Author Archives: Vânia Parola

About Vânia Parola

Sou publicitária por formação mas o meu negócio mesmo é viajar! Adoro analisar tudo o que vejo, do comportamento das pessoas às cidades tão diferentes umas das outras. E tiro minhas próprias conclusões! Viajar ajuda a pensar. Evoluir. Refletir. Crescer!

4 motivos para visitar Inhotim

Porque visitar Inhotim

Visitar Inhotim vai trazer muito mais do que conhecimento.

Engana-se quem pensa que esses motivos a que me referi no título desse texto se tratam de obras de arte, o principal atrativo de Inhotim. Localizado no município de Brumadinho, a 60 Km da capital mineira, o maior museu a céu aberto do mundo abriga verdadeiras surpresas para os olhos, a mente e alma. Ao visitar Inhotim, você vai se deparar com 140 hectares. 23 galerias de arte. 23 obras expostas ao ar livre. 7 jardins temáticos. 30 destaques botânicos. E um número infinito de sentimentos.

4 motivos para visitar Inhotim - Paisagem

Em todos os sites e blogs que eu li sobre Inhotim, a recomendação geral era sempre a mesma: vá, é imperdível! Então, eu já estava com as expectativas altas de que seria um passeio super legal e que valeria à pena se deslocar de SP para coração de Minas Gerais para visitar Inhotim. Mas não imaginei que ainda assim seria possível me surpreender mais!

Vou tentar descrever em palavras os 4 motivos para visitar Inhotim e se apaixonar:

A Paisagem

Acho que poucas vezes na vida vi um lugar com uma natureza tão linda e bem cuidada. São 140 hectares de uma vegetação exuberante e impecável. Não há uma folha fora do lugar. Vermelho, rosa, amarelo, roxo, laranja, marrom se misturam ao mar de verde da vegetação. Orquídeas, bromélias, palmeiras, cactos, ipês-amarelos e uma infinidade de plantas que a gente nem sabe que existe convivem em harmonia e enchem os olhos e o coração de quem passeia por lá. Cada esquina, uma surpresa. Cada viela, um encanto. Cada lago com a paisagem refletida na água é inspirador. Mesmo se você não é uma pessoa ligada em arte, a beleza do lugar vale o ingresso!

 

 

4 motivos para visitar Inhotim - Paisagem

 

4 motivos para visitar Inhotim - Paisagem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As Obras de Arte

Confesso que sou zero entendedora de arte contemporânea. Adoro um museu, de verdade, mas sou mais da turma das coisas antigas, sabe? Não sou muito fã daquele tipo de arte muito doidona, quando uma bola no meio de uma sala branca é a obra. Pois é. Mas é exatamente isso que você vai encontrar no Inhotim. E vai ser incrível.

Ao visitar Inhotim você vai encontrar muitas obras de arte a céu aberto e mais outras tantas dentro de galerias. E se você pensa que arte são apenas quadros e esculturas, está redondamente enganado! Uma sala com as paredes e teto tomadas por uma cerca de arame são uma obra de arte. Uma sala vazia, redonda e envidraçada com um barulho esquisito é uma obra de arte. Uma sala onde todos os móveis e objetos, sem nenhuma exceção, são vermelhos é uma obra de arte. Lá, experiências sensoriais e sonoras também se transformam em exposição e é preciso algum esforço para tentar entender o que tudo aquilo quer dizer.

4 motivos para visitar Inhotim - Paisagem

Posso filosofar um pouco? Obrigada, de nada. Eu acho que quando a gente viaja, especialmente se for para fazer algo diferente do que estamos acostumados, temos que ir com a mente o mais aberta possível. Vi algumas pessoas entrando nas galerias do Inhotim, colocando um pé dentro da sala, olhando em volta e falando: “ah, vamos, aqui não tem nada”. Viravam as costas e iam embora. “Como assim não tem nada, amigo? Dê uma chance!”, era o que eu pensava.

Eu não estou aqui pra ditar regra de forma alguma, muito menos para criticar o comportamento alheio, afinal, cada um faz o que bem entender. Mas na minha concepção, se você vai em um lugar como esse, onde o diferencial são as obras de arte diferentonas espalhadas pelo parque, você tem que abraçar a causa e se jogar. Não precisa se tornar um expert no assunto se esse não é seu interesse. Mas cada obra, cada galeria, cada jardim possui uma placa com um texto explicativo sobre a ideia do artista por trás daquilo – e o número de gente que passa batido por eles é enorme. Acho que ler esses descritivos e dedicar alguns minutinhos para olhar a obra com mais carinho é fundamental e de extrema importância para TENTAR captar, pelo menos um pouquinho, a ideia do artista. É o mínimo que você precisa fazer para viver a experiência de visitar Inhotim de forma única. Porque vamos combinar, é realmente difícil entrar numa sala escura com algumas mesas cheias de material de marcenaria (pó, martelo, vasilhas) espalhados sobre elas onde a única luz que entra no recinto vem de uma fina fresta na parede, chamar isso de obra de arte e ficar lá meia hora admirando a criação, no maior estilo cult hahahha. Porém, quando você lê o texto e despende 5 minutos para tentar olhar pelo viés do artista, você percebe que a arte contemporânea pode ser, no mínimo, muito criativa!

4 motivos para visitar Inhotim - Paisagem

Deu pra entender o que eu quis dizer? O Inhotim é, de fato, um passeio incrível para qualquer pessoa, e não somente para entendedores e apreciadores de arte, mas é claro que esse é o atrativo do local e o mais bacana disso tudo é entrar no clima e embarcar nas ideias inusitadas dos artistas! Se você se deixar levar, é uma experiência que abre a cabeça mesmo, te faz sair do quadrado. E pode ser bastante divertido!

As Pessoas

Ah, as pessoas… Se teve uma coisa que me encantou demais nessa vigem foi a simpatia, cordialidade, educação e o sorriso das pessoas que cruzaram nosso caminho. Se você ler um pouco mais sobre o Instituto no site, vê que há uma grande preocupação com o desenvolvimento das pessoas e da comunidade ao redor. A intenção é que todo mundo participe, aprenda e ganhe com o museu, e a gente sente essa positividade e carinho emanando de todos os lados quando está lá. Cada funcionário que vimos (e são muitos mesmo, espalhados em todo o canto) é de uma simpatia sem tamanho. Qualquer pergunta que você faça a eles, a resposta vem sempre com um sorriso no rosto. É nítido que o Inhotim se preocupa em tratar bem seus colaboradores, incentivá-los e treiná-los. É possível sentir isso a todo momento, pois cada hectare é tomado de energia positiva.

Pode parecer bobagem para alguns, mas eu acredito que as pessoas com quem cruzamos a cada momento trazem uma energia para a gente. Pode ser o cobrador de ônibus, o porteiro do prédio, seu chefe, namorado, filhos, marido, a caixa do supermercado. Basta um sorriso e um bom dia inesperados que a gente já se sente mais feliz, não é?  Pode reparar. Ao passo que uma cara emburrada e um atendimento com má vontade nos deixa numa bad trip. Por isso que, especialmente quando estamos viajando, fora do nosso porto seguro e soltos no mundo, a energia das pessoas que nos cercam faz toda a diferença na sensação que você fica durante e depois da viagem. Aprendi isso fortemente durante meu intercâmbio na Austrália e isso só vem se confirmando a cada passeio. Inhotim, muito amor por você! S2

As Sensações

Sensações. Essa é a palavra que acho que resume bem a experiência como um todo. Falando em energia, como aquele lugar é contagiante! Você sai de lá com uma sensação de paz, de positividade, de felicidade, de orgulho por ter algo tão bem feito e tão bacana assim no nosso país, e ainda fora do eixo Rio-São Paulo. A natureza, as inspirações, o cuidado, a infraestrutura e as pessoas transformam o Inhotim em uma experiência única. 

Como eu disse em algum lugar lá em cima, esse não é o tipo de arte que eu mais gosto, especialmente porque não sei apreciar. Mas foi a primeira vez que eu compreendi o significado de quando as pessoas falam que a arte desperta sentimentos. E aí, entendi que a proposta do Inhotim é essa. Muito mais do que entender e compreender a arte contemporânea em si, se você se deixar levar pela obra e pela ideia do artista, isso provoca pensamentos, reflexões, ideias e sentimentos novos e únicos.

 

Depois de tudo isso, só tenho a dizer pra você: vá, é imperdível!

O melhor rodízio de fondue do mundo!

O melhor rodízio de fondue do mundo!

Eu AMO fondue. Aliás, amo comer, de modo geral. Mas acho inadmissível que só tenhamos essa iguaria no inverno (ou o que chamamos de inverno por aqui). O tempo começa a esfriar eu já vou ficando ansiosa pra comer o primeiro rodízio de fondue do ano. Mas pra mim tem que ser pacote completo. Não me venha com restaurante que eu tenho que escolher qual sabor eu quero e pagar pelo prato. Meu negócio é RO-DÍ-ZIO! Carne, queijo e chocolate. À vontade. “Manda mais carne, por favor?”. “Dá pra trazer mais pão? Ah, e queijo também!”. “Pode ver mais morango. E uva. E banana. Chocolate? Pode trazer mais uma porção, sim!”. 

Moro em Santo André e aqui pelo ABC Paulista não tem muitas opções de fondue, não – para minha tristeza. Em São Paulo, já fui no famoso Hanover (honestamente? Acho caro demais pro que entregam. A comida é uma delícia e tals, muito bem feito e bem servido, o ambiente é lindo e romântico, mas acho que não vale o preço – nem comprando com Groupon!), no Empório Gaúcho, em Moema (achei uma delícia as primeiras vezes, mas depois o fondue de queijo começou a vir muito estranho, meio rançoso, sabe?), no Konstanz, em Moema também (fui uma vez e achei bem gostoso), no Bistrô Faria Lima (o fondue de queijo deixou mmmmuito a desejar!), e alguns outros. Mas não foram nenhum desses que fez meu coração disparar.

Uma certa vez, estava passando um fim de semana em Campos do Jordão com meu noivo e queríamos muito um rodízio de fondue. A cidade é bastante conhecida por seu “ar europeu” e comidinhas invernais deliciosas, né? Passeando no centro passamos por um monte de restaurantes que serviam essa opção, mas como saber qual deles era o melhor? Qual valia cada centavo?

Procuramos por indicações no FourSquare e lá achamos uma dica de ouro: a diferença entre festival e rodízio de fondue. Pois é, rapaz! Você também achava que era a mesma coisa? Tamo junto… Estávamos quase entrando em um dos restaurantes que servia FESTIVAL quando…. Santo FourSquare! Descobrimos que festival não é à vontade. Vem aquelas quantidades de cada fondue e é isso. Já o rodízio é aquele que você come até ter que desabotoar a calça jeans (quem nunca? hehehe), sabe como? E era exatamente ISSO que estávamos buscando (sempre!).

Aí que encontramos muitas recomendações de um lugar chamado Krokodillo. Lemos que era o top das galáxias mas que a espera poderia ser longa. Fechou! Ficamos cerca de 1h na fila de espera mas compensou cada minuto… O rodízio de fondue é SENSACIONAL! As carnes são macias e variadas, os molhinhos que acompanham são super saborosos e também tem várias opções; o pão é fresco, o queijo é indescritível de tão gostoso (sério, como até morrer esse fondue de queijo…), o chocolate é doce na medida e as frutinhas super gostosas! Ai ai ai…

Rodízio de Fondue Rodízio de Fondue Rodízio de Fondue

>> Para se apaixonar:

  • Como não poderia deixar de ser, a comida é impecável. Bastante fartura, os garçons não ficam “regulando” quando você pede pra repor algum item;
  • O ambiente é lindo e aconchegante! Feito todo em madeira e vidro, de praticamente todas as mesas você tem uma vista linda e cheia de árvores. Dica: no fim da tarde a luz alaranjada do sol deixa o visual ainda mais bonito!;
  • Quem não é tão fã de fondue pode aproveitar o restaurante de qualquer maneira. O cardápio deles é extenso e tem até buffet na hora do almoço (em alguns dias na semana);
  • O restaurante tem 4 unidades, três em Campos e uma em Santo Antônio do Pinhal, cidade vizinha;
  • A simpatia do dono. Numa das vezes que fomos lá, chegamos na porta e descobrimos que a unidade estava fechada pra um evento. Um dos funcionários rapidamente se prontificou a nos levar e buscar com o carro dele na outra unidade, próxima dali. No caminho, descobrimos que ele era um dos donos do restaurante. Uma educação e humildade sem tamanho!

>> Para se ligar:

  • Não aceita cartão de crédito, só cheque (se não me engano) ou dinheiro. Então, se você for como a maioria da humanidade hoje em dia que nunca tem dinheiro na carteira ou usa cheque, passe num caixa eletrônico antes de ir. Uma das vezes que fomos estávamos sem dinheiro e conseguimos pagar via transferência bancária pelo aplicativo do celular na hora mesmo (Itaú), super tranquilo;
  • Quando está muito frio, é BEM gelado lá dentro, mesmo com as lareiras ligadas. Leve blusa!;
  • A fila de espera é uma questão, né? Mas faz parte de qualquer lugar minimamente badalado. Basta se programar pra não morrer de fome na fila! Hehehe

>> Localização

Krokodillo I: Av. Sen. Roberto Simonsen, 1350 – Capivari, Campos do Jordão

Krokodillo II: Av. Pedro Paulo, 21 (caminho do Horto Florestal) – Campos do Jordão

Krokodillo III: Av. Silvio da Costa Rios, 133, Vila Capivari, Campos do Jordão, SP (esse é o que sempre vamos pela praticidade, já que fica ao lado do calçadão de Capivari)

Krokodillo IV: Av. Ministro Nelson Hungria, 731 – Centro – Santo Antônio do Pinhal – SP

>> Preço

O valor gira em torno de R$60 – R$70 por pessoa. É barato? Não. É caro? Não acho. Nenhum rodízio de fondue vai ser uma pechincha, né? Mas por ser na turística Campos do Jordão e rodízio à vontade, acho um ótimo custo-benefício!

 

Depois da Austrália… Eu volteeeeeeei, e agora pra ficar!

Depois da Austrália…

Tá. Esse post está mais de 4 meses atrasado. Se você leu ESSE POST, sabe que fui passar uns tempos lá na terra dos cangurus. Morei na Austrália por quase 7 meses e voltei dia 11 de Dezembro de 2015. É, shame on me. Já voltei faz tempo e só agora to criando vergonha na cara para atualizar esse blog.

Depois-da-Austrália-Bunga-Jump-Nova-Zelândia

Sendo justa comigo mesma, não foi SÓ falta de vergonha na cara não. Estar na Austrália, viver a Austrália, trabalhar na Austrália e da Austrália, viajar dentro e fora da Austrália, aprender com a Austrália. Entender o que aconteceu DEPOIS da Austrália. Tudo isso me tomou muito tempo. E energia. Física e emocional. Em meio às tantas coisas que tive que viver, fazer e descobrir durante meus meses por lá, percebi que não dava para abraçar o mundo. E fui obrigada a escolher. Apesar de ser minha grande paixão, escolhi por deixar o blog em standby até que eu estivesse pronta para recomeçar. Afinal, infelizmente, ele não paga as minhas contas – e quando essas contas são em dólares australianos, aí é preciso valorizar a fonte de renda!

Deixa eu tentar explicar melhor. Devo ter comentado em algum lugar destas páginas que não abandonei meu emprego antes de me jogar do outro lado do planeta. Trabalho como redatora de redes sociais autônoma, presto serviço para uma agência, e assim continuei enquanto estava na Austrália. Pois é. Sorte a minha, consegui manter meu emprego normalmente – e continuo com ele depois que voltei também. \o/

Você deve imaginar a preocupação que fiquei para que tudo continuasse dando certo no trabalho. Só tinha reservas financeiras para os 2 primeiros meses de sobrevivência por lá, então continuar trabalhando era vital. Sim, eu tinha planos de arrumar um emprego lá também, mas não podia contar que seria suficiente para bancar todos os gastos, fora que eu queria muito viajar, e para pagar as contas somente com um emprego na Austrália eu teria que trabalhar muitos dias da semana. E aí, adeus viagens.

Depois-da-Austrália

Trabalho escrevendo e minha cabeça precisa estar muito focada no que estou fazendo. Acho que, tanto pela mudança de ambiente quanto pela ansiedade e expectativas quando eu estava lá, não consegui ser tão produtiva nem no meu trabalho nem no blog. Parece que surgiu uma trava, um bloqueio. Acredito que parte disse bloqueio se deu ao fato de que, quando estava em casa, eu passava quase 100% do tempo no meu quarto, já que meu roommate também trabalhava de casa e ficava o dia todo na sala/cozinha. Dormia, assistia Netflix, almoçava, jantava, tomava café da manhã, falava com meu namorado, trabalhava e escrevia para o blog. Tudo de dentro do quarto.

Acontece que o blog eu podia “pausar”. O trabalho, não. Não queria, e nem podia, dar nenhuma “mancada”, sabe? Deixar de fazer alguma coisa, escrever um texto mal feito, cometer uma gafe. Qualquer falha minha poderia ser justificada como “é, acho que não vai dar certo mesmo ela continuar trabalhando de lá” e eu ser substituída. Tive que me virar nos 30 para encontrar uma forma de fazer a minha produtividade melhorar. Fui várias vezes trabalhar na biblioteca do meu bairro (ia de bike, 5 minutos da minha casa, olha só?), e super rendeu! Então consegui sobreviver. Mas quem disse que conseguia inspiração para escrever no blog? Conforme o tempo foi passando, tive que focar 100% da minha produtividade para entregar meu trabalho, e o blog teve que ficar para trás…

Antes de vir embora, passei um mês viajando pela Nova Zelândia no esquema ônibus + hostel. Além de passar muitas horas na estrada todos os dias, ou dentro de cavernas, ou saltando de bungee jump e etc, muitos lugares são remotos e não há sinal de celular ou internet, então, não podia contar com trabalhar normalmente durante esse período. Eu já sabia que seria assim antes de sair da Austrália e me organizei ao máximo para deixar tudo o que fosse possível pronto antes de eu embarcar. Além disso, assim que voltasse da NZ, passaria mais 3 dias na Austrália, dormindo no sofá da casa da minha irmã, e também não seria possível trabalhar. Ao final, mais dois dias totalmente offline voando de volta para casa. Ou seja, mais alguns dias de inutilidade trabalhística total.

Depois-da-Austrália - Bungee Jump NZ

Mas calma, porque piora. Cheguei no Brasil na última semana útil antes das férias coletivas de final de ano da agência, ou seja, além de entregar a “programação regular” de trabalho do mês de dezembro, tivemos que deixar a primeira quinzena de janeiro pronta também. Tudo em 4 dias. E eu com aquele jet lag que você pode imagina. PENSA num ser humano que nunca trabalhou tanto, hahaha… Foi uma correria absurda, mas deu tudo certo, graças a Deus!!!

Depois de curtir o fim do ano na praia com meus pais e namorado, a ideia era voltar a trabalhar com força total em janeiro e colocar tudo em dia, o trabalho e o blog. Estava empolgadíssima para voltar à rotina, tinha altos planos (sim, aqueles famosos planos de ano novo que nunca saem do papel) para me organizar e pegar firme na labuta. Só que não.

Acredita que até hoje, em meados de abril, ainda não consegui retomar minha produtividade “pré-Austrália? Por isso que demorei tanto para reabrir o blog e escrever esse post. Ou qualquer outro (e ai… tenho TANTA coisa pra contar de lá, TANTAS dicas para dar… Me aguardem!!). Agora que passou um tempo, estou conseguindo entender o por quê dessa demora.

Depois-da-Austrália

Como eu voltei de viajem na maior correria de trabalho, bem na última semana útil do ano, e logo fui para a praia, e depois voltei e já tinha muito trabalho de novo, e de novo, e de novo, parece que não consegui absorver direito o que foi a Austrália na minha vida. Foi como se eu tivesse sido jogada em um furacão sem ter tempo de assimilar todas as mudanças que tinham acontecido comigo. E estão acontecendo.

Estou me redescobrindo. Eu mudei. E para melhor. Amadureci, passei a enxergar certas coisas de modo diferente. Adquiri outras noções de mundo. Aprendi muito mais sobre mim. Me conheci melhor. Me desafiei, mais do que eu achava que poderia. E venci, mais do que eu achava que conseguiria. Essa fase “Austrália” da minha vida – e por isso entenda-se Nova Zelândia também – foi de uma intensidade que eu jamais imaginaria. Uma loucura. Mas era isso que fui buscar.

Além dos posts sobre as dicas dos lugares que visitei (ai, quanta coisa!!), pretendo voltar aqui para falar sobre um outro lado de uma viagem, o lado que eu mais acho que vale à pena: as mudanças que acontecem com a gente. Então, me aguardem com muito conteúdo! #oremos para que minha inspiração volte a ser como antes…

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Pensando em ir para a Austrália também? Veja nossas dicas:

 

Alemanha e o macarrão de sorvete!

Quando a gente pensa em sorvete, acho que um dos últimos lugares que vem a nossa cabeça é a Alemanha! Certo? Certo. Afinal, um país que vive em temperaturas baixas durante a maior parte do ano, com direito a neve e muito, muito frio, a última coisa que as pessoas vão querer comer é sorvete. Certo? Errado!

Como você vai ver nesse post aqui, a Chris, amiga querida que mora na Alemanha há anos e escreve a nossa coluna semanal “Por que Alemanha?” nos mostra que, nos poucos dias de calor alemão, o que bomba mesmo nas ruas é o sorvete, minha gente! E ela até passa pra gente uma receita de um macarrão de sorvete, sobremesa típica com curioso nome de Spaguetti Eis. Bora fazer? Assim a gente pode provar a Alemanha sem sair de casa!

Por que Alemanha - macarrão de sorvete

Alemanha e a paixão por sorvetes            

(Clique nesse link e assista esse vídeo que a Chris recomendou!)

Este verão europeu, considerado o mais quente desde que existem as estatísticas, é a inspiração perfeita para falarmos sobre a paixão que os alemães têm por sorvetes. Vamos então nos refrescar…

Um estudo canadense recente relata que o mercado de sorvetes alemão está crescendo a um patrimônio líquido de 2,7 bilhões de dólares, o que é mais do que a indústria de gelados em qualquer outro país europeu.

Macarrão de Sorvete

Na Alemanha, quando falamos em sorvetes, logo nos remetemos às deliciosas casas de café, encontradas em qualquer cidade do país.

Macarrão de sorvete - caféÀs vezes ainda no finalzinho do inverno, logo que o sol começa a dar suas caras, após os longos cinzentos dias frios, já é possível ver algumas mesinhas e cadeiras nas calçadas, e os alemães já estarão se preparando para os meses mais quentes que estão por vir, curtindo seus capuccinos e cafés com bolo.

Mas quando o clima começa mesmo a esquentar, o que surge nas mesas é o saborosissimo Eiskaffee e o inusitado Spaghetti Eis.

Spaguetti Eis

Alguma vez você já sonhou em combinação macarrão e sorvete? Pode soar estranho e talvez este prato pudesse estar presente naquela mesa de chá do chapeleiro maluco em Alice no País das Maravilhas, porém esta delicia é facilmente encontrada em quase todas as sorveterias da Alemanha.

Macarrão de Sorvete - Spaguetti Eis

A ideia veio de Mannheim em 1969, com Dario Fontanella, proprietário de uma fábrica de sorvetes, cuja família emigrou para Alemanha a partir dos arredores de Veneza em 1932. Dario tinha a intenção de recriar um prato nacional italiano, e surpreender seu pai, oferecendo sorvete em uma nova forma. Depois de muitas experiências, com diversos ingredientes, ele encontrou a combinação perfeita: sorvete de baunilha com morangos amassados e chocolate branco.

Em 2014, Fontanella foi premiado com o “Bloomaulorden,” o maior prêmio do cidadão em Mannheim, cidade conhecida como “a cidade dos inventores”. Hoje Fontanella possui seu negócio familiar, o Fontanella Eismanufaktur Mannheim. Os Fontanellas estão no negócio de sorvete por mais de 100 anos, a maioria dos quais eles passaram em Mannheim.

Mas vamos agora para a receita do Spaghetti Eis, para 2 porções:

100 ml creme de leite fresco

2 colheres de chá de açúcar

400 ml de sorvete de baunilha

300 g morangos ( congelados )

2 colheres de chá de açúcar

1 pacotinho de açúcar baunilha

100 gs de chocolate branco

Modo de fazer: Polvilhar os morangos com o açúcar, deixar descongelar. Depois fazer um purê com a fruta, levar ao fogo baixo para fervura, por aproximadamente 20 minutos e deixar esfriar. Bater o creme de leite junto com 2 colheres de chá de açúcar em ponto de chantilly bem firme, raspar o chocolate branco.

Macarrão de Sorvete - Spaguetti Eis 2

 

Colocar o chantilly em tigelas ou pratos de sobremesa. Passar o sorvete de baunilha no espremedor de batatas ( que deverá está bem resfriado ). E cobrir tudo com o molho de morangos. Polvilhar com o parmesão – ops desculpe – com as raspas de chocolate branco.

Eiskaffee

Nada melhor no verão após um exaustivo dia de trabalho ou de compras sentar-se num café de rua, observar o movimento ao redor e desfrutar do fresco e revigorante Eiskaffee.

Macarrão de Sorvete - Eiskaffee

Hoje, na Alemanha existe disponível no mercado o pó pronto, que deve somente ser misturado ao leite frio.

Mas o Eiskaffee original deve ser preparado conforme sua receita tradicional. Na Alemanha e na Áustria é simplesmente utilizado o café passado pelo filtro e depois resfriado na geladeira. Em seguida, coloca-se o líquido frio preferencialmente em um bonito de vidro fino e alto e finaliza-se a bebida conforme o gosto pessoal de cada um, com açúcar, leite e/ou bolas de sorvete de creme. Esta refrescante bebida é coroada com chantilly !

Diz-se que o Eiskaffee veio da Grécia sendo chamado popularmente de café frape, que é preparado batendo-se café solúvel, açúcar e um pouco de água até tudo ficar muito espumoso e completa-se então a bebida com leite e talvez ainda água fria. Às vezes, o café frape também é refinado com uma bola de sorvete.

A partir das regiões do sul da Itália e da Grécia, o café frio se espalhou ao redor do mundo, onde recebeu seu toque pessoal em cada região e em cada país.

Na Floresta Negra o cliente apreciador do Eiskaffee encontra ali uma criação diferente, pois naquela região é costume misturar o café gelado adoçado com uma pequena dose de Kirschwasser (aguardente feito à base de cerejas). A bebida é refinada com sorvete de baunilha, chocolate granulado e uma casquinha de sorvete, hum uma delícia!

Macarrão de Sorvete - Chris e Bia

Eu poderia escrever aqui uma lista infindável de variações do Eiskaffee, criadas no mundo todo, porém estranhamente nunca achei esta bebida no Brasil, terra do café mais gostoso do mundo!

Certo é mesmo que Eiskaffee e Spaghetti Eis são para mim a melhor forma de dar boas-vindas às temperaturas quentes do verão !

 >> Por que Alemanha?

– porque aqui, na maioria das sorveterias do país encontraremos algum brasileiro, provavelmente vindo de Sta Catarina e de origem italiana, pronto para nos servir um refrescante sorvete. Muito legal poder trocar algumas palavras em português e um “volte logo” ao sairmos!”

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E aí? Gostaram da ideia do macarrão de sorvete? Parece apetitosíssimo! Quem fizer a receita em casa, volta aqui pra comentar o que achou, tá? 😉

O que fazer em Hamburg, Alemanha!

Se você está planejando uma viagem para a Alemanha e está considerando passar por Hamburg, preste muita atenção nesse post. A Chris, amiga querida que mora na Alemanha e escreve a nossa coluna semanal “Por que Alemanha?”, fala hoje sobre a cidade e mostra o que fazer em Hamburg – sempre sob uma ótica muito especial, diferente de qualquer informação que você vá achar por essa internet de meu Deus. Im-per-dí-vel!

No post anterior (clica aqui pra ler!), ela falou sobre o famoso Porto de Hamburg, e agora  continua com a parte turística da cidade – pra você ver como o assunto rende! Sem mais lenga-lenga, vamos ver o que fazer em Hamburg e querer arrumar as malas pra lá já!!

“Alemanha – Hamburg turístico            

Possui 1.753.380 habitantes.

Distância de Stuttgart: 605 km

Água, água e mais água, este é o seu elemento determinante. Hamburg sem o Rio Elba, sem o lago Alster – inconcebível.

Em um post anterior introduzi o porto de Hamburg. Embora o porto fique localizado no centro da cidade, e é simplesmente interessantíssimo, Hamburg ainda tem muito a oferecer.

Speicherstadt

Com seus galpões de tijolos vermelhos, renovados, junto a modernas e ambiciosas estruturas de vidro e aço, são cortados por canais e pontes, este bairro histórico é repleto de museus, cafés e lofts de luxo. Estas construções eram usadas para armazenar mercadorias de alto valor, como café, chá, cacau, temperos e tabaco.

O que fazer em Hamburg - Speicherstadt

Atualmente, grande parte do distrito de depósitos comercializa tapetes orientais. Caminhe pela região ao anoitecer, os prédios e pontes recebem uma iluminação suave, refletida nos canais.

Um charme, que recentemente foi considerado patrimônio histórico pela UNESCO.

Hafencity

Partindo de Speicherstadt, você pode explorar Hafencity, segunda etapa do maior projeto de construção em desenvolvimento na Europa, que inclui o famoso prédio da Filarmônica do Elba, ainda em construção. Hafencity não pára de crescer e mostra o melhor da moderna Hamburg.

O que fazer em Hamburg - Hafencity

Miniatur Wunderland (país das maravilhas das miniaturas)

Uma das atrações turísticas mais visitadas na Alemanha, com cerca de um milhão de visitantes por ano.

O que fazer em Hamburg - Wunderland

Trens, aviões e automóveis viajam por diversos cenários em miniatura, cuidadosamente  manufaturadas, reproduzindo aspectos como os gelados fiordes noruegueses e as ruas iluminadas por neon em Las Vegas. São mais de 6.400 m2 de área com quase 9.000 carros de miniatura e 215.000 “Wunderlanders”, como são chamados seus pequenos habitantes.

Mercado de peixes

Um ótimo lugar para se visitar em uma manhã de domingo em Hamburg. Desde 1703 oferece frutas exóticas, flores, chás e utensílios domésticos junto com peixes frescos, neste mercado a céu aberto.

O que fazer em Hamburg - Mercado de Peixes

Mas não deixe de conferir o salão de leilão, bem ao lado do mercado. Atualmente nenhum peixe é leiloado, mas você encontrará cerveja à vontade e música ao vivo, bem como clientes bebendo e dançando mesmo nas primeiras horas da manhã de domingo. A entrada é gratuita, mas venha com dinheiro pois a maioria das barracas não aceita cartões.

Região central de Hamburg

 Aqui o coração da cidade comercial bate mais forte. No centro da cidade encontramos edifícios comerciais modernos, pois muitas das construções medievais foram destruídas no grande incêndio de 1842 ou reduzidas a entulho durante a II Guerra Mundial.

O que fazer em Hamburg - região central

 

 

O “Jungfernstieg” de frente ao lindo lago “Alster”, elegante local de partida para a região central, há séculos tornou-se o ponto de encontro mais conhecido da cidade. Naquela região concentram-se lojas e bancos. Planeje chegar ao Jungfernstieg bem cedo, e sinta o flair da Hamburg, admirando o Alster e tomando um café no terraço do Alex Alsterpavillons. Depois deste delicioso inicio de dia, caminhar pelas largas ruas e lindas vitrines de suas elegantes lojas…. sim, você poderá agora falar que está em Hamburg.

Prédio da prefeitura

Sem duvida é o prédio mais majestoso da cidade. Cuidadosamente reconstruído e restaurado às condições originais do século 19. Com suas 673 salas (mais do que o Palácio de Buckingham, em Londres), e pouco destruído na segunda guerra, é considerado uma das construções mais importantes da história da Alemanha.

O que fazer em Hamburg - Prefeitura

Do saguão de entrada partem visitações guiadas, com 30 minutos de duração, você descobrirá tudo sobre o sistema de governo de Hamburg e naturalmente muito mais sobre a história da cidade.

O que fazer em Hamburg - Chafariz

 

No pátio, visite o chafariz, que representa a deusa grega Higia. O magnífico chafariz foi construído para lembrar a epidemia de cólera no final do século XIX. E bem na sua entrada encontramos, em latim, a inscrição: “Os descendentes se esforçarão para manter a liberdade alcançada por seus antepassados”.

Daniel Wisher e o famoso Fish n’Chips

É ali, na região central, que você encontrará o famoso restaurante Daniel Wisher. Logo na sua entrada você pode se deliciar com os cones de papel, contendo o delicioso Fish n’Chips, porém seu cardápio também oferece pratos de peixes, sempre com um preço justo. Você tem que experimentar…

O que fazer em Hamburg - Fish and Chips

Mas Hamburg ainda tem tanto a oferecer… nem falei sobre o Alster, o lago lindo com seu refrescante e bucólico parque, bem no centro da cidade, sobre a igreja de St. Michaelis, com sua torre e símbolo da Hamburg, do bairro de St. Pauli, com sua vida noturna e local de início da carreira dos Beatles, o museu da história de Hamburg, e tanto mais. A melhor forma de se surpreender com ela é andando a pé por todos estes pontos turísticos, cada quadra caminhada oferece uma visão nova e apaixonante.

O que fazer em Hamburg

Esta cidade já passou por tantas catástrofes, incêndios, guerras, sempre se reergueu e agora é a segunda maior cidade da Alemanha, ficando logo atrás de Berlin. Admirável!!! Venha conhecê-la também.

>> Por que Alemanha?

– Porque Hamburg ama esportes e se a população disser sim ao referendo em 09/2015, ela será candidata a sede nas olimpíadas de 2024 e mais um ousado projeto arquitetônico terá sua sede aqui pois a vila olímpica poderá ser construída numa ilha do rio Elba.

Sobre o famoso Porto de Hamburg, Alemanha

Porque não há nada melhor do que viajar para um lugar sabendo um pouquinho da história e curiosidades sobre ele, né? A viagem fica mais rica e tudo faz mais sentido! Quem concorda? o/

No post de hoje da nossa coluna semana “Por que Alemanha?” (clica AQUI pra ler os demais posts!!), a Chris traz pra gente alguns fatos e curiosidades sobre o famoso e importante Porto de Hamburg! Vamos ver? Quando você fizer sua viagem para a Alemanha, já vai estar bem informado! 😉

Por que Alemanha - Porto de Hamburg

“Alemanha – Porto de Hamburg                  

Hamburg – o portão para o Mundo. Comércio e navegação contribuem há séculos para o ambiente internacional dessa cidade à beira do rio Elba, com 4 milhões de habitantes na área metropolitana.

Porto de Hamburg - Chris

Hamburg é uma cidade-estado, fica bem no norte da Alemanha, pertinho da Dinamarca, à margem do Rio Elba. É uma cidade com muito verde e é considerada uma das cidades mais bonitas da Alemanha, recebendo 120 milhões de turistas anualmente. Hamburg é uma cidade hanseática que fazia parte da Companhia de Navegação e Comércio Hansa. Entre 1850 e 1934 mais de cinco milhões de emigrantes saíram da Europa para o Novo Mundo pelo porto de Hamburg. Eram emigrantes dirigindo-se a América do Norte e do Sul, incluindo o Brasil.

Porto de Hamburg - Cartazes

É interessante notar que no Brasil, Hamburger Berg foi a primeira fundação no Vale dos Sinos, Sul do Brasil, que mais tarde tornou-se Hamburgo Velho, o nome original significava “Morro dos Hamburguenses”, daí se origina a Novo Hamburgo atual. Hoje, Novo Hamburgo é conhecido como a Capital Nacional do Calçado e é considerada a maior cidade de origem alemã do Rio Grande do Sul.

Em Hamburg também chegaram de navio os imigrantes para trabalhar na indústria e reconstruir a Alemanha no período do pós-guerra. Isso faz com que a cidade tenha grande tradição em suas relações internacionais e multiculturais, sendo chamada de “Portão para o Mundo” (Tor zur Welt).

Porto de Hamburg - Navios

O Porto de Hamburg transformou-se em breve tempo em um local turístico interessante para navios de cruzeiro em virtude de localizar-se bem no centro da cidade e assim perto das atrações turísticas. Além disso, tornou-se comum que habitantes da cidade saúdem os navios da margem do rio Elba durante a sua chegada à cidade, muitas vezes acompanhados por um espetáculo de fogos de artifícios patrocinado pela cidade.

História e Tecnologia

O porto nasceu na Idade Média, ganhou cada vez mais importância durante o século XIX, foi bombardeado durante a 2ª Guerra Mundial e em pouco tempo reergueu-se e modernizou-se. Entre 1958 e 2008, o movimento anual passou de 30 milhões de toneladas para 140 milhões de toneladas. Atualmente, a containerização – manipulação de mercadoria por containers, que indica o nível de modernização do porto – chega a 96%.

Uma média de 12 mil navios cargueiros passam por Hamburg todos os anos. É mais do que o dobro, por exemplo, do volume de navios que atracou no Porto de Santos, o maior do Brasil, em 2009.

Porto de Hamburg - Cargueiro

Economicamente, o Porto de Hamburg é o segundo maior porto da Europa, possui uma localização geográfica estratégica para distribuição de produtos depois que estes chegam no Porto. O Porto fica na beira de um rio, o Rio Elba, e os navios chegam pelo mar do Norte, entrando 70 milhas náuticas pelo rio até chegar no Porto.

Porto de Hamburg - Rio Elba

O Rio Elba tem 1.165 km de extensão, com 870 km navegáveis. Em sua foz no Mar do Norte, logo depois de Hamburg tem 15 km de extensão.

Previsões confirmam que em 2 ou 3 anos, o Porto de Hamburg ultrapassará o Porto de Amsterdã, o maior concorrente, em temos de volume movimentado. Para isso discute-se no momento os planos para o aumento da profundidade do rio Elba, construção de novas estradas e ferrovias além das já existentes para assegurar o acesso e escoamento das cargas ao porto. Só para exemplificar, diariamente chegam ao porto 200 trens de carga e as previsões futuras são de 450 trens por dia. A companhia ferrovia portuária administra 330 km de trilhos, incluindo 5 estações, 7 cruzamentos e 73 pontes e uma moderna torre de controle central.

Além disso, apesar de ter terminais para a movimentação de cargas a granel, a ênfase está na movimentação de cargas em containers. Isso faz de Hamburg um grande centro de comércio exterior. O porto é responsável por 40% da arrecadação fiscal do Estado de Hamburg. Mais do que a indústria aeronáutica, presente no Estado com a Airbus, maior concorrente da Boeing, com 15.000 funcionários em sua fábrica ali situada.

No porto existem vários museus náuticos que podem ser visitados, por exemplo, o Rickmer Rickmers e o Cabo São Diego. Visitas guiadas através do porto da cidade são muito interessantes.

Curiosidade: Comparação de 5 portos em volume de TEUs (Twenty Foot Equivalent Units – dados de 2007)

HAMBURG                            9 889 792 

BREMEN/B’HAVEN             4 912 177 

SANTOS                                 2 532 900 

AMSTERDAM                        370 000 

BUENOS AIRES                     1 700 000 (2006)

>> Por que Alemanha?

–  Porque aqui o cidadão participa ativamente da vida política. Em 2010 aproximadamente 120.000 pessoas se reuniram em demonstração contra usinas atômicas. Eles formaram uma corrente humana de 120 km entre os reatores Krümmel e Brunsbüttel, passando no meio de Hamburg.”

Intercâmbio de um mês vale a pena?

INTERCÂMBIO DE UM MÊS VALE A PENA?

Será que fazer intercâmbio de um mês vale a pena? Se você está pensando em se aventurar em outro país por algumas semanas mas está em dúvida se compensa, ou não, esse post pode te ajudar!

Antes de mais nada, gostaria de esclarecer que eu não tenho a pretensão de convencer ninguém de nada, muito menos de apontar o que é certo ou errado, bom ou ruim. Minha intenção é apenas compartilhar minha opinião sobre o assunto para poder gerar alguma reflexão em quem está pensando em viajar e, quem sabe, ajudar um pouquinho!

Como eu falo muito, preferi separar em tópicos para ficar mais fácil de entender meus devaneios! Espero que possam ser úteis, pelos menos! Let’s go? 😉

Intercâmbio de um mês vale a pena?

+ Tudo o que você precisa saber sobre fazer intercâmbio na Austrália!

1. O aprendizado da língua

Na maioria dos casos, acredito que quem faz intercâmbio está procurando aprender ou aperfeiçoar uma língua estrangeira. Sendo assim, como sabemos que não existe mágica e que ninguém vai voltar fluente depois de um mês no exterior, acho que temos que pensar sempre em otimização. Já que o tempo é curto, aproveite-o da forma mais inteligente possível!

– Sobre desenvolver novas habilidades

Como já falamos, não dá para pegar fluência em um mês e voltar pra casa falando como um nativo! Quem pretende fazer esse tipo de investimento tem que ter isso em mente, mas se esforçar para aprender o máximo possível.

Aproveite para desenvolver habilidades que são mais difíceis de praticar no Brasil, como ouvir, falar e aprender termos e expressões do cotidiano, que geralmente não nos ensinam nos livros. Acredito ser essas as conquistas mais importantes no aprendizado de uma língua em um intercâmbio curto.

Intercâmbio de um mês vale a pena? - Estudo

– Sobre viajar já tendo alguma noção da língua

Com base no que já observei, acho que a curva de aprendizado em intercâmbios curtos é maior para quem já tem uma noção da língua (mas é só minha percepção, ok? Cada caso é um caso! :). Isso porque a pessoa chega já conseguindo se comunicar, mesmo que minimamente e de forma errada, mas é mais fácil evoluir a partir dali, sabe? Quando já se é familiarizado com a língua, é mais fácil ouvir e falar palavras novas, pois já se entende a estrutura gramatical e a forma de “pensar” daquela língua. Quem chega muito “cru” tem que partir do zero e pode demorar um tempo até conseguir entender alguma coisa e se soltar – e quando vê, já é hora de voltar pra casa.

Sendo assim, talvez seja melhor investir em um curso no Brasil durante uns meses para chegar no seu intercâmbio com alguma base, e não deixar para aprender tudo lá. Acho um pouco de desperdício. É melhor utilizar seu pouco tempo em outro país já podendo se comunicar minimamente, até para que você se sinta mais seguro também.

– Sobre foco e dedicação

Acredito que o que mais vale mesmo é o esforço e dedicação de cada um. Se você não estudar, conviver somente com brasileiros e não tentar conversar na nova língua, realmente você não vai evoluir nada. Nem em um mês, nem em um ano. Já conheci gente que estava há mais de um ano estudando fora e o inglês, no caso, continuava uma m*da. Por isso, meu conselho é: faça valer o seu tempo e dinheiro. Vá às aulas, faça os exercícios de casa, saia para passear sozinho, peça informação na rua, converse com pessoas de diferentes nacionalidades. Fazendo isso, com certeza seu intercâmbio de um mês vale a pena!

2. Intercâmbio não é só aprender outra língua

Mesmo que esse seja o objetivo principal, um intercâmbio pode trazer pra sua vida muito mais benefícios do que aprender uma língua. E essa eu acho que é a maior das consequências. Morar fora, não importa pelo tempo que for, muda nossa forma de pensar, ser e agir. Nos instiga a ser mais curiosos, nos arriscar, tentar, ousar, fazer diferente. SER diferente. Somos obrigados a sair da nossa zona de conforto. Ter que se virar sozinho em meio a uma cultura e língua totalmente diferentes pode ser apavorante no início, mas é uma experiência de vida insubstituível!

Intercâmbio de um mês vale a pena? - Autoconhecimento

Acho que é tudo questão da forma como você decide tirar proveito das oportunidades, sabe? Uma vez que você está investindo tempo e dinheiro para fazer o tão sonhado intercâmbio, não foque somente em aprender outra língua! Explore tudo o mais que a experiência pode te proporcionar. Evolua como ser humano. Tente se conhecer melhor. Tire as amarras. Pense, repense, questione. Acho que se questionar é fundamental e é muito mais fácil e natural fazer isso quando saímos da nossa rotina e da nossa casa. Acontece de forma orgânica. Apenas pare e preste atenção nos seus próprios pensamentos.

E como fazer tudo isso? Tentando coisas diferentes, experimentando, ousando, se arriscando. Faça programas que nunca pensou em fazer antes. Prove novos pratos. Converse com gente estranha. Observe como a cidade funciona. Observe as pessoas. Observe o trânsito. A rua, as calçadas, as casas. Cumprimente as pessoas na rua. Vá a um restaurante sozinho. Ande sem rumo e por horas em um bairro qualquer. Entre em lojas que geralmente não entraria. Sente em um banco qualquer enquanto pensa em nada. Ou em tudo. Acorde cedo para ver o nascer do sol. Ou durma tarde. Alugue uma bicicleta.

3. Você vai se descobrir muito mais capaz do que imaginava

Quando a gente resolve se aventurar por outros países, sempre dá um frio na barriga. Em se tratando de um intercâmbio, então, nem se fale! Pensar em ter que fazer tudo sozinho, viver na casa de estranhos, comer uma comida totalmente diferente, lavar roupa, pegar ônibus, achar o caminho da escola… Parece tudo muito difícil, né? Especialmente quando se é jovem e não fazemos isso nem na nossa cidade!

Mas você consegue. Consegue fazer tudo isso e mais um pouco. É impressionante como o ser humano só aprende na necessidade. Quando você PRECISAR fazer qualquer coisa, você VAI fazer. Tem medo/vergonha só de pensar em pedir informação na rua em outra língua? Quando você estiver perdido e não tiver ideia de como voltar pra casa, você VAI pedir. Não sabe nem ligar uma máquina de lavar roupa em casa? Quando a pilha de roupas sujas estiver enorme e você não tiver mais nada pra vestir, você VAI aprender. Pode acreditar em mim!

Quando eu tinha 15 anos, fiz um intercâmbio de um mês no Canadá, em Toronto. 11 anos se passaram e aquela experiência ainda se reflete em mim. Em muitos momentos, eu me recordo de aprendizados de vida que tive durante aquele mês e percebo como sou influenciada por eles até hoje. Passado todo esse tempo, olho pra trás e vejo como foi importante para eu poder me descobrir, começar a entender quem eu era, do que eu era capaz, como resolvia problemas. E isso, minha gente, não tem preço!

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Bom, espero que eu tenha conseguido passar a mensagem que gostaria! E se eu acho que intercâmbio de um mês vale a pena? Com certeza! Basta saber aproveitar seu tempo da melhor forma possível e se dedicar a aprender. Sobre outra língua e sobre você 🙂

E você? Acha que intercâmbio de um mês vale a pena? Quem já fez? Tem alguma experiência pra contar? Deixa nos comentários!

TAG Viagens! (parte 1)

Ebaaaaa tem vídeo de TAG no canal! Vocês estão acompanhando lá, gente? Clica AQUI ó, e vê os vídeos já publicados (e por favor, relevem o amadorismo, ok? A pessoa tá se aventurando agora nesse universo!).

TAG Viagens - parte 1

O fato é que eu ADORO vídeo de TAG! Assito vários e sobre diversos assuntos, pois acho uma forma divertida e diferente de conhecer aquela pessoa que a gente segue. Concordam? E para estrear no universo das TAGs com o pé direito, eu não poderia começar por outra que não fosse a TAG Viagens! Afinal, isso aqui é um blog de viagens e nada mais justo começar pelo começo!

Eu achei a TAG Viagens em vários blogs brasileiros por aí, mas com perguntas diferentes dessas que eu respondi. No blog fashionarttravel.com, eu encontrei a TAG completa, com 30 perguntas, e selecionei as que achei mais interessantes e que não tinham na primeira versão que achei. Por isso disse lá no título que essa é a parte 1, que é a TAG Viagens com as perguntas que eu selecionei da lista que creio ser a original. Depois, vou responder as perguntas da forma que encontrei nos blogs brasileiros, que será a parte 2. Deu pra entender? Não né… Acho que nem eu entendi direito o que escrevi! Hahaha

Anyway… Vamos ao vídeo? Não se esqueça de curtir a gente lá no canal do Youtube clicando AQUI e no Facebook clicando AQUI!

Para quem quiser dar uma lida nas perguntas e responder também, segue listado abaixo:

TAG Viagens (parte 1)

1. De onde você é?

2. Você prefere verão ou inverno? Por que?

3. Para onde você adoraria viajar?

4. Atualmente, você está guardando dinheiro para viajar?

5. Um país onde você adoraria fazer compras.

6. Qual língua/sotaque você mais gosta de ouvir?

7. Quantos países você já visitou?

8. Por que você viaja?

9. País ou cidade favorita.

10. Experiência no exterior mais marcante.

11. Melhor compra feita no exterior.

12. Conselho para quem gostaria de viajar mas acha que não consegue.

13. Item de viagem que você sempre leva.

14. Ponto turístico favorito que já visitou.

15. Viajar é…

Bad Urach e sua coleção de trenós!

Ai ai ai que essa semana não teve post ainda! Devo confessar que morar sozinha em outro país com tantas coisas pra ver e tantos afazeres domésticos, ter um trabalho online do Brasil, arrumar outro como disher em um restaurante duas vezes por semana, fazer post para o blog, atualizar a página do Facebook (segue lá!) e fazer vídeos para o canal (assiste aê!) não está sendo tarefa das mais fáceis! Hahaha

Obs.: pra ajudar, a internet resolveu para de funcionar bem na hora que estava escrevendo esse post! 

Mas para compensar esse pequeno abismo sem posts, lá vem a nossa querida Chris, que escreve nossa coluna semanal “Por que Alemanha?” para nos encher de alegria com mais um post lindo!

O que eu mais gosto nesses textos da Chris é que dificilmente você vai encontrar informações sobre as cidades, passeios e paisagens que ela traz aqui em qualquer outro site ou guia turístico. Por morar na Alemanha e ser uma curiosa nata, ela sempre descobre lugares incríveis, como o de hoje, que tem, inclusive, a maior coleção de trenós do mundo. Você sabia que em algum lugar do mundo existia uma coleção de TRENÓS? Nem eu! E é por isso que eu amo essa coluna! <3

Mas eu já falei muito. Clique AQUI para ver os demais posts do “Por que Alemanha?” e divirta-se!

Por que Alemanha - Bad Urach

Alemanha – Bad Urach

E lá vamos nós, passear por uma linda cidade situada no coração da reserva da biosfera tombada pela UNESCO, aqui o que não falta é qualidade de vida.

Bad Urach é uma pequena cidade no pé da “Schwäbischen Alb”, localizada no distrito de Reutlingen em Baden-Wuerttemberg. Garanto que será muito difícil achar esta pequena e histórica cidade, que já serviu de sede da moradia dos reis de Württemberg-Urach, em qualquer guia turístico.

Bad Urach - Cidade

A cidade é pequena, somente 13.000 habitantes, mas vejam o que, somente num piscar de olhos, descobri por aqui:

– Praça central medieval

No centro da cidade de Bad Urach encontramos esta linda praça que servia de mercado medieval, com suas casas em estilo enxaimel, datadas no século 15 e 16, marcante é a visita na igreja de St. Amandus, de estilo gótico.

Bad Urach - Praça Medieval

– Palácio real Urach

O palácio real Urach foi construído em 1443. Durante algum tempo, ele foi usado como residência durante a divisão dos Württemberg. O palácio também foi o berço do Conde Eberhard V e Christoph duque de Württemberg. 

Bad Urach - Palácio Real

Marcante é a sua arquitetura, em especial seu hall, com suas abóbadas góticas. O salão das palmeiras é algo totalmente inesperado! Lindo e diferente, com as representações mais antigas da palma na Europa (acho que minha memória tropical se sentiu especialmente tocada por esta menção), e a Câmara de Ouro, um dos melhores salões renascentistas no sul da Alemanha.

Bad Urach - Interior do Palácio Real

O castelo é o único remanescente do palácio residencial que data do auge do ducado do Württemberg no final da Idade Média. Somente seu “Salão Dourado” com sua magnitude, já vale uma visita.

– A maior coleção de trenós do mundo

Urach é mesmo surpreendente! Aqui nas instalações do palácio está a maior coleção de trenós servidos para transporte cerimonial, datados do século 17 e 19! 

Ricamente esculpidos e em formatos inesperados, os veículos eram usados para a diversão do duque de Württemberg, no inverno.

Bad Urach - Trenós

Peças que são verdadeiras obras de arte!

Mas além de tudo isto, Bad Urach é local perfeito para caminhadas.

Há exatamente um ano, em 3 de Maio de 2014, foi inaugurado o percurso com cinco trilhas “premium” Grafensteige, (testadas e certificadas pelo Instituto Alemão de Caminhadas) para felicidade de todos os amantes de caminhadas da região!

Bad Urach - Trilhas

Não é possível precisar quantas pessoas já passaram por estes cinco roteiros neste ano.

Caminhada é um esporte que nos últimos anos tem se tornado muito popular. Os adeptos a caminhadas esperam mais e mais uma melhor estrutura. Um ponto importante é a sinalização completa e confiável, o que é condição básica para uma trilha premium e por isto mesmo são tão apreciadas.

Bad Urach - Trilhas 2

Mas este não é o único critério para se obter esta certificação. A rota tem que ser variada com relação a caminhos e paisagens, com mínimo trecho asfaltado, pontos importantes relativos a paisagens e vistas, boa mobilidade pelos caminhos e excelente sinalização. A região de Bad Urach se enquadra perfeitamente nestes aspectos.

Eu completei a trilha até a cachoeira Urach, que por si só é uma experiência muito agradável, mas em conjunto com a vista deslumbrante de todo o percurso, faz da caminhada um grande prazer.

Esta cachoeira tem uma queda livre de 37 m sobre falésias e suas águas percorrem 50 metros ao longo de um caminho de calcário, rodeado por musgos, é lindo!!!

A trilha “Grafensteige” não é feita para passeio, e sim para caminhadas. Desta forma, é extremamente recomendado o uso de calçado adequado. Principalmente depois e durante as chuvas a rocha calcária e o solo podem ser muito escorregadios.

E uma experiência à parte neste lindo vídeo: o despertar da natureza no início da primavera, em abril 2012, em “Grafensteige”. Se puder, pare tudo o que você estiver fazendo e ative seus sentidos: ouça os pássaros e a água, veja as cores renascendo, e os aromas que surgirão neste desabrochar, sinta nas mãos o frescor da água e a umidade das pedras…

>>Por que Alemanha?

– Porque aqui, no distrito de Frauenwald, ocorrerá em 02/2016 o campeonato mundial de corrida de trenós com Huskies. Excelente programa para uma gélida semana de inverno! Torcerei pela vitória alemã!”

Tudo sobre a Catedral de Speyer, na Alemanha!

Quem aqui adora conhecer catedrais e igrejas antigas? \o/ Esse post é pra você! Essa semana, a Chris Rogatto, colunista querida do “Por que Alemanha?” traz pra gente um pouquinho sobre a cidade de Speyer e sua catedral, Patrimônio Mundial da UNESCO e considerada a maior igreja romântica preservada do mundo! Nada fraca, hein?

Chega de conversa e vamos conhecer a tal Catedral de Speyer!

** Para ver todos os posts da série “Por que Alemanha?”, clique AQUI! Tem muita coisa linda!

Por que Alemanha - Catedral de Speyer

“Alemanha

Speyer em Rheinland-Pfalz

Speyer, você alguma vez já ouviu falar desta cidade?? Para mim foi mais uma feliz experiência conhecê-la. Pequena, porém tão diferente de todas as outras cidades alemãs antigas que já conheci, pois sua rua principal, a Maximiliansstrasse, que nos leva da catedral até a prefeitura, é muito larga e iluminada e não é difícil imaginarmos que por ali andaram também soldados romanos e imperadores medievais. A arquitetura e história de suas lindas e preservadíssimas construções são um presente para nossos sentidos!

Catedral de Speyer - Cidade

Catedral de Speyer - DesenhoSpeyer é uma cidade histórica e culturalmente muito importante no Alto Reno. Fundada pelos romanos, então denominada Noviomagus ou Civitas Nemetum, é uma das cidades mais antigas da Alemanha. Ela possui diversas facetas turísticas, lindos parques, ciclovias maravilhosas, um museu impar de tecnologia, mas entre tantos aspectos, optei em hoje apresentar para vocês a Catedral de Speyer, que é a maior igreja românica preservada do mundo (construída aproximadamente entre 1030 e 1124) e desde 1981 é um Patrimônio Mundial da UNESCO.

Eu fiquei mais impressionada ao tomar conhecimento das explicações teológicas, que me auxiliaram a compreender antes de tudo, a mensagem religiosa do edifício. Assim sendo, vamos mergulhar um pouco neste universo religioso!

Catedral de Speyer - A Catedral

Catedral de Speyer

A catedral propõe ser uma representação da Cidade Santa de Deus, e apresenta três portais para o lado ocidental, igual ao descrito por João no texto de Apocalipse, sobre a Jerusalém Celeste.

Sobre o portal central abre-se uma rosácea circular como símbolo Divino. No centro da rosácea como centro da criação e meta de nossa vida, encontra-se Jesus Cristo. A rosácea é emoldurada por um quadro – símbolo da Terra.

Catedral de Speyer - Interior

Enquanto o átrio dispõe de três entradas, chega-se ao interior da catedral por uma só. Este portal é como a porta estreita do céu. Este portal impressiona pelo fato de ser feito através de uma parede de sete metros, em degraus, sendo ainda o lugar mais estreito desta parede.

Passando pela porta estreita, abre-se então uma vista imponente da nave central da igreja, que possui só um coro, ao contrário de outras catedrais, pois o edifício deve levar o peregrino somente para frente, ao encontro da luz.

Catedral de Speyer - Interior 2

Em sua nave central percebemos que a mesma é dividida em doze arcos. A igreja é fundada nos alicerces dos doze Apóstolos. Olhando para cima podemos ver sempre dois arcos unidos e abobados. Assim originam-se sobre a nave central seis grandes acoplamentos – na Idade Média símbolo do céu. Indicam o decorrer dos seis dias da Criação, ou melhor, o tempo terrestre.

Catedral de Speyer - Estátua de Maria

Uma alta estátua de Maria recebe o peregrino na entrada do coro.

A cripta

A cripta é a parte mais antiga da catedral. Seu estilo, as cores das pedras, como também a luz fraca nos convidam ao silêncio.

Na cripta é possível hoje visitar as sepulturas dos imperadores e reis das estirpes “Salier”, “Staufen”e “Habsburger”. Desde o princípio a catedral foi destinada como jazigo dos soberanos que tinham forte convicção que exerciam seus reinados em nome e por ordem de Jesus Cristo.

Catedral de Speyer - Cripta

Os jazigos dos imperadores lembram aos peregrinos a seriedade profunda com a qual estes soberanos exerceram seu poder. Eles consideravam que sua responsabilidade não foi só dado pelos homens, mas também por Deus. A função do poder na terra somente é abençoada quando se orienta em Deus e em seus mandamentos. Esta é a mensagem que parte da cripta dos imperadores. A coroa de dimensão extrema, cópia da coroa funerárias do imperador Konrado II, na nave da catedral, indica a posição dos túmulos dos imperadores.

Catedral de Speyer - Arcos

Para você sentir melhor o que é esta catedral, e tomar conhecimento sobre outros aspectos desta construção, aconselho você assistir a este curto filme feito pela UNESCO:

Uma interessante curiosidade – o Brezel

Quem pensa que a rosquinha salgada típica alemã nasceu na Baviera está errado. Pelo menos, é o que os moradores de Speyer dizem. Para confirmar a autenticidade da informação, os turistas mais observadores podem ver no pórtico principal da catedral um anjo que segura em uma das mãos – um brezel! 

Catedral de Speyer - Brezel

O brezel tem seu nome originado a partir de sua forma, que lembra dois braços em posição de oração (bracellum, em latim, significa pequenos braços). A tradição é tão grande que todo o ano, Speyer realiza a Brezelfest, no segundo fim de semana de julho (mais informações, clique AQUI).

Uma homenagem ao companheiro indispensável da cerveja.

Catedral de Speyer - Cerveja com o marido!

>> Por que Alemanha?

– Porque na Alemanha encontramos curiosidades infinitas que a preservação da história nos proporciona. Por exemplo, no “Historisches Museum der Pfalz” a garrafa de vinho mais antiga do mundo pode ser vista. Foi achada na cidade de Speyer, dentro de um sarcófago de dois romanos e datada em 325 d.c.”