. Tem gente que é mais insegura, outros mais aventureiros, tem os mais tradicionais, os desorganizados, os perdidos (rsrs) e isso faz toda diferença na maneira como se programar. Mas isso é assunto para um próximo post…. rsrs

Por onde começar a planejar uma viagem internacional?

Orçamento definido, tempo de viagem também… só falta o destino! Acho que o item 3 do nosso passo-a-passo do post anterior merece um tópico só para ele, especialmente se o local escolhido for fora do Brasil. Vamos ver por onde começar a planejar uma viagem internacional. Porque, né? Já vimos que exitem diferenças cruciais entre organizar uma viagem nacional e para fora. E não estou falando necessariamente do valor gasto não viu? Dependendo do lugar que você escolher por aqui, o custo pode ser proporcionalmente semelhante se você fosse para fora. Quando fui com minha família de 4 pessoas para a Amazônia por 10 dias (em 2008!), gastamos cerca de R$10.000,00 no total… não é mais em conta do que ficar uma semana em Cancun, por exemplo! rsrs

Para uma viagem internacional, a primeira coisa que você deve verificar é se o seu passaporte está em dia e se o país de destino exige visto de entrada. Acredita que meu pai teve que cancelar uma viagem para os EUA 3 dias antes de embarcar porque viu que o visto dele havia vencido? rsrs #cabeção. Atenção especial nesse tópico para quem pretende levar a babá junto, ok? Alguns países dão um visto especial sem grandes dores de cabeça e outros exigem visto de trabalho. É bastante importante verificar isso com antecedência para não passar por nenhum constrangimento, como ter a funcionária deportada ao chegar no destino final… A Marina, do Blog AskMi, contou um pouco mais sobre isso nesse post aqui. Vale a leitura!!

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Questões burocráticas resolvidas, o próximo passo é se informar qual a moeda local, a média do câmbio diário e como você pretende levar o seu precioso dinheirinho. É fundamental ter uma segunda ou terceira forma de pagamento QUE FUNCIONE, caso haja algum imprevisto com o meio principal. E não se iluda: problemas acontecem, sim! Não deixe para ver se o cartão de crédito funciona apenas quando chegar no país, ok? Eu mesma tive um problemão com isso na minha última viagem ao Reino Unido em Junho desse ano… Meu dinheiro acabou e meus cartões de crédito e débito não funcionavam. Ou seja, ficamos 3 dias sem grana e tivemos que contar com a caridade alheia! rsrsrs vou fazer um post dedicado só para esse caso! =P

Na minha opinião, a maneira mais prática e em conta é adquirir aqueles cartões pré-pagos de viagem, sabe? Funciona como um cartão de débito, onde você pode fazer compras e retirar dinheiro, mas você carrega com a quantia que desejar antes. No esquema de um Bilhete Único rsrs… Acho bem fácil de usar e, o principal, é mais barato, já que geralmente o imposto é de 0,8%, e não 6,8% como nos cartões de crédito convencionais. Isso dá uma boa diferença no final da viagem, pode ter certeza!

O cartão que usei no UK foi o Multi Moedas Fitta Cash Passport, da Fitta Câmbio. Escolhi esse porque, como iria passear pela Inglaterra/País de Gales/Escócia, que usa Libra, e depois seguiria para a Irlanda, que usa Euro, preferi um cartão só onde eu pudesse carregar quantias separadas para cada moeda. De bandeira Mastercard, não tive problema nenhum em usá-lo em todos os lugares por onde passei, desde comprar os ingressos para a London Eye até uma pasta de dente no mercadinho em Edimburgo. Sacar dinheiro, então, mais fácil ainda! Qualquer caixa eletrônico de qualquer país funcionava normalmente, e eu podia ver o saldo restante em cada moeda. A única coisa que não curti muito foi o fato de não poder inserir dinheiro online. O meu pai, daqui do Brasil, tinha que entrar em contato com o vendedor do cartão e solicitar para que fosse colocada uma quantia x de dinheiro. E o pior: demorava 4 horas ÚTEIS para a grana cair e eu poder usar o cartão… E quando acaba seu dinheiro em uma sexta-feira à tarde? Foi aí que tivemos nosso problema financeiro na viagem! Não sei se as outras empresas do ramo funcionam dessa forma também, mas acho que vale pesquisar bem sobre esse ponto da recarga, viu? Ah, outro detalhe… A página do site onde você vê o saldo do seu cartão no site da Fitta é em Flash, e como levamos somente um iPad, não conseguíamos visualizar de lá… Mais um ponto de atenção!

Além disso, é imprescindível levar cartões de crédito e débito do seu banco daqui, como backup. Só não esqueça de avisar seu banco para desbloquear seu cartão para transações internacionais, ou ele será bloqueado quando você precisar usá-lo. Eu fiz o desbloqueio apenas pelo site do Itaú mas não funcionou… Na próxima, vou ligar direto na agência mesmo!

E não pode faltar o bom e velho dinheiro físico! Por mais que você tenha mil cartões, é essencial sair com uma quantia razoável de dinheiro na carteira para qualquer eventualidade, ok? A ideia não é ser neurótico não, mas precavido!

 

Como organizar uma viagem?

Organizar uma viagem de férias é sempre delicioso, mas é só começar a pensar nisso que já surgem mil dúvidas na cabeça… Para onde ir? Quantos dias em cada lugar? Quanto dinheiro levar? Mala grande ou pequena? Contratar uma agência ou ir por conta própria? Alugar um carro ou usar transporte público? Enfim… Por onde começar e como organizar uma viagem?

Começando a planejar sua viagemApesar de parecer meio clichê, o primeiro passo é definir a grana que se está disposto a gastar… Não tem jeito! Não adianta nada esquematizar toda uma viagem e depois perceber que ela não via caber no seu orçamento nem de longe, né? 😉

Bom, definido isso, acho que o próximo passo é saber quantos dias você vai querer ficar viajando, ou melhor, quantos dias você vai PODER ficar viajando (o que é bem diferente! rsrs)! Uma viagem de uma semana exige um tipo de planejamento mais simples, um mês já é uma coisa bem mais complexa e a chance de algo não sair conforme o plano é maior também. E para isso você também tem que estar preparado!

Estabelecido o tempo de viagem, vem uma questão que parece secundária mas é muito importante…viajar pelo Brasil ou para o exterior? Ir para fora do país exige algumas preocupações e precauções extras, como visto, passaporte, moeda local, cartões de viagem, língua, enfim. Isso interfere no tempo e no tipo de planejamento que você vai ter que fazer.

Nos próximos posts vamos tratar mais detalhadamente sobre esse início de planejamento e todas as etapas que se seguem! o/

Metrô de Londres: minha experiência :)

Quando viajamos para lugares diferentes, acho que o  mais bacana é conhecer os hábitos e rotina dos moradores daquele lugar, como fazem para comer, trabalhar, morar, passear, se relacionar ou se locomover. Claro que os pontos mega turísticos fazem super parte e é indispensável constarem no roteiro de qualquer um, mas não tem nada como entrar em contato com o dia-a-dia das pessoas, vivenciar o que elas vivem. Aí sim você pode dizer que realmente conheceu o lugar!!

Como eu acho isso muito importante, não tive dúvidas no quesito “locomoção” na hora de planejar minha viagem para o Reino Unido nas minhas férias desse ano! A não ser por um pequeno trajeto da viagem toda (depois explico qual e porquê!), nem me passou pela cabeça alugar um carro. Vamos se virar no transporte público! #soudopovo

Ônibus Vermelho Londres

A primeira cidade de destino seria Londres (por falar nisso… já viu o post sobre como montar seu próprio roteiro para a cidade? Não? Então, clica aqui e resolve isso logo!), e até aí é muito fácil pensar em deslocamento estando em uma cidade que tem como um de seus cartões postais um ônibus e possui a maior cobertura de linhas de metrô do mundo (que esse ano estava completando 150 anos, by the way). Não tinha muito o que pensar a respeito disso, né?

Devo dizer que não é a coisa mais fácil do mundo se localizar no metrô de Londres, todo maluco e cheio de linhas pra lá e pra cá, mas nada como se perder algumas vezes para se achar! Para falar a verdade, acho que nem quem mora lá sabe de cabeça todas as linhas e estações; são muitas!! Pra ter uma ideia, nosso hotel ficava a três ou quatro quadras da estação Whitchapel, na District Line (linha verde), e só essa linha tinha 5 sentidos diferentes e, pelo que pude contar em uma longa viagem, cerca de 56 estações. Tá bom ou quer mais? srrsrs

Mapa do Metrô de LondresEssa é uma foto que eu tirei do mapa do metrô… Um tanto quanto confuso, eu diria! hahaha Mas dá para perceber que ele tem uma cobertura enorme e você chega em QUALQUER LUGAR. Todos os pontos turísticos tem uma estação logo na frente! Fora que os nomes delas já são bem intuitivos…. Por exemplo, a estação Westminster fica em frente à Abadia de Westminster… A estaçãoTower Hill fica em frente à Tower of London… A Notting Hill Gate fica no famosos bairro de – adivinha? – Notting Hill. A estação Hyde Park Corner fica – já adivinhou? – em uma das entradas do Hyde Park…. E por aí vai! Facinho!!

Muitas das estações de metrô também são interligadas com os trens nacionais, ou seja, de Londres você consegue pegar um trem para qualquer cidade (e estou considerando também País de Gales e Escócia, viu?) com a maior praticidade…. Mas isso eu continuo em um outro post porque esse aqui já ficou longo demais! 😉

Muito amor pelo metrô de Londres <3 <3 <3