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Depois da Austrália… Eu volteeeeeeei, e agora pra ficar!

Depois da Austrália…

Tá. Esse post está mais de 4 meses atrasado. Se você leu ESSE POST, sabe que fui passar uns tempos lá na terra dos cangurus. Morei na Austrália por quase 7 meses e voltei dia 11 de Dezembro de 2015. É, shame on me. Já voltei faz tempo e só agora to criando vergonha na cara para atualizar esse blog.

Depois-da-Austrália-Bunga-Jump-Nova-Zelândia

Sendo justa comigo mesma, não foi SÓ falta de vergonha na cara não. Estar na Austrália, viver a Austrália, trabalhar na Austrália e da Austrália, viajar dentro e fora da Austrália, aprender com a Austrália. Entender o que aconteceu DEPOIS da Austrália. Tudo isso me tomou muito tempo. E energia. Física e emocional. Em meio às tantas coisas que tive que viver, fazer e descobrir durante meus meses por lá, percebi que não dava para abraçar o mundo. E fui obrigada a escolher. Apesar de ser minha grande paixão, escolhi por deixar o blog em standby até que eu estivesse pronta para recomeçar. Afinal, infelizmente, ele não paga as minhas contas – e quando essas contas são em dólares australianos, aí é preciso valorizar a fonte de renda!

Deixa eu tentar explicar melhor. Devo ter comentado em algum lugar destas páginas que não abandonei meu emprego antes de me jogar do outro lado do planeta. Trabalho como redatora de redes sociais autônoma, presto serviço para uma agência, e assim continuei enquanto estava na Austrália. Pois é. Sorte a minha, consegui manter meu emprego normalmente – e continuo com ele depois que voltei também. \o/

Você deve imaginar a preocupação que fiquei para que tudo continuasse dando certo no trabalho. Só tinha reservas financeiras para os 2 primeiros meses de sobrevivência por lá, então continuar trabalhando era vital. Sim, eu tinha planos de arrumar um emprego lá também, mas não podia contar que seria suficiente para bancar todos os gastos, fora que eu queria muito viajar, e para pagar as contas somente com um emprego na Austrália eu teria que trabalhar muitos dias da semana. E aí, adeus viagens.

Depois-da-Austrália

Trabalho escrevendo e minha cabeça precisa estar muito focada no que estou fazendo. Acho que, tanto pela mudança de ambiente quanto pela ansiedade e expectativas quando eu estava lá, não consegui ser tão produtiva nem no meu trabalho nem no blog. Parece que surgiu uma trava, um bloqueio. Acredito que parte disse bloqueio se deu ao fato de que, quando estava em casa, eu passava quase 100% do tempo no meu quarto, já que meu roommate também trabalhava de casa e ficava o dia todo na sala/cozinha. Dormia, assistia Netflix, almoçava, jantava, tomava café da manhã, falava com meu namorado, trabalhava e escrevia para o blog. Tudo de dentro do quarto.

Acontece que o blog eu podia “pausar”. O trabalho, não. Não queria, e nem podia, dar nenhuma “mancada”, sabe? Deixar de fazer alguma coisa, escrever um texto mal feito, cometer uma gafe. Qualquer falha minha poderia ser justificada como “é, acho que não vai dar certo mesmo ela continuar trabalhando de lá” e eu ser substituída. Tive que me virar nos 30 para encontrar uma forma de fazer a minha produtividade melhorar. Fui várias vezes trabalhar na biblioteca do meu bairro (ia de bike, 5 minutos da minha casa, olha só?), e super rendeu! Então consegui sobreviver. Mas quem disse que conseguia inspiração para escrever no blog? Conforme o tempo foi passando, tive que focar 100% da minha produtividade para entregar meu trabalho, e o blog teve que ficar para trás…

Antes de vir embora, passei um mês viajando pela Nova Zelândia no esquema ônibus + hostel. Além de passar muitas horas na estrada todos os dias, ou dentro de cavernas, ou saltando de bungee jump e etc, muitos lugares são remotos e não há sinal de celular ou internet, então, não podia contar com trabalhar normalmente durante esse período. Eu já sabia que seria assim antes de sair da Austrália e me organizei ao máximo para deixar tudo o que fosse possível pronto antes de eu embarcar. Além disso, assim que voltasse da NZ, passaria mais 3 dias na Austrália, dormindo no sofá da casa da minha irmã, e também não seria possível trabalhar. Ao final, mais dois dias totalmente offline voando de volta para casa. Ou seja, mais alguns dias de inutilidade trabalhística total.

Depois-da-Austrália - Bungee Jump NZ

Mas calma, porque piora. Cheguei no Brasil na última semana útil antes das férias coletivas de final de ano da agência, ou seja, além de entregar a “programação regular” de trabalho do mês de dezembro, tivemos que deixar a primeira quinzena de janeiro pronta também. Tudo em 4 dias. E eu com aquele jet lag que você pode imagina. PENSA num ser humano que nunca trabalhou tanto, hahaha… Foi uma correria absurda, mas deu tudo certo, graças a Deus!!!

Depois de curtir o fim do ano na praia com meus pais e namorado, a ideia era voltar a trabalhar com força total em janeiro e colocar tudo em dia, o trabalho e o blog. Estava empolgadíssima para voltar à rotina, tinha altos planos (sim, aqueles famosos planos de ano novo que nunca saem do papel) para me organizar e pegar firme na labuta. Só que não.

Acredita que até hoje, em meados de abril, ainda não consegui retomar minha produtividade “pré-Austrália? Por isso que demorei tanto para reabrir o blog e escrever esse post. Ou qualquer outro (e ai… tenho TANTA coisa pra contar de lá, TANTAS dicas para dar… Me aguardem!!). Agora que passou um tempo, estou conseguindo entender o por quê dessa demora.

Depois-da-Austrália

Como eu voltei de viajem na maior correria de trabalho, bem na última semana útil do ano, e logo fui para a praia, e depois voltei e já tinha muito trabalho de novo, e de novo, e de novo, parece que não consegui absorver direito o que foi a Austrália na minha vida. Foi como se eu tivesse sido jogada em um furacão sem ter tempo de assimilar todas as mudanças que tinham acontecido comigo. E estão acontecendo.

Estou me redescobrindo. Eu mudei. E para melhor. Amadureci, passei a enxergar certas coisas de modo diferente. Adquiri outras noções de mundo. Aprendi muito mais sobre mim. Me conheci melhor. Me desafiei, mais do que eu achava que poderia. E venci, mais do que eu achava que conseguiria. Essa fase “Austrália” da minha vida – e por isso entenda-se Nova Zelândia também – foi de uma intensidade que eu jamais imaginaria. Uma loucura. Mas era isso que fui buscar.

Além dos posts sobre as dicas dos lugares que visitei (ai, quanta coisa!!), pretendo voltar aqui para falar sobre um outro lado de uma viagem, o lado que eu mais acho que vale à pena: as mudanças que acontecem com a gente. Então, me aguardem com muito conteúdo! #oremos para que minha inspiração volte a ser como antes…

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Pensando em ir para a Austrália também? Veja nossas dicas:

 

[Vídeo] Dicas para viajar para Austrália!

Oi gente!

Hoje tem mais um vídeo no ar! \o/ \o/

Como prometido, vim dar algumas dicas para viajar para Austrália: onde morar, custos, escola e mais detalhes que parecem básicos mas que ganham um importância giganteeeeeesca quando estamos nos aventurando em outro país. Está pensando em vir para a terra dos cangurus? Vem conferir!

Dicas para viajar para Austrália:

Também gravei um vídeo falando sobre com foi a primeira semana em Gold Coast. Se você ainda não viu, dá o play:

Ah, e se você está com viagem marcada para qualquer lugar, PRECISA ler o post sobre como economizar espaço na mala de viagem com embalagens à vácuo (com fotos de antes e depois!) e assistir ao vídeo onde mostro como usar! Tá aqui, ó:

É isso! Gostaram? Se inscreva no nosso canal e acompanhe as novidades em primeira mão 😉

Diário Austrália: Como foi a primeira semana!

E não é que já faz uma semana que eu cheguei aqui em Gold Coast, costa leste da Austrália? Pois é, minha gente… O tempo passa rápido demais! Tantos meses de planejamento, preparação psicológica, tantas coisas para resolver antes de viajar e, de repente, uma semana inteirinha aqui já se foi! Afe… (Ah, se você não está por dentro do que eu tô falando, clica AQUI pra ler o post onde eu explico sobre essa viagem!!)

Diário Austrália - Primeira Semana

Então resolvi fazer um vídeo para contar mais detalhadamente como foi essa primeira semana, falar sobre a viagem, a casa, escola. Essas coisas mais básicas, sabe? A adaptação, as primeiras impressões, diferenças, enfim.

Para quem não sabe, a minha irmã está morando aqui na Austrália há mais de um ano (em Gold Coast, também). Depois de 6 meses em Gold Coast, no ano passado, eu fiz uma entrevista completa com ela perguntando t-o-d-o-s os detalhes sobre a viagem, desde a tomada da decisão, passando pela agência, escolha da cidade, como tirar o visto australiano, experiência com o curso e trabalho, rotina, futuro e mais mil coisas. Tá bem completinho! Se você ou um amigo seu está pensando em vir para a Austrália, PRECISA ler os posts a seguir (é só clicar nos links, ok?):

1. A decisão / Agência / Curso de Inglês

2. Trabalho / Moradia

3. Rotina / Família / Futuro

4. Como tirar o visto australiano

Também estou preparando um outro vídeo (uia, que chiquêza!) com várias dicas pra quem está planejando passar um tempo aqui na Austrália. Dessa vez, com as minhas impressões e opiniões 🙂 Tá ficando bom o negócio!

Mas chega de lenga-lenga e aperta o play aí!

Gostaram? Deixa sua opinião/dúvidas/dicas/reclamação/etc nos comentários!

Ah, e se você está com viagem marcada, precisa assistir esse vídeo onde eu dou uma dica TOP para economizar espaço na mala! Clica AQUI e me conta se gostou!

Bjos!

Roteiro de 5 dias em Miami e Orlando – por Camila Meister

Gente, a Camilinha voltou! \o/ \o/ \o/ Quem lembra da nossa série de posts super especiais onde ela contou suas aventuras, passeios e dicas em 5 dias em Santiago do Chile? Ainda não viu? Clica AQUI então e resolve isso já!

Dessa vez, minha amiga querida/linda/gata vai para mais longe, lá pra bandas da terra do Tio Sam. Ela preparou esse post detalhando como ficou o planejamento da viagem e o roteiro de 5 dias em Miami e Orlando que ela pretende seguir. Quando ela voltar, teremos mais posts (né Cá??? 😉 falando como foi e se as coisas saíram de acordo com o planejado.

Leia mais:

+ Orlando sem carro

+ Dicas para curtir os parques de Orlando

Agora, chega de enrolação e vamos às dicas da Cá!

roteiro de 5 dias em miami - Abertura

O que fazer: Miami e Orlando

Novo destino, data escolhida, então mãos a obra, é ai que começa a minha viagem! Nada melhor do que ter o gostinho de pesquisar, entender… virar a cidade de cabeça para baixo para encontrar tudo que tem para conhecer.

Não podia ser diferente quando ENFIM irei para a Disney World ! Cresci ouvindo, vendo e lendo histórias desse sonho, como grande parte das crianças da minha geração e para ajudar, sou dessas com síndrome de Peter Pan rs, então imaginem a minha expectativa. De quebra, como todo bom brasileiro, passarei antes por Miami. Opa! Mais uma cidade para desbravar \o/.

Ficarei poucos dias em cada local, foi ai que começou a surgir meu primeiro dilema, como adequar meus dias em todos os pontos turísticos, parques e outlets que estava louca para conhecer?! Infelizmente não dá para ter tudo…

Depois de passar hooooooras em frente ao computador pesquisando em blogs, sites, foruns, grupos e afins, consegui listar as paradas obrigatórias das duas cidades (e não são poucas). Confiram:

roteiro de 5 dias em miami

Como podem perceber, não irei fazer metade do que tem em cada uma, por isso foi necessário definir o que eu tinha como prioridade x gastos x localização, para assim ter o meu roteiro de 5 dias em Miami e Orlando aproveitado da melhor forma.

O hotel em Miami escolhido foi o Surfcomber, que fica em SoBe de frente para Ocean Drive e bem próximo a Linconl Road, o que acredito que vá facilitar e MUITO a minha vida para conhecer a região mais “pop” da cidade e adiantar algumas comprinhas também. Segue o que defini para meus dias na cidade das compras:

roteiro de 5 dias em miami - Miami

Para Orlando, minha prioridade era conhecer os parques, por isso nem me preocupei com outlet, compras e em me hospedar no centro da cidade. Meu desejo era conhecer o maior número de parques no curto tempo que ficarei por lá.

A escolha dos parques fica a critério de cada um, pois vai de gosto e de adequar ao cansaço também. Preferi dividir em “um dia mais agitado, para um dia mais calmo”. Além dos parques, tiver sorte, pois no mês que vem irá inaugurar três novas atrações na cidade e já garanti a minha entrada!

    • Orlando Eye: Roda gigante do estilo da “London eye”, com as cabines toda em vidro, ar-condicionado e o passeio dura em média 20 min.
    • Madame Tussauds Orlando: O famoso museu de cera, com imagens das celebridades.
    • SeaLife Aquarium Orlando

roteiro de 5 dias em miami - OrlandoDicas:

  • Há um grupo bem bacana no facebook que dá para tirar várias dúvidas: “Coisas de Orlando
  • No site dos shoppings e outlets é possível encontrar cupons de desconto
  • Alguns restaurantes nos parques é necessário agendamento prévio
  • Confira o horário que abre e fecha de todos os locais que deseja visitar
  • Para ter acesso aos dois parques em um único dia da Universal Studios é preciso comprar o ingresso no formato “Park to Park”, o mesmo vale para quem quer andar no Expresso Hogwarts
  • Evite finais de semana em outlets e no Magic Kingdom, são os dias mais movimentados
  • Restaurantes com comida brasileira: Camila’s; Vittorios
  • Não esquecer do adaptador de tomadas

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Times Square: o que, quando e como visitar

Lá vem eu com mais um post sobre Nova York. Eu sei, eu sei, já falei muito sobre esse assunto… Mas posso falar? É um tema que não se esgota nunca! Poderia passar os próximos anos pensando em post sobre a Big Apple e tenho certeza que sempre teria o que falar!

E hoje resolvi falar sobre a esquina mais famosa do mundo: a Times Square. Não tem ser humano que viaje para NY e não dê uma passadinha na Times Square. Seria um pecado. Mas o que ver lá? O que tem de tão legal? Qual o melhor dia e horário para passear por lá? Acho que posso responder a algumas dúvidas com base na minha experiência. Vamos ver?

Obs.: para ver TUDO o que já falamos sobre Nova York, clica AQUI!

Times Square

Melhor dia

Tudo depende do seu objetivo. Se a ideia for ver a Times Square tal e qual vemos em filmes, com aquela multidão de gente em meio àqueles painéis enormes e brilhantes, num movimento sem fim, recomendo ir no sábado à noite. É o point. O ápice da muvuca. Pulsante. Juro, parece noite de reveillon!

Fui em pleno Outono, com a temperatura beirando uns 5ºC, e esquina mais famosa do mundo estava fervendo. Tarde da noite e as gigantes lojas de departamento bom-ban-do. Tudo piscando, multidões andando pra lá e pra cá, grupos artísticos de rua se apresentando em alguma esquina, turistas animadíssimos tirando foto de tudo (eu!), luz, brilho, agitação sem fim. É incrível!

Times Square - noite

Bombando no sábado à noite, mesmo no frio!

Mas se você quiser apreciar as coisas com mais calma, evitar a multidão, dá para ir em algum dia da semana à noite. O brilho e a grandiosidade são os mesmos, mas o movimento de gente é um pouco menor.

E durante o dia? Vale a pena visitar? Olha, eu fui lá na hora do almoço em um dia de semana e achei tudo bem parecido com a Avenida Paulista, em São Paulo. Os painéis iluminados já não tem tanta graça, é cheio de gente apressada em horário de trabalho andando pra lá e pra cá, enfim. Vida normal, sabe? Nada de especial. Mas justamente por isso, eu gostei muito de ver como é a Times Square do dia a dia. No cotidiano. Com pessoas “reais”. Vale a pena se você tiver curiosidade e estiver nas redondezas para almoçar, por exemplo.

Times Square - Dia

Times Square de dia, na hora do almoço!

O que fazer

Considerando à noite, quando a coisa toda ganha ainda mais vida. Sinceramente, só de ficar parado olhando as luzes e o movimento, já vale o passeio. Mas você pode aproveitar para passear pelas lojas diferentes e badaladas, como a famosa loja de brinquedos Toys ‘R’ Us, a loja da Disney, da Hershey’s, tomar uma cerveja no Hard Rock Cafe ou comer um camarão no Red Lobster ou Bubba Gump Shrimp (para ver os posts com dicas de onde comer em NYC, clica AQUI e AQUI). Mas prepare-se para uma fila de espera ou ambientes cheios de gente, ok?

Times Square - Lojas 01 times-square-lojas02

Aproveite também para assistir a um show da Broadway. Vou fazer um post explicando mais sobre isso (tá vendo como sempre tem assunto?). Mas basicamente, você pode comprar ingressos com desconto (de shows da Broadway ou não) nas bilheterias da TKTS (que ficam bem no meio da Times Square, não tem como não encontrar). Você vê quais espetáculos estão em cartaz e se tem, ou não, desconto. Os descontos chegam a 50% sobre o valor do ingresso, o que é um excelente negócio. Nós assistimos a Chicago, um dos musicais mais tradicionais e pagamos metade do preço. Mas musicais mais recentes, como Alladin, por exemplo, não tem desconto.

Times Square - TKTS

TKTS ingressos na hora com desconto para shows dentro e fora da Broadway!

Como ir

Para tudo naquela cidade, metrô. Sempre. Tem várias estações perto da Times Square, mas para saber qual a melhor para você, vai depender muito de onde estiver vindo e para onde irá depois. Não, nem todas as linhas e estações são interligadas, então você precisa saber qual a sua linha para saber qual estação pode entrar #confuso

Se qualquer forma, acho que a estação Times Square 42 St é uma boa opção porque, no pior dos casos, você segue até a Grand Central Terminal e lá consegue pegar praticamente qualquer metrô para qualquer linha e sentido. Era por lá que íamos embora sempre que estávamos na região (nosso apartamento ficava na linha 6, 103th St.).

 

Para visitar a história dos Beatles – Liverpool e NYC

Quem aí é fã de Beatles? \o/ Eu confesso que não sou nenhuma apaixonada pela banda, mas sei cantar grande parte das músicas e reconheço a importância que esses meninos tiveram para toda uma geração (e as seguintes também!). Mas, como uma apaixonada de verdade por viagens e cultura, não perderia a chance de visitar a cidade cidade onde a banda começou e conhecer um pouco mais da história dos Beatles. Afinal, já que eu estava por ali mesmo… 😉

Se você também tem curiosidade de conhecer um pouco mais sobre a trajetória deles, veja as dicas desse post  e planeje sua próxima viagem! 🙂

Quando fui para o Reino Unido em 2013 e decidi que faria um tour de trem pelas cidades mais interessantes, não tive como deixar Liverpool de fora. Primeiro, porque é a terra do Beatles, o que já traz algum tipo de curiosidade. Segundo, porque ficava no meio do caminho entre as Cotswolds e York, minha próxima cidade de parada. Então, pensei, por que não?

Confesso que a cidade de Liverpool, em si, não me chamou taaaanta atenção. De todas as 12 que eu visitei nessa viagem, seria a última na minha lista de preferências. Ela não tem nenhum grande diferencial, comparada com as outras, a não ser pelo fato de que uma das maiores bandas de todos os tempos nasceu ali. Mas ela não é nem tão grande, nem tão pequena, nem tão antiga, nem tão moderna. É muito normal, na verdade. Mas tem alguns pontos interessantes para passear, como a Liverpool Cathedral (que é gigantesca e vale super a pena entrar!), a região do porto, o centro de compras (tipo um calçadão cheio de lojas e restaurantes legais), as ruas perto da estação de trem central. Enfim. Sair perambulando pela cidade é bem bacana.

História dos Beatles - Liverpool Cathedral

Dica: nos hospedamos no Novotel, que fica relativamente perto da estação de trem central da cidade e dá para ir para todos os pontos turísticos que mencionei à pé! As instalações do hotel são excelentes e o café da manhã é muito bom! 😉

História dos Beatles - Porto de Liverpool

Mas o que mais chama atenção mesmo são as coisas relacionadas aos Beatles. Uma parada imperdível é visitar o The Beatles Story, que fica perto do porto (clique AQUI para acessar o site oficial). Trata-se de uma exposição sobre a banda com milhões de fotos, imagens, áudios, matérias de jornais e revistas, programas de televisão. TUDO o que você possa imaginar para contar a história dos Beatles, os meninos que deixaram sua marca no mundo. Dá para passar umas boas hora lá dentro e, até para mim, que não sou grande fã, foi um super passeio! Adorei! E a parte final é emocionante… “Imagine” tocando ao fundo, e um óculos igual ao de John Lennon sobre um piano. Ui! Lindo, lindo!

História dos Beatles - The Beatles Story

É também em Liverpool que fica o famoso Cavern Club, bar onde os Beatles se apresentavam no início de carreira. Fica numa região chamada Cavern Quarter, alguns quarteirões onde só se anda a pé, meio apertado, e cheio de barzinhos. Ele é meio chatinho de encontrar, e tem um com um nome muito parecido que fica bem perto do original, e precisa tomar cuidado para não entrar no lugar errado! Eu fiz isso e só fui perceber depois de um bom tempo… hahaha #abafa

Acho que vale fazer um pit-stop no Cavern Club para tomar umas cervejas e ficar apreciando o lugar – que não tem nada de mais… parece uma caverna mesmo, como o próprio nome sugere. Mas é curioso ficar lá imaginando os Beatles tocarem naquela época… Para acessar o site oficial, clique AQUI.

História dos Beatles - Cavern Club

Outro marco de Liverpool que a banda eternizou foi a famosa Abbey Road, a icônica esquina em que os quatro rapazes aparecem andando e que foi capa do disco. Eu acabei não conseguindo ir até lá, mas para quem tiver interesse, fica perto da estação de metrô St John’s Wood (Jubilee Line). De qualquer forma, tirei uma foto na “Abbey Road” dentro do The Beatles Story! Olha aí:

História dos Beatles - Abbey Road

Mas não foi só de Inglaterra e Liverpool que se fez a banda. Os EUA também fazem parte da história dos Beatles e criaram marcos não menos famosos. Em minha viagem à Nova York, aproveitei para completar a “saga” de Beatles visitando o Edifício Dakota, onde Lennon viveu seus últimos anos e foi assassinado na esquina, e o Strawberry Fields, uma singela homenagem à banda dentro do Central Park, na entrada em frente ao Dakota. Quem tiver oportunidade, dê uma passadinha por lá para conhecer e tirar umas fotos, não leva mais do que 5 minutos!

História dos Beatles - NYC

Bjos!

High Line Park – Um parque sobre trilhos em NY

Se você está planejando uma viagem a Nova York, não pode deixar de colocar o High Line Park na sua lista de locais a visitar. Devo confessar que não é nem um espetáculo à parte, tipo a vista panorâmica da Big Apple do Top of the Rock (hehehe comparação injusta, eu sei!). Mas achei a ideia super legal e acho que vale conhecer de perto.

** Para ler os demais posts sobre Nova York, clique nos links a seguir:

Onde comer em NY Parte 1 e Parte 2;

7 dicas para visitar os museus da cidade;

Como foi assistir a um jogo de basquete no Madison Square Garden;

Como funciona o Airbnb e como foi se hospedar em um apartamento alugado pelo site

Compras: Century 21 e porque não fui ao Woodbury

Top of the Rock ou Empire State Building?

O High Line Park é um projeto muito inteligente que transformou uma linha de trem suspensa desativada, ali perto do Rio Hudson, no bairro do Chelsea, em um parque. Sabe o Minhocão (a.k.a. Elevado Costa e Silva), em São Paulo? Aquele viaduto monstrengo que vai serpenteando por entre os prédios do centro velho da cidade? Agora imagina que transformassem o Minhocão em um parque? Com banquinhos, acesso a banheiro, árvores e tudo o mais? Foi isso que fizeram no High Line! #genial #adorei #inteligênciapura

High Line Park

High Line Park 2

Honestamente, eu achei brilhante. O bairro do Chelsea e região estava super desvalorizado, meio decadente até, e praticamente não era ponto de passagem de turistas (que movimentam muito dinheiro, nós bem sabemos…). E aquela linha de trem passando por entre os prédios cheia de mato e totalmente inútil, “enfeiava” ainda mais a região. Mas a ideia de transformar uma coisa abandonada em algo útil para as pessoas pessoas, mudou totalmente a cara do lugar!

Hoje, ao passar pelo parque, você vê MUITOS prédios de luxo sendo construído ao redor dele. Vários mesmo. E aqueles que já estavam lá, valorizaram pra caramba! Fora que acabou movimentando o comércio da região né, inclusive o próprio Chelsea Market, que fica ao lado de uma das escadas de acesso ao High Line.

High Line Park 3

E aí fiquei pensando aqui no nosso Brasil, né? Quanto lugar abandonado, perigoso, caindo aos pedaços a gente não tem em todas as nossas cidades. Quanto lugar poderia ser totalmente transformado em algo bonito de se ver e útil pra população. O próprio centro de São Paulo. Ou do Rio. Ou de Salvador. Tanta história, tanta riqueza cultural… E tudo jogado ao Deus dará, completamente largado. E quem sofre com tudo isso? A população, é claro. Que não tem um lugar bacana para passear, que não tem um bairro estruturado para viver e que não se beneficia com o que poderia ser (ainda mais!) arrecadado com o turismo no nosso belo país. Fico muito indignada, juro. Por isso, gostei tanto de conhecer o High Line e ver de perto que um bairro decadente e abandonado pode se transformar em uma linda atração turística e melhorar a vida de que mora no entorno. E de todo mundo. 

Enfim… Desculpa aê pelo desabafo! Hahaha Mas acho que viajar é isso mesmo… É pensar, refletir, avaliar, reavaliar, comparar e tentar buscar o melhor para a gente e onde a gente vive.

Voltando ao tema… Quer uma sugestão de roteiro para explorar a região? Comece o dia pelo Chelsea Market. Lá dentro, te vários restaurantezinhos, padariazinhas, cafezinhos e bistrôzinhos super fofos e apetitosos (mas não muito baratos, tá? Vale avisar…). É um ótimo lugar para tomar um brunch reforçado antes de iniciar a caminhada pelo parque. Nós comemos num restaurante chamado Friedman’s, super gracinha e com uma comida divina. Falei mais sobre ele e nossos pratos nesse post AQUI, onde dei todos as dicas de lugares para comer na cidade. Vale ler!

High Line Park - Chelsea Market 1

High Line Park - Chelsea Market 2

Bom, barriga cheia e o Chelsea Market devidamente explorado, é hora de seguir para o High Line Park. Saindo do mercado, você vai encontrar, ali pertinho, uma escada que dá acesso ao parque, bem o comecinho dele. Aí é só subir e sair andando. Os bancos e cadeiras são deliciosos, e vale super a pena ficar uns minutinhos sentado observando as pessoas e o lugar, principalmente em um dia de verão (eu fui no frio e fiz isso de qualquer forma!). É super diferente mesmo. Não vá esperando uma cópia do Central Park, ok? Tem outra pegada, outra vegetação, outra estrutura. Enfim. É outra coisa!

Seguindo pelo High Line até o final, você sai lá perto da B&H (na 33th com a 9th), loja gigantesca e incrível de eletrônicos e afins (eu e meu namorado compramos nossos MacBook Air lá, e o preço estava mais em conta do que na própria loja da Apple #ficaadica). Dá passar boas horas lá dentro, e se a ideia já era mesmo comprar alguns eletrônicos e apetrechos (capas para celular, cases para notebook, fones de ouvido e um infinidade de coisas), é um bom momento para aproveitar.

Saindo da B&H, se você continuar um pouco mais logo chega na 34th Street, o paraíso das compras de Nova York. É a rua que tem de tudo quanto é loja, das grandes lojas de departamento, como Zara, H&M, Forever 21, Macy’s até outras marcas mais conceituadas. Uma ótima forma de terminar o dia fazendo compras, né?

Gostaram? Alguém já foi e tem alguma recomendação? Deixa nos comments!!

“Por que Alemanha?” – por Chris Rogatto

Gente, tô super contente em anunciar mais uma novidade aqui no Blog! É com imenso prazer que inauguro, hoje, a coluna “Por que Alemanha?“, escrita por Chris Rogatto, uma amiga mais do que especial! A Chris hoje mora na Alemanha com o marido e o filho mais novo, e a Bia, sua filha mais velha, é uma amiga minha muy amada da época do colégio, que também mora na Alemanha atualmente, mas numa cidade diferente (e não me peçam para escrever os nomes das cidades… Impossível! Hahah). #beijoBia! #bonstempos

Por que Alemanha ? - Abertura

Nessa coluna, semanalmente, a Chris vai dividir com a gente uma série de fotos, fatos, histórias e curiosidades sobre a Alemanha. Tudo o que chama sua atenção. Tudo sob sua própria ótica. Rico demais isso, né?? Na verdade, a Chris já escrevia sobre o assunto apenas como um hobby pessoal, MAS, porque não unir o útil ao agradável? Temos aqui um blog que tem o objetivo de dar dicas de viagem. E temos uma pessoa que mora em outro país e adora escrever sobre as curiosidades dele. Casamento perfeito, não?

E é assim que tem início a coluna semanal “Porque Alemanha?”. Esse primeiro post é uma apresentação que a própria Chris escreveu sobre ela. Um “abre-alas”. Leiam, compartilhem e nos digam o que acharam da ideia! Dicas de conteúdo também são sempre super válidas! Eu e a Chris vamos adorar! 😉

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Por que Alemanha ?

O destino me trouxe em 2012 para a Alemanha. Aqui, além de me dedicar a família, cozinhar delícias, eu consigo fazer o que realmente gosto: viajar, estudar e conhecer profundamente este país, terra de meus antepassados.

Motivos para gostar desta terra não faltam, e alguns eu vou citando, em doses homeopáticas, toda semana.

Espero que, ao seguir semanalmente os meus pequenos relatos, com uma pincelada rápida sobre a história de cada localidade, você entenderá melhor “por que Alemanha”, e espero que possa então ter também a felicidade de conhecer este país de perto!

Venha comigo nesta viagem….

>> Por que Alemanha?

– porque aqui temos as quatro estações bem definidas, quadruplicando as possibilidades de passeios, paisagens estonteantes, experiências e fotos sem fim.

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É isso!! O “Por que Alemanha?” volta semana que vem!

E ah, não perca os outros posts com participações especiais que já rolaram por aqui:

– para ver t-o-d-a-s as dicas da minha irmã sobre intercâmbio na Austrália, visto, moradia, valores, trabalho e etc, clique AQUI.

– para ler o relato da Camila falando sobre dicas e passeios em Santiago do Chile, clique AQUI!

Bjos!!

7 dicas para visitar os museus de NY!

Tudo bem. Sei que tem muita gente que não gosta e/ou não tem paciência para conhecer museus. Acontece que tem lugares em que é obrigatório visitar um. Como no caso de Nova York, onde estive em Novembro do ano passado. Nova York tem muito museu, e obviamente, não vai dar para conhecer todos em um única viagem (arrisco a dizer que nem em uma vida inteira!), mas alguns deles são parada obrigatória para quem está turistando pela cidade.

Dos museus mais famosos de Nova York, American Museum of Natural History, Metropolitan Museum of Art (Met), Museum of Modern Art (MoMA) e Guggenheim, não fui apenas no último (que estava na minha lista) e explico porque mais pra frente. Mas, confesso que, para visitá-los, é preciso tempo, paciência, disposição e, acima de tudo, um mínimo de planejamento. Por isso, com base na minha experiência recente e no que eu já ouvi de muito amigos, resolvi reunir aqui 7 dicas para visitar os museus de NY e otimizar seu tempo e seu aproveitamento!

Obs.: para saber a programação, preços e localização dos museus de NY, clique nos link sobre o nome de cada um acima!

Obs 2.: não coloque o Memorial 9/11 como categoria museu para escrever esse post, tá? Tô falando dos museus de NY mais antigos e famosos mesmo. O memorial merece um espaço só para ele, mas com outro foco 🙂 

Vamos lá?

Museus de NY

1. Pesquise antes sobre o que se trata os museus que você gostaria de conhecer

Eu selecionei por “famosidade” mesmo, queria ir nos top of the list, sabe? Entretanto, existem museus e museus. Cada um tem um tipo de arte, de ambiente, de disposição, que pode te agradar mais ou menos. Não é vergonha nenhuma riscar um museu da sua lista porque não faz o seu estilo (mesmo que seja um dos mais famosos), mas precisamos estar sempre abertos a novas experiências quando estamos viajando, e tem certos lugares que tem que ir mesmo, não tem jeito.

Eu tinha planejado ir nos quatro museus de NY que falei acima. Mas, depois de visitar o MoMA, que é um museu de arte moderna, como o nome diz, percebi que, realmente, aquele não é meu estilo de arte. Não sei apreciar, não acho bonito, não acho legal, enfim, não curto. Meu negócio é outro. É mais história, mesmo. Coisa antiga. E isso não me faz nem melhor e nem pior do que ninguém. Nem mais ou menos culta.

Sendo assim, como vi que o Guggenheim seguia mais ou menos a mesma linha e, somado à falta de tempo para conhecer tudo o que tínhamos planejado, resolvemos tirá-lo da nossa lista de to-dos na cidade. Deixa pra uma próxima. Assim, é mais uma razão para voltar 😉

2. Prepare-se (fisica e psicologicamente) para andar

E andar muito. Muito mesmo. E ficar bastante em pé. Vá com isso pronto na sua cabeça. Quem fica com dor nas costas (como eu), está avisado. Todos os museus de NY que eu fui são enormes. Gigantescos. É quase uma mini-cidade. Por mais que você decida conhecer apenas um ou outro setor dentro de cada museu, você vai andar pra caramba (pra não dizer outra coisa!).

Museus de NY - Met

3. Evite visitar dois museus no mesmo dia

O Metropolitan, o Natural History e o Guggenheim ficam próximos uns dos outros, praticamente dentro do Central Park. Ao olhar no mapa, você pode ter a brilhante ideia de conhecer tudo num dia só e “matar” os principais museus de NY de uma vez. Genial, né? Tá, pode até ser que você curta, aguente e aproveite. Mas posso dar uma dica? Não faça isso. hehehe

Como eu já disse, nos museus de NY você anda MUITO. E cansa demais! Tem uma hora que, por mais que você esteja amando o passeio, a energia esgota, e aí você acaba não apreciando as coisas da melhor forma. Sendo assim, acho melhor equilibrar os passeios e colocar cada museu em um dia, principalmente o Metropolitan e o Natural History (que são os mais gigantescos).

4. Faça do mapa do museu o seu melhor amigo

Quando chegar, pegue o mapa do museu. Nele você vai poder entender tudo o que tem para ser visto e onde fica cada coisa (e mesmo assim, vai se perder lá dentro). Vai ser fundamental para não perder tempo rodando que nem uma barata tonta de um lugar pro outro.

5. Selecione os setores que você quer ver

A não ser que você tenha planejado passar o dia TODO dentro de um único museu, priorize somente aquilo que você mais deseja ver. O restante, dê uma breve passada. E pode ter certeza que já vai ser bastante coisa. Se você não fizer isso, seu tempo vai se esgotar, seu pique vai acabar e você não terá visto aquilo que acha mais legal. Por exemplo, no caso do American Museum Of Natural History, uma das alas mais bombadas é a dos dinossauros. E ela fica lá em cima. Então, ao invés de ficar perambulando pelo museu todo e chegar exausto nessa parte, ou pior, não dar tempo de ir, porque não priorizar e ir direto lá assim que chegar?

Quando fui ao Metropolitan, abri o mapa e vi que um dos setores do museu era sobre Egito Antigo (uma área E-N-O-R-M-E, com direito a tumbas, adereços e múmias originais!!). Eu sou louca-possuída-apaixonada por Egito Antigo. Então escolhi essa parte como prioridade, meu namorado escolheu a parte de Oriente (que ele também ama) e juntos escolhemos Grécia e Roma (que nós dois gostamos muito). E assim todo mundo saiu feliz! O museu tem muito mais partes, mas apenas demos uma passada geral nos outros setores quando eles estavam no nosso caminho, assim não saímos do planejado e vimos tudo o que queríamos. Essa lição nós aprendemos depois de visitar o Natural History… hehehe

Não tem jeito, gente. Para todo mortal que sabe que não vai ficar indo à Nova York milhões de vezes na vida, a palavra de ordem é priorizar. E isso vale para TUDO o que você for fazer na cidade. Infelizmente, não dá para ver tudo…

Museus de NY - Natural History

6. Atente-se ao tours guiados e programações especiais

No MoMA, por exemplo, estava tendo uma exposição especial do Matisse, que eu já tinha lido sobre no Blog da Julia Faria. É importante estar de olho nessas coisas para não perder a oportunidade. No balcão da recepção, pergunte por ingressos combinados com esses programas especiais. Quando fui ao museu, estava incluso no preço a visita ao Matisse, mas era preciso escolher um dos horários disponíveis (eles organizam tudo em fila e liberam uma galera por vez a cada x tempo. Fica mais organizado e todo mundo aproveita melhor).

No Metropolitan, me lembro da senhorinha na recepção nos dar um folheto com os vários tours guiados e algumas palestras que rolariam pelo museu. Me atraiu MUITO, mas não tínhamos tempo hábil…. Uma pena! Por isso, informe-se!

7. Fique de olho no preço dos ingressos

Tem horários ou dias da semana que a entrada é gratuita em alguns museus de NY. Também tem esquema de pagar o quanto quiser pelo ingresso, como no caso do Natural History, que tem o preço sugerido de US$25, mas você escolhe quanto quer pagar na bilheteria. Eu paguei esse valor. Vale cada centavo!

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É isso, gente! Espero que isso ajude quem está indo pela primeira vez para a Concret Jungle a aproveitar a visita aos museus de NY e planejar sua viagem da melhor maneira!

Posso fazer um comentário? Eu AMEI de paixão o Metropolitan e o Natural History. Juro. Foi um dos pontos altos da viagem toda. Queria morar dentro dos dois! É tanta coisa linda, incrível, fascinante que, mesmo pra quem não curte museu, tenho certeza que vai se encantar.

Quem tiver mais dicas sobre os museus de NY para compartilhar, só deixar nos comentários!

Como foi ver um jogo de basquete em Nova York!

Quem vai para Nova York, com certeza, já tem na cabeça, pelos menos, uma dúzia de atrações para ver na cidade. Os principais cartões postais da Big Apple, como Empire State Building (fiz post comparando a visita à ele e ao Top of The Rock! Clica AQUI para ler!), Estátua da Liberdade, Central Park e afins são parada obrigatória para todo e qualquer visitante de primeira viagem, fato. Mas sabe que, na minha viagem para lá em Novembro passado, eu acabei fazendo um passeio que não estava nos planos, super de última hora, que não tem nada a ver comigo e que…. eu amei???

A atividade em questão foi assistir a um jogo de basquete no Madison Square Garden. O jogo foi um clássico: New York Knicks x Washington Wizards. E com direito a Coca-Cola gigante e cachorro-quente para acompanhar. Ao melhor estilo americano. E eu recomendo fortemente que você inclua esse passeio na sua agenda!!

Jogo de basquete em Nova York

Mas aí, caro leitor, você me pergunta porque esse passeio não tem nada a ver comigo. Vamos aos fatos:

1- Eu detesto esportes coletivos. Futebol, vôlei, basquete, handball. Não curto assistir e, muito menos, jogar. Sabe aquela pessoa que era sempre a última das últimas a ser escolhida para os times de educação física na escola? Então. Era eu.

2 – Não sou muito chegada a grandes muvucas e multidões, o que é bem provável em se tratando de um estádio de basquete em plena Manhattan.

3 – Não sou fã de refrigerante. Menos ainda, de Coca-Cola. E menos, menos ainda, de copos gigantes de Coca-Cola. Pois bem.

E aí, caro leitor, você deve estar se perguntando então, porque raios eu gostei tanto de assistir ao jogo, a ponto de estar recomendando aqui no blog. Vamos aos fatos novamente:

1 – Acho que, quando estamos viajando, não devemos ter preconceitos com lugares e/ou atividades. Tudo é válido, tudo é novo, tudo faz parte da experiência. Sendo assim, no momento em que surgiu a oportunidade de assistir ao jogo, eu topei na hora, super animada!

2 – Pode falar o que for, mas a organização americana impressiona. Apesar da multidão (e você poderá comprovar pelas fotos logo abaixo), não houve muvuca, empurra-empurra, gente roubando seu lugar, nenhuma espera em fila maior do que 5 minutos (e olha que tem revista em tudo quanto é canto! Com direito a abrir as sacolas de compra e tirar tudo de dentro. Uma por uma.), nada. Simplesmente, correu tudo nos conformes. Todo mundo chega alguns minutos antes do jogo, passa pela revista, compra suas bugigangas para comer durante o jogo, se dirige aos seus lugares, senta e assiste ao jogo. No final, todo mundo levanta e vai embora. Simples, né? Não sei porque aqui no Brasil as coisas não podem ser assim também. Enfim.

Jogo de basquete em Nova York - Ingressos

3 – O estádio é enorme, super confortável e com cadeiras de couro. Hahaha. Ok, parece besteira eu comentar o fato de as cadeiras serem de couro. Mas fiquei pensando nos nossos bancos de praça de concreto e nas cadeiras de plástico dos estádios Brasil afora que vivem quebradas… Enfim. Além disso, a estrutura e limpeza do estádio são impressionantes. Cabe gente que não acaba mais naquele lugar e, em plena terça-feira de um mês comum de Novembro, estava tudo lotado. L-o-t-a-d-o!

4 – É incrível ver como o americano curte ver um jogo de basquete! Tipo a gente aqui, em relação ao futebol. Todo mundo torce, grita, canta. Mas ninguém desrespeita ninguém. Cada um na sua. Convivência pacífica. Como deve ser. Achei lindo!

5 – Achei o máximo em perceber que ir ao estádio assistir a um jogo de basquete é uma atividade super corriqueira, tranquila, que todo mundo faz e, o mais importante, que é simples de ser feita. Tem uma estação de metrô dentro do estádio (Pennsylvania Station). Qualquer pessoa, em qualquer canto da cidade, pode ir ao jogo numa boa, na maior facilidade do mundo. Pegou o metrô, desceu ali e pronto. Só entrar e curtir. Vi muita, mas muita gente de terno e gravata, pessoal que acabou de sair do trabalho e foi com os amigos ou a namorada ver o jogo. Sem dificuldades, sem se preocupar em onde parar o carro, ou com a facada que vai ser o preço do estacionamento, ou com o trânsito infinito que vai estar para chegar/sair do estádio. Sabe assim, quando você sai do trabalho e vai pegar um cineminha, bem de última hora? Tipo isso.

Jogo de basquete em Nova York - O Jogo!6 – Achei o jogo super legal! E não é só o jogo, pronto e acabou. Tem todo um espetáculo mesmo, com abertura, cheerleaders dançando, atividades interativas nos intervalos, músicas. O evento todo é muito divertido! E tem que ser, afinal, foram quase 3 horas de duração! Mas passou tão rápido! E eu gostei tanto!

7 – Sou fã do seriado Friends. Daquelas que sabe todas as falas, piadas, pausas e entonações. Sei tudo mesmo! E como ir ao Madison Square Garden era um dos passeios preferidos do Ross, Chandler e Joe, sempre tive curiosidade de ver como era. Só porque vi em Friends. Ok, me julguem!

8 – É um programa tipicamente americano. Faz parte da vida deles, dos hábitos, do que eles fazem no dia a dia. Para entrar de cabeça no clima da cidade, é a melhor atração!

jogo de basquete em Nova York - Final

E aí, caro leitor, você também deve estar se perguntando porque eu acabei vendo o jogo, sendo que, inicialmente, não tem nada a ver comigo. Bom, acontece que eu estava viajando com meu namorado, que é superfã de basquete. Ele jogava muito desde moleque e sabe tudo o que rola no esporte. É de acompanhar mesmo, sabe? Hoje, obviamente, com a correria do dia a dia, ele não está mais tão por dentro assim, mas a paixão ainda está lá, guardada. Quando decidimos que íamos para NY, a primeira coisa que ele comentou foi que queria MUITO ver um jogo de basquete ao vivo. Que seria a realização de um sonho. Ok, então!

Fomos pesquisar os preços na internet (você pode comprar os ingressos por AQUI, se preferir) e quase caímos para trás. O mais barato custava cerca de US$100 por pessoa. Meu namorado achou muito caro e que não valia a pena, (principalmente por minha causa, que nem curto e iria ter que gastar uma grana) e acabou desistindo. Conformados ficamos, então. Eis que, já em NY, perdidos pelas ruas, acabamos dando de cara no estádio. Pá! Achei o máximo vê-lo por fora, e meu namorado ficou emocionado. No letreiro de LED bem gigante acima da gente estava escrito que ia ter jogo naquela noite. Knicks x Wizards, às 7:30 p.m. Arrastei meu namorado para dentro do estádio (ele ainda estava relutante em relação aos valores) falando que íamos apenas ver se ainda tinha ingresso. Só por curiosidade. Vai que… né? Ao entramos na área da bilheteria, meu namorado foi ficando ainda mais emocionado. Entramos na fila para perguntar a disponibilidade de ingresso e os preços. Era aquilo mesmo, em torno de US$100 o lugar mais longe. Meu namorado perguntou o que dava para conseguir por US$115 (já se empolgou!). Tinha lugar melhor. Na lateral, mas mais perto. Ele ficou tentado. Eu incentivei! Falei que dava o ingresso dele de aniversário (que era uns dias depois). Depois de pensar e fazer as contas, decidimos comprar! Uhuuuu! Sacamos dinheiro no caixa eletrônico do Chase que tem ali dentro mesmo e pronto! Tickets na mão!!

E posso contar um segredinho? Meu namorado chorou quando pegou os ingressos 🙂 Fiquei tão feliz por ele!! E super ansiosa para chegar de noite e voltarmos lá para, enfim, ver o tal jogo.

Por isso, minha gente, eu recomendo MUITO assistir a um jogo no Madison Square! Vá, é divertido e diferente!! É um belo passeio!! 😉