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De SP ao Pantanal de carro. E como erramos de Estado na volta!

Sim, é isso mesmo que você leu. Em algum momento da minha vida, fui com minha família para o Pantanal de carro. De carro mesmo. Numa época onde GPS era luxo e Waze (salve, salve!) ainda não era nem projeto – o que explica a segunda parte do título. #estouficandovelha #abafa

Pantanal de carro

Acho esse tipo de viagem incrível porque você conhece vários lugares diferentes de uma vez só! Obviamente, ninguém faz SP – Pantanal de carro, quase 1800km direto, sem parar, certo? Por isso é uma excelente oportunidade para conhecer aquelas cidadezinhas que, provavelmente, você nao iria parar se não estivesse passando em frente. Dá só uma olhadinha no mapa abaixo para ver o tanto de lugar que tem pelo caminho:

Pantanal de carro - mapa

Na ida, aproveitamos o caminho e paramos na Chapada dos Guimarães. A Chapada é, simplesmente, deslumbrante. Um paraíso repleto de trilhas, cachoeiras e uma paisagem de tirar o fôlego. Ficamos uns dois ou três dias por lá e deu para fazer bastante coisa. Foi um dos pontos alto da viagem, com certeza! E se tivéssemos ido de avião direto para Cárceres (no Pantanal), teríamos perdido essa oportunidade linda!

Pantanal de carro - Chapada dos Guimarães

Depois dos dias na Chapada, seguimos viagem e paramos em Cuiabá para passar a noite. No dia seguinte, chegamos a Cáceres, cidadezinha micro na beira no Pantanal, onde deixamos o carro e pegamos um barquinho até nosso hotel. Essa é uma das maneiras mais fáceis de chegar ao Pantanal. Agora não me lembro o nome do hotel que ficamos #memoryfail, mas ficava na beira do rio, no meio do nada!

É maravilhoso ficar no meio da natureza e dos animais, assim, tão pertinho. Em pleno habitat natural deles. Do jeito que é. Rústico. Onde a natureza se mostra toda plena e exuberante. Onde você é o intruso e precisa respeitar o tempo das coisas. Onde tudo tem seu tempo e momento para acontecer. Onde você reflete sobre o seu próprio ritmo de vida. Onde você anda atento para ver se não há nenhum filhote de cobra pelo caminho. Onde você fica brother de uma arara que insiste em bicar seu tênis toda vez que te vê (#fatos #aconteceucomigo #Laraeraonomedela)

Pantanal de carro - animais

Fizemos coisas que só é possível fazer num lugar como aquele. Como focar jacaré, por exemplo. Funciona assim: à noite, saíamos pelo rio em pequenos barcos, cada um com uma lanterna (e claro, essa era a ÚNICA fonte de iluminação do passeio). No local e momento certo, ao passar o facho de luz da lanterna pelas margens do rio, é possível ver os vários e vários olhinhos brilhantes do jacarés, ali, à espreita, esperando alguma coisa acontecer. É mágico! E um pouco assustador… rsrs

E pescar (de mentirinha, claro!) em pleno Pantanal? Ou dar de cara com um tuiuiú, ave-símbolo do Pantanal que, de vez enquanto, resolve dar uma passeada pelo hotel? E acordar de manhã e ver o rio, as árvores e os pássaros, bem ali, ao lado da mesa de café da manhã?

Pantanal de carro - tuiuiu

Nada disso tem preço. E posso garantir que vale. Cada centavo. Cada quilômetro percorrido. Vale. Simples assim. Recomendo muito!

** Se você curte ou tem interesse por esse tipo de viagem mais roots e mais natureza, fiz um post contando todos os detalhes e dando todas as dicas do que e como fazer uma viagem à Amazônia. Tá a coisa mais linda! Clica nesse link aqui pra ler: “Dica de viagem exótica: turismo na Amazônia.” 

Para concluir, acho que vale contar uma história bem cômica na volta para casa… Só para constar, eu era responsável por olhar o mapa (aqueles enoooormes do Guia 4 Rodas, lembram?) e acompanhar o trajeto de volta pra casa… Enfim.

Bom, saímos de Cáceres de manhã, paramos em Rondonópolis para almoçar e a ideia era chegar perto de Campo Grande à noite para, no dia seguinte, seguirmos direto até São Paulo. Pois bem. ERA. No mapa abaixo, o que deveríamos ter feito nesse primeiro dia de volta para poder seguir o cronograma.

Pantanal de carro - volta

Acontece que a noite chegou e, depois de muitas horas de estrada, àquela altura, já era para estarmos na cidade que havíamos determinado para dormir. Mas passamos horas e horas sem avistar nenhuma civilização, nenhuma placa para nos dar alguma ideia. E como não chegava nunca, começamos a ficar desconfiados… Até que meu pai viu uma placa com um nome estranho de cidade e resolveu parar para olhar onde raios ficava aquele lugar no mapa. E… Estávamos em Goiás! G-O-I-Á-S, minha gente…. Erramos de Estado!

Pantanal de carro - Goiás

O que aconteceu foi que, ao sair de Rondonópolis depois do almoço, ao invés de pegarmos sentido sul (rumo ao Mato Grosso do Sul), fomos, não sei como e nem porque, para o leste. E por isso chegamos em Goiás.

E o que fazer? Nada. Arrumar um lugar para dormir e remanejar ao trajeto no dia seguinte. O problema era ONDE parar. Estávamos em uma estrada de terra no meio do mato, totalmente esburacada e sem nenhum tipo de sinalização. A única luz era a do farol do carro. De resto, breu total. Por fim, depois de horas naquela estradinha horrorosa, achamos um hotel de beira de estrada e paramos por lá mesmo. Era á única coisa na região. Para se ter uma ideia, a cama era de alvenaria e a porta no banheiro era uma cortininha de plástico…. hahha Mas foi a salvação!!

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Acho essa história super divertida (hoje em dia né… na hora não foi nada engraçado) e ir ao Pantanal de carro nos proporcionou viver muitas aventuras, que só acontecem quando a gente se joga e faz uns passeios diferentes… ADORO viagens de carro!

🙂