Monthly Archives: June 2014

E a Copa continua! Próxima parada: Camarões

E já está quase chegando o próximo jogo do Brasil na Copa e ainda não falamos de Camarões. Ai ai ai. Tá errado isso aí, produção! rsrs Nada como um feriado prologando emendado em uma semana de TPM’s e enxaquecas para atrapalhar a programação! Mas estamos de volta e já vamos tirando o atraso.

Camarões. Bem difícil falar sobre Camarões, não? De modo geral, é um país que sabemos muito pouco à respeito. Hum… Fica na África. Ok, já é um bom começo. Mas duvido que você saiba que as línguas oficiais do país são Inglês e Francês (uhum! Chique!) e que, além delas, existem outras 200 línguas e dialetos diferentes? Pois é. Foram muitas divisões, junções, separações e etc na época de colônia. Aí dá nessa miscelânea toda!

Camarões - Bandeira

Mas a diversidade e variedade não está só na maneira de se comunicar. Camarões é tido como uma “África em miniatura”, já que possui um pouco de tudo o que é característico do continente em termos de paisagem: floresta tropical, praias, desertos, savanas, montanhas.

Só para ter uma ideia dos lugares mais legais de Camarões… Vamos ver?

Monte Camarões

É o ponto mais alto do país, com mais de 4.000 metros de altitude. Ainda por cima, é um vulcão ativo. Sua última atividade foi em 2000, ou seja, bastante recente quando se trata de questões geológicas! Lá é um excelente lugar para se fazer trilhas e montanhismo. Dá para escalar um dos lados da montanha, inclusive.

Camarões - Monte Camarões 1

Camarões - Monte Camarões 2

Parque Nacional Waza

Ir para a África e não fazer um safárizinho sequer não dá, né? O Parque Nacional Waza é ideal para isso. Considerado uma reserva da Biosfera pela UNESCO, o parque tem cerca 1.700 Km² de extensão e abriga uma fauna incrível: girafas, elefantes, leões, aves (muitas delas, by the way! Mais de 400 espécies!).

Camarões - Parque Nacional Waza 1

Camarões - Parque Nacional Waza 2

Balneário de Kribi

Mas não é só de safári que se faz o país, como já mencionei lá em cima. Para quem curte uma praia com belíssimas paisagens e uma boa infra-estrutura, não pode deixar de passar uns dias no Balneário de Kribi. É bastante procurado pela high society africana aos finais de semana, super point do momento da região!

Camarões - Balneário de Kribi 1Camarões - Balneário de Kribi 2

Tudo lindo, né? Mas é difícil até de encontrar informações e, principalmente, imagens, de Camarões. É proibido tirar fotos de edifícios governamentais e pontos turísticos, acredita? Se arriscar, você corre o risco de ter sua máquina confiscada. Tenso, né? O ruim é que isso não ajuda em nada na divulgação do país e de seus atrativos para visitantes, o que poderia alavancar o turismo na região.

E aí? Curtiram? Quem se anima?

Bjos!!

 

Sobre mudar…

Não, você não está vendo coisas. Nem entrou no site errado também. É só o layout do blog que está mudando mesmo 🙂

E sim, o termo é “mudando”, e não “mudou”. Estamos ainda em fase de testes para ver o que funciona melhor, portanto, não se assuste se você entrar aqui de novo e estiver tudo diferente outra vez! Hehehe

Gosto muito de mudar as coisas. Me incomoda fazer ou observar uma mesma coisa por muito tempo. Pode ser o treino da academia, a disposição dos objetos no quarto, as gavetas do armário, o café da manhã. Até na vida dos outros eu gosto que tenha mudanças! Adoro quando uma amiga muda de emprego. Ou de namorado (e na maioria das vezes, eu não tenho nada contra o anterior!). Ou que alguém mude a rotina de alguma forma. Mude de carro.

MudarSei lá, acho que ver o outros mudarem também, mudarem qualquer coisa, me faz sentir que não estou sozinha. Hahaha. Como eu gosto muito de mudar, transformar, tirar da zona de conforto, reinventar, me acho menos doida ao ver que as pessoas também fazem isso! Isso por ser um pouco de ansiedade? Talvez. Mas não só isso.

Mudar, para mim, significa oxigenar. A gaveta, o quarto, a rotina, a mente, a vida. É como se entrasse um golpe de ar fresco no ambiente, sabe? Faz girar as energias, boas e ruins. Mesmo as energias boas acabam se acomodando, ficam “velhas”. Então, acho importante colocar tudo em movimento. Dar uma arejada. Parece que, a cada pequena mudança, o jogo zera. Podemos começar tudo de novo, e diferente. Surgem novas e várias possibilidades pela frente. Novas opções. Podemos fazer acontecer de outro jeito. E não porque, necessariamente, o jeito que estava antes era ruim. Não. Muito pelo contrário. Mas é muito bom ter a chance de poder melhorar, otimizar, aperfeiçoar. Alcançar novos resultados. Melhores ou piores.

E independentemente do resultado, acho que mudar é sempre pra melhor, é sempre positivo. Por mais que uma mudança pareça ruim na hora, ou que dê errado, ou que não saia exatamente como o planejado, no fundo, acho que sempre acaba dando certo de alguma forma. A gente sempre apende. Sempre evolui. Nunca mais somos os mesmos depois de uma mudança, seja ela simples ou complexa. E acho isso bem interessante!

Ok. Passado o momento de devaneio filosófico, acho que deu para entender que, vira e mexe, eu vou mudar alguma coisinha por aqui. Coisinha simples, como um tipo de post ou o layout do blog mesmo. Mas são coisinhas que eu acho que fazem toda a diferença. Ou porque vai ficar mais interessante, ou mais fácil de ler, ou mais bonito de ver, ou mais informativo. Ou um pouco de tudo. Sempre no intuito de melhorar, aprimorar, evoluir. Para mim e para vocês.

E sim, eu sei que esse post não tem nada a ver com o tema central, que é viagem. Mas acho que tem a ver com a vida, então vale para todo mundo!

A vantagem de se ter um blog é exatamente essa, né? Poder escrever o que a gente pensa. Espero que gostem (do post e do layout!) e, se não gostarem, deixem sua opinião, sugestão, ou qualquer outra coisa para mim, que a gente vai acertando!

 

Obrigada 🙂

México: Cozumel, Tulum e Chichén Itza

Eita que o jogo do Brasil contra o México não foi dos melhores, né? Mas, pelo menos, não perdeu! hehehe De qualquer jeito, não vai ser por isso que vamos deixar de falar um pouquinho sobre o país. Mas ele é muito grande. E tem muitas cidades. E muitas culturas diferentes. Tem desde grandes centros urbanos, passando por praias caribenhas paradisíacas, a ruínas de antigas civilizações. É muita História, esse povo! E muito lugar lindo e interessante. Cozumel 9 Por isso, resolvi eleger três cidades bem próximas umas das outras, ao invés de cantos diferentes dentro do país. (E ah, por falar nisso, já viram o post sobre a Croácia? Não? Clica aqui, então e já resolve isso!). Dessa vez, a ideia foi pensar em algo que possa facilmente servir de sugestão para uma mesma viagem. 10 dias são suficientes para aproveitar tudo e mais um pouco! E é daquelas coisas que a gente não pode morrer antes de conhecer.

O lugar escolhido resume o que o México tem de mais especial: grandes tesouros naturais e históricos. Estou falando de Cozumel, Tulum e Chichén Itza. Vamos ver? Cozumel Ah, o Caribe… praias paradisíacas, resorts à beira-mar, piscina de fundo infinito para um mar azul turquesa, calor, sol e tequila. Falou em Caribe, vem essas imagens na cabeça, não? E pode ter certeza que Cozumel vai te proporcionar tudo isso. E mais um pouco ainda. Cozumel 2Cozumel é o queridinho de mergulhadores do mundo todo. E como não ser, né? Para começar, na região se encontra o 2º maior recife de coral do mundo (o primeiro é o da Austrália!). A água é de uma cristalinidade infinita. A vida marinha é exuberante. O clima, perfeito o ano inteiro. Não dá para não amar! S2 Cozumel 1Mas Cozumel não é só para quem curte ficar debaixo d’água, não. Milhares de turistas desembarcam de dezenas de cruzeiros marítimos que aportam por lá todos os dias. Nas rotas pelo mar do Caribe, é destino certo. Além das várias praias que mais parecem montagens feitas no Photoshop, Cozumel fica em uma área livre de taxas (duty free), ou seja, é o paraíso das compras! yey! E para completar o pacote, a região também é um prato cheio para quem se interessa por civilizações antigas. O Sítio Arqueológico Maia de San Gervasio, por exemplo, é o mais antigo e importante sítio arqueológico de Cozumel e abriga o antigo santuário em homenagem à deusa da fertilidade (Ixchel). Com certeza, vale a visita se você estiver na Ilha. Cozumel 4 Cozumel 5Tulum Ainda no embalo das civilizações antigas, é imperdível conhecer mais dois pontos fundamentais da cultura maia. Se tiver como adicionar mais uns 2 dias na sua viagem, atravesse o continente de volta e vá para Tulum. É uma antiga cidadezinha litorânea, localizada ao sul de Cozumel. Construída pelos Maias (sempre eles!!), ela ainda mantém as muralhas que envolvem a cidade e abriga um importante sítio arqueológico, já que suas ruínas ainda estão muito bem preservadas. Cozumel 7Mas é claro que, estando no mar do Caribe, as praias de Tulum não deixam de ser, no mínimo, sensacionais. Lojas, bares e restaurantes se espalham pela entrada da cidade, e nada como tirar um dia para curtir o mar e conhecer o parque arqueológico 🙂 Cozumel 8 Chichén Itza Para completar a overdose de ruínas, não podia deixar de citar o sítio arqueológico de Chichén-Itza, que fica a cerca de 3 horas de carro de Tulum, sentido “interior”. Considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO e uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo, abriga o famoso Templo Maia de Kukuclán. Você, provavelmente, não deve ter ligado o nome à pessoa (ou ao templo pra falar a verdade!), mas com certeza já viu a imagem abaixo , não? Cozumel 3 Tá bom ou quer mais? Acho que esses 3 lugares são umas das principais atrações do México. São próximos uns dos outros e facilmente “encaixáveis” (existe essa palavra, gente??) dentro de um mesmo roteiro. Se você conseguir unir as praias e os sítios arqueológicos em uma mesma viagem, com certeza será uma experiência única e inesquecível! Bjos!

Um situação bizarra em Montevidéu!

Alguém aí já teve alguma experiência muito bizarra em um país ou cidade diferente? Algo muito estranho que aconteceu e você fica se perguntando se foi pessoal ou se é um hábito local um tanto diferente demais para o seu gosto?

Sempre conto para as pessoas de uma situação muito peculiar que aconteceu comigo e com minha família em Montevidéu, quando o navio parou na cidade e nós descemos para dar uma volta. Era dia 31 de Dezembro de 2013, ou seja, véspera de ano-novo. A cidade estava vazia. Os estabelecimentos todos fechados. Parecia feriado mesmo, sabe? Eis que começamos a ouvir uma música. Andando mais um pouquinho, passamos por uma rua, ainda perto do porto, e estava tendo uma festa. Uma galera dançando e pulando com muitas garrafas de bebida na mão. Ok, normal. Comemoração antecipada de final de ano, talvez? Bom, desviamos da muvuca e continuamos seguindo pelo mapa que pegamos na entrada da cidade rumo aos pontos turísticos.

Montevideú 1Entramos em uma viela e vi que tinham algumas poças d’água no chão. Devia ter chovido à noite, né? Ok, normal também. Não dei muita importância. Continuamos caminhando tranquilamente quando, de repente, PÁ! Eu e meu pai tomamos um banho de água na cabeça! Caído do céu. Do nada. !e repente. Na hora parei sem entender o que tinha acontecido e, ao olhar para cima, vi uma mulher e um menino na sacada com um balde vazio na mão rindo loucamente! Sim!! Foi de propósito! A princípio, achei que tinha sido o menino causando, mas a mulher (mãe, talvez?) também estava rachando o bico e apontando para a nossa cara.

Não sabia se ria ou se chorava. HAHAHA. Na hora, fiquei bastante irritada. Afinal, WHAT THE FUCK? Quem sai molhando os outros na calçada assim, de graça? Depois de uns minutos assimilando o que tinha acontecido, nos recompusemos e continuamos andando. Fazer o que, né?

Montevideú 2Um pouco mais para frente, demos de cara com uma outra rua em que estava tendo outra festa. Várias poças de água na rua também. E tinha muita gente. E muita gente jogando água uns nos outros. Aí comecei a perceber que, talvez, aquilo fosse uma tradição em festas de rua: molhar as pessoas. Cada louco com sua mania, né? Quer dizer, cada país com sua cultura! hahaha Mas estávamos com m-u-i-t-a cara de turista. Mochila nas costas, máquina fotográfica pendurada no pescoço, boné, mapa na mão e aquela típica cara de “onde estou? quem sou eu?”. Definitivamente, não éramos do país e, consequentemente, não estávamos acostumados àquele costume. Achei que isso fosse suficiente para nos pouparem de mais água.

Não tínhamos muitas opções de caminhos alternativos. Teríamos que passar pela rua da festa. Fomos andando encostados nos prédios, embaixo das sacadas, pois ficamos espertos com baldes d’água que poderiam ser jogados na gente de cima #malandrinhos  #játavamanjando (Montevidéu tem muitos prédios antigos e todos tem sacadas, daquelas com cantos arredondados, sabe?). A ideia era passar despercebido. Até aí, tudo tranquilo. Eis que, na nossa direção, vinha um grupo de jovens – claramente bêbados – com garrafas de cerveja na mão. Eles olhavam e riam. Mas tudo bem, pensei, eles não tem água. Ufa. Menos mal! Realmente não tinham água, mas tinham cerveja. E adivinha? Quando cruzamos com eles, um deles VIROU UMA GARRAFA DE CERVEJA DENTRO DA MINHA BLUSA. Exatamente. Levei um banho de cerveja nas costas. Do nada. Muito agradável.

Montevideú 3Como vocês podem imaginar, fiquei muito irritada com isso. Já não bastava estar molhada do balde d’água na cabeça de poucos minutos atrás. Mas cerveja? PORRA, cerveja gruda! Ok… Respira! Com muito ódio no coração, seguimos andando. Achei que já tinha sido o bastante. Sim, já entendemos que é uma tradição de vocês. Já entendemos que vocês estão comemorando alguma coisa e isso é uma prática comum. É assim que se divertem, não é? Jogando água na galera? Em qualquer um? Incrível! Muito criativo! E refrescante, também! Afinal, quem não gosta de levar um banho no meio da rua em pleno calor de Dezembro? Justo! Obrigada por nos mostrarem a cultura local. Adorei! Mas agora já deu. Podemos passar então? Sem água? Muito menos cerveja? Obrigada. De nada.

Eis que um grupo começa a jogar bexigas cheias de água na gente. Foi um ataque, praticamente! E jogadas de longe, aquilo dói onde pega. Derrubou os óculos de sol do meu pai no chão. HAHAHAH bizarro!

Saímos correndo andando e, no caminho, ainda conseguimos desviar de mais um ataque aéreo. Ufa! Pelo menos um… Ao chegar na praça central da cidade, já tinha mais movimento e ninguém nada nos outros por aí. Ainda estávamos meio extasiados pelo acontecido. Aquela cara de “calma aê… mas o que foi isso, afinal?” Terminamos nosso tour e voltamos para o navio. Lá, ouvimos muita gente reclamar da “recepção” pouco calorosa dos uruguaios. É… sei bem como é! rsrs

Montevideú 4

Eu realmente fiquei muito brava na hora. Era óbvio que éramos turistas passeando na cidade e não tínhamos obrigação de “entrar no clima” da festa. Pelo menos, não de maneira forçada. Achei desrespeitoso. Estávamos com máquina fotográfica na mão, mochila. Claramente não estávamos com um look adequado! rs Poderia ter estragado as coisas. Acho que a máxima “quando um não quer, dois não brigam” se aplicava bem para aquele momento.

Mas depois que passou, começamos a rir da situação – que, vamos combinar, é bem engraçada quando se conta! E comecei a me questionar se eu tinha direito de ficar brava. Afinal, estávamos no país deles, no meio da comemoração deles (seja ela qual for, já que não descobri até agora. Alguém sabe?). E pensei no nosso Carnaval. A galera também fica enlouquecida nessa época. Sai do corpo! E se um gringo meio desavisado no meio da folia fosse atacado por confetes, serpentinas e espuma? Teria ele razão de ficar puto? Afinal, é uma festa, e é assim que fazemos. E o intruso é ele. Nós estamos no nosso país. Será que isso se aplicaria para o que aconteceu com a gente em Montevidéu?

Sei lá! Hoje acho engraçado, apesar de não ter gostado. hahaha Mas ainda não tenho uma opinião formada sobre isso. A gente deveria saber que estava tendo festa? Deveria ter levado na esportiva e, quem sabe, até ter entrado na brincadeira? Ou, já que éramos turistas passeando e não podemos prever essas coisas, temos mesmo o direito de ter ficado bravos? Alguém tem alguma opinião sobre isso? O que acham?

Bjos!!

Conhecendo as maravilhas da Croácia

E já que só se fala de Copa do Mundo nesse planeta (Vai Brasil!!!), vamos também entrar no clima! Como? Conhecendo um pouquinho mais da Croácia, primeiro rival da nossa seleção no jogo de abertura do mundial (3×1!). E se você está pensando que a Croácia é feita somente de muitas consoantes juntas (viram os sobrenomes do jogadores? Gente, como se fala aquilo? hahaha), está redondamente enganado!

Croácia - Bandeira

Nos últimos anos, o país virou sensação para turistas do mundo todo graças às suas incríveis praias e paisagens naturais, além de cidades históricas muito bem conservadas. Mas o que mais chama atenção dos visitantes mesmo, são as praias. P-a-r-a-d-i-s-í-a-c-a-s. O mar é de um turquesa exuberante, a água é cristalina até não dar mais… Por essas e outras, o verão croata é um dos mais badalados atualmente, pau a pau ali com Ibiza – e apesar de não ser barato, é um pouco mais em conta do que a praia espanhola.

Croácia - Zagreb1

 

E não poderia ser diferente… A Croácia tem cerca de 1.185 ilhas espalhadas pelo mar Adriático. Cruzeiros marítimos povoam o oceano subindo e descendo a costa, pingando de ilha em ilha (que também podem ser visitadas por meio de balsas que ligam umas às outras). Gente, é tanto lugar! Uma mais lindo que o outro!

Aqui eu só vou mostrar 3 dos lugares que mais me chamaram atenção. Um pouquinho de cada coisa. Mas é uma pena poder mostrar tão pouco… Poderia ficar até semana que vem escrevendo sobre as belezas da Croácia! Vamos lá?

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Dubrovnik

Popularmente chamada de “pérola do Adriático”, a cidade é considerada um patrimônio mundial pela UNESCO, tamanha sua grandeza histórica e natural. E o termo “grandeza” só se aplica a isso mesmo, já que a cidade é pequena e pode ser tranquilamente percorrida à pé.

Croácia - Dubrovnik

Dubrovnik é bastante contraditória. Apesar de ser cercada por construções medievais, fortes e uma muralha (que separa o centro histórico, chamado de Cidade Velha), a cidade esbanja juventude, graças às universidades da região e à vida noturna movimentada. Restaurantes, bares e cafés que proporcionam vistas incríveis do mar e do pôr-do-sol são sempre muito movimentados. Lanchas e iates param por ali para curtir o dia.

Croácia - Dubrovnik2

Um dos pontos altos da cidade é o passeio ao Monte Srdj (de novo, muitas consoantes juntas!). A vista lá de cima é arrebatadora: de uma só vez, dá para ver o mar, a Cidade Velha e as montanhas da Herzegovina. O melhor jeito de chegar no topo é pelo teleférico. Pelo caminho dá para ver a cidade sumindo lá embaixo. Ó só:

Croácia - Dubrovnik3

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Ilha Hvar

Apelidada de “Ibiza croata”, já dá para imaginar que, além de belíssimas praias, o lugar é tomado por bares, baladas e festas à beira-mar. É um dos lugares mais ensolarados do país, com mais de 2,7 mil horas de sol por ano. Isso é muito, acredite!  O verão, obviamente, é a estação mais bombada, mas a ilha é bastante procurada também no resto do ano.

Croácia - Hvar1

A praia de Hula Hula é uma das mais famosas de Hvar. Restaurantes e bares super badalados são um convite aos jovens  e turistas e todas as idades. O pôr-do-sol vira um espetáculo à parte e é um dos momentos mais procurados do dia. 

Croácia - Hvar2Apesar de ser muito mais calma, vazia e, por isso mesmo, sem infra-estrutura do que a vizinha Hula Hula, a “Lagoa Azul”, chamada assim pelos locais, é um das mais belas praias da ilha. Só dá para chegar nela por meio de uma trilha a partir da praia de Hula Hula, por isso, que gosta de paz e tranquilidade para apreciar uma vista incrível, a “Lagoa Azul” é a pedida certa!

Croácia - Hvar3__________________

Parque Nacional Lagos de Plitvice

O QUE É ESSE PARQUE? Apesar da Croácia ser conhecida pelas suas várias e lindíssimas praias, o interior do país também abriga paisagens espetaculares.São mais de 296 mil km² (!!) repletos de natureza. 16 lagos, cachoeiras, cavernas, penhascos, montanhas. Claro que também não poderia deixar de ter sido declarado patrimônio da humanidade pela UNESCO.

Croácia - Lagos1Dá para percorrer o parque por meio de diversos caminhos, com intensidades e tempos diferentes. Passarela, pontes, trilhas. Faz-se de um tudo por lá, mas é super seguro e muito bem sinalizado. Também tem restaurantes e cafés lá dentro – e que são, presumidamente, o olho da cara.

Croácia - Lagos2Mas não é só no verão que dá para curtir o parque. A neve do inverno modifica completamente as paisagens verdes e azuis do verão e proporcionam imagens únicas. Dá só uma olhada:

Croácia - Lagos4__________________

Incrível, né? Um país que a gente só houve falar quando se trata de problemas ou guerras e que, no fundo, abriga belezas extraordinárias que a gente nem faz ideia! Que tal programar umas férias por lá, hein? #sonhomeu #quemsabeumdia

 

Como conhecer Buenos Aires em apenas um dia

Está fazendo uma escala, uma viagem de navio ou caiu de paraquedas por acaso e só tem um dia para curtir Buenos Aires? Esse post foi feito para ajudar aqueles que tem pouco tempo para ficar na cidade mas gostaria de conhecer o máximo possível. São as atrações mais imperdíveis de todas, do tipo “COMO ASSIM VOCÊ FOI PARA BUENOS AIRES E NÃO FOI LÁ????”.

Apesar de Buenos Aires ter um transporte público até que bacana, a cidade é muito grande para ficar pra lá pra cá e metrô e você acaba perdendo um tempo precioso se locomovendo – tempo esse que você não tem de sobra. Minha sugestão seria reservar um táxi para o dia todo. Táxi lá também é muito barato. Assim, você consegue chegar em todos os cantos que quiser de maneira segura, prática e flexível. Converse com um taxista e vocês vão chegar em um acordo de tempo e preço que seja bom para todo mundo.

Caso você esteja fazendo um cruzeiro, dá para reservar um táxi na saída do porto. Nós fizemos isso na última viagem de navio e deu super certo. Combinamos um valor de cerca de R$200 (para 4 pessoas, foi bem ok) e um período de 4 horas, mais ou menos. O motorista era incrível e super solícito. Ele nos deu várias explicações bacanas sobre os lugares que visitamos, tirou várias fotos para a gente, e ainda nos levou para comer uma típica empanada argentina. Foi a melhor coisa que fizemos, sem dúvida. Muito melhor do que comprar as excursões do navio, inclusive, que custavam o olho da cara e tem aquela questão de horário e itinerário fixo.

Buenos Aires em um dia

Casa Rosada

Não, não tem como ir à Buenos Aires e não conhecer um dos principais cartões postais da cidade: a sede do Governo. O jardim em frente à casa é lindo e rende ótimas fotos! E ah, você provavelmente vai ver algum protesto ou manifestação na praça. O governo argentino tem algumas contas a certar com o povo, como o caso dos soldados que morreram na guerra das Malvinas e que as famílias ainda esperam alguma resposta e explicação. Sempre há faixas, cartazes e protestos pacíficos, mas nada que impeça a visita.

Buenos Aires - Casa RosadaTambém é possível fazer uma visita guiada por dentro da Casa Rosada, mas creio que só funcione aos fins de semana e feriados. Entretanto, se você está com as horas contadas, talvez não dê tempo de fazer esse passeio. Deixe pra uma próxima 😉

Café Tortoni

Aproveite que está na Casa Rosada e dê uma esticadinha até o café para fazer uma boquinha. É um dos mais famosos e tradicionais da cidade.

Buenos Aires - Café Tortoni

Cemitério da Recoleta

Sei que parece um tanto quanto mórbido e até doentio (ahhaha) indicar um cemitério como ponto turísticos, mas realmente é uma atração imperdível! A maioria dos visitantes vão ver o túmulo de Evita Perón, famosa ex-primeira-dama argentina, mas o que também chama a atenção nesse cemitério é que a maioria dos túmulos são construções monumentais e tem as portas transparentes, ou seja, dá para ver os caixões lá dentro. É bem estranho! E meio horripilante também, confesso. HAHAHA

Buenos Aires - Recoleta

Buenos Aires - Recoleta 2

Sem dúvida, é um passeio bem diferente e interessante. Não deixe de passar por lá, hein? Eu adorei!! Ao sair do cemitério, aproveite para andar à pé pelo bairro da Recoleta… é lindo e super elegante!

Estádio do Boca Juniors

Mesmo para aqueles que não dão a mínima para futebol, recomendo parar em frente ao estádio nem que seja somente para tirar algumas fotos. Afinal, é um símbolo bastante representativo do país e muito importante para os argentinos.

O bairro do Boca, na verdade, é bem simples e puramente residencial. Você está andando na rua e, de repente, pá!, surge um estádio do nada. Ele fica incrustado no meio do bairro, quase não dá para vê-lo se você não prestar atenção, mas dua imponência é incrível quando chegamos perto dele.

Buenos Aires - Boca JuniorsAssim como no caso da Casa Rosada, se você tiver tempo, vale visitar o museu e conhecer o estádio por dentro 😉

El Caminito

O Caminito, as famosas ruelas com casinhas coloridas, fica perto do estádio e dá para ir andando de um para o outro. Mas posso ser BEM sincera? Não tem nada de mais. Acho que vale a visita por ser um lugar também tão emblemático de Buenos Aires, mas não tem nada de sensacional. Virou uma coisa unicamente turística, sabe? Tudo muito caro, muvuca, sujeira, enfim. É mais pelas fotos, mesmo.

Buenos Aires - Caminito

O que tem de mais interessante, na minha opinião, são alguns “shows” de tango em frente a um ou outro restaurante. Claro que, assim como todo o resto do Caminito, é feito pra turista ver, mas não vou negar que é bem agradável parar um pouco no meio da rua e assistir a um casal dançando tango na calçada!

Rua Florida

Pra quem gosta de ver vitrine e fazer compras, esse é o lugar! A famosa rua (que não passa carro, na verdade, é só para pedestres) é cheia de lojas, restaurantes, cafés, tango nas calçadas. O que você quiser encontrar em Buenos Aires, principalmente roupas em couro, tem na Rua Florida.

Buenos Aires - Rua FloridaPuerto Madero

A região é cheia de escritórios chiques e prédios comerciais. Também tem uma universidade, hotéis de luxo e museus. Mas Puerto Madero virou point em BsAs devido aos diversos bares e restaurantes, com o Rio da Prata como cenário de fundo.

Buenos Aires - Puerto MaderoAcho um lugar muito bacana para ir durante o dia. Almoce por lá e depois passeie pelas margens do rio. Atravesse também a Ponte da Mulher, que te proporciona uma linda vista do bairro e do rio. Sem dúvida, é indispensável passar por ali!

Show de Tango

Se você tiver tempo disponível à noite na cidade, procure uma casa de tango e vá assistir a um show. Sim, é um passeio bem clichê, mas estamos falando de conhecer as principais atrações turísticas de Buenos Aires em apenas um dia, lembra? Por isso, um jantar acompanhando de um clássico show de tango não poderia faltar.

Buenos Aires - Senor Tango

Um desses lugares que sempre ouço falar muito bem é o Señor Tango, casa famosa por oferecer um dos melhores shows de tango da cidade e um jantar espetacular.

 

Pronto! Fazendo tudo isso você terá conhecido o principal de Buenos Aires. Claro que tem muitas outras atrações imperdíveis, como o Zoológico, o Jardim Japonês, o Hipódromo e muitas outras, mas acho que esses citados no post são os top do top! alguém tem outras sugestões para dar?

Bjos!!

*Fotos: arquivo pessoal

Stratford-upon-Avon: o que fazer, onde ficar e como chegar

Stratford-upon-Avon é uma cidade pequenininha localizada na região das Cotswolds, interior da Inglaterra. Ela poderia ser apenas mais uma das várias cidadezinhas minúsculas com hífen no nome que existem na vizinhança, como Burton-on-the-Water, Moreton-in-Marsh, Stow-on-the-Wold e muitas outras. Mas Stratford tem um “algo a mais”, que atrai milhares de turistas ao longo do ano. É a terra natal de William Shakespeare.

Stratford-upon-Avon - Welcome

Se puder, não deixe de visitar Stratford-upon-Avon. A cidade mantém o clima antigo e o estilo de construção da época de Shakespeare (meados do século XVI). Parece uma maquete, uma cidade de boneca. É tudo muito arrumadinho e bem conservado. Mistura muito bem o ar interiorano de séculos atrás com as facilidades e modernidades de hoje em dia.

2 dias na cidade são suficientes para conhecer todos os pontos turísticos com calma. Se tiver tempo, reserve um dia a mais e faça um bate-e-volta para outra cidadezinha ali perto. No final do post eu falo mais sobre isso.

Vamos ver como chegar, onde ficar e o que fazer!

Dica: clique nas fotos para ampliá-las 😉

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Como chegar

Chegar na cidade não é problema. Pegamos um trem em Oxford e descemos na estação de Strarford-upon-Avon, bem próxima ao centro (aliás, quase tudo é bem próximo ao centro…). Tivemos que ir à pé para o nosso hotel porque o taxista não quis nos levar, devido à curta distância hehehe. Realmente, foram apenas 10 minutos,  mas que parecem uma eternidade quando a gente tem que puxar uma mala gigante com uma mochila pesada nas costas pela rua 😉

Para quem for de carro, é melhor parar no bolsão de estacionamento que existe logo na entrada da cidade. Na Inglaterra como um todo, a prioridade definitivamente não é carro (e vamos combinar que não deveria ser aqui no Brasil também, né?), por isso, achar estacionamento ou vaga na rua é a maior dificuldade. E não porque é lotado, mas porque simplesmente não tem!

É mais chato se locomover entre as cidadezinhas de ônibus e trem, por isso um carro acaba sendo a melhor alternativa. Mas quem quiser, como a gente, dá para fazer tudo à pé ou de ônibus, sim. Tranquilamente.

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O que fazer

– Visite o circuito Shakespeare.

1. Holy Trinity Church, igreja onde Shakespeare foi batizado e enterrado. Grande parte dela é dedicada a contar mais sobre a vida do poeta, como fotos, fatos e cronologia. Além de term os túmulos dele e da esposa. Imperdível!

Stratford-upon-Avon - Igreja2. Hall’s Croft, a casa onde viveu a filha de Shakespeare com seu marido. A casa toda é muito conservada, sendo que boa parte da construção e dos objetos são originais. Mesas, utensílios, camas, armários, cadeiras. Tem tudo lá.

Stratford-upon-Avon - Hall's Croft3. Nash’s House & New Place, a casa onde o poeta viveu seu últimos anos. Além disso, há no quintal uma área de escavações onde foram encontrados objetos importantes de Shakespeare. E não deixe de ir nos jardins no fundo da casa, é a coisa mais linda!

Stratford-upon-Avon - Nash's House4. Shakespeare’s Birthplace, a casa onde ele nasceu e hoje funciona como uma espécie de museu. Fica bem no centro e tem muita coisa interessante!

Stratford-upon-Avon - Birthplace5. Anne Hathaway’s Cottage, a fazenda onde morou a família da esposa do poeta. Sem dúvida, uma das atrações que mais gostei em Stratford-upon-Avon. Tem uma espécie de guia que te explica tudo o que você quiser saber sobre o lugar e os hábitos e cultura da época (só se você quiser, claro). E o jardim? ESPETACULAR. Não deixe de ir!!!

Stratford-upon-Avon - Cottage

– Faça um passeio de barco pelo rio Avon.

O rio corta a cidade e passa ali, bem no meio da pracinha central. A água é cristalina e as margens são limpíssimas, mesmo não havendo nenhuma cerca ou muro de proteção. Bem na praça ficam uns barquinhos parados e uma placa com os próximos horários de passeio – que duram uma meia hora. É só chegar lá, esperar pelo próximo barco e pronto!

Stratford-upon-Avon - Rio Avon

O ingresso custou cerca de 11 libras por pessoa, e o pagamento é feito durante o passeio (e não aceita cartão, ok? Só dinheiro!). O barco é muito bem arrumado e limpo. Boa parte dos bancos ficam na parte coberta, já que a chance de estar ventando ou garoando é grande. O roteiro é bem simples: uma volta para um lado e para o outro da praça. Mas é muito bacana! Tem várias casas enormes na margem do rio que é um espetáculo de olhar. É aquele típico rolê tranquilo, para admirar a paisagem e descansar.

– Passe horas andando pelas ruas do centro.

Escolha uma rua e vá. Saia andando. Sem destino, sem pressa. Olhe as vitrines, entre nas mil lojinhas de souvenirs. Atravesse o rio para o outro lado, depois volte. Fique na pracinha olhando o rio e o movimento das pessoas. É uma excelente maneira de recarregar as energias, pode ter certeza!

– Faça um bate-e-volta para alguma das cidadezinhas da região.

Eu fui para Burton-on-the-Water em me APAIXONEI! É conhecida como “a Veneza das Cotswolds” por causa do rio que corta a cidade. Parece uma cidade de boneca, juro! Super pequena, é super limpinha e organizada. Uma parada para um almoço ou chá da tarde é suficiente. Mas ande. Ande por tudo. Tem bairros residenciais que parecem de filme! As casas não tem muro, nem cerca, nem portão. Mas tem muitos jardins e flores por todos os cantos. É uma das cidades mais lindas que já vi. Um sonho! PS.: dá pra voltar já???

Stratford-upon-Avon - Burton

Para chegar lá, pegamos um ônibus no centro de Stratford, descemos em Moreton-in-Marsh e pegamos outro para Burton-on-the-Water. Parece complexo mas não é! Só é um pouco demorado, levamos cerca de 2 horas, mas compensa muito quando você chega no destino final! Fora que a paisagem do caminho todo é espetacular! A gente acaba passando dentro de várias cidades…. Uma mais linda que a outra, um encanto!

Se estiver de carro, é bem mais rápido, com certeza. Pergunte no centro de informações que eles indicam o melhor caminho. São super atenciosos e solícitos!

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Onde ficar

Recomendo MUITO o The Legacy Falcon Hotel. É maravilhoso! A decoração não chega a ser exatamente rústica, mas tem um ar de casa de campo, uma pegada de interior com um quê de elegância. Acho que as palavras que melhore definem o hotel são: conforto e elegância. A diária custou cerca de 150 libras em um quarto para duas pessoas. Ficou bem na média do que gastamos nos demais hotéis.

Os quartos são super aconchegantes e espaçosos. O café da manhã tem várias boas opções e tem até garçom perguntando se você quer um pão torrado – branco ou integral – que eles preparam na hora e te levam na mesa. O restaurante serve um jantar espetacular, vele à pena comer por lá.

Stratford-upon-Avon - hotel

A localização também é excelente. Alguns quarteirões para a esquerda e você chega no centro e na pracinha. Andando para a direita, fica a casa do Shakespeare e, mais um pouquinho, a Igreja onde ele foi batizado.

Na verdade verdadeira, acabamos caindo nesse hotel meio que no desespero! Quando fiz a reserva para Stratford, não percebi que reservei um quarto de uma casa (isso é muito comum por lá, mas eu não estava habituada!). Ao chegar lá, fomos atendidas pela dona da casa – de pijama. Só para resumir: havia dado problema no meu cartão e a reserva não foi confirmada. #shithappens! Depois de olhar os aposentos, não gostamos muito e preferimos procurar outro hotel (de verdade, dessa vez). Acessei o Booking.com e na hora reservei um quarto no The Falcon, que era ali perto. E pronto! Decisão mais do que acertada!!

 

É isso gente! Espero que tenham gostado das dicas! E, sinceramente, não deixe de conhecer Stratford-upon-Avon se tiver oportunidade. Nem que for por apenas um dia 😉

 

+ Mais sobre o Reino Unido:

Stonehenge, clique aqui.

– Dicas de roteiro em Londres, clique aqui.

– Castelo de Windsor, clique aqui

– Lago Ness, na Escócia, clique aqui!

*Fotos: arquivo pessoal e site do hotel

Dica de Livro: O assassinato de Tutancâmon

Tô lendo um livro muito interessante. Sim, eu sei que isso não é um clube de leitura nem nada do gênero, mas achei que cabia o post pelo livro em questão ser uma bela aula sobre História. E aí, sim, chegamos no ponto em comum com esse blog aqui, afinal, viagem x História tem tudo a ver. Não?

Livro Tutancâmon

Crédito da imagem: produto.mercadolivre.com.br

O livro se chama O Assassinato de Tutancâmon. Sabe Tutancâmom? Aquele faraó do Egito? Então, ele mesmo. O autor é Bob Brier, um egiptólogo americano que vai explicando, de maneira simples, como se chegaram às evidências de que o jovem faraó havia sido assassinado. Aham, Tutancâmon tinha apensas 19 anos quando morreu. Mas não foi (só) a morte prematura que o fez tão famoso. Até um ou dois séculos atrás, ninguém nem sabia de sua existência.

Mas a coisa toda vai muito mais além de um suspense em torno do misterioso assassinato. Muito antes de desvendar o crime, o livro situa a gente no universo egípcio daquela época para podermos entender qual a importância de determinados fatos que vão acontecendo no decorrer da história. Por exemplo, os faraós eram tidos como deuses da terra e, por causa disso, eram muito admirados, respeitados e venerados. Não existia poder maior do que o de um faraó. Ele era a encarnação do próprio país. Era o guia, o norte, a referência. O bem-estar, a segurança, a fé, a religião. As riquezas do país e das conquistas além-terra dependiam das orientações dele. Sem ele, nada fazia sentido. Até o calendário era feito com base no período de reinado de um faraó. E por isso é muito surpreendente que, em algum momento, alguém pudesse MATAR um faraó.

Além de nos situar no contexto histórico, político e religioso da época, o livro também conta mais sobre a árvore genealógica de Tut (vamos abreviar, né galera? Muito grande esse nome!), a XVIII Dinastia. Como as escolhas dos seus antepassados foram desenhando o curso da História e culminaram no trágico desfecho. O pai dele, por exemplo, deu a louca e colocou o Egito de cabeça para baixo (em todos os aspectos). Mudou a capital de lugar, seu nome, o Deus a quem cultuar. Uma reviravolta! E sobrou para o governo do pequeno Tut, com apenas 10 anos de idade, recuperar a confiança, segurança e riqueza que o país tinha antes do reinado do pai.

E a gente aqui, né? Achando que já tem responsabilidades demais na vida! Hehehe

Múmia Tutacâmon

Crédito da imagem: gazetaweb.globo.com

Grande parte do que está no livro me lembro de ter aprendido na escola. Mas como é diferente! O autor consegue transmitir todas essas informações históricas, cheias de datas, nomes estranhos e números romanos de uma forma muito tranquila de entender. Não é nada massante e nem boring.

Todos os fatos e conclusões tiradas a partir das análises das múmias, documentos, túmulos e objetos são explicadas, mesmo que de maneira simples. Do tipo, “esse cadáver pertencia à realeza porque foi enterrado com a mão de determinada maneira sobre o corpo, e só quem era da realeza era enterrado assim”. Ou,” esse cara morreu de repente e muito jovem porque seu túmulo não tinha sido finalizado e dá para perceber que o enterro foi feito às pressas por conta desse, desse e desse detalhe”. E aí a gente pensa em como é complexo esse estudo! É cada conclusão que a gente nem imagina…

Por exemplo, dá para saber que um fulano era da classe operária porque tinha a musculatura do braço mais desenvolvida. Ou se vivia no campo ou no litoral com base dos resquícios da dieta habitual dessa pessoa (se era à base de peixe, provavelmente morava perto de um rio ou mar). Doido, né?

Ainda não acabei o livro. Estou na parte final da vida de Tut. Mas tô curiosa para saber o desfecho e, principalmente, como chegaram à essa conslusão. Mas recomendo fortemente o livro para quem gosta de História e tem curiosidade em saber mais sobre essa cultura tão diferente da nossa – e o melhor, de uma maneira bem interessante!

 

Boa leitura!

Dicas de Londres 4 – Harrods, Tower of London e Notting Hill

Continuando nossa série de posts sobre uma sugestão de roteiro para conhecer o principais pontos de Londres em 4 dias, vamos ao último, mas não menos importante, dia na cidade.

Como comentei no primeiro post da série (8 dicas para montar seu próprio roteiro para Londres), eu agrupei os pontos que queria ver por região e proximidade do metrô, assim o deslocamento fica mais fácil e perde-se menos tempo andando pra lá e pra cá. Mas, de novo, aconteceu de eu ter que jogar um passeio que era para ter acontecido no dia anterior, para esse dia. E como eu falei nesse post aqui, não tem jeito, em qualquer viagem as coisas sempre saem um pouco do planejamento. Tem que ter jogo de cintura e reprogramar! 😉

Londres dia4 - Harrods

Na verdade, o nosso 4º e último dia em Londres foi só metade. À tarde, já pegamos um trem rumo à Cardiff, no País de Gales. Começamos o dia pela Tower of London, que fica à margem do Tâmisa e ao lado da Tower Bridge. Dali dá para ter uma bela vista da ponte!

Foi esse o passeio que tivemos que encaixar nesse último dia. A ideia era ter ido no dia anterior, já que ficava no caminho de volta do nosso hotel, mas como chegamos na bilheteria cerca de uma hora antes de os portões fecharem, não nos deixaram comprar os ingressos (o passeio dura cerca de 3 horas). Kuén-kuén-kuén… Para evitar esse tipo de “remanejamento indesejado”, acesse esse link aqui e veja os horários de funcionamento da Torre 😉

Tower of London 1 e Harrods

Tower of London 2 e Harrods

Bom, chegamos lá num sábado de manhã e estava bem tranquilo, mas quando saímos, a fila para entrar estava GIGANTESCA. Ou seja, se for aos finais de semana, vá cedo! 

E ah, pegue um mapa lá dentro, porque é realmente bem grande. Além da Torre principal, tem várias construções menores que abrigam museus, prisões antigas e coleções reais. Tem hora que a gente não sabe se já foi ou não em determinado setor!

Saindo de lá, pegamos o metrô e fomos em direção à Harrods – confissão consumista: queria muito conhecer essa loja!  Não via a hora! hehehe. Descemos na estação Knightsbridge e demos praticamente de cara nela. Mulheres, escondam seus cartões de crédito! São vários andares enooooormes repletos de coisas maravilhosas. De maquiagem à decoração. Casacos de luxo à acessórios esportivos. Muita, muita, muita opção mesmo! Dá pra pirar lá dentro e passar horas olhando (só olhando, na maioria dos casos, porque os preços são salgados, viu?).

Harrods 1

Harrods 2

Depois da Harrods, fomos para Notting Hill (alô Julia Roberts!!). A principal rua do bairro é a Portobelo Road, uma espécie de 25 de Março, mas em uma versão muito mais organizada. São centenas de lojinhas e barraquinhas, a maioria antiquários. Mas nada muito muvucado, sabe? Cheio de gente, mas sem aglomeração, caos.

Atenção aos dias em que tem feirinha – me corrijam se eu estiver errada, mas acho que só funciona aos finais de semana. Como era Sábado, deu para pegar a feirinha bombando! Mas se a intenção não for passear nela, vale passar lá em qualquer dia da semana, pois o bairro é muito bonito e agradável.

Notting Hill 1

Notting Hill 2Sugestão de como chegar:

– A Tower of London fica bem atrás da estação Tower Hill (de novo, o nome da estação mais próxima é bem intuitivo). Não tem como errar. Você dá praticamente de cara na bilheteria!

– A Harrods fica perto da estação Knightsbridge. Basta andar uns dois quarteirões e PÁ, chegou!

– Por ser uma rua imensa, a Portobelo Road tem duas estações de metrô próximas, uma em cada extremidade, a Ladbroke Grove e Notting Hill Gate. Nós descemos na segunda e saímos no comecinho da Portobelo. Achei uma boa opção, bem prática.

Londres Mapa4Deu para perceber que esse mapa ficou bem mais “de longe” do que os outros, tudo porque tivemos que encaixar a Tower of London, que fica em uma região nada a ver com as outras duas atrações do dia. Tivemos que andar muito mais de metrô e perder mais tempo. Mas isso aconteceu por que? Porque eu não me atentei ao horário de visitação. hehehe Lição aprendida!

E assim terminou nosso último dia em Londres! Apesar das mudanças de plano, foi uma viagem sensacional! Quem tiver qualquer possibilidade de passar um dia na cidade, vá. Sem pensar. Desça em Westminster e lá você se acha. Se não se achar, pelo menos vai ficar com uma das imagens mais lindas a cidade na memória: o rio Tâmisa com a London Eye de fundo 🙂

Bjos!

 

UPDATE – Veja mais sobre os primeiros dias em Londres clicando nos links abaixo:

Dia 1 (Hyde Park, troca da guarda, London Eye e passeio de barco pelo Tâmisa).

Dia 2 (Museu de Cera Madame Tussauds, Oxford Street e musical).

*Fotos: arquivo pessoal

20 dicas práticas para sua viagem de navio

Fazer uma viagem de navio é uma experiência única e muito deliciosa. Mas devo confessar que exige um pouco de prática, viu?  Até a gente entender como funciona o esquema, aprender a se localizar dentro no navio, levar o tipo de roupa certa e etc, leva um tempinho, mas só assim conseguimos curtir tudo o que o passeio tem de melhor!  Pensando nisso, resolvi escrever esse post com 20 dicas preciosas e práticas que só quem já foi pode dar. Isso não consta em manual nenhum, viu? hehehe

Já fiz 3 viagens de navio, todas pela MSC Cruzeiros e com duração de 7 dias. As duas primeiras vezes foram na semana do Natal e com destino ao Nordeste. A terceira, foi na semana do Ano-Novo e rumo à Buenos Aires. Sendo assim, minhas experiência são para esse tipo de viagem nessa época do ano, mas acho que posso ajudar qualquer um que esteja indo pela primeira vez!

20 dicas para sua viagem de navio

1. Não perca seu cartão-chave de jeito nenhum. Cada hóspede recebe um no momento do check-in. É com ele que você faz todas as compras dentro do navio (inclusive bebidas, quando não inclusas no pacote) e é obrigatório apresentá-lo para sair e entrar no navio nas paradas. Sem ele, você não passa.

2. Não leve bebida alcoólica. É proibido (claro, eles vendem lá dentro) e todas as bagagens passam por raio-x. Se a fiscalização do navio pegar, você vai ter que deixar para trás.

3. Avalie os preços das excursões vendidas no navio e qual o roteiro proposto. Dependendo da cidade e do que você quer ver, dá para fazer à pé ou pegar um táxi que sai muito mais barato 🙂

Viagem de navio - Punta del Este

Passeamos por grande parte da cidade à pé e deu para conhecer muita coisa! Para ir ao lugares mais distantes, era só pegar um táxi (mas esquecemos a carteira dentro do navio e ficamos com preguiça de voltar pra buscar! hahaha)

4. Leia o jornal que você vai encontrar todas as noites na sua cabine.

– Nele, tem tudo o que você precisa saber para o dia seguinte: previsão do tempo, rota do navio, horário de chegada e partida da próxima cidade, traje indicado para a noite, sinopse do espetáculo de teatro, estabelecimentos que fecham quando o navio atraca (como o cassino), cronograma com as atividades do navio (como bingo, caminhada, aula de dança, etc) e particularidades em caso de datas especiais, como noites de Natal ou Ano-Novo. Fique atento para não comer bola!

5. Atenção ao seu turno do jantar e ao horário. Se chegar atrasado, você perde o rango!

Viagem de navio - Restaurante MSC Magnífica

O jantar é separado em dois turnos. No primeiro, você janta e depois assiste ao espetáculo. O segundo turno faz o inverso, assiste ao espetáculo e depois janta. Você pode escolher seu turno (1º ou 2º) no ato da compra das suas passagens, mas ele não pode ser alterado depois. O seu turno e o nome do seu restaurante vem impressos no seu cartão-chave.

– Eu prefiro jantar no primeiro turno, pois esperar até o horário do segundo me dá muita fome. Entretanto, tem que sair mais cedo da piscina do que quem janta depois. Mas atenção: se você chegar no restaurante com mais de 15 minutos de atraso, não entra. E não adianta insistir. Não se esqueça de que lá tudo tem que ser cronometrado para que as coisas aconteçam do jeito e no tempo em que tem que acontecer. Então, atenção aos horários!

6. Aguarde pelas promoções dos últimos dias. Óculos de sol, cosméticos, jóias, máquinas fotográficas e etc costumam ter os preços reduzidos ao final da viagem. Controla o impulso aí e espere pelo final!

7. Cuidados com as tentações consumistas. A galera costuma dar uma pirada! Eles vendem de tudo lá dentro e tentam te convencer a comprar o tempo todo, de garrafa de champanhe para o réveillon até massagem no spa. Mas nem tudo é mais vantajoso comprar no navio. Se você fizer a conversão, vai ver que não compensa tanto assim.

8. Leve roupa de gala. Na noite de apresentação do comandante, o traje sugerido é de gala. Mulheres podem usar um vestido bacana, homens podem ir de camisa e calça social. É só um exemplo, você pode ir mais simples ou mais chique do que isso, apenas tenha uma opção mais arrumada para não ser pego de surpresa na hora!

Viagem de navio - Noite do Comandante

9. Guarde seus pertences valiosos no cofre do quarto. Carteira, por exemplo, é algo que você só vai usar quando descer nas cidades, então deixe ela bem guardadinha. Nunca tive nenhum problema de segurança ou ouvi falar qualquer coisa a respeito, mas precaução nunca é demais, né?

10. Ninguém é obrigado a descer em nenhuma cidade. A melhor hora para aproveitar as dependências do navio é quando todo o mundo desce e a piscina fica só para você 😉

Viagem de navio - Piscina

Nos dias de navegação – quando o navio não para em cidade nenhuma – a piscina é o grande atrativo da galera. Se quiser um bom lugar nesses dias, coloca a toalha ou chegue cedo!

11. Mulheres, evitem saias esvoaçantes e salto muito alto. Não se esqueçam de que o navio balança e sempre tem uma escada ou outra para subir. E ninguém quer levar um capote no meio da galera, né? Também venta muito do lado de fora quando o navio está navegando, então cuidado para não pagar calcinha! hehehe #quedeselegante

Viagem de navio - Cassino

Jaquetinha e saia longa pra não congelar no ar-condicionado!

12. Leve roupa de frio, como blusas leves, calças, echarpes e saias longas. O ar-condicionado do navio fica ligado o dia inteiro e é MUITO gelado dentro dele.

13. Não leve malas super gigantes. Os quartos, apesar de confortáveis, são compactos. Você não vai ter onde por um malão enorme.

14. Coloque um cadeado na sua mala e leve uma muda de roupa/biquini e uma necessaire na bagagem de mão. Sua mala pode demorar para chegar no seu quarto e você fica sem poder trocar de roupa ou escovar os dentes, por exemplo.

– Na hora do check-in, você tem que despachar sua mala, como em uma viagem de avião, e só entra com sua bagagem de mão. Isso é feito para as pessoas não ficarem perambulando pelos corredores do navio arrastando malas enormes e atrapalhando todo mundo. Os próprios funcionários do navio colocam sua mala na porta do seu quarto, e pode levar algumas horas até a sua chegar até você. Mas se você perceber que está demorando muito, vá à caça e procure pela sua mala.

– Na nossa primeira viagem de navio, apenas uma mala do nosso quarto ainda não havia chegado, mesmo depois de várias horas que já tínhamos zarpado. Fomos procurar e a encontramos perdida em uma salinha nada a ver com várias outras malas. No ano passado, a mala que não chegava nunca era a minha. Depois de algumas horas, fui procurar e a encontrei na porta de um outro quarto, no lado oposto do navio. Por isso, se a sua mala não chegar, não se desespere! Ela está em algum lugar do navio, é só procurar! Hahaha

15. Não leve toalha de banho nem de praia. Ocupa muito espaço na mala e no navio tem, tanto para tomar banho nos quartos, quanto para ficar na piscina e descer nas cidades.

16. Chegue cedo se quiser pegar uma boa espreguiçadeira ou mesas em volta da piscina. Apesar de proibido, antes de tomar café da manhã, a galera pega as toalhas e coloca em cima das cadeiras e mesas para reservar lugar. E não adianta discutir nem brigar, é assim que funciona no Brasil. Quer garantir seu lugar, coloca uma toalha!

17. Se você não gosta de muvuca ou música alta, não fique perto da piscina. Lá tem um palco onde rola música e atividades o dia todo.

18. Assista aos espetáculos de teatro todas as noites. São produções incríveis!

Viagem de navio - Teatro

O teatro costuma ficar cheio todas as noites. Os melhores lugares são nas fileiras do meio, porque todo o espetáculo é montado para ser visto de frente. #ficaadica

19. Leve uma fantasia para o dia da festa temática, caso você curta participar.

20. Quem tem filhos pode ficar tranquilo, pois eles tem uma equipe especializada em ficar com a criançada o dia todo. É uma excelente opção porque, além dos pais poderem curtir o navio com mais tranquilidade, as crianças socializam umas com as outras, o que é sempre positivo.

É isso, gente! Acho que são bons conselhos para quem vai fazer uma viagem de navio pela primeira vez. Espero que tenha ajudado!

Bjos 🙂

*Fotos: arquivo pessoal