Monthly Archives: March 2015

“Por que Alemanha?” e o Castelo de Lichtenstein

E quem aí não é apaixonado por castelos, hein? Ainda mais os de conto de fada? S2 Pois é, minha gente, o “Por que Alemanha?” dessa semana fala sobre o famoso Castelo de Lichtenstein, também chamado de Castelo do Conto de Fadas… Só por esse “apelido” já dá pra perceber que que coisa boa, né?

Quem estiver passando pela região de Stuttgart e vizinhança, não pode deixar de fazer uma paradinha no castelo. É imperdível! Mas chega de falação e vamos logo ao que interessa? Com vocês, Chris Rogatto!

Obs.: quem quiser ler sobre mais cidades e pontos turísticos super incríveis da Alemanha, clique AQUI e veja todos os posts sobre o assunto!

Por que Alemanha? - Castelo de Lichtenstein

“Hoje vamos passear pelo encantador Castelo de Lichtenstein, em Baden Württemberg!

AVISO IMPORTANTÍSSIMO: não confundir o Castelo de Lichtenstein, situado em Reutlingen em Baden Württemberg, com o pequeno país Lichtenstein !!

O Castelo de Lichtenstein também é chamado de Castelo do Conto de Fadas, o que faz muitas pessoas o confundirem com o Castelo de Neuschwanstein em Munique (que foi o inspirador de Disney para o desenho A Bela Adormecida). E realmente ao entrar no castelo você se sente em um verdadeiro conto de fadas.

Eu sou uma verdadeira amante de castelos e na minha lista de favoritos já têm inúmeros. O Castelo de Lichtenstein entrou pra essa lista e é sem dúvida um passeio imperdível para quem mora na região de Baden-Württemberg ou planeja passar alguns dias por aqui.

Esse castelo fica situado sobre um penhasco nas montanhas suábias (Schwäbiche Alb) na região de Reutlingen, ao lado de Tübingen. Eu não sei você, mas quando eu vejo um castelo muito antigo como esse, fico pensando na história que ele carrega, inclusive como eles conseguiram construí-lo em um lugar tão fantástico. Incrível!

Castelo de Lichtenstein

Entre 1150-1180, partes do castelo foram construídas pelo Povo Pedra da Luz (Povo Lichtensteiner), daí a origem do nome. O chamado Castelo Pedra da Luz assim é denominado porque foi construído com pedras que brilham ligeiramente. De dentro dos aposentos, isso fica mais evidente. 

A sua primitiva construção foi destruída duas vezes, em 1311 e em 1381 e após a segunda vez o castelo caiu em desuso. Felizmente, em 1802 o Rei Frederico I de Württemberg, construiu lá um pavilhão de caça e em 1837, foi passado para o seu sobrinho, o duque Wilhem I de Urach. Ele construiu o castelo entre os anos de 1840 e 1842 e é esse, que tive a oportunidade de visitar. O castelo ainda é propriedade da família Urach. Construído em estilo romântico neo-gótico, ele tem uma torre bem alta, belos jardins e objetos de coleção do duque de Urach, como armas, armaduras e quadros.

 O castelo é lindo e sua localização é fantástica.

Castelo de Lichtenstein - inverno

Pra quem gosta de andar assim como eu, existe uma trilha bem sinalizada que leva até o castelo. A trilha é bem estreita, tem umas partes complicadas e não muito seguras e eu não aconselho segui-la quando estiver nevando. Na primavera e verão é tranquilo, mesmo com um pouco de chuva. Tudo o que você vai precisar é de sapatos apropriados, disposição e sua câmera, pois a paisagem é de tirar o fôlego.

Comparado com outros castelos famosos ele é o menor que já visitei na Alemanha, mas isso não o faz menos impressionante. Além disso, a sua construção foi inspirada em um livro, o romance “Lichtenstein” de Wilhelm Hauff, escrito em 1826. Eu não li o livro ainda, mas está na minha lista de leitura. Estou curiosa para descobrir como um livro pode inspirar essa admirável estrutura neo-gótica.

Para fazer o download gratuito do livro, clique AQUI  (em inglês).

Mais um motivo para eu super-recomendar esse passeio.

Castelo de Lichtenstein - 3

De Stuttgart a viagem leva apenas 1 hora. O tour básico dentro do castelo é de 30 minutos e custa 6 euros para adultos e 3 para crianças, mas é somente em alemão.

Achei este filme no youtube, se você tiver um tempinho a mais, recomendo assisti-lo e assim conhecer mais de perto esta beleza:

>> Por que Alemanha?

– Porque a grande maioria dos alemães tem sempre um livro na mão, seja no trem, no parque, na parada de ônibus… eles estão sempre lendo.

Times Square: o que, quando e como visitar

Lá vem eu com mais um post sobre Nova York. Eu sei, eu sei, já falei muito sobre esse assunto… Mas posso falar? É um tema que não se esgota nunca! Poderia passar os próximos anos pensando em post sobre a Big Apple e tenho certeza que sempre teria o que falar!

E hoje resolvi falar sobre a esquina mais famosa do mundo: a Times Square. Não tem ser humano que viaje para NY e não dê uma passadinha na Times Square. Seria um pecado. Mas o que ver lá? O que tem de tão legal? Qual o melhor dia e horário para passear por lá? Acho que posso responder a algumas dúvidas com base na minha experiência. Vamos ver?

Obs.: para ver TUDO o que já falamos sobre Nova York, clica AQUI!

Times Square

Melhor dia

Tudo depende do seu objetivo. Se a ideia for ver a Times Square tal e qual vemos em filmes, com aquela multidão de gente em meio àqueles painéis enormes e brilhantes, num movimento sem fim, recomendo ir no sábado à noite. É o point. O ápice da muvuca. Pulsante. Juro, parece noite de reveillon!

Fui em pleno Outono, com a temperatura beirando uns 5ºC, e esquina mais famosa do mundo estava fervendo. Tarde da noite e as gigantes lojas de departamento bom-ban-do. Tudo piscando, multidões andando pra lá e pra cá, grupos artísticos de rua se apresentando em alguma esquina, turistas animadíssimos tirando foto de tudo (eu!), luz, brilho, agitação sem fim. É incrível!

Times Square - noite

Bombando no sábado à noite, mesmo no frio!

Mas se você quiser apreciar as coisas com mais calma, evitar a multidão, dá para ir em algum dia da semana à noite. O brilho e a grandiosidade são os mesmos, mas o movimento de gente é um pouco menor.

E durante o dia? Vale a pena visitar? Olha, eu fui lá na hora do almoço em um dia de semana e achei tudo bem parecido com a Avenida Paulista, em São Paulo. Os painéis iluminados já não tem tanta graça, é cheio de gente apressada em horário de trabalho andando pra lá e pra cá, enfim. Vida normal, sabe? Nada de especial. Mas justamente por isso, eu gostei muito de ver como é a Times Square do dia a dia. No cotidiano. Com pessoas “reais”. Vale a pena se você tiver curiosidade e estiver nas redondezas para almoçar, por exemplo.

Times Square - Dia

Times Square de dia, na hora do almoço!

O que fazer

Considerando à noite, quando a coisa toda ganha ainda mais vida. Sinceramente, só de ficar parado olhando as luzes e o movimento, já vale o passeio. Mas você pode aproveitar para passear pelas lojas diferentes e badaladas, como a famosa loja de brinquedos Toys ‘R’ Us, a loja da Disney, da Hershey’s, tomar uma cerveja no Hard Rock Cafe ou comer um camarão no Red Lobster ou Bubba Gump Shrimp (para ver os posts com dicas de onde comer em NYC, clica AQUI e AQUI). Mas prepare-se para uma fila de espera ou ambientes cheios de gente, ok?

Times Square - Lojas 01 times-square-lojas02

Aproveite também para assistir a um show da Broadway. Vou fazer um post explicando mais sobre isso (tá vendo como sempre tem assunto?). Mas basicamente, você pode comprar ingressos com desconto (de shows da Broadway ou não) nas bilheterias da TKTS (que ficam bem no meio da Times Square, não tem como não encontrar). Você vê quais espetáculos estão em cartaz e se tem, ou não, desconto. Os descontos chegam a 50% sobre o valor do ingresso, o que é um excelente negócio. Nós assistimos a Chicago, um dos musicais mais tradicionais e pagamos metade do preço. Mas musicais mais recentes, como Alladin, por exemplo, não tem desconto.

Times Square - TKTS

TKTS ingressos na hora com desconto para shows dentro e fora da Broadway!

Como ir

Para tudo naquela cidade, metrô. Sempre. Tem várias estações perto da Times Square, mas para saber qual a melhor para você, vai depender muito de onde estiver vindo e para onde irá depois. Não, nem todas as linhas e estações são interligadas, então você precisa saber qual a sua linha para saber qual estação pode entrar #confuso

Se qualquer forma, acho que a estação Times Square 42 St é uma boa opção porque, no pior dos casos, você segue até a Grand Central Terminal e lá consegue pegar praticamente qualquer metrô para qualquer linha e sentido. Era por lá que íamos embora sempre que estávamos na região (nosso apartamento ficava na linha 6, 103th St.).

 

Heidelberg (parte 2): pro seu roteiro para Alemanha!

E aí gente? Estão amando os posts da série “Por que Alemanha?” tanto quanto eu? Tenho recebido comentários aqui no Blog e no Facebook (segue a gente aqui!!) elogiando os textos da nossa querida Chris Rogatto, pois contam a história de lugares que são difíceis de encontrar informações, né? 🙂

E o post de hoje é continuação da semana passada. O assunto? Heidelberg, uma cidadezinha super linda, charmosa e, como vocês vão descobrir logo abaixo, cheia de lendas e mistérios! Para ler a história da cidade, clica AQUI, e para ver tudo o que já publicamos na nossa série sobre a Alemanha, clica AQUI!

Por que Alemanha? - Heidelberg

Parte 2 / suas lendas                                                                                                  

Um castelo e uma cidade tão antigos possuem inúmeras histórias e lendas interessantes. A história de Perkeo é uma das mais difundidas…

Heidelberg

Perkeo de Heidelberg:

Perkeo era um notável bobo da corte e figura super popular de Heidelberg, tornando-se mascote oficial da cidade. Ele nasceu com nanismo no condado de Salurn, no Tirol. Em 1720, além de ser o artista da corte, era um apreciador exagerado e entendido em vinhos. Diziam que ele tomava mais de 8 litros por dia. Sendo assim, ele ficou responsável pelo estoque de vinho do castelo. Perkeo foi responsável pela fabricação do maior barril de vinho do mundo, com capacidade para abrigar 195 mil litros de vinho, que pode ser visitado no castelo.

Naquela época ainda não haviam descoberto como fazer vinhos de qualidade, só se pensava em quantidade, motivo da construção de um barril tão grande. Bem, para encurtar a estória, segunda a lenda popular, Perkeo viveu feliz em seus 80 anos sem nunca ter bebido outro líquido a não ser vinho. No entanto, um dia ele ficou doente e o médico da cidade lhe deu água para beber. Ele morreu no dia seguinte!!!!

Heidelberg Parkeo

Se você olhar ao redor do enorme barril, você certamente vai descobrir uma figura estranha com uma peruca e roupas coloridas. Ele fica em uma caixa de madeira, cuja maçaneta você precisa puxar.

Estátua Brückenaffe 

Na parte antiga da cidade também está a Alte Brücke (ponte velha), que foi construída no século XVIII. Carl Theodor Brücke é a ponte antiga da cidade que está sobre o rio Neckar. Antes dessa, lá em 1284, já existia uma ponte de madeira e constantemente era destruída por inundações. Só que em 1945, devida a Segunda Guerra Mundial, os soldados alemães a explodiram para impedir o avanço das tropas aliadas. Ela começou a ser reconstruída em 1946 e levou um ano para ficar pronta.

 Heidelberg - Estátua Brückenaffe

Na cabeceira da ponte está a estátua Brückenaffe (macaco da ponte). Ela é uma escultura de bronze e foi inaugurada em 1979. Na idade média, o macaco era considerado pela simbologia cristã um símbolo de feiura, falta de vergonha e vaidade. Suas costas simbolizam a feiura. Diz que este macaco realmente existiu e que, de tão esperto, ficava ao lado da ponte, segurando um espelho e dando as boas vindas aos viajantes. E tem uma razão para isso, dizem que se você tocar no espelho que há na escultura, lhe trará riqueza; se você tocar nos dedos do macaco, lhe dará o direito de voltar a Heidelberg; e se tocar nas esculturas dos ratinhos que estão junto ao do macaco, lhe trará fertilidade.

Sem acesso para as bruxas

Diz-se que uma velha bruxa tinha ouvido falar pelas montanhas sobre o esplendor do castelo. Ela decidiu então caminhar até Heidelberg com o intuito de morar no magnífico castelo. Uma vez lá, ela ficou desapontada ao descobrir que o portão estava trancado e que ninguém veio recepcioná-la para lhe entregar o castelo. Ela então ficou tão raivosa que tentou com toda sua força entrar, mordendo o anel de ferro no portão. O espesso anel de ferro ficou então rachado pelos velhos dentes da bruxa, e podemos ainda ver esta rachadura nos dias atuais. A bruxa desdentada deixou então Heidelberg, para nunca mais ali voltar. Desde então se diz que quem conseguir morder através do anel espesso de ferro, receberá o castelo de presente. Alguém se atreve a tentar?

Heidelberg - castelo

 

Se você tiver um tempinho, recomendo esse filme. Boa viagem por Heidelberg !

 >> Por que Alemanha ?

– Porque os alemães tem uma relação muito especial com suas florestas. Um terço do território alemão é coberto por elas! Um passeio pela mata permite relaxar, observar a troca das estações e renovar as energias… “

Pousada Corujas em Itu: como foi a experiência!

Antes de mais nada, não, eu não estou recebendo jabá para falar sobre a Pousada Corujas. Estou falando porque gostei tanto, mas tanto, que me sinto no dever de compartilhar com a mundo! Hahaha

Pois bem. Sabe quando você tem vontade de ir para um lugar para não fazer absolutamente nada? Ficar no meio da natureza, sem ter horários, nenhuma programação, compromisso? Eu sei que isso pode parecer pavoroso para muita gente, e eu mesma, assim como a maioria das pessoas que moram em cidades grandes, tenho um ritmo de vida um tanto quando acelerado (apesar de eu trabalhar em casa!). E quando chega o fim de semana, parece que queremos abraçar o mundo e fazer tudo o que não pudemos fazer de segunda à sexta em apenas dois dias. E de repente, já é domingo à noite, o fim de semana voou e você nem percebeu.

E eu estava cansada justamente dessa sensação. De estar sempre correndo, fazendo mil coisas, encaixando o máximo de atividades possíveis para poder “aproveitar” o fim de semana. E aí que, semana passada, resolvi que ia enfiar eu e meu namorado em uma pousadinha bem simples, no meio do nada, pra não precisar fazer nada. Queria um hotel-fazenda com pensão completa, onde não é preciso sair nem pra comer (dica: conhece o hotel-fazenda Vale do Sol, em Serra Negra? Fiz post sobre ele AQUI!). Mas como essa opção é um pouco mais cara do que a verba que tínhamos disponível, acabei pensando em outras alternativas. E nas minhas buscas no Booking.com, encontrei a Pousada Corujas. Gostei das fotos, do descritivo, do local (fica em Itu, cerca de 1h30 de Santo André) e do preço: R$340 o fim de semana para o casal em um chalé (vale ressaltar que foi um preço promocional, ok?).

Hum. Bem interessante. Ainda por cima, o horário do check-out era às 17h (perfeito! Não me conformo como hotéis que recebem turistas de fim de semana inda tem check-out ao meio-dia…), ou seja, daria para curtir o domingo todo e era permitido levar comida e até carne para churrasco. Não, infelizmente a Pousada Corujas não oferece pensão completa, mas os chalés são equipados com fogão, pia, frigobar e alguns apetrechos de cozinha para cada um poder fazer aquilo que quiser. E achei isso muito bom, porque dá pra economizar! Sai bem mais em conta comprar uns lanchinho e comidinhas no mercado do que almoçar e jantar fora todos os dias. Então pronto. A Pousada Corujas ganhou meu coração.

O atendimento foi bastante elogiado na avaliação dos hóspedes no Booking.com. E pudemos comprovar de perto. A própria dona me ligou na sexta-feira perguntando se eu sabia chegar e se tinha alguma dúvida. E depois, mandou um e-mail com algumas “dicas” do que levar. Achei muito bacana essa atenção e, com certeza, é um super diferencial!

E a Pousada era exatamente aquilo que estávamos procurando (e precisando!). Muito verde, café da manhã gostoso, um chalé aconchegante, ninguém para encher o saco, nada para fazer. A área da Pousada é extremamente bem cuidada, a grama perfeitamente aparada, as piscinas (aberta e aquecida) com água cristalina, tudo muito limpo, bonito e organizado. Pronto. Estávamos no paraíso!

Pousada Corujas - Chalé

 

Pousada Corujas - Chalés

Lá não tem mesmo muitas atividades, e se o tempo estiver meio ruim, só vai te sobrar a piscina aquecida (que estava com problema nesse fim de semana, mas a dona ficou tão chateada com o imprevisto e quis nos compensar de todas as formas, mas nem nos importamos :). A piscina aberta é enorme e linda de viver. Passamos boas horas esparramados nos colchões ao redor dela lendo, entrando na água vez ou outra, batendo papo, olhando pro céu. Perfeito.

Pousada Corujas - piscina aberta

Pousada Corujas - piscina aquecidaPara quem curte uma atividade física, espaço é o que não falta. Além dos gramados impecáveis que dá para fazer caminhada, tem quadra e campo de futebol. Na descrição do site, vi que tem uma trilha, mas acabamos não indo atrás para saber se tem mesmo e como é. Disse que a ideia era não fazer NADA, né? Então. hehehe. Também tem um ou outro brinquedo para criança e uma piscina pequena para elas também. E os chalés acomodam, pelo menos, 4 pessoas, sendo uma cama de casal embaixo e duas de solteiro no andar de cima. Perfeito para casais e famílias. Mas acredito que dê para modificar conforme a necessidade.

Pousada Corujas - campo e quadra

O local é bem silencioso, tranquilo e privado. E por isso mesmo, é longe da cidade. No sábado e domingo à noite, fomos jantar no recomendado Bar do Alemão, no centro de Itu (o parmegiana é o carro-chefe e super indico!). Leva uma boa meia hora para chegar lá, mas é super fácil e tranquilo.

Pousada Corujas - gramado

Posso dizer que foi o fim de semana que estávamos querendo. E adoramos tanto o lugar que queremos voltar muito em breve! Recomendo 😉

DICAS

Como chegar

É bem fácil! No Km 85 da Rodovia Castello Branco, para quem sai de São Paulo, você vai encontrar uma placa escrito Jockey Club Sorocaba, à direita. É só entrar nessa placa e seguir as indicações para a Pousada Corujas. A partir daí, a estrada é de terra, mas bem cuidada e sem grandes problemas.

Se você chegar à noite, não vai ver nenhuma placa dizendo que você chegou na pousada (nós, pelo menos, não vimos). Mas não tem como errar. É o único lugar iluminado desde que você sai da Castello!

Pousada Corujas - Mapa

O que levar

– Repelente e inseticida. Não tem muito pernilongo ou outros bichinhos que ficam picando loucamente, apenas insetos típicos de quando se está no meio do mato. Mas pode acontecer de algum pernilongo perdido entrar no seu chalé à noite e atrapalhar seu sono de beleza. Por isso, é sempre bom estar prevenido.

– Tênis. Para fazer uma caminhada, trilha ou mesmo andar à cavalo (ofereceram essa opção no domingo, mas acabamos não indo).

– Comidas e bebidas. A Pousada só oferece café da manhã, então é bom você ter, pelo menos, umas comidinhas para enganar a fome até você sair para almoçar/jantar (se for o caso). Se quiser fazer churrasco, leve carvão, álcool e tudo o mais que for necessário.

– Toalhas de piscina. No quarto tem roupa de cama, travesseiros e toalhas de banho e rosto, mas para usar na área da piscina, você deve levar a sua.

– Um livro. Para quem gosta de ler, é uma boa opção para passar o tempo!

 O que esperar

Não conte com sinal de telefone e internet. Ora pega, ora não pega. Então, se você tiver trabalho para fazer que dependa de conexão ou for viciado em Facebook, cuidado. Não dá para contar com acesso por lá.

– Sossego. Como eu disse, lá não tem NADA para fazer. É o local perfeito para curtir a companhia da família/namorado (a), jogar conversa fora, dormir, respirar ar puro. Não adianta ir pra lá e ficar entediado! 😉

– Tem gente que se hospeda lá para saltar de paraquedas em Boituva. Fica perto, então vale a dica também!

Heidelberg: para incluir no seu roteiro para Alemanha

Se você está planejando seu roteiro para Alemanha ou apenas é muito curioso pela cultura do país, não pode deixar de ler esse post. É mais um da nossa super série “Por que Alemanha?”, escrito pela minha querida amiga Chris Rogatto, que mora no país há 3 anos.

Hoje e na semana que vem (aham, DOIS posts dedicados à cidade), ela vai falar sobre Heidelberg, uma cidadezinha super charmosa e que deve ser parada obrigatória para quem está a passeio na Alemanha. Quer entender porque e colocar JÁ Heidelberg na sua listinha de lugares-para-conhecer-em-breve? Continue lendo o post e inclua Heidelberg no seu roteiro para Alemanha!

PS.: para ler todos os posts da série “Por que Alemanha?”, clique AQUI!

Roteiro para Alemanha - Heidelberg

“Parte 1 / sua história

Heidelberg, em Baden-Württemberg, possui 152.113 habitantes. Está localizada a 161 Km de Göppingen e 125 Km de Stuttgart.

Heidelberg é, em minha opinião, passeio obrigatório para quem chega à Alemanha. Situada a 80 km de distância do aeroporto de Frankfurt, merece entrar em qualquer roteiro de viagem de quem por aqui passar!!!! As ruínas de seu castelo, o romantismo do lugar, suas lojas com lindas e convidativas vitrines, inúmeros restaurantes… são algumas das atrações desta cidade, que sempre me encanta!

Roteiro para Alemanha - Heidelberg janela

Ela é uma das poucas cidades do país que não foi destruída pela Segunda Guerra Mundial, desta forma sua arquitetura manteve-se praticamente intacta!! Estar em Heidelberg é fazer uma viagem ao tempo.

Quando estou em Heidelberg tenho a sensação de estar tanto numa cidade cosmopolita como também numa agradável cidade simples e aconchegante do interior, neste caso, banhada pelo rio Neckar.

O que me trás esta sensação interiorana, é sua natureza e sossego. Este “flair” encontramos principalmente ao caminharmos pelo “Philosophenweg” (Caminho dos Filósofos). Uma trilha de pedras de 3 km, que nos leva a um mirante lindo. Esta trilha consiste de uma subida de pouco mais de um quilômetro, junto à natureza. 

Roteiro para Alemanha - Heidelberg

Heidelberg possui a universidade mais antiga da Alemanha (fundada em 1386), e com a melhor colocação dentre as universidades alemãs, estando no ranking das principais universidades do mundo. Por lá passaram cerca de 50 vencedores do Prêmio Nobel, inclusive o prêmio Nobel de Química de 2014 foi para o Professor William Moerner, cujo laboratório situa-se em Heidelberg.

E isto explica o nome do percurso “Philosophenweg”. Em torno do século 15 as palavras “estudante” e “filósofo” tinham o mesmo sentido, e mesmo naquela época os jovens tinham que estudar para ingressar na universidade, e era neste caminho, envoltos na tranquilidade da natureza, que os estudantes se dedicavam aos preparativos para a vida estudantil. Hoje este caminho é uma das áreas mais valorizadas da cidade, de onde se tem a vista para o Castelo e para o Rio Neckar.

O Castelo

O Castelo de Heidelberg é um dos mais visitados da Alemanha. Eu recomendo fazer o trajeto da cidade ao castelo a pé, pois é uma experiência única andar por entre suas ruelas, é encantador.

Roteiro para Alemanha - Castelo de Heidelberg

O castelo foi construído ao longo de um período de 400 anos e é um vasto complexo residencial, com prédios de vários estilos de construções, principalmente o gótico e o renascentista. Tornou-se no século XVI uma das mais belas residências renascentistas da época. Com a Guerra dos Trinta Anos e o conflito com a França, em 1689, o castelo perdeu seu esplendor e grande parte de sua estrutura foi destruída. Hoje, grande parte dele está em ruínas, mas os prédios ainda em pé são fascinantes.

Em Heidelberg a construção é mantida intacta, apenas com alguns pequenos reparos para garantir a segurança dos 3 milhões de turistas que passam por lá todos os anos, mas nada que nos impeça ver as balas nas paredes e o chão com o risco das pesadas mesas de madeira. 

>> Por que Alemanha ?

– Porque na Alemanha existem as melhores frutas vermelhas do mundo. São cerejas, amoras, mirtilos… o que compensa os oito meses com basicamente laranjas, mexericas e maçãs.”

Heidelberg não é incrível? Para incluir já no seu roteiro para Alemanha! 🙂

Para visitar a história dos Beatles – Liverpool e NYC

Quem aí é fã de Beatles? \o/ Eu confesso que não sou nenhuma apaixonada pela banda, mas sei cantar grande parte das músicas e reconheço a importância que esses meninos tiveram para toda uma geração (e as seguintes também!). Mas, como uma apaixonada de verdade por viagens e cultura, não perderia a chance de visitar a cidade cidade onde a banda começou e conhecer um pouco mais da história dos Beatles. Afinal, já que eu estava por ali mesmo… 😉

Se você também tem curiosidade de conhecer um pouco mais sobre a trajetória deles, veja as dicas desse post  e planeje sua próxima viagem! 🙂

Quando fui para o Reino Unido em 2013 e decidi que faria um tour de trem pelas cidades mais interessantes, não tive como deixar Liverpool de fora. Primeiro, porque é a terra do Beatles, o que já traz algum tipo de curiosidade. Segundo, porque ficava no meio do caminho entre as Cotswolds e York, minha próxima cidade de parada. Então, pensei, por que não?

Confesso que a cidade de Liverpool, em si, não me chamou taaaanta atenção. De todas as 12 que eu visitei nessa viagem, seria a última na minha lista de preferências. Ela não tem nenhum grande diferencial, comparada com as outras, a não ser pelo fato de que uma das maiores bandas de todos os tempos nasceu ali. Mas ela não é nem tão grande, nem tão pequena, nem tão antiga, nem tão moderna. É muito normal, na verdade. Mas tem alguns pontos interessantes para passear, como a Liverpool Cathedral (que é gigantesca e vale super a pena entrar!), a região do porto, o centro de compras (tipo um calçadão cheio de lojas e restaurantes legais), as ruas perto da estação de trem central. Enfim. Sair perambulando pela cidade é bem bacana.

História dos Beatles - Liverpool Cathedral

Dica: nos hospedamos no Novotel, que fica relativamente perto da estação de trem central da cidade e dá para ir para todos os pontos turísticos que mencionei à pé! As instalações do hotel são excelentes e o café da manhã é muito bom! 😉

História dos Beatles - Porto de Liverpool

Mas o que mais chama atenção mesmo são as coisas relacionadas aos Beatles. Uma parada imperdível é visitar o The Beatles Story, que fica perto do porto (clique AQUI para acessar o site oficial). Trata-se de uma exposição sobre a banda com milhões de fotos, imagens, áudios, matérias de jornais e revistas, programas de televisão. TUDO o que você possa imaginar para contar a história dos Beatles, os meninos que deixaram sua marca no mundo. Dá para passar umas boas hora lá dentro e, até para mim, que não sou grande fã, foi um super passeio! Adorei! E a parte final é emocionante… “Imagine” tocando ao fundo, e um óculos igual ao de John Lennon sobre um piano. Ui! Lindo, lindo!

História dos Beatles - The Beatles Story

É também em Liverpool que fica o famoso Cavern Club, bar onde os Beatles se apresentavam no início de carreira. Fica numa região chamada Cavern Quarter, alguns quarteirões onde só se anda a pé, meio apertado, e cheio de barzinhos. Ele é meio chatinho de encontrar, e tem um com um nome muito parecido que fica bem perto do original, e precisa tomar cuidado para não entrar no lugar errado! Eu fiz isso e só fui perceber depois de um bom tempo… hahaha #abafa

Acho que vale fazer um pit-stop no Cavern Club para tomar umas cervejas e ficar apreciando o lugar – que não tem nada de mais… parece uma caverna mesmo, como o próprio nome sugere. Mas é curioso ficar lá imaginando os Beatles tocarem naquela época… Para acessar o site oficial, clique AQUI.

História dos Beatles - Cavern Club

Outro marco de Liverpool que a banda eternizou foi a famosa Abbey Road, a icônica esquina em que os quatro rapazes aparecem andando e que foi capa do disco. Eu acabei não conseguindo ir até lá, mas para quem tiver interesse, fica perto da estação de metrô St John’s Wood (Jubilee Line). De qualquer forma, tirei uma foto na “Abbey Road” dentro do The Beatles Story! Olha aí:

História dos Beatles - Abbey Road

Mas não foi só de Inglaterra e Liverpool que se fez a banda. Os EUA também fazem parte da história dos Beatles e criaram marcos não menos famosos. Em minha viagem à Nova York, aproveitei para completar a “saga” de Beatles visitando o Edifício Dakota, onde Lennon viveu seus últimos anos e foi assassinado na esquina, e o Strawberry Fields, uma singela homenagem à banda dentro do Central Park, na entrada em frente ao Dakota. Quem tiver oportunidade, dê uma passadinha por lá para conhecer e tirar umas fotos, não leva mais do que 5 minutos!

História dos Beatles - NYC

Bjos!

“Por que Alemanha?” – Rechberg

Ai que delícia! Mais um post lindo e diferente da nossa querida Chris Rogatto! Hoje ela vai fazer sobre Rechberg, uma cidadezinha localizada aos pés de uma montanha, super graciosa e cheia de histórias, claro.

Pra ver os outros temas da nossa super séria “Por que Alemanha?”, clica AQUI!

Vamos lá? 🙂

Por que Alemanha? - Hohenrechberg

” Rechberg, Schwäbisch Gmünd em Baden Würtemberg, possui 1.324 habitantes.

Semana passada comecei a falar um pouco de nossa região, o que me levou a complementar o assunto, falando hoje de Rechberg, pequeno distrito situado aos pés da montanha com o mesmo nome, a 5 km ao sul de Schwäbisch Gmünd e a 707,9 m de altitude. Rechberg é um dos três “Kaiserberge”, conjunto de três montanhas que definem e caracterizam o contorno montanhoso da região aonde moro.

Vista do Rechberg

Ainda em meados do Século 19 podia-se ver na paisagem ovelhas e cabras pastando. A partir de 1870, as encostas foram parcialmente replantadas com florestas. Desde 1955, toda a área do Rechberg, com exceção das áreas de assentamento, é protegida pela lei de preservação ambiental. A natureza e a paisagem que se tem do local é lindíssima!

Igreja de Santa Maria Hohenrechberg :

Santa Maria Hohenrechberg

A linda igreja barroca foi construída pelo arquiteto Valerian em 1686-1688.

A peça central do altar na igreja é uma estátua de Maria do início do Século 14. Rechberg foi desde o século 11, destino de peregrinações. Naquele período um eremita trouxe consigo uma belíssima figura de Maria, esculpida em madeira. Ele construiu então para aquela figura, uma pequena e simples capela. Tanto de perto como de localidades longínquas, vinham doentes e necessitados pedir a piedade e ajuda de Maria. No ano de 1488, o Conde Ulrich Von Rechberg construiu então, naquele local, uma pequena igreja de pedras. Seu filho, Franz Albert, construiu em 1686 a atual capela barroca, devido ao grande número de peregrinos que por ali passavam. Ela localiza-se exatamente onde ficava a primeira capela de madeira.

O Castelo Hohenrechberg

O castelo Hohenrechberg foi mencionado, pela primeira vez, em 1179. Ele era por longa data, residência da família dos Condes de Rechenberg. Após um grande incêndio ocasionado por raios (ocorrência muito comum na época), em 1865 o castelo tornou-se uma ruína.

Hohenrechberg

A saga do Rechberg tem como ação principal a morte do conde Ulrich II († 1496). Conta a história que ele e sua esposa Anna utilizavam seu cachorro para enviar mensagens entre si. Inclusive durante o período do namoro, o cão levava estas mensagens de castelo em castelo, em um bolsa encaixada em sua coleira. Um dia, conde Ulrich estava fora da cidade e sua mulher Anna rezava na capela para um retorno seguro de seu marido. Durante a oração, ela foi perturbada por uma forte batida. Quando, após a terceira batida, a porta se abriu, eles encontraram o cachorro de seu marido na porta. Ela abriu a bolsa de couro na coleira do cão. Achando o saco vazio, ela sabia que algo tinha acontecido. Logo depois, ela recebeu a notícia de sua morte. Desde então, diz a lenda, que cada vez que se ouve em Rechberg forte batida na porta, significa que alguém da família Rechberg está em seu leito de morte. A representação do cão fiel em ligação com a nobreza Rechberg aparece em vários pontos no tempo. Isto ocorreu até meados do Século 18.

Interessante:

Caso você se interesse por geologia, ou somente goste muito de uma boa caminhada, Rechberg será certamente um interessante local. Eu sugiro navegar nesse link e planejar este passeio. Neste link achamos todas as informações necessárias para um passeio com duração de aproximadamente 4 horas, num percurso de 13 quilômetros. Nesta caminhada você seguirá o trajeto geológico, atravessando pequenas pontes, descobrindo no Hohenrechberg, o Santuário e as ruínas de Rechenberg.

>> Por que Alemanha ?

–  Porque aqui a gente anda de bicicleta, usando-a não somente como lazer nos finais de semana, mas sim como meio de transporte. Não tem preço poder ir e vir respirando ar fresco (o meio ambiente também agradece…)!!! “