Até que ponto devo me prender ao planejamento de uma viagem?

“Pronto. Tenho todos os dias e horários da minha viagem esquematizados. Mas e se alguma coisa não sair como o previsto?”. Pois é… Apesar de achar imprescindível planejar uma viagem, não gosto de ter tudo milimetricamente cronometrado sem ter a possibilidade de alterar uma vírgula do plano inicial, afinal, imprevistos acontecem… E como!

Mas e então, até que ponto devo me prender ao planejamento de uma viagem? O ideal é usá-lo como um “norte”, e não como uma camisa de força.

Planejamento de uma viagem

Não é do meu estilo planejar cada mini detalhe de cada coisinha que vou fazer em uma viagem… Afinal, nada como você estar realmente no lugar para saber como tudo funciona, o que é bacana de ver, o que as pessoas do local recomendam, como é o acesso ao transporte, segurança, e até o seu nível de cansaço!

Por mais que você se organize, é sempre bom deixar os programas mais flexíveis para poder mudar a ordem, adicionar ou cancelar alguma atividade em cima da hora. Acho que flexibilidade é tudo quando se pensa em viajar, mesmo que for para a cidade do lado!

Temos SEMPRE que contar com imprevistos: o tempo pode mudar e inviabilizar algum passeio, você pode descobrir algo muito mais legal de fazer quando já está lá, ou que aquilo que você tinha planejado é chato/sem graça/não existe mais/inviável/muito longe/muito caro/não compensa e ter que mudar os planos de última hora, ou você pode acordar de mau humor… rsrs enfim…. é uma enormidade de fatores que podem alterar os rumos de uma viagem, por isso, sou super a favor de se organizar e esquematizar a ordem e os dias de passeios/atividade, sim, mas nada que seja muito rígido e te deixe preso ao que foi pré-estabelecido.

Tem três diquinhas super simples mas que podem fazer a diferença em facilitar ou não a mudança de planos em cima da hora:

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Seguindo essa lógica, evito sair de casa com todos os ingressos/entradas/vouchers de passeios comprados. Isso amarra e fica mais difícil mudar a programação se for necessário. Claro que, dependendo da atividade, não tem jeito e tem que comprar com antecedência mesmo, mas de maneira geral, prefiro pesquisar antes para saber se há como comprar na hora e deixar para decidir lá.

O mesmo vale para hotéis. Hoje em dia, com a existência de sites que agregam milhares de hotéis pelo mundo todo e que possibilitam reservar sem ter que pagar adiantado e ainda com cancelamento grátis até a data da viagem, como o Booking.com, não é mais necessário sair do país/cidade com exatamente t-u-d-o programado – e se sair, dá para mudar facilmente. É claro que tem a questão do preço e da disponibilidade de vagas, dependendo do lugar que você vai, e com qual antecedência você faz sua reserva, mas se você se planejar em não precisar reservar todos os hotéis e passeios, fica mais fácil e mais bacana seguir o clima do momento e mudar alguma coisa, se for necessário.

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Por exemplo, com exceção de Londres e Dublin, que foram, respectivamente, a primeira e a última cidade que visitei na minha viagem ao Reino Unido, todos os outros hotéis que fiquei nas demais cidades foram reservados de um dia para o outro. Como seria uma viagem meio diferente, onde pegaria vários trens e iria para cidades muito pequenas, fiquei com medo da minha programação não sair exatamente como o planejado e eu me ferrar com os hotéis reservados e não conseguir chegar na data – ou mesmo na cidade, sei lá. Sendo assim, só reservei daqui do Brasil os hotéis das cidades que eu tinha certeza que estaria naquele dia, que eram a primeira e a última. O restante, fui reservando de acordo com nosso deslocamento – e deu tudo certo!!

E posso falar? Foi a melhor coisa que fiz! Depois de ter errado na escolha do segundo hotel, em Cardiff, aprendi o que de fato eu deveria levar em consideração para selecionar um hotel – que, no caso, era a proximidade da estação de trem e do centro da cidade. Como errei logo na primeira mudança de hotel (hahahha #aloka), acabei super acertando nas demais. Se tivesse saído daqui com tudo reservado, provavelmente teria errado mais vezes. Afinal, nada como estar no local pra gente saber como as coisas vão rolar de fato.

A grande sacada é fazer uma programação flexível que te possibilite alterar os planos em cima da hora. Combine passeios para um mesmo dia em que seja possível jogá-los para outro dia, ou inverter a ordem, ou cancelar algum deles, se for o caso.

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Tudo depende muito de cada caso e, o principal, do estilo de cada viajante. Tem gente que é mais insegura, outros mais aventureiros, tem os mais tradicionais, os desorganizados, os perdidos (rsrs) e isso faz toda diferença na maneira como se programar. Mas isso é assunto para um próximo post…. rsrs

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