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Onde ficar e como chegar em Paraty

Agora que você já leu aqui o que fazer em Paraty, vou dar diquinhas preciosas sobre a pousada que ficamos (excelente localização e ótimo custo-benefício!) e, principalmente, como chegar em Paraty. Ou melhor, o caminho que você NÃO deve fazer para chegar em Paraty 😉

Como chegar em Paraty

Onde ficar

Reservei a pousada em Paraty dois dias antes de ir. Foi bem em cima da hora, por isso não tinha taaantas opções com um bom preço. As que eram em conta, ficavam extremamente longe e não compensava ter que pegar o carro toda vez para ir até as praias e centro da cidade. Principalmente, porque não tem onde parar, né.

Já as pousadas mais centralizadas, claro, eram caras. MAS, contudo, todavia, entretanto, acabei achando um tesouro perdido dentre as tantas opções de hospedagem do Viajanet.com, a Pousada Sonho Meu. Localizada pertinho do centro histórico, com estacionamento e café da manhã, essa pousada é excelente e atendeu 100% às expectativas e necessidades.

Pra falar a verdade, achei meio esquisito quando chegamos na rua… Já era noite (e eu acho que estava traumatizada com o episódio da estrada de Cunha, que eu conto logo abaixo!) e a rua era meio escura, meio esquisita. Mas foi só entrar pra essa primeira impressão mudar! Hehehe

A pousada em si é uma graça. Tem todo aquele ar colonial da cidade, sabe? Toda de madeira, a gente se sente em casa. O quarto era amplo, arejado, limpo e confortável. O café da manhã era super simples mas muito gostoso, tipo aquilo que você geralmente come na casa da sua avó. Em 5 minutos andando a gente estava no centro histórico ou no cais. Além disso, o caminho era bem seguro e movimentado. Perfeito!

Mas o melhor de tudo foi a recepção dos donos e funcionários. Incríveis! Uns amores! Super prestativos e solícitos, nos deram várias dicas muito preciosas que, sem sombra de dúvida, nos ajudou a aproveitar a cidade da melhor forma possível!

Recomendo de olhos fechados a Pousada dos Sonhos! A estadia maravilhosa foi crucial para fazer nossos dias em Paraty muito melhores!

Como chegar em Paraty - Pousada

Como chegar em Paraty

Para entender melhor as opções de como chegar em Paraty, dá uma olhada no mapa abaixo. Ele parece meio confuso no início, mas não é! Basicamente, ele mostra onde ficam as estradas e as cidades que vou falar abaixo, devidamente separadas por cores (tá muito profissa isso aqui!!):

Como chegar em Paraty - Mapa

Se você vem de São Paulo ou Minas:

Opção 1 (em vermelho no mapa): pegue a Dutra/Ayrton Senna sentido Rio até a região de São José dos Campos. Pegue, então, a Rodovia dos Tamoios e vá até o final dela, em Caraguatatuba. Aí é só seguir pela Rio-Santos sentido Rio e você cai em Paraty.

Obs.: a Tamoios estava em obras até o início desse ano, então estava um trânsito absurdo na região durante quase todo o ano passado (razão porque escolhemos descer por Cunha, inclusive…). Agora, a obra já terminou e a estrada já está devidamente duplicada. Ficou ótimo!

Para quem vai para Paraty ou mesmo para o litoral Norte de São Paulo (Ilhabela, São Sebastião, Caraguá, etc), a Tamoios é a melhor opção, sem dúvidas! Além da pista ser muito boa, tem várias opções de parada na estrada para ir ao banheiro ou fazer um lanchinho, como a Fazenda da Comadre, Fazendão, Vaca Preta, Ovomaltine e etc.

Opção 2 (em azul no mapa): pegue a Dutra/Ayrton Senna sentido Rio até a região de Taubaté. Pegue, então, a Rodovia Oswaldo Cruz e vá até o final dela, em Ubatuba. Aí é só seguir pela Rio-Santos e você cai em Paraty.

Opção 3 (em roxo no mapa): você pode pegar a Rodovia Rio-Santos logo ali na região de Bertioga e ir toda vida por ela até chegar em Paraty. Entretanto, esse caminho é um pouco mais demorado, já que a Rio-Santos até Caraguá é uma estrada bem chata, cheia de curvas, radares a 40 Km/h e trechos que passam dentro das cidades, com farol e lombada. Compensa mais ir por cima mesmo, não gosto muito dessa opção…

Não é uma opção (em laranja no mapa): Nunca, em hipótese alguma, utilize a estrada de Cunha. Sério. Abaixo, você vai ver porque.

Se você vem da cidade do Rio de Janeiro ou região:

Não sei como é a Rio-Santos no sentido contrário (Rio – Paraty), que é, aparentemente, o caminho mais perto. Caso não seja uma boa alternativa, talvez valha à pena pegar a Dutra sentido São Paulo e, em Taubaté, a Rodovia Oswaldo Cruz até Ubatuba. Aí, é só seguir pela Rio-Santos até Paraty. É um caminho mais longo, sem dúvida, mesmo porque teria que voltar um trecho, mas talvez compense, não sei!

Nunca vá pela estrada de Cunha. Veja porque:

Essa é uma dica preciosa que te dou: não pegue a estrada que passa por Cunha. Jamais. Never. Em hipótese alguma.

Infelizmente, seria o caminho mais prático porque, se você observar no mapa acima, basta pegar a Dutra até Guaratinguetá e cair nessa estrada (SP-171 – Rodovia Paulo Virgínio), que dá direto direto em Paraty. Seria um caminho bem fácil e rápido tanto para quem vem de São Paulo, Minas e do interior dos Estados, quanto para quem vem da região do Rio.

A estrada segue linda e bela até passar por Cunha. Aí você pensa “nossa, que caminho maravilhoso! A vista é linda, é super prático e rápido! Vou chegar em Paraty mais cedo do que imaginei! Yay!”. Não, não vai. De repente, surge uma obra na estrada que transforma todos os próximos 10 Km (DEZ quilômetros. Não são um ou dois. D-E-Z!) em um verdadeiro lamaçal. Daqueles que atola um carro muito facilmente, sabe?

A estrada é bastante sinuosa e, na maior parte desse trecho em obras, não tem guarde-reio. Quase todo o caminho é descida, e é super tenso manter o carro firme, sem escorregar. Em alguns momentos, tem uns trechos com subidas fechadas em curva que dão pro abismo, o que dificulta bastaaaante o processo.

Passar do lado de precipícios sem proteção nenhuma é bem comum. Também não é surpresa encontrar uns tratores gigantes no meio do caminho – e ainda ter que desviar deles. Olha, realmente, é uma situação meio apavorante. Foi um sufoco passar por ali! A estrada parece eterna e você fica praticamente sozinho, já que ninguém (que sabe) se arrisca a passar por lá… E para piorar, bem na hora que chegamos nesse trecho da estrada, baixou uma neblina bizarra na pista. E olha que o dia estava claro e ensolarado durante todo o percurso até ali! Parece brincadeira, né? Mas juro que não é.

Como chegar em Paraty - Cunha

Confesso que, na entrada para essa estrada em Guaratinguetá, havia uma placa avisando que a estrada estava em obras. Mas ok né? Até aí, a gente pensa que é uma coisa normal. Jamais iríamos imaginar que seria uma rally dos sertões em meio ao barro e precipícios.

E sabia que essa estrada está assim há anos? Isso dificulta muito a vida de quem mora em Cunha ou Paraty e precisa de uma emergência médica ou algo do tipo. Sério, é bizarro. Por isso, NÃO USE ESSE CAMINHO até ter certeza de que a obra já foi finalizada (que acredito que deva demorar ainda, pelo que vi no ano passado por lá).

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Bom, essa foi a situação que eu encontrei no fim do ano passado (2013). A obra continua incessantemente, e pode ser que alguns trechos já estejam prontos, mas acho melhor não arriscar até que tudo esteja completamente finalizado!

*Fotos: arquivo pessoal e divulgação

O que fazer em Paraty

Paraty é uma cidade que eu tenho uma forte ligação emocional, sabe como? Meu pai, durante alguns anos, teve uma loja de mergulho na cidade e, por conta dos negócios, e eu minha família estávamos sempre lá. Outras vezes, ia apenas eu e meu pai junto com o grupo que iria mergulhar naquele fim de semana, e era sempre super divertido!

Sempre tive muitas lembranças de Paraty… o centro velho alagado por causa da chuva, os canhões antigos que ficam na pracinha, uma casquinha de siri incrível que a gente comia em um restaurante antes da pizza e até um sapo que atravessou nosso carro por dentro assim que chegamos na cidade um belo dia! Hahaha

o-que-fazer-em-paraty

Fazia ANOS que eu não ia pra lá. Até que, no ano passado, resolvi passar 3 dias na cidade, de uma hora pra outra. Nem sabia direito o que fazer em Paraty e, muito menos como estavam as coisas por lá desde aquela época. E sabe que eu descobri uma nova Paraty, que acho que nem eu conhecia? Vamos ver?

O QUE FAZER EM PARATY

– Passeio de Escuna

Se você tem poucos dias e não sabe direito o que fazer em Paraty para conhecer um pouco de cada coisa, você não pode deixar de fazer o passeio de escuna. Para ser bem sincera, eu não sou fã de passeios de escuna, não (até contei sobre uma experiência não tão boa em Búzios aqui)… Não sei, acho sempre muito cheio, barulhento. Mal você levanta e alguém já pega o seu lugar. HAHAHA.

O que fazer em Paraty - Barquinhos

O que fazer em Paraty - Parada da Escuna

Mas esse caso foi completamente diferente. Amei e faria de novo! Escolhemos a escuna Banzay, uma das maiores e mais bem recomendadas pelo pessoal da pousada. Dá para comprar os ingressos nas lojas que ficam ali no cais. A maioria delas vende, basta comprar com um ou dois dias de antecedência, dependendo da ápoca do ano.

O passeio custa cerca de R$65 por pessoa, dura das 11h às 17h e sai do píer principal da cidade. Dá para tomar café da manhã tranquilo, curtir todo o dia e ainda aproveitar a noite. Delícia!

O que mais gostei dessa escuna foi o fato dela ser ampla e bem confortável. Pegamos uma mesa com cadeiras na parte de cima e aproveitamos toda a viagem sem nenhum incomodo. Logo depois de o barco sair, eles passam deixando um cardápio na mesa com as opções de almoço. Você precisa pedir o quanto antes para dar tempo deles prepararem tudo até a hora de comer. Não é nada sensacional, mas o prato é bem gostoso e segura pelo resto do dia!

O que fazer em Paraty - escuna

O que fazer em Paraty - Escuna Topo

O barco faz várias paradas e passa por lugares lindos, lindos! Tem pontos em que é possível pular na água, outros são apenas para olhar. E olha, como Paraty é maravilhosa! Recomendo muito esse passeio!

Dica de ouro: se possível, tente fazer o passeio em um dia em que a cidade estiver menos cheia, pois a chance de a escuna estar tranquila é maior!

– Cachoeiras com jipe

Esse é um lado de Paraty que eu não conhecia. Como tem cachoeiras lindas! Compramos o passeio de jipe na mesma loja onde compramos o de escuna e custou cerca de R$60 por pessoa. O passeio dura o dia todo também e é uma forma super diferente de conhecer a região.

O jipeiro foi nos buscar na pousada e depois passou para pegar outro casal. Na volta, deixou cada um na sua respectiva pousada também, super cômodo. Demos sorte de terem sido pessoas super agradáveis e educadas, então o passeio foi mais legal ainda!

O que fazer em Paraty - Cachoeira

O que fazer em Paraty - Cachoeira 2

O jipe vai se embrenhando nas trilhas e parando em alguns pontos estratégicos além das cachoeiras, como fazendas produtoras de cachaça. Dá para ver direitinho o processo de fabricação, os tonéis e máquinas utilizadas.

Dica de ouro: a fazenda de cachaça é interessante, mas nada muito emocionante. Nosso passeio incluía duas paradas desse tipo, mas conversamos com o jipeiro para trocar a segunda parada por uma outra cachoeira ali perto. Acho que valeu mais à pena assim 🙂

Em uma das cachoeiras, há uma corda pendurada em uma árvore onde você pode subir, dar uma de Tarzan e se jogar na água embaixo. Tem um guia que auxilia nesse processo. É super seguro e MUITO divertido! Recomendo pular!!

Em outra, há um toboágua natural, que nada mais é do que uma pedra gigante onde você desce escorregando e cai na água #esquibunda . Também tem pessoas auxiliando a descida correta para ninguém se esborrachar de cara na árvore lá embaixo. Eu desci várias vezes e achei incrível! Até pedia pra galera me ajudar com um empurrãozinho extra para dar aquele up na velocidade! Sensacional!

Há uma outra cachoeira onde é possível pular na água do alto de uma pedra. Mas é alto MESMO. Eu, que sou meio doida pra essas coisas e adoro pular de tudo quanto é lugar, achei um tanto quanto perigoso. Preferi não arriscar, sei lá. O jipeiro disse que era seguro, mas não me passou tanta confiança assim, sabe? Melhor deixar pra lá…

Nessa mesma cachoeira da pedra, tem uma ponte de madeira bem capenga que passa sobre o rio e leva a gente para o outro lado, onde tem um barzinho e por onde sobe na tal pedra. É o único jeito de chegar no outro lado, mas quem não quiser ir, não precisa. Eu atravessei sem problema nenhum, mas não é nada imperdível ou obrigatório.

O que fazer em Paraty - Ponte

E ah, mesmo que você vá no verão, não se anime em relação à temperatura da água. Como toda e qualquer cachoeira, é sempre beeem gelada. Eu mesma não conseguia ficar muito tempo dentro d’água…  ehhehe

Dica de ouro: o jipe para em um restaurante para almoçar no meio do dia. Entretanto, é o único lugar que dá para comer da região e fica LOTADO. Converse com seu jipeiro antes para você tentar parar lá mais cedo e já fazer o pedido. Caso contrário, você acaba perdendo muito tempo esperando pelo seu prato…

Resumindo: aproveite todas as cachoeiras. Se jogue, nade, pule, escorregue. Todas são bem seguras e as pessoas fazem isso lá todos os dias. Não tem perigo! É só na ser imprudente, né? Não vá onde o guia falar para não ir. Não se arrisque se não tem certeza de que vai conseguir. E, principalmente, não ultrapasse seus limites, ok? 😉

– Centro Histórico

Se você tem dúvida sobre o que fazer em Paraty de noite, seus problemas acabaram! Hahaha A noite na cidade é super agitada! É no famoso centro histórico que ficam todos os restaurantes, bares e lojinha interessantes. Todo o Planeta Terra vai para lá.

Os restaurantes mais badalados são os que ficam enfrente à praça central. Mesinhas na calçada, música ao vivo, cardápio dos mais variados. Escolha qualquer um que mais te apeteça e entre. Dá para passar horas ali sem nem perceber. Tem opções para todos os gostos: carnes, massas, comida argentina, frutos do mar.

O que fazer em Paraty - Noite

O que fazer em Paraty - Ruas de Pedra

Dica de ouro: se você passar por um dos prédios do centro histórico e estiver tendo alguma exposição, entre para ver. No dia que fui, estava tendo uma mostra de fotos retratando a pobreza nas favelas no Brasil. Lindo o trabalho e uma ótima maneira de tornar a noite ainda mais especial!

Tem muito o que fazer em Paraty e a cidade toda tem uma carga muito cultural. Acho que própria conservação das antigas construções ajudam a criar esse clima. Exposições, gente cantando e fazendo arte no meio da rua é super comum por lá. Pare para assistir algum deles, é bem legal!

Dica de ouro: mulherada, não use salto alto nem sapatos muito lisos para andar pelas ruas de Paraty. O chão é todo feito de pedrinhas, e até de rasteirinha é meio difícil de andar. O ideal mesmo seria tênis ou uma sapatilha macia, vai por mim 😉

– Trindade

Decidimos aproveitar o caminho de volta no último dia para dar uma esticadinha até Trindade. Que sonho de lugar! Mas como já escrevi uma Bíblia até aqui e ainda tem muito o que contar, resolvi deixar pra outro post 😉

Bjos!!

*Fotos: arquivo pessoal e reprodução