Monthly Archives: April 2015

O que mostrar para um gringo no Brasil

Já comentei aqui no blog que a minha irmã está morando na Austrália desde Fevereiro de 2014 – inclusive, foi ela quem nos concedeu uma entrevista completa com t-u-d-o o que você precisa saber sobre intercâmbio no país (se você ainda não leu, clica AQUI! Tem muita informação!).

Pois bem. Eis que ela arrumou um namorado na terra dos cangurus e resolveu trazer o gringo para passar uma férias em terras tupiniquins. Sim, minha gente, estamos hospedando um australiano (na verdade verdadeira, ele nasceu na África do Sul mas se mudou para a Austrália ainda criança) em casa, e eles vão ficar um mês por aqui. Mas aí, você pensa: o que mostrar para um gringo ? Como entreter?

O que mostrar para um gringo

Nessas quase duas semanas que eles estão aqui em casa, observei e pensei em algumas considerações:

1. “Gringo” não é tudo igual

Não significa que só porque a pessoa vem de outro país que absolutamente tudo vai ser novidade para ela – depende muito qual país ela veio. Em se tratando de questões alimentícias e climáticas, o Brasil e a Austrália são muito parecidos (com excessão de comidas genuinamente típicas que temos por aqui, como pastel de feira ou coxinha de frango). Em alguns casos, o que muda é o modo de preparo dos alimentos. Por exemplo, mandioquinha pode não ser novidade, mas o purê de mandioquinha, é. Já se você estiver recebendo um escocês, aí tudo pode ser um novo mundo! 😉

2. Respeite o estilo e o tempo do gringo

Eu sou uma pessoa louca-possuída por viajar e conhecer lugares novos. Mas tem gente que não é assim. Por isso, antes de colocar seu gringo em uma maratona alucinante de atividades, passeios e viagens, entenda qual o ritmo e preferências dele.

3. Para o gringo, mesmo uma atividade banal pode ser interessante

Mesmo uma ida ao banco super normal que você faz com aquela preguiça monstruosa pode ser um passeio interessante para ele. Poder observar as pessoas nas ruas, as casas, tipos de lojas, tradições e etc pode ser, no mínimo, curioso. Mas aí voltamos novamente aos itens 1 e 2 dessa lista: ele pode não se deslumbrar com tudo o que vê pela frente ou, simplesmente, não se empolgar em ficar zanzando para lá e para cá. Portanto, conheça melhor seu gringo antes de arrastar ele pela cidade! 😉

4. Se você vai receber um gringo em casa, não se preocupe tanto em adaptar sua rotina à dele

Nós, brasileiros, temos a cultura de ser muito hospitaleiros. Mas para tudo na vida é preciso equilíbrio. Não precisa mudar todos os seus hábitos, rotinas e comidas por causa do gringo. Quando vamos para outros países, é bacana ver como é o dia a dia real das pessoas, o que elas comem, que horas saem para trabalhar, como é a relação entre a família. E ele também deve querer ter essa percepção daqui. Por isso, tente fazer o gringo se sentir o mais confortável possível, mas mantenha a “vida como ela é”, sabe?

Tendo tudo isso em mente, vamos a algumas sugestões do que mostrar para um gringo no Brasil:

– Comidas típicas: é o maior clichê de todos, mas eles ficam encantados quando se deparam com um brigadeiro de panela. Caldo de cana, pastel, coxinha, macarrão pizza, tapioca, cervejas nacionais, arroz doce, arroz e feijão, empada, queijo com goiabada, mortadela e até um café puro podem fazer a felicidade do seu gringo.

Feira de rua/padaria/supermercado/açougue: pode parecer um passeio super chato e corriqueiro, mas se você notar que seu gringo topa qualquer parada e gosta de conhecer coisas tradicionais nossas, leve-o para fazer essas coisas com você. A forma como nos organizamos chama atenção!

– Pontos turísticos da sua cidade: não tem jeito, os clichês tem que fazer parte da programação! Leve seu gringo para todos os cartões-postais da região (pelo menos, vai render boas #selfies!). Se você mora em São Paulo e quiser dicas de passeios, listamos 12 programas imperdíveis para fazer na cidade. Clique AQUI e AQUI.

– Transporte público: dependendo da cidade o região que você mora, levar o gringo para andar de busão pode ser um experiência divertida – pra você, pra ele e para as pessoas ao redor!

– Televisão: assistir tv é algo que faz parte da nossa cultura, especialmente novelas e telejornais. Coloque o gringo para assistir uns minutinhos da novela das 9!

– Praias: se o seu gringo for europeu ou americano, a chance dele pirar nas nossas praias – qualquer um delas – é grande. No caso do namorado da minha irmã, esse não é um grande trunfo, já que ele mora em Gold Coast (clica aqui para ver um vídeo da cidade e entender o porque!).

– Viagens: o Rio de Janeiro e a Amazônia são os lugares mais conhecidos lá fora e que os gringos sempre querem visitar. Se você também nunca foi, aproveite a oportunidade para conhecer melhor o nosso país (nesse post AQUI tem dicas bem legais sobre o que fazer em Manaus, cruzeiro pelos Rios Negro e Solimões e hospedagem em hotel de selva. Imperdível!). Mas não se esqueça que temos muitos outros lugares lindos, como Salvador, Recife, Florianópolis, Brasília, Natal, Pantanal, Lençóis Maranhenses <3, Fortaleza, Bonito, Jalapão, São Paulo

Gostaram das sugestões, gente? Alguém tem mais dicas? Deixe nos comentários!! 🙂

 

Visitando o Rio Reno, na Alemanha!

AI gente, muito amor por esse texto da Chris sobre o Rio Reno! Cada lugar lindo, cada passeio incrível! Se você está de viagem marcada para a Alemanha, não pode deixar de incluir essa região no seu roteiro! Vamos ver?

Ah, e para ler os outros posts lindos e inspiradores da sessão “Por que Alemanha?”, todos escritos pela Chris Rogatto, amiga querida que mora no país, clique AQUI. Você não vai se arrepender! 😉

Por que Alemanha? - Rio Reno

“Alemanha – Rio Reno

`Toda a história da Europa (…) está resumida neste rio de guerreiros e de pensadores, nesta onda imensa que sacode a França, neste murmúrio profundo que faz sonhar a Alemanha. O Reno reúne tudo.` – Victor Hugo (1842) 

E com esta citação de Victor Hugo, já vou justificando a enorme dificuldade que tive em escolher sobre o que escrever do Rio Reno e sua região, pois temas são infindáveis, desde sua essencial e importantíssima história, sua enorme extensão e beleza, onde a cada quilômetro percorrido surgem novas características (e veja que sua total extensão é de 1,233 km!!!) com seus vinhedos, sua cultura e suas paisagens encantadoras. Escrever sobre este rio é para mim um grande desafio.

Vale do Rio Reno

O vale inicia-se nos Alpes, atravessa Suíça, Liechtenstein, Áustria, Alemanha, França, até a foz do Reno na costa dos Países Baixos onde este forma um extenso delta. Constitui a fronteira natural entre a Suíça e o Liechtenstein, entre a Alemanha e a Suíça e entre a Alemanha e a França.

Rio Reno - MapaEspecialmente no tempo dos romanos, as pessoas e seus assentamentos deixaram forte influência na paisagem e clima que circunda o Rio Reno: cidades, bases militares e fazendas (vilas rústicas), estradas sendo abertas da região com a finalidade do transporte rápido de tropas e mercadorias.

O que as guerras e incêndios destruíram, foi reconstruído pelo povo basicamente no mesmo local. Ocorreu então um rápido crescimento populacional desde o final do século 18. Os limites murados e fortificados nos centros das aldeias foram ampliados.

Numerosos castelos e fortificações, a maioria construída entre a Idade Média e o barroco, demarcam as possessões de senhores e nobres sobre o vale.

Você certamente já pode começar a imaginar que passear por aqui leva até o menos sonhador dos turistas a imaginar-se um viajante da época medieval.

Rio Reno - Medieval

Os primeiros passeios de barco pela região começaram no século 19. O Vale do Médio Reno é um dos exemplos mais antigos de turismo de massa na Europa.

Se você tiver pressa para conhecer a região, recomendo nem ir. Tudo por ali deve ser feito sem pressa, não pense em encontrar agito pela região, ali quem comanda é o ritmo do rio e da natureza. Tudo é muito calmo, e as paisagens são mesmo para serem contempladas e certamente tirarão o fôlego de qualquer pessoa.

Rio Reno - Vista

Em 2000, a UNESCO inscreveu os 65 km do vale médio do Reno na lista do Patrimônio Mundial, juntamente com o rochedo da Loreley, perto da cidade de Sankt Goar, na Alemanha.

Entre vilarejos e castelos medievais de contos de fadas, achamos o cenário ideal para lendas, histórias com dragões, princesas e sereias. Creio que a mais conhecida é aquela que se refere ao penhasco Loreley, que se encontra em uma curva do rio.

Conta a lenda que era costume os barqueiros serem atraídos para aquela saliência rochosa por uma sereia que cantava, enquanto penteava seus longos cabelos dourados. A sua canção tinha tal força mágica e encantadora que os barqueiros esqueciam-se de prestar atenção aos perigos que rodeavam o penhasco e ali encontravam a morte.

Esta lenda antiga ficou imortalizada no poema do escritor alemão Heinrich Heine ( século XIX ) intitulado “Die Loreley”, tendo sido musicado em 1830 por Friedrich Silcher.

Existem vários percursos de barco para se conhecer a região, porém o passeio “básico” tem duração de 1h 30 min, e o valor da passagem por adulto é €11,00.

Rio Reno - Barco

O trecho também pode ser feito de trem, a vista do passeio de trem é linda! Porém a vantagem do passeio de barco é que você tem uma visão ampla de ambas as margens do rio, ao contrário do trem e do carro, em que você só vê a margem oposta.

Se você estiver na região do Reno nos meses maio ou setembro, programe-se para um evento incrível: ao longo dos mais lindos e turísticos trechos do Reno é realizada anualmente a queima de fogos, chamada Rhein in Flammen. Com a maravilhosa queima de fogos você mergulhará em um vermelho encantador nas margens do Rio Reno, entre Rüdesheim e Bonn. Uma frota de barcos iluminados à vela, cercados por imagens mágicas formadas no céu pela queima de fogos. A experiência romântica e inesquecível para toda a família. Maiores informações você obtém nesse site.

Em minha próxima nota vamos viajar por algumas pequenas cidades à margem do Reno, as quais me conquistaram de maneira muito especial….

>> Porque Alemanha?

Porque aqui o meio ambiente realmente é coisa levada muito a sério. Não faz muito tempo, o Rio Reno era um rio morto de águas sujas e mal cheirosas. Como fruto de 20 anos de trabalho e muito investimento, hoje o rio é oficialmente considerado limpo. Das 64 espécies de peixes que povoavam o Reno antes da poluição, 63 já voltaram ao rio.”

O que fazer na Toscana: Florença, Siena, Pisa e Lucca

E não é que a Chris, nossa colunista semanal da série “Por que Alemanha?”, foi passar uns dias na Toscana, Itália? Mas a melhor parte é que ela veio dividir com a gente sua experiência e seu olhar sobre os lugares que passou: Florença, Siena, Pisa e Lucca. Tem como ser mais incrível? Ela também nos deus algumas diquinhas de o que fazer na Toscana, passeios imperdíveis na opinião dela.

Pronto para se apaixonar?

Obs.: para ver os outros posts da série, clique AQUI!

Por que Alemanha? - O que fazer na Toscana

“Itália – Toscana (Florença, Siena, Pisa e Lucca) 

Mas por que escrever sobre a Itália, quando a proposta é falar da Alemanha?? Ah, porque o inverno daqui é muito longo, e nada melhor do que adiantar um pouco o processo de contato com o sol no início da primavera, então, o meu destino mais próximo para alcançar este objetivo foi Itália – meta cumprida, muito sol em abril por lá!!!

O que fazer na Toscana - Florença

Ter literalmente em meu rosto os raios do famoso “Sol da Toscana” sensação deliciosa, quase indescritível…

Sete dias para conhecer a região de Florença, mantendo ali meu “quartel general”, foi um período ideal. Fiquei hospedada em um hotel próximo ao aeroporto, e distante do centro da cidade, também funcionou muito bem, pois o transporte público em Florença é excelente e barato!!! Em 20 minutos estava no centro da cidade, ou na estação ferroviária, de onde também parti para visitar outras cidades, procurando um pouco mais de tranquilidade, pois Florença estava, na semana da Páscoa, um mar de turistas.

Estar frente a frente a obras seculares feitas por gênios como Michelangelo, Giotto, Donatello, entre tantos outros é experiência única. Pude nestes dias visitar inúmeros museus e ver de perto a riqueza da arte sacra, andar muito pela cidade, usar muitos esparadrapos nos pés, pois em Florença se anda muito e muito e muito, e talvez mais um pouco.

O que fazer na Toscana - Esculturas

O que fazer na Toscana - Pintura

As cidades da Toscana, inclusive as menores, mostram aos visitantes seus dias de glória e riqueza através de seus palácios, igrejas e a linda e típica arquitetura, inclusive presente nos mais singelos vilarejos…

O povo da Toscana tem muito orgulho desta sua herança, do seu país e de seus geniais antecedentes, isto desde a época dos Etruscos cujas ruínas/escavações por eles deixados podem ser encontradas no distrito de Fiesole, pertencente a Florença.

O que fazer na Toscana - Vilarejos

Siena, Lucca e Pisa são possíveis de se alcançar com transporte publico (para mim, faltou uma visita a San Gimignano… ficou para a próxima ocasião). Saindo do burburinho de Florença, pode-se então ter melhor sensação do que é estar na Toscana, com sua paisagem verde e refrescante. Um passeio nestas cidades é quase um dever para quem estiver em Florença.

Lugares que, na minha opinião, são visitação obrigatória em Florença:

O que fazer na Toscana - Turismo

O que fazer na Toscana - Turismo 2

Mas Florença é ainda muito mais, é também um paraíso de compras – a oferta vai desde vinhos excepcionais e lojas de temperos mediterrâneos até lojas exclusivas de sapatos, artigos de couro, joalherias, etc etc.

Então, você se animou a também sentir os raios de sol da Toscana ????? Caso ainda não, recomendo assistir a este video, certamente depois de vê-lo, não resistirá ao desejo de conhecer esta maravilhosa região.

>> Porque Alemanha?

– Porque aqui é o maior mercado da Ferrari da Europa, atualmente mais de 70.100 Ferraris estão licenciadas aqui e correm pelas autoestradas alemãs. Sempre é emocionante ser ultrapassado por uma delas e ouvir aquele “ronco” típico de seu motor.”

O hotel mais caro do mundo!

Ah, viajar… Como é bom, né? A escolha do destino, o planejamento, as pesquisas, fazer as malas, aeroporto, dormir em hotel. Quem não gosta? Nas minhas viagens, onde eu sempre tento, na medida do possível, economizar é no hotel. Procuro sempre as opções mais em conta para poder gastar $$$ em outras coisas, como passeios, uma comprinha aqui e outra ali. Procuro as melhores localizações dentro de uma faixa de preço que estou disposta a pagar, sendo assim, o foco no luxo é zero. Conforto, sim. Limpeza, também. Mas luxo mesmo, de forma alguma!

Mas para sair um pouco dessa pobreza (hahaha), o post de hoje mostra o hotel mais caro do mundo. Obviamente, não há um registro oficial desses tipo de coisa e as tabelas e moedas mudam o tempo todo seus valores, mas existe um registro no Guiness Book onde a suíte Royal Penthouse Suite, do Hotel President Wilson, em Genebra,  lidera o ranking.

Hotel mais caro do mundo

Antes de ver as imagens da riqueza e #ostentação, vamos a alguns valores. Com 1.680 m2, a suíte é equipada com 12 ambientes, 12 ambients, sala de jantar com 250 m2. Câmeras de segurança, alarmes, elevador privativo, janelas blindadas com 6mm de espessura e outras cositas más. Tudo isso pela bagatela de US$80.000,00 a DIÁRIA. Considerando a cotação do dólar hoje (R$3,04), isso significa cerca de R$243.200,00 para passar uma noite hospedado ali. Tá bom ou quer mais?

Hotel mais caro do mundo - Living

Hotel mais caro do mundo - Sala de jantar

Hotel mais caro do mundo - Quarto

Hotel mais caro do mundo - Varanda

Demais né? Mas vamos combinar que é preciso ter muito, mas MUITO dinheiro sobrando para pagar esse preço em apenas uma diária de hotel… Tanto é que já passaram por lá milionários como Rihanna, Bill Gates, Tony Blair e outros 🙂

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E para babar em mais um hotel super bacana (mas não tão caro assim!), dá uma olhada nesse AQUI, na Islândia, de onde é possível ver a aurora boreal!

Schwetzingen, a mesquita e Mozart!

O post de hoje do “Por que Alemanha?” está muito cultural! A Chris conta pra gente sobre o castelo de Schwetzingen (ah, castelos… muito amor!), seu jardim de 72 hectares, a mesquita e como Mozart tem a ver com tudo isso! Vamos lá?

Para ler os outros posts da série, clique AQUI.

Por que Alemanha? - Schwetzingen

“Schwetzingen, em Baden-Würtemberg, possui 21.194 habitantes e fica a 121 Km de Stuttgart (que falamos AQUI sobre seu mausoléu romântico. A história é linda!).

Já que entramos no clima de Heidelberg, vamos então viajar somente mais 14 quilômetros, e já estaremos chegando em Schwetzingen, aonde visitaremos um maravilhoso castelo, situado no coração da cidade.

Schwetzingen - Castelo

Porém o que mais me chamou a atenção por aqui foi o seu magnífico jardim, que ocupa uma área de mais de 72 hectares!

O jardim do castelo com suas fontes, lagos, a impressionante bela mesquita, pavilhões, templos e esculturas foram realizados entre 1742-1799. Este jardim exibe o estilo barroco nas proximidades do castelo e ao longo do eixo central, porém encontramos o típico estilo inglês quando passeamos nas suas áreas laterais. Quem o projetou foi o renomado arquiteto e paisagista Friedrich Ludwig Von Sckell.

Schwetzingen - Jardim

A vegetação no círculo central muda sazonalmente. Suas formas são estritamente geométricas, conforme o modelo francês. Seus lagos e inúmeros rios são convidativos a uma longa caminhada.

Uma restauração autêntica do castelo teve seu início em 1975. Desta forma ele recebeu novamente seu propósito original de ser: a residência de verão tornou-se um lugar de cultura e celebração.

Schwetzingen - Jardim 2

 

Schwetzingen - Jardim 3

A Mesquita

Eu já visitei inúmeros castelos aqui na Alemanha, mas nunca imaginei encontrar em um jardim de um deles uma mesquita!!! A sua arquitetura é um dos edifícios mais fascinantes que achamos nos jardins do palácio de Schwetzingen.  

Nicolas de Pigage foi o construtor da Mesquita, isto entre os anos de 1779 e 1795. Fiquei fascinada com a combinação de sua linguagem arquitetônica, entre o oriente com os minaretes, pavilhões e luas crescentes e o ocidente representado pela cúpula barroca e janelas arqueadas!!! Tolerância é a palavra chave para estas formas!!!

Schwetzingen - Mesquita

Achei ali inscrições em língua árabe e alemã. Estas inscrições referem-se a virtudes tais como sabedoria, diligência e discrição. E o pitoresco é que fiquei sabendo que em todos os textos árabes são encontrados erros na perfuração das consoantes e a vocalização – certamente o pedreiro alemão contratado para tal serviço não tinha a mínima noção no que trabalhava…

Schwetzingen - Mesquita 2

Como último jardim mesquita existente do século 18, a Mesquita de Schwetzingen é um testemunho único de interesse no mundo árabe. O prédio não foi construído com a finalidade religiosa, porém sim como símbolo da tolerância, conforme esclareceu seu construtor Carl Theodor. As referências a várias religiões devem incentivar o visitante a reflexão.

Mozart em Schwetzingen

Na Salle de jeu, (sala de jogos e de visitas), ocorria durante estadia de Carl Theodor noites de jogos e academias musicais. Entre os artistas também esteve presente o jovem Wolfgang Amadeus Mozart e sua irmã Nannerl. Em 1763, eles transformaram a sociedade cortês através de seu virtuoso, em delírio. Na época, o quarto era rico, com pisos de madeira, tetos em estuque e lustres de vidro da Boêmia. Em 2006 o belo salão de festas recebeu seu nome atual: Mozart Hall.

O famoso compositor Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) visitou Schwetzingen três vezes: em 1763, como uma criança prodígio de sete anos de idade com sua família e mais tarde como músico e maestro nos anos 1777 e 1790.

Quem não se recorda da cena no filme MOZART, aonde o pequeno Mozart “brinca” com os dedos em seu piano, surpreendendo a todos os presentes… pois é, isto ocorreu aqui em Schwetzingen.

Mozart não viveu no castelo, mas na pousada “Zum Roten Haus” na antiga estrada Speyer. Hoje, uma placa relembra na Dreikönigstraße 6, os seus hóspedes famosos. 

Recomendo este curto filme, com vista aérea do lindo castelo: 

Mozart não pode ficar de fora da minha recomendação, veja um pequeno trecho do lindo filme: 

>> Por que Alemanha?

– Porque aqui respiramos cultura, história e muita genialidade, já que estamos no país de Matinho Lutero, Bach, Beethoven, Goethe, Gutenberg, Einstein, Bruce Willis (sim, ele é alemão), Scorpions, Michael Schumacher, e importante: saber que Adolf Hitler não era alemão…”

Bruchsal, aspargos e o museu de caixas de música!

Se você gosta de castelos, história, aspargos, museus e caixas de música, esse post é pra você! hehehe. Parece estranho? Então vem ler mais sobre a cidadezinha alemã de Bruchsal que, como toda boa cidade européia que se preze, possui um castelo e, de quebra, um museu de caixas de música com um acervo lindo e super diferente!

E o que os aspargos te a ver com isso? Bem, quase nada… 😉

Obs.: Para ler ver tudo o que já foi publicado na nossa super série “Por que Alemanha?”, clique AQUI!

Por que Alemanha? - Bruchsal

“Bruchsal, em Baden Württemberg, possui 42.757 habitantes e fica a 100 Km de Stuttgart (que falamos nesse post AQUI).

Para mim, um dos maiores símbolos de que realmente o inverno ficou para trás é quando vejo as campanhas para venda de deliciosos vinhos brancos sugestivos para acompanhar a estação de aspargos frescos!

E foi nesta época do ano, em um documentário na TV sobre o plantio e colheita do aspargo, que descobri algo que achei super interessante: a cidade de Bruchsal é o maior mercado de aspargos da Europa!!!!

Apesar da pouca distância de minha casa, eu nunca tinha ido a Bruchsal, nem sabia nada sobre a cidade, e esta foi a combinação perfeita para eu começar uma deliciosa pesquisa, que finalizou com uma surpreendente visita a localidade, situada 20 quilômetros ao norte de Karlsruhe, em Baden-Württemberg. E adivinhe o que encontrei por lá???? O Castelo de Bruchsal, com o sensacional “Deutsches Jukebox Museum”.

O Castelo de Bruchsal, antiga residência dos príncipes-bispos de Speyer, foi construído em 1720, no mais puro estilo barroco.

Bruchsal 1

Infelizmente, nos últimos dias da segunda guerra mundial, o castelo foi duramente atingido pelos ataques aéreos que ocorreram sobre a cidade. Durante o ataque mais pesado, em 01 de março de 1945, Bruchsal foi quase completamente destruída pela tempestade desencadeada pelo bombardeio. Somente a escadaria do Castelo sobreviveu ao fogo.

Bruchsal 2

Ocorreram longas discussões sobre, e como a reconstrução ocorreria, e até os anos 1970 ela ocorreu focando sua utilização como um museu.

Impressionante admirar de perto estas maravilhosas reconstruções feitas na Alemanha!!!! São perfeitas!! Caminhar pelo castelo leva você a vivenciar a mais legítima arte barroca.

Bruchsal - escadaria

MUSEU DE CAIXAS DE MÚSICA

A visita ao castelo foi uma feliz e grande surpresa, o Museu de Caixas de Música. Por três andares do castelo vivenciamos toda a história das caixas de músicas alemãs, com peças impecáveis. É uma experiência única, não creio que em qualquer outro lugar do mundo seja possível encontrar um acervo tão grandioso e tão preservado!!!

O Museu de Caixas de Música possui uma das coleções mais importante de seu tipo no mundo, com cerca de 500 caixas de música, praticamente todas em perfeito funcionamento. Vemos o desenvolvimento de sua produção artesanal nos séculos 17 e 18 e o seu auge no final do século 19, e seu papel na época da grande depressão na década de 1920. Lá, é possível também ouvir pianos e violinos, realejos, relógios musicais, figuras automáticas. Uma viagem sonora em ambientes fieis a época aonde se usavam estas mágicas máquinas de som, como salões de beleza, restaurantes e mercados de outros tempos!

Bruchsal - Museu de Caixas de Música

O antigo “Museu mecânico de instrumentos musicais” no Castelo de Bruchsal  foi reconstruído em 2003 recebendo o nome de “Deutsches Jukebox Museum”. A razão para a mudança de nome foi o aumento do tema e da área, após a aquisição, em 2002, da coleção privada do Sr. Jens Carlson. 

Para encerrar com chave de ouro, no final da visitação tivemos o prazer de assistir a um filme mudo, numa sala de cinema aos moldes antigos, sendo que esta fita do “Gordo e o Magro” foi musicalmente acompanhada por um piano da época, inesquecível.

Bruchsal - Museu de Caixas de Música 2

Se você vier para Alemanha e se interessar por música e sua história, não deixe de programar uma visita ao Castelo e seu magnífico museu, você certamente não se arrependerá!!!

Bruchsal - Museu de Caixas de Música 3

Ah, e os aspargos????? Esqueci totalmente deles… quem sabe ainda programo um passeio de bicicleta, afinal a região oferece 108 km com tours de abril até junho através de suas plantações, uma maravilha para amantes do ciclismo e da natureza. Desta forma poderei então desfrutar de espargos recém-colhidos, diretamente da fazenda, em jantares nos restaurantes locais com pratos desde tradicionais até especialidades incomuns, uma delícia!!!

Bruchsal - Museu de Caixas de Música 4

Nesse link é possível ouvir os sons de algumas caixas de música expostas. Experimente esta pequena viagem no tempo, clique nas diversas caixas de música… 

>> Por que Alemanha?

– Porque ainda no século passado, o aspargo era considerado planta medicinal e ficava disponível nas farmácias. Ele é constituído de cerca de 95 por cento de água, tem pouca proteína e carboidratos, sem gordura e sem calorias – o energético perfeito para a primavera. E uma delícia…”

Viagem dos Sonhos: Abu Dhabi

E de vez enquanto a nossa sessão especial Viagem dos Sonhos aparece por aqui para dar um “oi!”. Tá difícil, gente. Muito trabalho, viagem (looooonga) chegando, mil coisas pra deixar e ordem, outras mil pra providenciar. Enfim. Caos. Mas vamos que vamos, né!

E hoje a nossa Viagem dos Sonhos é para um lugar que, acredito eu, deve estar na lista dos top destinos do mundo: Abu Dhabi, conhecido por ser o recanto dos sheikhs, hotéis caríssimos, puro luxo, grandiosidade e riqueza. #ostentação. Mas o que tem pra ver e fazer por lá? Vamos ver?

Obs.: pra não perder nada do que já foi publicado na nossa Viagem dos Sonhos, clica AQUI!

Abu Dhabi

Antes de tudo, um pouquinho de Geografia pra gente se localizar. Ao contrário do que todo mundo pensa, Abu Dhabi, e não Dubai, é a capital dos Emirados Árabes Unidos e o maior de todos os Emirados. Como dá para ver no mapa abaixo, os EAU fica na Península Arábica e faz fronteira com a Arábia Saudita e Omã. Pela região, dá para imaginar que a religião oficial é o Islã, portanto, é preciso estar sempre atento às leis e regras quando estiver no país.

Abu Dhabi - Mapa

Apesar de bem pequeno e comparação com seus vizinhos, os Emirados são formados por 7 principados. São eles: Abu Dhabi, Dubai, Sharjah, Ajman, Umm al-Qaiwain, Ra`s al-Khaimah e Fujeirah. Ufa! Difícil escrever tudo isso!

Bom, todo mundo no mesmo ponto, vamos às principais atrações?

Ferrari World Abu Dhabi

O que é tão chique quanto uma Ferrari? Em Abu Dhabi fica o famoso e badalado parque da Ferrari. Mas não é qualquer parque. Como eles mesmos se descrevem no site, trata-se do maior parque temático indoor do mundo. Tem de tudo e mais um pouco no Ferrari World Abu Dhabi, e para quem é apaixonado por carros, é um passeio imperdível!

Abu Dhabi - Ferrari World

Sheikh Zayed Grand Mosque

Essa mesquita é de impressionar. Construída em homenagem ao falecido sheikh que dá nome ao lugar e foi o fundador dos Emirados, seus números são impressionantes: pode receber mais de 40 mil fiéis, possui mais de mil colunas e 80 cúpulas e abriga o maior tapete do mundo, que pesa 47 toneladas. Chocante, não?

Abu Dhabi - Sheikh Zayed Grand Mosque

Emirates Palace Hotel

Ok, tirando as poucas pessoas com contas bancárias mais do que privilegiadas que podem se hospedar em um dos maiores hotéis de luxo do mundo, o restante de nós, meros mortais, se contenta em apenas admirar (e não se espante se você reconhecer algumas imagens… Não, você não esteve lá em vidas passadas. É que o hotel foi a locação principal para o filme Sex and The City 2!). O Emirates Palace Hotel é a riqueza em forma de hospedagem. Para se ter uma dimensão, estima-se que foram gastos cerca de 3 bilhões de dólares em sua construção, conta com mais de 1800 funcionários, são usados cerca de 5 kg de ouro puro na decoração de doces e cafés, (preste bem atenção: d-o-c-e-s e c-a-f-é-s), e ah, a diária chega aí nuns US$15.000. Sem mais. Next!

Abu Dhabi - Emirates Palace Hotel

Corniche Abu Dhabi

É a avenida que margeia a cidade e rende um belíssimo passeio. Imagina as selfies lindas que não saem daí?? 😉

Abu Dhabi - Corniche

Yas Viceroy Hotel Abu Dhabi

Chiquérrimo, esse luxuoso hotel fica dentro do Yas Marinan Circuit, local que recebe o circuito de  Fórmula 1. É possível ver o carros passando de dentro dos quartos e restaurantes. Para os amantes do esporte, não há privilégio maior!

Abu Dhabi - Yas Viceroy Hotel

Mercados

Mercado de Peixes, Mercado de Frutas e Verduras Al Mina, Mercado de Tapetes, Al Ain Souk, Souk Al Bawadi, Souk Al Qaws e Souk Al Zafarana. Abu Dhabi tem uma série de mercados de tudo quanto tipo e é uma excelente forma de descobrir a cultura e hábitos locais. Se o tempo estiver limitado, talvez seja mais interessante passear pelo Souk Al Zafarana, que é o mais tradicional e você pode encontrar roupas típicas, incensos, especiarias e mais coisinhas legais.

Abu Dhabi - Souks

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E aí, gente? Quem curtiu? Fazendo a pesquisa para escrever esse post, fiquei ainda mais encantada com o país e MORRENDO de vontade de conhecer. É a cara da riqueza, fala sério… E quem já foi, deixa mais dicas no comentários!!

Stuttgart (Alemanha), e seu mausoléu romântico!

E para animar esse comecinho de feriado delícia, vamos de mais “Por que Alemanha?”! Uhu! Pra quem ainda não sabe, minha querida amiga Chris Rogatto mora no país com a família e, toda semana, escreve pra gente aqui um post sobre algum lugar diferente. Tem tanta coisa bacana já! Clica AQUI pra ver o que já foi escrito!

E o post de hoje fala sobre a região de Stuttgart e seu mausoléu romântico (se é que isso é possível!), que o rei mandou construir para sua rainha que faleceu precocemente como prova de amor eterno. Ounnnnn S2 que fofo! Vamos ver como foi isso?

Por que Alemanha? - Stuttgart

“Stuttgart, distrito de Rotenberg, em Baden Württemberg, possui 719 habitantes e fica a 11 Km de Stuttgart.

Hoje escrevo com um especial prazer, pois vou falar de um dos meus destinos prediletos para passear e relaxar em meio a linda paisagem, parte obrigatória de meu roteiro básico para levar visitas que queiram conhecer a região de Stuttgart : Rotenberg e a Grabkapelle !

Hoje vamos falar de amor!!

A aldeia Rotenberg (anteriormente “Red Mountain”) foi mencionada pela primeira vez em 1248. Por séculos o castelo fortificado Wirtemberg, a sede da família Württemberg, moldou a paisagem entre a cidade imperial de Esslingen am Neckar e a cidade de Stuttgart, antes de ter sido completamente removido por decisão do então Rei Guilherme I para dar lugar a construção de um mausoléu, já que a localização é uma das mais lindas na cidade.

E é neste local que hoje encontramos o magnífico e – creia -, romântico, mausoléu, o Grabkapelle. Vamos lá conhecer esta linda história de amor….                

Stuttgart - Dizeres da placa do mausoléu

Dizeres na entrada do mausoléu : “Que o amor nunca termine”

O mausoléu foi construído pelo Rei Guilherme I, como prova de seu amor eterno, para sua segunda falecida esposa, e filha de Czar, Catherine Pavlovna que morreu muito jovem (1788-1819), somente três anos após seu casamento e pela qual ele foi totalmente apaixonado (eles eram primos!).

Sua construção ocorreu após a morte da rainha Catherine entre 1820-1824 e foi projetada pelo mestre construtor, nascido italiano – em Florença, Giovanni Salucci, exatamente no local do antigo castelo Wirtemberg. Sua construção é um magnífico exemplo de classicismo, tendo sido totalmente inspirada no Pantheom, localizado em Roma. Obra magnífica!

Stuttgart - mausoléu

Vale ressaltar que esta obra teve início concreto após doação de verba pela população, já que a Rainha era muito admirada por todos na região.

Dentro da capela, que tem cerca de 20 metros de altura e um diâmetro cerca de 24 metros, encontram-se colossais estátuas dos quatro evangelistas, que estão colocadas em nichos na parede. Tanto estas estátuas como as que estão nos dois sarcófagos foram esculpidas em mármore de Carrara.

Curioso é que abaixo da capela encontra-se uma moradia, que também foi projetada e construída por Salucci. Ela servia de morada para dois cantores e um religioso, que tinham a incumbência de rezar e cantar hinos rotineiramente para a amada, ali sepultada.

Stuttgart - mausoléu 2

No conhecido “monumento ao amor eterno”, onde tudo nos remete ao romance, inclusive sua paisagem, cercada por vinhedos que no outono se parecem com imagens de algum sonho bom, devido a coloração intensa de suas folhas e a imagem do pequeno vilarejo que é envolvido pelas plantações. Ambiente ideal para plantações de uvas e consequente excelente qualidade de seus vinhos.

O Rei Guilherme I e suas filha Marie Friederike Charlotte de Württemberg (1816-1887) também estão enterrados ali.

No período de 1825-1899, a capela serviu como uma igreja ortodoxa russa, religião que a Rainha Catherine professava. Ainda hoje, todo o ano em Pentecostes ocorre ali tradicionalmente culto da igreja ortodoxa russa, em memória a Rainha. Eu tive a enorme surpresa e privilégio de, em 2013, presenciar este culto, cerimônia muito tradicional, pessoas trajando roupas típicas, muitas crianças, coros e religiosos presentes, experiência inesquecível em um lugar magnífico.

Stuttgart - paisagem

Muitos amantes julgam ser este o local mais romântico da região – com uma vista magnífica sobre o Neckar, perto de Stuttgart. Eu concordo plenamente com eles.

Um passeio pelos vinhedos que rodeiam o mausoléu, a vista maravilhosa no vale do Neckar e no final quem sabe degustar uma taça de vinho – o programa perfeito para conhecer este romântico monumento que nos conta sobre o amor deste casal de reis.

>> Por que Alemanha?

– Porque o vinho alemão tem excelente qualidade e tradição, os vinhedos aqui são os mais setentrionais do mundo, algo nas latitudes 49 e 51, bem acima, por exemplo, dos vinhedos onde se produzem o Champagne, na França. O frio e as características do sol tem forte influência na sua qualidade.”

Saint Decor Café: o que achei sobre o lugar

Como eu a-d-o-r-o café da manhã. É a melhor refeição do dia para mim! Por isso eu tenho uma queda enorme por brunchs. Sabe aquela refeição poderosa que você faz no meio/fim da manhã e tem que ser bem reforçada porque a próxima vai ser só no fim do dia? Que é um café da manhã meio almoço? Onde você toma chá comendo omelete? Então. Amo.

E vamos combinar que não tem coisa com mais cara de final de semana do que um belo brunch. Com tudo o que tem direito. Ja falei nesse post AQUI sobre a Condimento, um bistrôzinho muito do fofo e elegante que fica no Tatuapé, em São Paulo, e serve as comidinhas mais gostosas de todos os tempos. Sou fá número 1 de panqueca americana com maple syrup, e a Condimento serve umas como ninguém aqui no Brasil. #recomendo. Sendo assim, num belo domingo de sol eu e meu namorado acordamos na vibe do brunch e fomos direto na Condimento. E PÁ! Decepção. Eles não abrem mais aos domingos. Meu mundo caiu, fiquei sem chão, perdida na vida, triste e com fome, então acabamos indo parar em uma padaria qualquer.

Em outro domingo qualquer, no mesmo momento em que surgiu novamente a vontade de um delicioso brunch, veio junto a tristeza de que a Condimento estaria fechada. Aí, me lembrei que uma amiga minha (thanks, Mari!) havia comentado sobre um outro bistrôzinho fofo e gostoso que ficava no Anália Franco, também em SP. Depois de umas Googladas, encontramos o endereço do Saint Decor Café e pensamos “por que não?”. E #partiubrunch!

Saint Decor

Confesso que fomos um pouco receosos. Apesar da boa recomendação da minha amiga, havíamos tido uma experiência um tanto quanto ruim em outro desses bistrôs. O lugar era super bonitinho e com cara de bistrô francês, e parecia que iria atender nossas expectativas. Entretanto, o cardápio era mega sem graça e com um preço super abusivo para o que era servido. Sabe um pão de queijo custar tipo uns R$8? Caso típico do famoso “raio gourmetizador“, onde eles colocam um nome todo requintado, servem coisas totalmente básicas e comuns e cobram os olhos da cara. Ficamos bem decepcionados e saímos de lá antes mesmo de fazer o pedido.

Pois bem. Chegamos ao Saint Decor Café um tanto desconfiados. Havíamos lido algumas reclamações na internet sobre o atendimento, que era meio demorado e ruim, mas decidimos ir ver “qual era”. Ja gostei do lugar logo de cara. Decoração mais fofa ever, tudo bonitinho, arrumadinho, bem aconchegante. Ao passar os olhos pelo cardápio, vimos bastante potencial. Várias opções de chás e cafés, um mais diferente que o outro, waffles, lanches, pães e até massas e pratos mais almoço mesmo. Fiquei perdida com tanta opção e demorei para decidir o que pedir. Acabei optando por um chá todo diferente, um panini de queijo brie, geléia de damasco e macadâmia e um waffle de chocolate com morango para sobremesa. Meu namorado foi de um mocaccino com lascas de côco (uma delícia!), um lanche de mortadela com rúcula e uma mostarda diferentona e dividiu o waffle comigo.

Saint Decor - Pratos

De fato, as opções de lanches e sanduíches não são aquela coisa mega inovadora. Nem muito grandes. Mas gostosos. Sofreram um pouco com o “raio gourmetizador” também (nossa conta de R$100), mas nada que não fosse esperado. Atendeu às nossas expectativas. Sabe aquela coisa de “não é um fenômeno, mas é bom?”. Tipo isso. Voltaríamos lá sem sombra de dúvidas (só não o fizemos ainda por falta de tempo). Não é um lugar barato, mas nenhum desses bistrôs são. Então estava de acordo.

Saint Decor - conta

Sobre o atendimento? Realmente, é um pouco demorado, mesmo com poucas mesas ocupadas. Reparamos que o próprio garçon preparava também os pratos na cozinha. Acho que por isso a demora. Acredito que quando está mais cheio, deve demorar bastaaaante. Mas como era domingo e estávamos sem pressa, não nos importamos muito 🙂

Conclusão: para mim, a Condimento continua sendo imbatível, mas recomendo o Saint Decor Café como uma boa opção para um brunch, café da manhã, da tarde ou até mesmo um almoço gostoso, apesar de não ter provado os pratos. A vantagem é que eles não tem horário específico para cada refeição, como acontece na Condimento, ou seja, você pode pedir o que quiser a qualquer hora. Mas vá sem pressa e preparado para gastar um dinheirinho. Também vi que lá eles tem locais específicos para um reunião ou um encontro entre amigos, é só conversar com o responsável. Acho uma opção super bacana e diferente para um fim de semana tranquilo!

Quem for, conta se gostou!

Endereço: Rua Padre Landell de Moura, 152, Vila Formosa, São Paulo.