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Praia de Serrambi – PE

Pensa num lugar paradisíaco? Então, a Praia de Serrambi, que fica pertinho de Porto de Galinhas, em PE, é assim. Com conhecimento de causa, o Serrambi Resort é um espetáculo à parte: na “ponta” do continente, vemos o mar pelos 3 canto do hotel. Águas cristalinas e (bem) quentes, piscinas naturais formadas por recifes de coral e sol, muuuuito sol! Quer combinação mais perfeira para passar uns dias com os amigos, a família, o namorado ou até sozinho?

Mas o que mais me fascinou foram os mergulhos em naufrágio. Incrível a visibilidade, a quantidade de peixes (tinha até uma araia moscando no navio) e a temperatura da água: 29ºC a 33m de profundidade… Absurdo, né?

Para quem não curte mergulhar, tem também um passeio de jet-ski SENSACIONAL que dura, mais ou menos, 1h30. Enfrentamos um mar BEM agitado e, depois de quase cair várias vezes e me afogar com a água espirrando na cara, chegamos a um rio, onde deu para dar uma aceleradinha básica! Quem ficou meio receoso, não precisa se preocupar. Um guia do resort vai na frente e não podemos ultrapassá-lo (nem se eu quisesse conseguiria!).

Outro lugar tem-que-ir é Porto de Galinhas (20 minutinhos do hotel) e fazer o passeio de jangada. Muito legal e custa apenas R$15 por pessoa (dependendo da época do ano)… O jangadeiro te leva até uma piscina natural cheeeia de peixinhos e você fica lá, curtindo um sol e jogando ração para os peixes que vem em bando!

Acho que vale bem a pena e indico com certeza esse lugar!

Passeios em Brotas: aventura pro verão!

Diquinha rápida para quem curte esportes radicais e está programando as férias de verão: Brotas, no interior de São Paulo tem muuuuitas opções dos mais diferentes esportes radicais em meio à natureza. Eu fiz alguns passeios em Brotas super legais muitos anos atrás e vim aqui indicar para quem está pensando em fazer algo do tipo. Vamos lá?
Passeios em Brotas - CidadeVocê já pensou em descer um rio cheio de quedas em um barquinho inflável??? Isso é o famoso Rafting, que pode ser feito da maneira mais leve (será que é possível?) com cerca de 3 horas de duração de percuso total (a descida do rio leva 1h30) até um programa de 6 horas de percurso (5h no rio!).

Para quem acha que isso é muito tenso, tem também o Boia-Cross (pelo que eu me lembro, é mais tranquilo do que o Rafting) que é descer o rio em uma boia grande… Muito gostoso! Apesar de ser menos radical que o Rafting, existem níveis diferentes para se praticar o esporte, como o passeio de 1h30 em um aparte mais tranquila do rio e outro de 2h de duração em um trecho intermediário. De qualquer forma, vale super à pena fazer! Total indico 🙂

Agora, para quem realmente gosta de sentir aquele medinho básico na hora de se divertir, com certeza, deve fazer Canyoning, onde você desce uma cachoeira pendurado em uma corda, tipo um rapel mesmo… É muito bom, de verdade! A pior parte é quando você está lá em cima, amarrado pela cintura a vários metros de altura e o guia fala para você “agora se joga!!” rsrsrs… É só o primeiro tranco que você tem que se “atirar” para começar a descida… Essa parte é bem tensa, viu? Mas depois, é só ir controlando a corda que você desce por dentro da queda d’água, olhando tudo de cima, em um ritmo bem tranquilo…. Nossa, SENSACIONAL… Foi um dos passeios em Brotas que mais amei! Também indico!!!

Passeios em Brotas

É claro que Brotas não é só para quem gosta de aventuras, já que tem uma natureza incrível, excelentes restaurantes e passeios super divertidos para toda a família… Com certeza tem pacotes para todos os gostos! Há várias empresas que fazem turismo por lá… Aqui vão algumas:

 www.brotasecoresort.com.br

www.ecoacao.com.br

Para conhecer mais sobra a cidade, passeios e hotéis, visite www.brotas.com.br

 

Eaí, gostaram? Deem sua opinião!!!

 

Bjos!!!

De SP ao Pantanal de carro. E como erramos de Estado na volta!

Sim, é isso mesmo que você leu. Em algum momento da minha vida, fui com minha família para o Pantanal de carro. De carro mesmo. Numa época onde GPS era luxo e Waze (salve, salve!) ainda não era nem projeto – o que explica a segunda parte do título. #estouficandovelha #abafa

Pantanal de carro

Acho esse tipo de viagem incrível porque você conhece vários lugares diferentes de uma vez só! Obviamente, ninguém faz SP – Pantanal de carro, quase 1800km direto, sem parar, certo? Por isso é uma excelente oportunidade para conhecer aquelas cidadezinhas que, provavelmente, você nao iria parar se não estivesse passando em frente. Dá só uma olhadinha no mapa abaixo para ver o tanto de lugar que tem pelo caminho:

Pantanal de carro - mapa

Na ida, aproveitamos o caminho e paramos na Chapada dos Guimarães. A Chapada é, simplesmente, deslumbrante. Um paraíso repleto de trilhas, cachoeiras e uma paisagem de tirar o fôlego. Ficamos uns dois ou três dias por lá e deu para fazer bastante coisa. Foi um dos pontos alto da viagem, com certeza! E se tivéssemos ido de avião direto para Cárceres (no Pantanal), teríamos perdido essa oportunidade linda!

Pantanal de carro - Chapada dos Guimarães

Depois dos dias na Chapada, seguimos viagem e paramos em Cuiabá para passar a noite. No dia seguinte, chegamos a Cáceres, cidadezinha micro na beira no Pantanal, onde deixamos o carro e pegamos um barquinho até nosso hotel. Essa é uma das maneiras mais fáceis de chegar ao Pantanal. Agora não me lembro o nome do hotel que ficamos #memoryfail, mas ficava na beira do rio, no meio do nada!

É maravilhoso ficar no meio da natureza e dos animais, assim, tão pertinho. Em pleno habitat natural deles. Do jeito que é. Rústico. Onde a natureza se mostra toda plena e exuberante. Onde você é o intruso e precisa respeitar o tempo das coisas. Onde tudo tem seu tempo e momento para acontecer. Onde você reflete sobre o seu próprio ritmo de vida. Onde você anda atento para ver se não há nenhum filhote de cobra pelo caminho. Onde você fica brother de uma arara que insiste em bicar seu tênis toda vez que te vê (#fatos #aconteceucomigo #Laraeraonomedela)

Pantanal de carro - animais

Fizemos coisas que só é possível fazer num lugar como aquele. Como focar jacaré, por exemplo. Funciona assim: à noite, saíamos pelo rio em pequenos barcos, cada um com uma lanterna (e claro, essa era a ÚNICA fonte de iluminação do passeio). No local e momento certo, ao passar o facho de luz da lanterna pelas margens do rio, é possível ver os vários e vários olhinhos brilhantes do jacarés, ali, à espreita, esperando alguma coisa acontecer. É mágico! E um pouco assustador… rsrs

E pescar (de mentirinha, claro!) em pleno Pantanal? Ou dar de cara com um tuiuiú, ave-símbolo do Pantanal que, de vez enquanto, resolve dar uma passeada pelo hotel? E acordar de manhã e ver o rio, as árvores e os pássaros, bem ali, ao lado da mesa de café da manhã?

Pantanal de carro - tuiuiu

Nada disso tem preço. E posso garantir que vale. Cada centavo. Cada quilômetro percorrido. Vale. Simples assim. Recomendo muito!

** Se você curte ou tem interesse por esse tipo de viagem mais roots e mais natureza, fiz um post contando todos os detalhes e dando todas as dicas do que e como fazer uma viagem à Amazônia. Tá a coisa mais linda! Clica nesse link aqui pra ler: “Dica de viagem exótica: turismo na Amazônia.” 

Para concluir, acho que vale contar uma história bem cômica na volta para casa… Só para constar, eu era responsável por olhar o mapa (aqueles enoooormes do Guia 4 Rodas, lembram?) e acompanhar o trajeto de volta pra casa… Enfim.

Bom, saímos de Cáceres de manhã, paramos em Rondonópolis para almoçar e a ideia era chegar perto de Campo Grande à noite para, no dia seguinte, seguirmos direto até São Paulo. Pois bem. ERA. No mapa abaixo, o que deveríamos ter feito nesse primeiro dia de volta para poder seguir o cronograma.

Pantanal de carro - volta

Acontece que a noite chegou e, depois de muitas horas de estrada, àquela altura, já era para estarmos na cidade que havíamos determinado para dormir. Mas passamos horas e horas sem avistar nenhuma civilização, nenhuma placa para nos dar alguma ideia. E como não chegava nunca, começamos a ficar desconfiados… Até que meu pai viu uma placa com um nome estranho de cidade e resolveu parar para olhar onde raios ficava aquele lugar no mapa. E… Estávamos em Goiás! G-O-I-Á-S, minha gente…. Erramos de Estado!

Pantanal de carro - Goiás

O que aconteceu foi que, ao sair de Rondonópolis depois do almoço, ao invés de pegarmos sentido sul (rumo ao Mato Grosso do Sul), fomos, não sei como e nem porque, para o leste. E por isso chegamos em Goiás.

E o que fazer? Nada. Arrumar um lugar para dormir e remanejar ao trajeto no dia seguinte. O problema era ONDE parar. Estávamos em uma estrada de terra no meio do mato, totalmente esburacada e sem nenhum tipo de sinalização. A única luz era a do farol do carro. De resto, breu total. Por fim, depois de horas naquela estradinha horrorosa, achamos um hotel de beira de estrada e paramos por lá mesmo. Era á única coisa na região. Para se ter uma ideia, a cama era de alvenaria e a porta no banheiro era uma cortininha de plástico…. hahha Mas foi a salvação!!

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Acho essa história super divertida (hoje em dia né… na hora não foi nada engraçado) e ir ao Pantanal de carro nos proporcionou viver muitas aventuras, que só acontecem quando a gente se joga e faz uns passeios diferentes… ADORO viagens de carro!

🙂

Os 10 Melhores Lugares para Mergulhar no Brasil!

Eeeee continuando o assunto do post anterior, “8 dúvidas básicas sobre mergulhar”, resolvi perguntar os 10 melhores lugares para mergulhar no Brasil na opinião de uma pessoa que entende muito do assunto: meu pai!

** Clique no link a seguir para saber mais sobre as “5 regras básicas para um mergulho seguro“.

Melhores Lugares para Mergulhar

Pois é, como falei anteriormente, meu pai trabalha com o esporte há mais de 20 anos, já viajou o mundo mergulhando em lugares incríveis e possui mais de 5 (ou 6?) M-I-L mergulhos acumulados. #orgulho Experiência é o que não falta, hein? Por essas e outras é que ele é tão respeitado no meio e se tornou referência no assunto! Pode confiar porque a seleção é boa!

1. Fernando de Noronha – Corveta (PE)

CLARO que Noronha seria o destino a encabeçar a lista. O ponto mais cobiçado entre os mergulhadores que vão para lá é visitar a corveta Ipiranga, que naufragou na região em 1983 e está a 60 metros de profundidade.

Melhores lugares para mergulhar - Noronha

Melhores lugares para mergulhar - Noronha Corveta

2. Arquipélago de Abrolhos (BA)

Possuindo a principal formação de corais do Atlântico Sul, não me espanta que Abrolhos venha logo no topo da lista.

E por curiosidade, você sabe o porquê desse nome? Como o fundo do mar é cheio de corais por todos os lados, muitos acidentes com embarcações aconteciam na região. Por isso, ao se aproximarem do Arquipélago, os marinheiros gritavam “Abra os olhos!!”. E assim ficou! 🙂

Melhores lugares para mergulhar - Abrolhos

melhores-lugares-para-mergulhar-abrolhos-2

3. Naufrágios de Recife (PE)

Considerada a capital dos naufrágios do Brasil, Recife logo entrou na lista graças aos vários navios que se encontram perto da costa. Nas fotos, imagens do Vapor Bahia e Vapor de Baixo.

Melhores lugares para mergulhar - Recife melhores-lugares-para-mergulhar-recife-2

4. Parcel Manoel Luís (MA)

Conhecido com o “triângulo das Bermudas brasileiro”, o Parque Estadual do Parcel de Manoel Luís abriga um dos maiores cemitérios de navios do mundo. A região também pertence à maior formação de corais da América do Sul e isso fez com que muitos acidentes acontecessem ali. O que faz do lugar um paraíso para os mergulhadores!!

Melhores lugares para mergulhar - Parcelmelhores-lugares-para-mergulhar-parcel-2

5. Salvador (BA)

Quem acha que Salvador é feito só de Olodum e acarajé, não sabe a riqueza que abriga o fundo do mar da Baía de Todos os Santos!

Melhores Lugares para Mergulhar - Salvador

Melhores Lugares para Mergulhar - Salvador 2

6. Fortaleza (CE)

As famosas praias e passeios de buggy fazem a gente se distrair e nem imaginar que a região de Fortaleza abriga um dos lugares mais lindos para mergulhar do Brasil!

Se você estiver de viagem marcar para a cidade, leia esse post aqui que eu conto como planejei minha viagem para lá!

Melhores Lugares para Mergulhar - Fortaleza

Melhores Lugares para Mergulhar - Fortaleza 2

7. Arraial do Cabo (RJ)

Considerado o Caribe brasileiro, Arraial abriga as águas mais lindas geladas! com uma quantidade imensa de vida. Eu já mergulhei em Arraial quando criança e estive de novo por lá esse ano para curtir uma prainha delícia. Dei várias dicas aqui, ó!

Melhores Lugares para Mergulhar - Arraial do Cabo

Melhores Lugares para Mergulhar - Arraial do Cabo 2

8. Bonito (MS)

E quem pensa que é só no mar que ficam os melhores lugares para mergulhar no Brasil está redondamente enganado. Bonito é conhecidíssimo pela mais incríveis cavernas e os melhores mergulhos em água doce!

Esse é um lugar que eu quero MUITO conhecer!!

Melhores Lugares para Mergulhar - Bonito

Melhores Lugares para Mergulhar - Bonito

9. Guarapari – naufrágios Beluccia e Victor B (ES)

Conhecido pelo mar agitado e águas geladas, Guarapari é lugar certo para quem curte se aventura e navios naufragados!

Melhores Lugares para Mergulhar - Guarapari

Melhores Lugares para Mergulhar - Guarapari 2

9. Atol das Rocas (PE) 

Não é para menos que Fernando de Noronha e região tem a fama que tem, né? Olha esse lugar!!!!

Melhores Lugares para Mergulhar - Atol das Rocas

Melhores Lugares para Mergulhar - Atol das Rocas 2
10. Penedos de São Pedro e São Paulo (PE)

Last, but not least, esse lugar incrível e de difícil acesso fecha com chave de ouro a nossa lista de melhores lugares para mergulhar no Brasil!

Melhores Lugares para Mergulhar - Penedo de São Pedro e São Paulo

Melhores Lugares para Mergulhar - Penedo de São Pedro e São Paulo 2

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O que acharam?? Alguém tem alguma outra sugestão? 😉

Onde ficar e como chegar em Paraty

Agora que você já leu aqui o que fazer em Paraty, vou dar diquinhas preciosas sobre a pousada que ficamos (excelente localização e ótimo custo-benefício!) e, principalmente, como chegar em Paraty. Ou melhor, o caminho que você NÃO deve fazer para chegar em Paraty 😉

Como chegar em Paraty

Onde ficar

Reservei a pousada em Paraty dois dias antes de ir. Foi bem em cima da hora, por isso não tinha taaantas opções com um bom preço. As que eram em conta, ficavam extremamente longe e não compensava ter que pegar o carro toda vez para ir até as praias e centro da cidade. Principalmente, porque não tem onde parar, né.

Já as pousadas mais centralizadas, claro, eram caras. MAS, contudo, todavia, entretanto, acabei achando um tesouro perdido dentre as tantas opções de hospedagem do Viajanet.com, a Pousada Sonho Meu. Localizada pertinho do centro histórico, com estacionamento e café da manhã, essa pousada é excelente e atendeu 100% às expectativas e necessidades.

Pra falar a verdade, achei meio esquisito quando chegamos na rua… Já era noite (e eu acho que estava traumatizada com o episódio da estrada de Cunha, que eu conto logo abaixo!) e a rua era meio escura, meio esquisita. Mas foi só entrar pra essa primeira impressão mudar! Hehehe

A pousada em si é uma graça. Tem todo aquele ar colonial da cidade, sabe? Toda de madeira, a gente se sente em casa. O quarto era amplo, arejado, limpo e confortável. O café da manhã era super simples mas muito gostoso, tipo aquilo que você geralmente come na casa da sua avó. Em 5 minutos andando a gente estava no centro histórico ou no cais. Além disso, o caminho era bem seguro e movimentado. Perfeito!

Mas o melhor de tudo foi a recepção dos donos e funcionários. Incríveis! Uns amores! Super prestativos e solícitos, nos deram várias dicas muito preciosas que, sem sombra de dúvida, nos ajudou a aproveitar a cidade da melhor forma possível!

Recomendo de olhos fechados a Pousada dos Sonhos! A estadia maravilhosa foi crucial para fazer nossos dias em Paraty muito melhores!

Como chegar em Paraty - Pousada

Como chegar em Paraty

Para entender melhor as opções de como chegar em Paraty, dá uma olhada no mapa abaixo. Ele parece meio confuso no início, mas não é! Basicamente, ele mostra onde ficam as estradas e as cidades que vou falar abaixo, devidamente separadas por cores (tá muito profissa isso aqui!!):

Como chegar em Paraty - Mapa

Se você vem de São Paulo ou Minas:

Opção 1 (em vermelho no mapa): pegue a Dutra/Ayrton Senna sentido Rio até a região de São José dos Campos. Pegue, então, a Rodovia dos Tamoios e vá até o final dela, em Caraguatatuba. Aí é só seguir pela Rio-Santos sentido Rio e você cai em Paraty.

Obs.: a Tamoios estava em obras até o início desse ano, então estava um trânsito absurdo na região durante quase todo o ano passado (razão porque escolhemos descer por Cunha, inclusive…). Agora, a obra já terminou e a estrada já está devidamente duplicada. Ficou ótimo!

Para quem vai para Paraty ou mesmo para o litoral Norte de São Paulo (Ilhabela, São Sebastião, Caraguá, etc), a Tamoios é a melhor opção, sem dúvidas! Além da pista ser muito boa, tem várias opções de parada na estrada para ir ao banheiro ou fazer um lanchinho, como a Fazenda da Comadre, Fazendão, Vaca Preta, Ovomaltine e etc.

Opção 2 (em azul no mapa): pegue a Dutra/Ayrton Senna sentido Rio até a região de Taubaté. Pegue, então, a Rodovia Oswaldo Cruz e vá até o final dela, em Ubatuba. Aí é só seguir pela Rio-Santos e você cai em Paraty.

Opção 3 (em roxo no mapa): você pode pegar a Rodovia Rio-Santos logo ali na região de Bertioga e ir toda vida por ela até chegar em Paraty. Entretanto, esse caminho é um pouco mais demorado, já que a Rio-Santos até Caraguá é uma estrada bem chata, cheia de curvas, radares a 40 Km/h e trechos que passam dentro das cidades, com farol e lombada. Compensa mais ir por cima mesmo, não gosto muito dessa opção…

Não é uma opção (em laranja no mapa): Nunca, em hipótese alguma, utilize a estrada de Cunha. Sério. Abaixo, você vai ver porque.

Se você vem da cidade do Rio de Janeiro ou região:

Não sei como é a Rio-Santos no sentido contrário (Rio – Paraty), que é, aparentemente, o caminho mais perto. Caso não seja uma boa alternativa, talvez valha à pena pegar a Dutra sentido São Paulo e, em Taubaté, a Rodovia Oswaldo Cruz até Ubatuba. Aí, é só seguir pela Rio-Santos até Paraty. É um caminho mais longo, sem dúvida, mesmo porque teria que voltar um trecho, mas talvez compense, não sei!

Nunca vá pela estrada de Cunha. Veja porque:

Essa é uma dica preciosa que te dou: não pegue a estrada que passa por Cunha. Jamais. Never. Em hipótese alguma.

Infelizmente, seria o caminho mais prático porque, se você observar no mapa acima, basta pegar a Dutra até Guaratinguetá e cair nessa estrada (SP-171 – Rodovia Paulo Virgínio), que dá direto direto em Paraty. Seria um caminho bem fácil e rápido tanto para quem vem de São Paulo, Minas e do interior dos Estados, quanto para quem vem da região do Rio.

A estrada segue linda e bela até passar por Cunha. Aí você pensa “nossa, que caminho maravilhoso! A vista é linda, é super prático e rápido! Vou chegar em Paraty mais cedo do que imaginei! Yay!”. Não, não vai. De repente, surge uma obra na estrada que transforma todos os próximos 10 Km (DEZ quilômetros. Não são um ou dois. D-E-Z!) em um verdadeiro lamaçal. Daqueles que atola um carro muito facilmente, sabe?

A estrada é bastante sinuosa e, na maior parte desse trecho em obras, não tem guarde-reio. Quase todo o caminho é descida, e é super tenso manter o carro firme, sem escorregar. Em alguns momentos, tem uns trechos com subidas fechadas em curva que dão pro abismo, o que dificulta bastaaaante o processo.

Passar do lado de precipícios sem proteção nenhuma é bem comum. Também não é surpresa encontrar uns tratores gigantes no meio do caminho – e ainda ter que desviar deles. Olha, realmente, é uma situação meio apavorante. Foi um sufoco passar por ali! A estrada parece eterna e você fica praticamente sozinho, já que ninguém (que sabe) se arrisca a passar por lá… E para piorar, bem na hora que chegamos nesse trecho da estrada, baixou uma neblina bizarra na pista. E olha que o dia estava claro e ensolarado durante todo o percurso até ali! Parece brincadeira, né? Mas juro que não é.

Como chegar em Paraty - Cunha

Confesso que, na entrada para essa estrada em Guaratinguetá, havia uma placa avisando que a estrada estava em obras. Mas ok né? Até aí, a gente pensa que é uma coisa normal. Jamais iríamos imaginar que seria uma rally dos sertões em meio ao barro e precipícios.

E sabia que essa estrada está assim há anos? Isso dificulta muito a vida de quem mora em Cunha ou Paraty e precisa de uma emergência médica ou algo do tipo. Sério, é bizarro. Por isso, NÃO USE ESSE CAMINHO até ter certeza de que a obra já foi finalizada (que acredito que deva demorar ainda, pelo que vi no ano passado por lá).

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Bom, essa foi a situação que eu encontrei no fim do ano passado (2013). A obra continua incessantemente, e pode ser que alguns trechos já estejam prontos, mas acho melhor não arriscar até que tudo esteja completamente finalizado!

*Fotos: arquivo pessoal e divulgação

O que fazer em Paraty

Paraty é uma cidade que eu tenho uma forte ligação emocional, sabe como? Meu pai, durante alguns anos, teve uma loja de mergulho na cidade e, por conta dos negócios, e eu minha família estávamos sempre lá. Outras vezes, ia apenas eu e meu pai junto com o grupo que iria mergulhar naquele fim de semana, e era sempre super divertido!

Sempre tive muitas lembranças de Paraty… o centro velho alagado por causa da chuva, os canhões antigos que ficam na pracinha, uma casquinha de siri incrível que a gente comia em um restaurante antes da pizza e até um sapo que atravessou nosso carro por dentro assim que chegamos na cidade um belo dia! Hahaha

o-que-fazer-em-paraty

Fazia ANOS que eu não ia pra lá. Até que, no ano passado, resolvi passar 3 dias na cidade, de uma hora pra outra. Nem sabia direito o que fazer em Paraty e, muito menos como estavam as coisas por lá desde aquela época. E sabe que eu descobri uma nova Paraty, que acho que nem eu conhecia? Vamos ver?

O QUE FAZER EM PARATY

– Passeio de Escuna

Se você tem poucos dias e não sabe direito o que fazer em Paraty para conhecer um pouco de cada coisa, você não pode deixar de fazer o passeio de escuna. Para ser bem sincera, eu não sou fã de passeios de escuna, não (até contei sobre uma experiência não tão boa em Búzios aqui)… Não sei, acho sempre muito cheio, barulhento. Mal você levanta e alguém já pega o seu lugar. HAHAHA.

O que fazer em Paraty - Barquinhos

O que fazer em Paraty - Parada da Escuna

Mas esse caso foi completamente diferente. Amei e faria de novo! Escolhemos a escuna Banzay, uma das maiores e mais bem recomendadas pelo pessoal da pousada. Dá para comprar os ingressos nas lojas que ficam ali no cais. A maioria delas vende, basta comprar com um ou dois dias de antecedência, dependendo da ápoca do ano.

O passeio custa cerca de R$65 por pessoa, dura das 11h às 17h e sai do píer principal da cidade. Dá para tomar café da manhã tranquilo, curtir todo o dia e ainda aproveitar a noite. Delícia!

O que mais gostei dessa escuna foi o fato dela ser ampla e bem confortável. Pegamos uma mesa com cadeiras na parte de cima e aproveitamos toda a viagem sem nenhum incomodo. Logo depois de o barco sair, eles passam deixando um cardápio na mesa com as opções de almoço. Você precisa pedir o quanto antes para dar tempo deles prepararem tudo até a hora de comer. Não é nada sensacional, mas o prato é bem gostoso e segura pelo resto do dia!

O que fazer em Paraty - escuna

O que fazer em Paraty - Escuna Topo

O barco faz várias paradas e passa por lugares lindos, lindos! Tem pontos em que é possível pular na água, outros são apenas para olhar. E olha, como Paraty é maravilhosa! Recomendo muito esse passeio!

Dica de ouro: se possível, tente fazer o passeio em um dia em que a cidade estiver menos cheia, pois a chance de a escuna estar tranquila é maior!

– Cachoeiras com jipe

Esse é um lado de Paraty que eu não conhecia. Como tem cachoeiras lindas! Compramos o passeio de jipe na mesma loja onde compramos o de escuna e custou cerca de R$60 por pessoa. O passeio dura o dia todo também e é uma forma super diferente de conhecer a região.

O jipeiro foi nos buscar na pousada e depois passou para pegar outro casal. Na volta, deixou cada um na sua respectiva pousada também, super cômodo. Demos sorte de terem sido pessoas super agradáveis e educadas, então o passeio foi mais legal ainda!

O que fazer em Paraty - Cachoeira

O que fazer em Paraty - Cachoeira 2

O jipe vai se embrenhando nas trilhas e parando em alguns pontos estratégicos além das cachoeiras, como fazendas produtoras de cachaça. Dá para ver direitinho o processo de fabricação, os tonéis e máquinas utilizadas.

Dica de ouro: a fazenda de cachaça é interessante, mas nada muito emocionante. Nosso passeio incluía duas paradas desse tipo, mas conversamos com o jipeiro para trocar a segunda parada por uma outra cachoeira ali perto. Acho que valeu mais à pena assim 🙂

Em uma das cachoeiras, há uma corda pendurada em uma árvore onde você pode subir, dar uma de Tarzan e se jogar na água embaixo. Tem um guia que auxilia nesse processo. É super seguro e MUITO divertido! Recomendo pular!!

Em outra, há um toboágua natural, que nada mais é do que uma pedra gigante onde você desce escorregando e cai na água #esquibunda . Também tem pessoas auxiliando a descida correta para ninguém se esborrachar de cara na árvore lá embaixo. Eu desci várias vezes e achei incrível! Até pedia pra galera me ajudar com um empurrãozinho extra para dar aquele up na velocidade! Sensacional!

Há uma outra cachoeira onde é possível pular na água do alto de uma pedra. Mas é alto MESMO. Eu, que sou meio doida pra essas coisas e adoro pular de tudo quanto é lugar, achei um tanto quanto perigoso. Preferi não arriscar, sei lá. O jipeiro disse que era seguro, mas não me passou tanta confiança assim, sabe? Melhor deixar pra lá…

Nessa mesma cachoeira da pedra, tem uma ponte de madeira bem capenga que passa sobre o rio e leva a gente para o outro lado, onde tem um barzinho e por onde sobe na tal pedra. É o único jeito de chegar no outro lado, mas quem não quiser ir, não precisa. Eu atravessei sem problema nenhum, mas não é nada imperdível ou obrigatório.

O que fazer em Paraty - Ponte

E ah, mesmo que você vá no verão, não se anime em relação à temperatura da água. Como toda e qualquer cachoeira, é sempre beeem gelada. Eu mesma não conseguia ficar muito tempo dentro d’água…  ehhehe

Dica de ouro: o jipe para em um restaurante para almoçar no meio do dia. Entretanto, é o único lugar que dá para comer da região e fica LOTADO. Converse com seu jipeiro antes para você tentar parar lá mais cedo e já fazer o pedido. Caso contrário, você acaba perdendo muito tempo esperando pelo seu prato…

Resumindo: aproveite todas as cachoeiras. Se jogue, nade, pule, escorregue. Todas são bem seguras e as pessoas fazem isso lá todos os dias. Não tem perigo! É só na ser imprudente, né? Não vá onde o guia falar para não ir. Não se arrisque se não tem certeza de que vai conseguir. E, principalmente, não ultrapasse seus limites, ok? 😉

– Centro Histórico

Se você tem dúvida sobre o que fazer em Paraty de noite, seus problemas acabaram! Hahaha A noite na cidade é super agitada! É no famoso centro histórico que ficam todos os restaurantes, bares e lojinha interessantes. Todo o Planeta Terra vai para lá.

Os restaurantes mais badalados são os que ficam enfrente à praça central. Mesinhas na calçada, música ao vivo, cardápio dos mais variados. Escolha qualquer um que mais te apeteça e entre. Dá para passar horas ali sem nem perceber. Tem opções para todos os gostos: carnes, massas, comida argentina, frutos do mar.

O que fazer em Paraty - Noite

O que fazer em Paraty - Ruas de Pedra

Dica de ouro: se você passar por um dos prédios do centro histórico e estiver tendo alguma exposição, entre para ver. No dia que fui, estava tendo uma mostra de fotos retratando a pobreza nas favelas no Brasil. Lindo o trabalho e uma ótima maneira de tornar a noite ainda mais especial!

Tem muito o que fazer em Paraty e a cidade toda tem uma carga muito cultural. Acho que própria conservação das antigas construções ajudam a criar esse clima. Exposições, gente cantando e fazendo arte no meio da rua é super comum por lá. Pare para assistir algum deles, é bem legal!

Dica de ouro: mulherada, não use salto alto nem sapatos muito lisos para andar pelas ruas de Paraty. O chão é todo feito de pedrinhas, e até de rasteirinha é meio difícil de andar. O ideal mesmo seria tênis ou uma sapatilha macia, vai por mim 😉

– Trindade

Decidimos aproveitar o caminho de volta no último dia para dar uma esticadinha até Trindade. Que sonho de lugar! Mas como já escrevi uma Bíblia até aqui e ainda tem muito o que contar, resolvi deixar pra outro post 😉

Bjos!!

*Fotos: arquivo pessoal e reprodução

Dica de viagem exótica: turismo na Amazônia!

É engraçado que eu nunca vejo alguém falar que vai tirar férias e ir para Manaus. Ou passar uns dias em um hotel de selva e fazer um turismo na Amazônia. Realmente, parece um tanto quanto exótico demais, não? Hehehe

Mas fique você sabendo que essa é uma daquelas viagens que eu acho que t-o-d-o-m-u-n-d-o deveria fazer um dia na vida. Não dá para ter ideia de como é estar lá no meio da Amazônia, cercado por rios e árvores por todos os cantos! Uma experiência realmente única na vida! Em nenhum país do mundo você tem oportunidade de conhecer um lugar assim.

Turismo na AmazôniaMas O QUE fazer lá, exatamente? Tenho 3 dicas de programas super legais para se fazer turismo na Amazônia que equilibra bem a questão cidade x floresta. Tenho CERTEZA ABSOLUTA que você vai amar! Esse roteiro que vou mostrar abaixo foi feito em 10 dias, mas pode muito facilmente ser adaptado para mais ou menos tempo.

Cruzeiro pelo Rio Negro

Esse foi um dos programas mais legais que eu já fiz na minha vida! Ficamos 3 dias em um barco navegando pelo Rio Negro com direito a parada no famosíssimo Encontro das Águas, onde o Rio Negro se encontra com o Solimões. Devido a algumas características particulares das águas dos dois rios, elas não se misturam e, como o Solimões é mais claro que o Negro, dá para ver direitinho a divisa que forma entre um rio e outro! Sensacional!

São várias opções de roteiros e tipos de barco. Tem para 3, 5, 7, 15 dias! Os barcos vão dos mais simples aos mais luxuosos. Nós optamos pela empresa Amazon Clipper Cruises (clique aqui para mais informações – mas o site é em inglês e os preços são em dólar, ok?) e ficamos no barco Amazon Clipper Premium. Mas posso falar? Uma pena que só ficamos 3 dias. Se soubéssemos como seria bom, teríamos ficado mais! O barco é extremamente limpo, confortável e bem cuidado. Não tem essa de dormir na rede, não! Parece um hotel, de verdade! Pensão completa, tem comida boa o dia todo.

Turismo na Amazônia - CruzeiroE não vá pensando que você vai ficar enfurnado dentro do barco o dia inteiro. A programação é intensa! Saímos em barquinhos menores de noite para ver jacaré, fizemos passeios antes de amanhecer para ver alguns animais e o nascer do sol. É maravilhoso ficar assim, navegando em plena Floresta Amazônica, lá no meio da natureza. Não tem nada igual nesse mundo!

E era super legal ver a altura que o nível do rio chega na época de cheia. Fomos em Julho, quando o rio ainda está enchendo, e dá para ver as marcas da água nas copas das árvores, que mostra o nível que o rio alcança na época de cheia. Sim! A gente fica navegando na altura das árvores, super diferente! E passamos por um trecho do rio onde no explicaram que, na época de seca, os moradores passam por ali andando, pois o rio seca mesmo! E é assim que muitos deles planejam sua vida e seus compromissos, com base no volume de água do rio. Demais ver isso de perto!

Hotel de selva Juma Lodge (clique no link para ver o site)

Tá aí uma experiência realmente exótica: ficar hospedado em um hotel construído na copa das árvores em pela Floresta Amazônica. Não tem chão de terra, nada. Os “corredores” que ligam os quartos, a recepção e o restaurante são passarelas de madeira a céu aberto passando por entre as árvores.

Turismo na Amazônia - Hotel de SelvaAh, e não se assuste se encontrar uma anta no meio do seu caminho pela manhã. Ela mora por ali, normal… hahaha Macacos também ficam se pendurando pelos corrimões na maior tranqüilidade. E às vezes, um papagaio entra voando no restaurante, dá um rolê e sai. HAHAHAH Muito diferente!!!

E o que é você estar jantando normalmente no dia do seu aniversário e, de repente, os guias do hotel entrarem com uma cobra gigantesca nas mãos no meio do restaurante? Eles tinham achado ela pela região e resolveram levar para os hóspedes verem. Simples assim! Claro que eu fui lá ver de perto e quis tirar uma foto do lado da cobra, né? Mas confesso que rolou um mini medo na hora… hehehe

Turismo na Amazônia - BichosE as possibilidades de experiência com a natureza são a melhor parte da história. A “piscina” do hotel era o próprio rio Juma, bastava descer uns degraus e pronto, o rio era só nosso. Vimos o dia amanhecer em canoas no meio do rio. Fizemos trilhas no meio do nada, com o guia abrindo passagem com um facão. #uiii 

Turismo na Amazônia - Juma Lodge

Obs.: E sabe que rolou uma experiência gastronômica no meio dessa tilha? O guia pegou um tipo de uma lesma (sei lá o que era aquilo, na verdade…) de dentro de uma árvore e comeu, falando que era comum isso por lá e que era super nutritivo. Ok então, né? Por que não? Ele pegou outra e eu e minha irmã DIVIDIMOS A LESMA AO MEIO E COMEMOS METADE CADA UMA. hahahaha Acho que teria sido menos pior comer uma inteira, porque quando a gente “divide” ela rola uma gosma né? #ecaaaa

Mas afinal, o que faz uma viagem são as experiências, né? E a gente precisa sair do nosso lugar comum para vivenciar coisas diferentes… por mais nojentas que possam ser! =P

Turismo na Amazônia - Lesma

Voltando aos passeios normais… hehehe… Visitamos uma casa indígena (apropriada e “montada” para receber turistas, claro), segurei uma cobra na mão, tentei aprendi a usar o arco e flecha. Vimos uma família ribeirinha de verdade preparando um tatu pro almoço na beira do rio. Almoçamos em uma tenda no meio da floresta e descansamos em redes penduradas em árvores.

Tá bom ou quer mais? hehehe Quer mais? Paramos em um mercadinho flutuante perdido no meio da floresta e vimos dezenas de vitórias-régias gigantes. Onde a gente tem a oportunidade de vivenciar tudo isso, me diga?

Turismo na Amazônia - AldeiaTudo isso sem mencionar a aventura que é chegar nesse hotel! São umas 3 horas ao todo, partindo de Manaus. Pegamos um barquinho até a cidade vizinha da capital e lá subimos em um Kombi (uhum, uma Kombi! Muito legal!). A Kombi nos levou até a margem de um outro rio, onde pegamos um barco bem veloz que foi rasgando por dentro da floresta e nos deixou na “porta” do hotel. É super divertidoooooo hahaha

Manaus

É claro que você não vai até o Estado da Amazônia e não vai conhecer a capital, certo? Reserve, pelo menos, uns 2 ou 3 dias para ficar na cidade. É suficiente!

Você não pode deixar de passear no porto, onde ficam todos aqueles barcos bem característicos da região que a gente vê no Globo Repórter, sabe? Uns lotados de alimentos, outros com centenas de redes penduradas em tudo quanto é canto disponível. São tantos barcos parados um do lado do outro que você mal vê a água!

Turismo na Amazônia - Porto

É o meio de transporte mais comum por lá, já que a maioria das cidades fica de fato ilhada, longe de qualquer acesso por terra e as coisas e pessoas precisam se deslocar pelo rio. Tem muitas barracas vendendo viagens para Santarém ou Parintins, por exemplo. E o esquema é ir na rede mesmo!

É muito interessante ver o movimento do porto, já que é uma cultura muito diferente da maioria das pessoas. É outra pegada. Ali perto também fica o centro popular. Lojas, lojas e mais lojas. E gente, viu? MUITA gente! É tipo a 25 de Março de Manaus. Vale dar uma andada por lá também!

Outro ponto super turístico e que você não pode deixar de ir é no Teatro Amazonas. A arquitetura é lindíssima e o interior dele, maravilhoso! Parece que a gente volta no tempo, sabe? Tipo novela de época… Incrível! Dependendo da época que você for, pode estar acontecendo o festival de Jazz que tem espetáculos dento do teatro, e não deixe de ir se tiver oportunidade!

Turismo na Amazônia - ManausJá o zoológico, por mais incrível e contraditório que pareça, não é um passeio excepcional. A gente imagina que, por estar no coração da floresta Amazônica, vai encontrar um zoológico cheio de bichos, super bacana e bem conservado, com várias atrações. Só que não. Pelo menos quando eu fui, estava muito mal cuidado. Poucos animais, grades enferrujadas.

O que vale à pena mesmo é ver o tanque com o boto nadando. Super fofo! Mas assim, se você tiver tempo, vá, mesmo que não seja a coisa mais incrível que você fará na cidade…

Em compensação, um lugar que vale muito a visita e um dos que eu mais gostei de conhecer em Manaus foi o Centro Cultural dos Povos da Amazônia. O lugar é incrível, super tecnológico e muito bem organizado. São fotos, áudios, vídeos e reproduções que homenageiam e explicam mais sobre as várias tribos indígenas que vivem na região. É um passeio MUITO legal e super instrutivo! Dá para aprender bastante coisa, vale a pena 😉

Turismo na Amazônia - Centro Cultural_______________

Não tenha dúvida de que, se você fizer pelo menos um desses passeios, será uma experiência maravilhosa e única na sua vida!

A única coisa que me deixou, digamos, reflexiva nessa viagem foi que não encontramos nenhuma família de brasileiros nem no barco e muito menos no hotel de selva. Só tinha europeu. E muitos! Precisa ver o quanto eles gostaram! Tanto é que o site do Amazon Clipper Cruises é todo em inglês e os valores cobrados tanto para o passeio de barco quanto para o hotel de selva são em dólar.

Acho que a gente precisa aprender a valorizar mais o que o nosso país oferece. E não adianta bater na tecla do preço, de que é muito mais caro viajar pelo Brasil e etc. Sim, é verdade, mas e porque só ir pra fora é que vale pagar o preço? Temos lugares que valem tão ou mais à pena conhecer aqui no Brasil. Sei que deixamos muito a desejar em infra-estrutura e preparo das cidades para receber turistas, mas acho que rola muito preconceito de nós mesmos com o que é nosso. Bora mudar isso aí? 😉

Trilhas em Monte Verde – Tudo sobre

As famosas trilhas em Monte Verde. Continuando o assunto do post anterior, vamos agora fazer um guia prático sobre as várias trilhas da cidade: dicas, recomendações gerais e detalhamento uma a uma. As trilhas são as atrações mais buscadas para se fazer na cidade, e continue lendo o post que você vai entender porque 🙂

Monte Verde tem 5 trilhas diferentes, cada uma com uma particularidade e um nível de dificuldade. Vou abordar as questões gerais e depois falar sobre cada uma delas, ok? Vamos lá!

Trilhas em Monte Verde - MapaComo chegar: o acesso às trilhas é feito por duas estradas de terra, ambas saindo da rua principal da cidade (Av. Monte Verde). Você verá placas indicando os nomes das trilhas. É só seguir:

Rua Mantiqueira (esquina com um Banco do Bradesco) e que dá acesso às trilhas do Chapéu do Bispo, Platô e Pico do Selado.
Avenida das Montanhas (próxima direita depois do Banco do Bradesco, um quarteirão depois da Rua Mantiqueira) que leva às trilhas Chapéu de Bispo (também), Pedra Redonda e Pedra Partida.

Como funciona: você vai ter que deixar o carro na entrada das trilhas. Na primeira existe estacionamento (R$10 o dia), mas a maioria deixa o carro na rua mesmo, sem problemas. Ambas também tem banheiro, mas a estrutura da segunda é melhor. Tem um restaurante super fofo!

Trilhas em Monte Verde - Entrada TrilhasQuanto custa: entrada gratuita para todas elas.

O que levar: é imprescindível levar uma mochila com água e comida. Apesar do frio, as caminhadas são longas e é importante se manter sempre hidratado. A partir do momento que você entra nas trilhas, não existe nenhum ponto onde possa comprar alguma coisa e, muito menos, banheiro. Por isso, prepare-se antes de começar. Além disso, pode acontecer de alguém se perder demorar mais que o previsto para voltar, por isso é muito importante ter água e comida suficientes.

Como medida de segurança, nunca é demais levar uma lanterna para o caso de você ainda estar na trilha quando escurecer.

Relógio. Pode parecer besteira mas é sempre bom monitorar a hora para evitar ficar escuro. Ah, é máquina fotográfica, claro! As paisagens são de tirar o fôlego!

Vestimenta indicada: tênis e roupa confortável. Leve pelo menos mais uma blusa com você, já que no alto das montanhas é extremamente frio. Também sugiro ir de calça comprida mesmo que esteja calor, já que as trilhas são fechadas e a gente acaba se raspando nas folhas e galhos o tempo todo. Além disso, sempre existe a chance de escorregar e cair, por isso estar com as pernas protegidas é uma boa ideia 🙂

Dica de ouro: não deixe para começar as trilhas em Monte Verde à tarde. Você pode se perder, ficar andando em círculos ou, simplesmente, não ver o tempo passar e acabar escurecendo no meio do caminho.

Dica de ouro 2: alongue-se antes de depois de fazer as trilhas. Isso fará muita diferença, acredite.

Quantas trilhas fazer no mesmo dia: olha, isso vai muito do seu preparo e condicionamento físico. Sem dúvida, as trilhas da Pedra Redonda e Pedra Partida podem ser feitas juntas, mesmo porque parte do caminho é o mesmo. Apesar de não ter feito a trilha do Chapéu de Bispo, acredito que dê para incluí-la nesse dia também, já que o nível de dificuldade dela é considerado fácil.

Trilhas em Monte Verde - Entrada Trilhas 2As trilhas do Platô e Pico do Selado tem que ser feitas juntas, já que, para chegar no Pico, você acaba passando no Platô de qualquer forma.

Se você está pensando em fazer todas as trilhas no mesmo dia, esquece hehehe. No mapa dá para ver que a Pedra Partida fica bem longe do Pico do Selado, e isso tomaria um dia inteiro. Além disso, duas trilhas juntas já é bastante cansativo, pois muitos trechos são subidas, descidas (que podem cansar tanto quanto as subidas), tem degraus, precisa se pendurar e escalar pedras.

Trilhas em Monte Verde - Entrada Trilhas 3Sugestão de roteiro: se você tiver apenas um final de semana para ficar em Monte Verde e quiser conhecer todas as trilhas e fazer a Megatirolesa (falei dela no post anterior! Clica aqui!), sugiro fazer o seguinte:

– Dia 1: Megatirolesa de manhã e depois as trilhas das Pedras Redonda, Pedra Partida e Chapéu de Bispo (se der).
– Dia 2: Platô e Pico do Selado. Você vai ficar m-o-í-d-o depois dessa maratona!

Vamos agora às trilhas de fato. Vou classificar o nível de dificuldade de acordo com a minha percepção, porque às vezes eu discordei do que eles colocaram na placa! rs Mas não é nada técnico nem científico, ok? hehe

Pedra Redonda

Nível de dificuldade: fácil

Te todas as trilhas em Monte Verde, essa é a mais tranquila. Tem um pouco de lama no começo, mas nada de mais. Existem uns trechos de subida que é preciso parar para respirar (lembra do que falei sobre o ar rarefeito no post anterior?). Na parte final tem degraus de madeira e corrimão, o que ajuda bastante.

Deixe para descansar e comer alguma coisa quando chegar lá em cima. A Pedra é enorme e você pode ficar um tempão sentado lá (se você aguentar o frio…).

Trilhas em Monte Verde - Pedra Redonda 1

Trilhas em Monte Verde - Pedra Redonda 2

Monte Verde - Pedra Redonda 3

Trilhas em Monte Verde - Pedra Redonda 4

Trilhas em Monte Verde - Pedra Redonda 5

Pedra Partida

Nível de dificuldade: cansativa!

Nessa trilha não existe nenhum degrau de madeira ou corrimão para ajudar, mas boa parte dela é tranquila. Entretanto, existem alguns trechos com degraus altos de terra onde só cabe um pé por vez, e às vezes é preciso se apoiar em alguma árvore próxima para conseguir subir. A perna cansa bem! Além disso, muitos desses trechos são de barro mole, o que dificulta um pouco e aumenta as chances de cair de bunda no chão rsrs. E claro, tudo o que sobe, desce. E descer não é, necessariamente, mais fácil.

Ao chegar no topo, é preciso “escalar” a tal da Pedra Partida. Contornando pela esquerda dela é mais fácil, apesar de não parecer! Ela não é muito grande, então não cabe tanta gente lá em cima de uma vez. Para descer, vá pelo mesmo caminho que você subiu e desça abaixado que fica melhor.

Para voltar, fique de olho em alguns pontos de referência. Nós demos umas três voltas no mesmo lugar porque erramos uma entrada e acabamos subindo de volta hahahaha. Em um determinado ponto, tem dois panos vermelho e branco pendurados em uma árvore. Marque bem essa imagem, já que os panos estarão à sua esquerda quando você estiver subindo. Sendo assim, eles devem estar à sua direita na volta (dãr). Em um dado momento, após passarmos por eles à nossa direita, passamos novamente por eles à nossa esquerda tempos depois, ou seja, estávamos subindo de novo! hahaha

Como já era fim de tarde quando estávamos voltando, já não tinha mais ninguém subindo a trilha e acabamos ficando sem referencia nenhuma, já que encontrar alguém no sentido contrário te dá mais certeza de que você está no caminho certo. Por isso, não deixe para entrar na trilha depois do meio da tarde.

Achei essa trilha MUITO LEGAL, mas bem cansativa. O sobe e desce é intenso e as pernas (e os joelhos) precisam estar preparadas!!

Trilhas em Monte Verde - Pedra Partida 1

Trilhas em Monte Verde - Pedra Partida 2

Trilhas em Monte Verde - Pedra Partida 3

Platô

Nível de dificuldade: cansativa, mas fácil

Na verdade, apenas o trecho inicial da trilha é cansativo, mas de uma maneira mais intensa rsrs. O começo dela todo tem degrau (e não os de madeira, os naturais, de terra mesmo) e agente não para de subir um minuto. Exige bastante, mas não é difícil, apenas precisa parar para respirar de vez em quando.

O Platô em si é uma pedra gigantesca e dá para ficar por ali um tempão. Ande por tudo e tire fotos de todos os ângulos!

Trilhas em Monte Verde - Platô 1

Trilhas em Monte Verde - Platô 2

Trilhas em Monte Verde - Platô 4

Trilhas em Monte Verde - Platô 3

Pico do Selado

Nível de dificuldade: fácil, mas chocante surpreendente no final

A maioria das pessoas não faz essa trilha, por ser a que tem a maior altitude (2.080 m), mais longa (são uns 40 minutos até chegar no Platô e mais 1 hora até o Pico) e uma pedra dificílima de escalar no final.

A entrada para essa trilha fica meio escondida e nós não a encontramos fácil. É preciso descer a pedra do Platô, cruzar uns matos e aí você acha uma placa velha indicando a direção do Pico do Selado. Mas como existem duas trilhas que chegam ao Platô (uma vinda da entrada principal da Rua Mantiqueira (que foi a que fizemos), e outra vinda do Chapéu de Bispo, acabamos pegando a errada e tivemos que voltar. Para quem vir da trilha da entrada principal, ao chegar no Platô, tem que seguir à direita para chegar na trilha do Pico. Se for pra esquerda, vai sair na trilha do Chapéu de Bispo.

Apesar de ser considerada de nível difícil e ser longa, a trilha em si é bem simples. Ela é plana boa parte do tempo e mais pro final começam a rolar umas subidas. Nos últimos 15 ou 20 minutos, a cada 5 você sai em uma pedra diferente com vista para toda a Serra da Mantiqueira. Vale à pena parar um pouquinho para admirar.

Trilhas em Monte Verde - Pico do Selado 1

Trilhas em Monte Verde - Pico do Selado 2A grande surpresa se encontra no final (e é por isso que ela é classificada como “difícil”, deduzo eu!). No topo do pico, existem duas grandes pedras uma ao lado da outra (ou será uma gigante rachada no meio? Quem sabe…) e o barato é subir nelas e assinar um livro que está preso lá em cima. Aí é que está o grande desafio: é MUUUITO difícil fazer isso.

Na pedra principal (a que tem o livro), existe uma corda fixa que serve para fazer a escalada. Sem ela, NÃO TEM COMO subir. O problema é que continua sendo bem difícil mesmo assim, e a maioria das pessoas que encontramos por lá não conseguiu subir nem mesmo com a ajuda da corda.

Como estava uma certa fila para usar essa corda e o pessoal não estava tendo muito sucesso na empreitada, decidimos tentar pela outra pedra. Aí moram mais dois problemas: Apesar de menos íngreme do que a primeira, ela não tem muito apoio que ajude a escalar, o que torna a missão praticamente impossível. Depois de um tempo tentando, cheguei em um ponto que não conseguia mais nem subir, nem descer, pois qualquer passo em falso e eu me quebrava inteira (mesmo). Tive que me apoiar de costas, fazer uns malabarismos e ser puxada pela mão de um amigo que já estava lá em cima. E olha, foi tenso, viu? Comecei a rir de desespero quando cheguei lá em cima. Quase nem acreditei que consegui!

Mas pensa que acabou por aí? Nããããão! Já que eu estava lá em cima, tinha que assinar o tal do livro, né? O problema é que o livro fica na pedra principal (a que tem a corda), e para chegar nela, o único jeito era pular uma fenda de 1 metro de largura que separa uma pedra da outra. E essa fenda dava no… abismo! É, rapaz… E o pavor medo de cair?

Trilhas em Monte Verde - Pico do Selado 3

Trilhas em Monte Verde - Pico do Selado 4

Trilhas em Monte Verde - Pico do Selado 5

Trilhas em Monte Verde - Pico do Selado 6Mas aí eu já não tinha muita opção. Não tinha como eu descer daquela pedra em que estava porque era MUITO íngreme, e a única forma era tentar descer pela corda que estava na outra pedra ou chamar os bombeiros. HAHAHA No fim das contas, me jogaram a corda da outra pedra para eu segurar e me dar mais segurança. Não pensei muito e pulei! Ufa! Cheguei viva do outro lado aeee! Aí foi a minha segunda risada de desespero. No tempo em que ficamos lá em cima, somente um casal e outro cara conseguiram assinar o livro. E nós! Uhu!!

Descer pela corda também foi uma aventura, já que foi praticamente um rapel a 2.080 m de altura. A parte final é a mais difícil, pois a inclinação é de quase 90º. Mas deu certo!

Voltei o caminho todo tremendo de adrenalina e pensando na doideira que foi aquilo. Mas posso falar? Foi INCRÍVEL e, definitivamente, faria tudo de novo!

Depois de dois dias andando em trilhas, sem dúvida nenhuma você vai estar todo quebrado. Exige bastante dos músculos e do joelho, mas compensa demais!

 

É uma pena que as fotos não consigam mostrar a beleza e a imensidão (e a altura!) de cada uma dessas paisagense trilhas em Monte Verde, só estando lá para ter total dimensão!

E sorry pelo texto gigantesco, mas tentei dar o máximo de informações que consegui 🙂

Bjos!!

O que fazer em Monte Verde


Já que está frio e não tem muito o que fazer a esse respeito, o jeito é tentar curtir o inverno no melhor estilo, né? Aí a gente já se imagina se entupindo de fondue em um final de semana nas montanhas, usando todos aqueles gorros, luvas, cachecóis e sobretudos que não usamos o ano inteiro e tirando selfies ao lado de termômetros gigantes que marcam temperaturas baixíssimas (para o nosso parâmetro, claro).

E se, além de tudo isso, você ainda quiser dar um toque de aventura e natureza para o seu final de semana gelado, recomendo fortemente que você vá para Monte Verde, cidadezinha no sul de Minas localizada na Serra da Mantiqueira.

Monte Verde vem aumentando sua relevância dentre os destinos preferidos dos endinheirados para curtir o frio. E não é para menos, já que ela oferece tudo o que se espera de uma cidade serrana turística: bons (e caros) restaurantes, lojas de chocolate, malhas, couros e afins, variedade de hotéis e muita, mas muita natureza. Fora o clima delicioso e charmoso de cidade realmente pequena, já que tudo isso fica localizado em praticamente uma única rua.

O que fazer em Monte Verde - rua principalE já deu para perceber que agito noturno não é bem o forte da cidade, né? Quem está em busca de baladas noite a dentro, talvez se fruste um pouco. Mas existem muitos restaurantes com pegada meio bar. Muitos deles tem mesas externas, música ao vivo e muita comida e bebida. No fim da tarde, vá caminhando pela rua principal e escolha um deles para sentar e tomar uma cerveja importada. É a hora de maior movimento do dia no inverno, e um jeito delicioso de passar o tempo!

O que fazer em Monte Verde - Bar

O que fazer em Monte Verde - Cerveja

O que fazer em Monte Verde

– Megatirolesa

O nome não é exagero. É uma MEGA tirolesa mesmo, pois tem 450 m para ir e 475 m para voltar a uma altura de quase 70 m. O passeio é rápido, mas é muito divertido! A gente passa no meio das árvores e por cima do vale que liga uma montanha na outra. SENSACIONAL! Essa tirolesa fica em um lugar chamado Circuito Fazenda Radical, onde é possível alugar quadriciclo também, para que gosta.

Como chegar: saindo de Monte Verde sentido Camanducaia (é a mesma estrada pela qual você chegou na cidade), ande uns 5 Km e você verá placas indicando a Megatirolesa. A Fazenda Radical fica em uma saída de terra dessa estrada principal, mas é super fácil de chegar e bem sinalizado.

Quanto custa: R$65 por pessoa (sim, é caro, mas os equipamentos são bastante seguros, a equipe é bem treinada e a empresa faz uma manutenção periódica na estrutura da tirolesa).

Pode levar celular/máquina fotográfica durante o passeio? Sim. Eles te dão um saquinho que vai preso no seu capacete e fica por dentro da sua blusa. Nele, você pode colocar um celular ou máquina para tirar foto quando chegar do outro lado (nunca no caminho!). Se você tiver uma GoPro, pode levar na mão tranquilamente.

Alerta básico: entre as tirolesas de ida e volta, você precisa andar cerca de 90 metros. Não se assuste se você ficar muito ofegante durante esse percurso – não, você não está tão fora de forma assim-, é que a grande altitude da região faz o ar ficar rarefeito e, consequentemente, mais difícil para respirar, por isso a sensação de cansaço rápido. A dica é parar no caminho sempre que preciso para recuperar o ar e andar devagar, segurando no corrimão 😉

Monte Verde - Megatirolesa 1

Monte Verde - Megatirolesa 2

Monte Verde - Megatirolesa 3

Monte Verde - Megatirolesa 4

– Trilha do Pinheiro Velho

Existe uma trilha bem fácil e tranquila no meio da cidade, com 5 entradas espalhadas pelas principais ruas. É só entrar em qualquer uma delas e seguir as placas. Não exige preparo físico e nem roupa adequada, é apenas uma maneira agradável de dar uma volta e qualquer um pode fazer.

O que ver: como “atração”, existe apenas o tal do Pinheiro (que dá nome à trilha) e uma fonte de água potável.

Quanto custa: absolutamente nada.

Quanto tempo leva: uns 15 minutos, se você andar com calma.

Monte Verde - Trilha Pinheiro Velho 1

Monte Verde - Trilha Pinheiro Velho 2

Monte Verde - Trilha Pinheiro Velho 3

Monte Verde - Trilha Pinheiro Velho 4

Monte Verde - Trilha Pinheiro Velho 5

Onde comer o melhor rodízio de fondue

Acredita que eu ainda não sei o nome do restaurante? HAHAHA pois é. Mas não tem como não encontrar. Para variar, ele fica na rua principal (Avenida Monte Verde), é aberto, tem música ao vivo (que dá para ouvir de dentro da Trilha do Pinheiro Velho, by the way) e fica enfrente a um lago artificial. Não tem como errar. De verdade. É o mais badalado, movimentado. De dia e de noite.

Quanto custa: cerca de R$60 por pessoa. O rodízio inclui os fondues de carne (na chapa), queijo e chocolate e pode comer à vontade.

Dica: nas noites geladas, mesmo que você esteja quase congelando, vale à pena ficar nas mesas externas (mesmo porque tem poucas opções dentro). Tem todo um clima de cidade serrana!

O que fazer em Monte Verde - Restaurante

O que fazer em Monte Verde - Fondue

Bem na frente desse restaurante/bar fica um outro do mesmo dono, com mesas do lado de fora também. Apesar da comida ser igualmente deliciosa, ele não é tão cheio. Sendo assim, dependendo da sua vibe da noite, pode escolher entre um e outro que você não irá se arrepender.

O que fazer em Monte Verde - Termômetro__________________

As próximas dicas são relativas as várias trilhas que Monte Verde tem. Como são várias e eu tenho muita coisa pra falar, vou deixar essa parte para o próximo post, ok (leia aqui!)? Aí conto tudo e dou todas as dicas direitinho, trilha por trilha!

Bjos!!

Dica de hotel no Guarujá


Está procurando um hotel no Guarujá com um ótimo custo x benefício? Que seja perto da praia, tenha uma boa infra-estrutura, bom café da manhã, quartos limpos e amplos e um preço super justo? Então olha essa dica!

Hotel no Guarujá - Enseada

O Guarujá Flat Hotel fica na praia da Enseada em uma rua de terra, o que nos faz olhar meio torto. Mas é só entrar na recepção que essa primeira impressão muda. Primeiro porque é bem arrumadinho lá dentro. Segundo porque, das vezes em que fui, todos os recepcionistas foram muito educados, gentis e profissionais. O quarto é ótimo, grande e espaçoso, bem como o banheiro. Tem cofre, armário, TV e frigobar (vazio, somente para que você guarde alguma coisa, se levar). O único ponto negativo é que as camas de casal são, na verdade, duas de solteiro juntas. Não sei se é assim em todos os quartos, mas nos que fiquei era.

Hotel no Guarujá - HotelO café da manhã é excelente. Tem várias opções de bolos, pães doces, normais e integrais, frutas, leite, sucos, ovos mexidos, salsicha e até uma torradeira <3! Dá para comer muito bem, isso é fato! O hotel tem um estacionamento coberto, mas não para todos os quartos. Se ele estiver cheio, é preciso parar em um estacionamento “secundário”, que fica em um terreno na mesma rua, com portão e câmera de segurança. É bem tranquilo e seguro. Também tem uma piscina, que é uma ótima alternativa quando você não está afim de muvuca na praia 😉

Mas um dos pontos que mais gostei foi que os recepcionistas tentam fazer tudo o que podem para te ajudar. Por exemplo, na primeira vez que me hospedei lá eu precisava sair do hotel depois do horário do check-out. Como todos os quartos estavam reservados, eles me deixaram guardar as malas na recepção e usar o chuveiro externo (aqueles para quem volta da praia, sabe?) na hora de ir embora. Na última vez, como o quarto em que eu estava não tinha reserva para depois do horário do meu check-out, pude ficar no quarto até bem mais tarde e sair sem pressa.

Isso é uma grande vantagem, já que a maioria dos hotéis são bem rígidos quanto aos horários de entrada e saída e, muitas vezes, queremos aproveitar o último dia e não precisar ir embora quando termina a diária, né?

Hotel no Guarujá - Quarto1

Hotel no Guarujá - Quarto2

Hotel no Guarujá - Banheiro1

Hotel no Guarujá - Banheiro2Como deu para perceber, é um hotel no Guarujá bem simples mas que atende às necessidades básicas de quem quer passar um fim de semana agradável na praia. Não tem nenhum luxo, mas o básico é muito bem feito. O preço da diária, nas vezes em que fui, variou de R$120 a R$140. Bem bom né?

Bjos!!