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Depois da Austrália… Eu volteeeeeeei, e agora pra ficar!

Depois da Austrália…

Tá. Esse post está mais de 4 meses atrasado. Se você leu ESSE POST, sabe que fui passar uns tempos lá na terra dos cangurus. Morei na Austrália por quase 7 meses e voltei dia 11 de Dezembro de 2015. É, shame on me. Já voltei faz tempo e só agora to criando vergonha na cara para atualizar esse blog.

Depois-da-Austrália-Bunga-Jump-Nova-Zelândia

Sendo justa comigo mesma, não foi SÓ falta de vergonha na cara não. Estar na Austrália, viver a Austrália, trabalhar na Austrália e da Austrália, viajar dentro e fora da Austrália, aprender com a Austrália. Entender o que aconteceu DEPOIS da Austrália. Tudo isso me tomou muito tempo. E energia. Física e emocional. Em meio às tantas coisas que tive que viver, fazer e descobrir durante meus meses por lá, percebi que não dava para abraçar o mundo. E fui obrigada a escolher. Apesar de ser minha grande paixão, escolhi por deixar o blog em standby até que eu estivesse pronta para recomeçar. Afinal, infelizmente, ele não paga as minhas contas – e quando essas contas são em dólares australianos, aí é preciso valorizar a fonte de renda!

Deixa eu tentar explicar melhor. Devo ter comentado em algum lugar destas páginas que não abandonei meu emprego antes de me jogar do outro lado do planeta. Trabalho como redatora de redes sociais autônoma, presto serviço para uma agência, e assim continuei enquanto estava na Austrália. Pois é. Sorte a minha, consegui manter meu emprego normalmente – e continuo com ele depois que voltei também. \o/

Você deve imaginar a preocupação que fiquei para que tudo continuasse dando certo no trabalho. Só tinha reservas financeiras para os 2 primeiros meses de sobrevivência por lá, então continuar trabalhando era vital. Sim, eu tinha planos de arrumar um emprego lá também, mas não podia contar que seria suficiente para bancar todos os gastos, fora que eu queria muito viajar, e para pagar as contas somente com um emprego na Austrália eu teria que trabalhar muitos dias da semana. E aí, adeus viagens.

Depois-da-Austrália

Trabalho escrevendo e minha cabeça precisa estar muito focada no que estou fazendo. Acho que, tanto pela mudança de ambiente quanto pela ansiedade e expectativas quando eu estava lá, não consegui ser tão produtiva nem no meu trabalho nem no blog. Parece que surgiu uma trava, um bloqueio. Acredito que parte disse bloqueio se deu ao fato de que, quando estava em casa, eu passava quase 100% do tempo no meu quarto, já que meu roommate também trabalhava de casa e ficava o dia todo na sala/cozinha. Dormia, assistia Netflix, almoçava, jantava, tomava café da manhã, falava com meu namorado, trabalhava e escrevia para o blog. Tudo de dentro do quarto.

Acontece que o blog eu podia “pausar”. O trabalho, não. Não queria, e nem podia, dar nenhuma “mancada”, sabe? Deixar de fazer alguma coisa, escrever um texto mal feito, cometer uma gafe. Qualquer falha minha poderia ser justificada como “é, acho que não vai dar certo mesmo ela continuar trabalhando de lá” e eu ser substituída. Tive que me virar nos 30 para encontrar uma forma de fazer a minha produtividade melhorar. Fui várias vezes trabalhar na biblioteca do meu bairro (ia de bike, 5 minutos da minha casa, olha só?), e super rendeu! Então consegui sobreviver. Mas quem disse que conseguia inspiração para escrever no blog? Conforme o tempo foi passando, tive que focar 100% da minha produtividade para entregar meu trabalho, e o blog teve que ficar para trás…

Antes de vir embora, passei um mês viajando pela Nova Zelândia no esquema ônibus + hostel. Além de passar muitas horas na estrada todos os dias, ou dentro de cavernas, ou saltando de bungee jump e etc, muitos lugares são remotos e não há sinal de celular ou internet, então, não podia contar com trabalhar normalmente durante esse período. Eu já sabia que seria assim antes de sair da Austrália e me organizei ao máximo para deixar tudo o que fosse possível pronto antes de eu embarcar. Além disso, assim que voltasse da NZ, passaria mais 3 dias na Austrália, dormindo no sofá da casa da minha irmã, e também não seria possível trabalhar. Ao final, mais dois dias totalmente offline voando de volta para casa. Ou seja, mais alguns dias de inutilidade trabalhística total.

Depois-da-Austrália - Bungee Jump NZ

Mas calma, porque piora. Cheguei no Brasil na última semana útil antes das férias coletivas de final de ano da agência, ou seja, além de entregar a “programação regular” de trabalho do mês de dezembro, tivemos que deixar a primeira quinzena de janeiro pronta também. Tudo em 4 dias. E eu com aquele jet lag que você pode imagina. PENSA num ser humano que nunca trabalhou tanto, hahaha… Foi uma correria absurda, mas deu tudo certo, graças a Deus!!!

Depois de curtir o fim do ano na praia com meus pais e namorado, a ideia era voltar a trabalhar com força total em janeiro e colocar tudo em dia, o trabalho e o blog. Estava empolgadíssima para voltar à rotina, tinha altos planos (sim, aqueles famosos planos de ano novo que nunca saem do papel) para me organizar e pegar firme na labuta. Só que não.

Acredita que até hoje, em meados de abril, ainda não consegui retomar minha produtividade “pré-Austrália? Por isso que demorei tanto para reabrir o blog e escrever esse post. Ou qualquer outro (e ai… tenho TANTA coisa pra contar de lá, TANTAS dicas para dar… Me aguardem!!). Agora que passou um tempo, estou conseguindo entender o por quê dessa demora.

Depois-da-Austrália

Como eu voltei de viajem na maior correria de trabalho, bem na última semana útil do ano, e logo fui para a praia, e depois voltei e já tinha muito trabalho de novo, e de novo, e de novo, parece que não consegui absorver direito o que foi a Austrália na minha vida. Foi como se eu tivesse sido jogada em um furacão sem ter tempo de assimilar todas as mudanças que tinham acontecido comigo. E estão acontecendo.

Estou me redescobrindo. Eu mudei. E para melhor. Amadureci, passei a enxergar certas coisas de modo diferente. Adquiri outras noções de mundo. Aprendi muito mais sobre mim. Me conheci melhor. Me desafiei, mais do que eu achava que poderia. E venci, mais do que eu achava que conseguiria. Essa fase “Austrália” da minha vida – e por isso entenda-se Nova Zelândia também – foi de uma intensidade que eu jamais imaginaria. Uma loucura. Mas era isso que fui buscar.

Além dos posts sobre as dicas dos lugares que visitei (ai, quanta coisa!!), pretendo voltar aqui para falar sobre um outro lado de uma viagem, o lado que eu mais acho que vale à pena: as mudanças que acontecem com a gente. Então, me aguardem com muito conteúdo! #oremos para que minha inspiração volte a ser como antes…

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Pensando em ir para a Austrália também? Veja nossas dicas:

 

[Vídeo] Dicas para viajar para Austrália!

Oi gente!

Hoje tem mais um vídeo no ar! \o/ \o/

Como prometido, vim dar algumas dicas para viajar para Austrália: onde morar, custos, escola e mais detalhes que parecem básicos mas que ganham um importância giganteeeeeesca quando estamos nos aventurando em outro país. Está pensando em vir para a terra dos cangurus? Vem conferir!

Dicas para viajar para Austrália:

Também gravei um vídeo falando sobre com foi a primeira semana em Gold Coast. Se você ainda não viu, dá o play:

Ah, e se você está com viagem marcada para qualquer lugar, PRECISA ler o post sobre como economizar espaço na mala de viagem com embalagens à vácuo (com fotos de antes e depois!) e assistir ao vídeo onde mostro como usar! Tá aqui, ó:

É isso! Gostaram? Se inscreva no nosso canal e acompanhe as novidades em primeira mão 😉

Diário Austrália: Como foi a primeira semana!

E não é que já faz uma semana que eu cheguei aqui em Gold Coast, costa leste da Austrália? Pois é, minha gente… O tempo passa rápido demais! Tantos meses de planejamento, preparação psicológica, tantas coisas para resolver antes de viajar e, de repente, uma semana inteirinha aqui já se foi! Afe… (Ah, se você não está por dentro do que eu tô falando, clica AQUI pra ler o post onde eu explico sobre essa viagem!!)

Diário Austrália - Primeira Semana

Então resolvi fazer um vídeo para contar mais detalhadamente como foi essa primeira semana, falar sobre a viagem, a casa, escola. Essas coisas mais básicas, sabe? A adaptação, as primeiras impressões, diferenças, enfim.

Para quem não sabe, a minha irmã está morando aqui na Austrália há mais de um ano (em Gold Coast, também). Depois de 6 meses em Gold Coast, no ano passado, eu fiz uma entrevista completa com ela perguntando t-o-d-o-s os detalhes sobre a viagem, desde a tomada da decisão, passando pela agência, escolha da cidade, como tirar o visto australiano, experiência com o curso e trabalho, rotina, futuro e mais mil coisas. Tá bem completinho! Se você ou um amigo seu está pensando em vir para a Austrália, PRECISA ler os posts a seguir (é só clicar nos links, ok?):

1. A decisão / Agência / Curso de Inglês

2. Trabalho / Moradia

3. Rotina / Família / Futuro

4. Como tirar o visto australiano

Também estou preparando um outro vídeo (uia, que chiquêza!) com várias dicas pra quem está planejando passar um tempo aqui na Austrália. Dessa vez, com as minhas impressões e opiniões 🙂 Tá ficando bom o negócio!

Mas chega de lenga-lenga e aperta o play aí!

Gostaram? Deixa sua opinião/dúvidas/dicas/reclamação/etc nos comentários!

Ah, e se você está com viagem marcada, precisa assistir esse vídeo onde eu dou uma dica TOP para economizar espaço na mala! Clica AQUI e me conta se gostou!

Bjos!

Visto Australiano: documentos, cartas e passo a passo

E não, a nossa série sobre Intercâmbio na Austrália ainda não terminou (aêêêê!). O post de hoje fala de um assunto que muita gente tem dúvidas e é um pouquinho mais burocrático, mas a gente explica tudo aqui: como tirar o visto australiano de estudante. Listamos todos os documentos obrigatórios, explicamos cada etapa detalhadamente e até colocamos os modelos das cartas que precisam ser enviadas para a Embaixada (cartas de Solicitação de Visto, Suporte Financeiro e Garantia de Emprego.

Se você ainda não leu os três primeiros posts da série, onde minha irmã (que mora, estuda e trabalha em Gold Coast há 6 meses) respondeu uma série de perguntas contando tudo sobre o processo de Intercâmbio, clique nos link abaixo:

Parte 1 – A decisão / Agência / Curso de Inglês

Parte 2 – Trabalho e Moradia

Parte 3 – Rotina / Família / Futuro

Visto australiano

O primeiro passo para solicitar o visto australiano é fazer o pagamento do curso que você escolheu fazer no país. Depois disso, basta levar todos documentos (listados e explicados abaixo) para a agência. Aí, é só esperar a autorização para fazer o exame médico, realizá-lo e aguardar a aprovação do visto!

O visto que minha irmã tirou quando foi era de 7 meses. Chegando ao fim desse período, ela decidiu renová-lo para ficar mais um tempo na Austrália. O processo de renovação foi bem mais fácil e rápido, e é feito de lá mesmo, online. O que ela precisou fazer: pagar o novo curso, esperar o COE (está explicado abaixo o que é isso!), fazer o pagamento online do visto e do seguro (mesmo valor que o primeiro), e pronto!, visto australiano em mãos 🙂

Visto Australiano - documentos

1. Fazer exame médico com médico credenciado à Embaixada.

Para fazer o exame médico, é necessário receber o uma autorização para agendar o exame (chamada HAP ID), que só é enviada depois que o solicitante mandou todos os documentos necessários para tirar o visto australiano (sendo assim, essa parte é feita por último).

Esse tipo de exame deve ser feito em consultórios específicos credenciados pela Embaixada da Austrália no Brasil. Os exames são bem simples, basicamente é preciso fazer um de urina e passar por uma consulta de rotina bem simples com o médico. Depois, é preciso fazer um raio-x do tórax. Todos esses exames são automaticamente enviados para a Embaixada.

2. Formulário 157A preenchido e assinado nas páginas 14 e 23. O formulário pode ser impresso a partir da página 7.

3. Formulário 956A preenchido e assinado na página 6. O formulário pode ser impresso a partir da página 3.

Geralmente, a própria agência pode preencher esses formulários – itens 2 e 3 (que foi o caso da minha irmã, que foi pela Austrália GO). Quem não tiver agência precisar fazer essa parte sozinho.

4. COE – Confirmation Of Enrolment (comprovante de matrícula).

Como mencionado lá em cima, o primeiro passo para tirar o visto australiano é fazer o pagamento do curso. Após realizado o pagamento, a escola envia o COE, que é como se fosse um comprovante de matrícula. Esse documento é enviado pela própria agência.

5. Cópias da passagem aérea, documentos de identidade, passaporte e fotos.

6. Imposto de Renda Completo com declaração de entrega (original ou cópia autenticada. Se não declarar não precisa apresentar nada).

7. Holerites, Contra-Cheques, Pró-Labores ou RPA dos últimos 3 meses antes de dar entrada do visto (cópia autenticada).

No caso da minha irmã, meu pai foi o suporte financeiro dela, então ele que providenciou essas documentações relativas a Imposto de Renda e Holerites (itens 6 e 7).

8. Carta de Garantia de Emprego no retorno da viagem, conforme modelo abaixo (com papel timbrado, carimbado e assinatura do responsável).

Essa carta é obrigatória. É como se você dissesse à Embaixada: “OLHA, FICA TRANQUILO QUE EU VOLTO PARA O BRASIL HEIN! NÃO VOU FICAR AQUI PRA SEMPRE!”. Hahah. É uma garantia que você não vai ficar morando na Austrália eternamente.

No caso da minha irmã, ela deu essa carta para os patrões dela assinarem e foi bem tranquilo.

Modelo de Carta de Garantia de Emprego:

“Atestamos para os devidos fins que a Sra/ Srta ___________, portadora do RG __________________ e 
CPF _____________, residente à _________________ é nossa funcionária desde ___/___/___ exercendo o cargo de ______________. Sabemos de sua intenção de estudar a língua inglesa na Austrália no período de _____________ e aprovamos sua viagem, sendo que ao seu retorno estaremos dispostos a contratá-la caso haja interesse da mesma e disponibilidade para o cargo em questão.

Atenciosamente,
______________________________
Assinatura do responsável “

9. Carta de Solicitação de Visto (pode ser digitada) explicando o motivo da viagem.

Nessa carta, o solicitante precisa explicar por que quer ir para a Austrália.

Modelo de Carta de Solicitação de Visto:

“Local e data

À Embaixada da Austrália
Departamento de Imigração

Eu, ______________, portador do passaporte _____________  venho por meio deste solicitar o visto
de (Estudante ou Turista) na Austrália no período de (data de embarque até 30 dias após o término do curso).

O que pretende fazer na Austrália?
No caso de estudante: Por que esse curso será fundamental na sua carreira
profissional?
Um pouco da sua história: O que você faz? Onde trabalha? Filhos, parentes? Sua
história profissional? Seus vínculos com o Brasil?
Por que a Embaixada deve acreditar que você vai retornar? Explicações adicionais
(vínculos empregatícios, vínculos estudantis).

Atenciosamente, ______________________”

10. Certificado ou Declaração do último grau de escolaridade. Se ainda estiver cursando, apresentar o Comprovante de Matrícula ou Trancamento de Matrícula (original ou cópia autenticada).

No caso da minha irmã, ela apresentou o certificado de conclusão de curso da faculdade, já que o diploma ainda não estava pronto. Isso é uma forma da Embaixada verificar se você tem vínculos com o Brasil (ela confessa que, por já ter se formado e não estar com nenhum outro curso em andamento, ficou um pouco receosa e com medo de o visto australiano não sair rsrs. mas deu tudo certo!).

11. Para curso de 1 ano ou mais: Declaração de Antecedentes Criminais.

Isso dá para tirar na delegacia mesmo, se não me engano.

12. Tomar vacina da Febre Amarela, com no mínimo, 10 dias de antecedência ao embarque. Obrigatório apresentar a Carteira Internacional de Vacinação pela ANVISA para o embarque. “Se não tomar a vacina e/ou não respeitar esse prazo mínimo, você não entrará na Austrália.”

Nós duas já havíamos tomado essa vacina para uma viagem que fizemos em 2007. Como ela tem validade de 10 anos, minha irmã não precisou tomá-la novamente.

Visto australiano - suporte financeiro

1. Carta de Suporte Financeiro (com firma reconhecida)

Geralmente, as agências já tem um modelo. Segue exemplo abaixo:

“Local e data

À Embaixada da Austrália

Eu, XXXXXXXXXXXXX, (nacionalidade), (estado civil), (profissão), portador do R.G nº XXXXXXXXXX
e do CPF nº XXXXXXXX-, residente na (endereço completo), declaro a quem possa interessar que
meu (grau de parentesco – filho(a), neto(a) – ) ______________, portador(a) do Passaporte _________, residente no endereço _______________, terá toda e qualquer assistência financeira de despesas de qualquer natureza durante sua viagem para Austrália, no período de (data de embarque até 30 dias após o termino do curso) bem como no que se refere a pagamento de curso, passagem aérea de ida e volta, alimentação e transporte.

Sem mais,
Atenciosamente,
_______________________________________
Nome e assinatura do responsável “

2. Imposto de Renda completo com declaração de entrega (original ou cópia autenticada).

3. Holerites, Contra-Cheques, Pró-Labores ou RPA dos últimos 3 meses (cópia autenticada).

4. Extrato bancário de aplicações de resgate imediato/conta-corrente/poupança, dos 3 últimos meses, comprovando AU$ 2000,00 (dois mil dólares australianos) por mês de permanência na Austrália (originais ou cópias autenticadas).

Os itens 2, 3 e 4 foram meu pai que providenciou para minha irmã.

5. Contrato Social da empresa, em caso de empresário (cópia autenticada).

Visto Australiano - Custos

– Visto Australiano: AUD$ 535 (pagos com cartão de crédito internacional)
– Despachante: R$ 100,00
– Exame Médico: R$ 300,00
– Raio X do Tórax: R$ 80,00 (pode variar em cada estado e clínica credenciada)
– Sedex: R$ 35,00

Obs.: É importante dizer que esses valores foram os que minha irmã pagou entre o fim do ano passado e o início desse ano. Pode ser que os preços mudem. Todo o suporte, orientação e burocracias foram feitos pela agência que ela escolheu, a Austrália GO.

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Acho que ficou bem detalhado, né? Se alguém tiver alguma dúvida, é só deixar nos comentários que a gente responde!

Beijos!! 🙂

Intercâmbio na Austrália: rotina, família e futuro

E continuando essa série delícia sobre intercâmbio na Austrália, os temas abordados hoje serão dia a dia, família e futuro. Para quem chegou agora e pegou o bonde andando, eu explico: minha irmã, Vanessa, foi fazer um intercâmbio na Austrália e está lá já faz 6 meses – e ao que tudo indica, deve ficar por mais um ano e meio ainda.

Ela mora em Gold Coast, terminou o curso de inglês que fez na Bond University e trabalha como garçonete em dois restaurantes (e está fazendo um bico de faxineira em um hotel enquanto não começa seu próximo curso, de Business) para pagar as contas e juntas uma graninha.

Austrália

Eu bolei uma série de perguntas, que ela respondeu lindamente, abordando vários temas importantes e que causam muitas dúvidas em quem gostaria de fazer a mesma coisa. No primeiro post, falamos sobre a decisão de viajar, a agência que a auxiliou e o curso de inglês. No segundo, tratamos as questões moradia e trabalho, onde ela explica detalhadamente e dá algumas dicas para quem se propõe a fazer um intercâmbio.

Contexto dado, bora continuar, então?

6. O dia a dia

– Como é sua rotina?

“No momento estou de férias dos estudos. MAS, quando eu estava estudando na Bond, eu costumava ir todo dia pra aula (ia mais cedo pra ir na academia), saia umas 3pm (só a Bond tem aula das 8:30 até às 3pm, porque as outras escolas geralmente terminam na hora do almoço) e aí dependia do dia, ficava por lá ou voltava pra casa.

Mas depois q passei a trabalhar todos os dias, sempre voltava pra casa, dava uma descansada e já saía pra trabalhar. Nos finais de semana, trabalho no almoço e no jantar.

Eu escolhi trabalhar bastante… Mas mesmo assim, saí bastante no meu tempo livre sim. Pelo menos aqui em Gold Coast, é muito comum a galera se reunir e fazer um barbecue (em frente às praias tem vários espaços públicos pra fazer churrasco e reunir a galera), ir pra balada (na qual mulher entra e bebe de graça hahaha)… Mas atualmente uso todo o meu tempo livre pra descansar, fazer meus afazeres domésticos e ficar com meu namorado 🙂

Agora que estou de férias dos estudos, estou trabalhando como cleaner na parte da manhã.” 

– Seu dia a dia é bem diferente do que você tinha aqui no Brasil. Como foi o processo de adaptação nessa nova vida?

“No começo foi tudo LINDO E MARAVILHOSO. Aquela empolgação de coisa nova, cidade nova, país diferente. Depois que comecei a cair na rotina e perceber que aqui também é vida real, e q também temos dias de tédio e nada pra fazer, foi que bateu umas bads no começo. A famosa Homesick* (leia-se: pior sentimento do mundo). É difícil falar, mas tudo foi se tornando uma rotina num processo bem natural (tirando a parte da homesick, que é bem comum acontecer nos 3 primeiros meses, quando passa a fase inicial de empolgação).

Mas hoje em dia estou ótima e até renovando o visto 😉 Pelo menos pra mim, a adaptação foi bem tranquila, isso porque sempre estive ocupada, que é bom pra ocupar o tempo e a cabeça!!”

* Homesick seria tipo uma saudade imensa de casa, da família, dos amigos. Uma tristeza profunda mesmo.

– O que você gosta de fazer no seu tempo livre?

“Descansar, pois estou sempre correndo hahaha Mas Gold Coast eh uma cidade turística, então tem muita coisa pra fazer (como parques temáticos)… E claro, as praias né! Mas é que agora é inverno, então não está rolando muita praia não…”

Austrália

 

Austrália Praia

– Você vai para todos os lugares de bicicleta. É melhor comprar ou alugar? Quanto você pagou por ela?

“Comprar bike nova e alugar é caro. Geralmente, compramos bikes usadas pelos grupos do Face! Dá pra achar uma bike boa, com locker(cadeado) e capacete por menos de 100 dólares.

Estou na minha terceira bike (a primeira era emprestada; a segunda, paguei 80 dólares numa usada, que foi destruída por algum vândalo – leia-se: nunca deixe sua bike estacionada num lugar público durante a madrugada). Essa que eu tenho hoje é uma bike boa, semi usada e que comprei numa loja de bikes mesmo (que é mais caro)… Eu paguei 150, mas foi um ótimo investimento! Minha bike, minha vida!”

– Acha que compensa comprar um carro em Gold Coast?

“Comprar carro aqui é barato. Ninguém compra carro zero, é tudo caro. A galera que volta pro Brasil vai repassando, e assim por diante… Eu não tenho detalhes de valores, mas dependendo do quanto você usa o carro, vale a pena sim. Principalmente porque muitos empregos necessitam ter carro.”

– Como é o transporte público? Você costuma usar?

“Aqui em Gold é busão e trem, mas é super caro e eu não uso quase nunca. Por isso faço tudo de bike! Economizo muita grana… Mas aqui tem um esquema, não lembro ao certo, mas quando você usa mais de 9 vezes na semana, a partir da décima você anda de graça, até o final da semana (realmente não lembro detalhes, mas é algo assim).”

– Quais tipos de passeios você faz por aí? Já conheceu outras cidades?

“Muitos passeios que fiz foi com a Bond. Já fui pra Byron Bay (é tipo uma cidade, uns 30 min de carro de Gold Coast, que tem um farol e uma vista top), e tem muitas praias lindas aqui também, como Coolangata. Já fui pra um dos parques temáticos, o Sea World… Já fui no zoológico, porque TODOS TEM QUE TIRAR UMA FOTO COM O KOALA E VER KANGURU. Já conheci Brisbane, que é a cidade vizinha! Mas não fiz muitos passeios ainda porque comecei a trabalhar logo que cheguei…

7. A família

– Como é lidar com a distância da família e dos amigos?

“Falar que é fácil é mentira… Mas vai muito da pessoa né. Eu, que sou uma pessoa SUPER apegada, já me deparei várias vezes querendo voltar pro Brasil. Mas isso tudo depende muito do jogo que você faz com o seu psicológico e como você se comunica com sua família e amigos. Mas é fato que depois de um tempo, fica um pouco natural e a gente aprende a lidar.”

Austrália - Koala

– Você passou por um período chamado homesick (saudades de casa, da família, etc). Como foi isso para você? E como você superou?

“PÉSSIMO. Foi um período interminável, acho que durou por volta de um mês… Foi terrível! Mas todo aspirante a intercambista já tem que vir psicologicamente preparado pra isso, porque é NORMAL, e faz parte do processo.

O que me ajudou foi o trabalho, a distração e claro, o apoio da minha família. Minha mãe sempre fala comigo no Skype muito alegre, me incentivando o tempo todo… E isso foi o que me deu forças aqui. 

Nada como o TEMPO pra curar. a saudade não passa, mas você aprende a viver com ela.”

Austrália - Vista

– Teve algum momento em que pensou em desistir e voltar pra casa?

“Desistir, não. Mas antes de vir, sabia q meu visto era até Setembro e que queria ficar mais.

O que passou na minha cabeça foi de não renovar e voltar em 7 meses mesmo. Mas nunca desistir no meio do caminho, porque eu sabia que a homesick ia passar e o quanto eu esperei pra vir pra cá. E que, a partir do momento que eu visse meus pais, a saudade ia passar e pronto, BACK TO REALITY.

– Do que você mais sente falta do Brasil?

“De todos os detalhes que você possa imaginar. Desde os meus pais e amigos, até das roupas passadinhas que a minha mãe passava pra mim. De pequenos a grandes detalhes… Quando você fica muito tempo longe, TUDO te dá saudades.

Mas o principal, claro, é a falta da minha rotina em casa, com a minha família. Os jantares, as conversas e até as broncas pelo meu mau humor… hahaha” 

8. O futuro

– Seu visto vence em Setembro/14 e você vai renová-lo para poder ficar mais tempo. Como funciona esse processo e quanto custa a renovação?

“A primeira renovação custa 540 dólares (535 + 5, porque é feito online). A partir da segunda, seré sempre 540 + 700, ou seja, é cada vez mais caro renovar, por isso já estou renovando pra mais um ano!

O processo eh mais simples que o primeiro. Você tem que fazer o pagamento do curso, esperar a carta de oferta da escola, e aí você pode dar entrada no visto, pagando as taxas pertinentes e também, o seguro obrigatório, que é proporcional ao tempo do seu visto. O visto sai bem mais rápido e é mais fácil que a primeira vez que você vem pra Austrália.”

– Agora que o curso de inglês acabou, o que você pretende fazer?

“Vou estudar Business & Management, que é uma especie de especialização da minha área, já que sou formada em administração de empresas no Brasil.”

– Você pode ficar na Austrália sem estar estudando?

“Com o visto de estudante, não. Você SEMPRE deve estar estudando algo. Por isso muitas pessoas optam por cursos mais baratos e “várzeas”, apenas para renovar o visto.”

– O que você pretende fazer quando voltar pro Brasil? Acha que essa experiência vai te ajudar em que sentido?

“Procurar emprego hahaha. Não estou pensando na minha volta, mas com com certeza estou mais preparada, tanto pessoalmente quanto profissionalmente. A experiencia fora eh impagável. Estou um milhão de vezes mais madura e dando muito mais valor pras coisas . E claro, também estou voltando menos fresca (antes tinha nojo da minha própria louca de casa… Hoje em dia, tiro prato sujo dos outros e limpo cozinha de pessoas que nunca vi na vida).”

– Qual foi o valor gasto até agora, desde o primeiro documento que você teve que providenciar até hoje?

“Meus gastos foram aqueles que somam 16 mil reais (entre curso, hospedagem na homestay e outras taxas) + passagem aérea + valores do visto. Tudo isso, totaliza cerca de R$22 mil.”

 

Tudo sobre intercâmbio na Austrália!

Faz um pouquinho mais de 6 meses que minha irmã, Vanessa, foi fazer um intercâmbio na Austrália. Mais precisamente, na cidade de Gold Coast. Ela fez um curso de inglês durante esse período na Bond University e trabalha como garçonete em dois restaurantes. Agora que o curso acabou, ela está em processo de renovação de visto (que, a princípio, eram somente de 6 meses) e vai começar um outro curso, dessa vez de Business.

Quando ela chegou, ficou um mês morando em casa de família (que já foi pago e acordado daqui) e, depois desse período, precisava arrumar uma casa para alugar – que é onde ela mora até hoje!

Intercâmbio na AustráliaComo essa é uma experiência super diferente e que muita gente tem vontade de fazer – mas não tem a menor ideia de por onde começar, ou acha que deve ser muito complicado/caro -, resolvi criar uma série de posts com TODAS as informações necessárias para quem gostaria de seguir o mesmo caminho. E ninguém melhor para explicar direitinho como funciona, dar opiniões e recomendações do que a minha irmã, né? Alguém com conhecimento de causa e que ainda está vivendo a experiência para poder relatar t-u-d-i-n-h-o.

Formulei várias perguntas (do tipo entrevista mesmo! #phyno) que ela respondeu da maneira mais sincera e completa possível. Os temas abordados foram: “A decisão”, “A agência”, “O curso de inglês”, “Visto”, “Moradia”, “Trabalho”, “Dia a dia”, “Família” e “Futuro”.

A ideia é que isso sirva como um guia para quem tem vontade de fazer um intercâmbio na Austrália – ou em qualquer outro lugar do mundo -, estudar e/ou trabalhar fora do país, mas ainda tem muitas dúvidas a respeito. Uma mudança dessas precisa de tempo, planejamento e informações. Quanto mais você souber, melhor vai ser as escolhas que você fará!

Como são muuuitas as informações, vou separar essa primeira parte em três posts, para poder tratar de cada assunto com o máximo de detalhes possível. Se alguém tiver alguma dúvida ou informações complementares, pode deixar nos comentários, por favor! Vamos lá?

1. A decisão

– Quando e por que você decidiu passar uma temporada fora do Brasil?

“Em dezembro de 2012 eu estava me formando na faculdade… nessa época eu trabalhava há um ano como estagiária comercial e seria efetivada na empresa logo apos minha formatura. Eu estava naquela fase pensativa da vida de quando se termina mais uma etapa. Em paralelo, eu sempre tive vontade de prestar pra um processo de treinee, mas não me sentia segura com o meu inglês, que até então eu o classificava como intermediário, mas sem fluência alguma. 

Além disso, eu já tinha ficado um mês morando no Canadá quando tinha 15 anos e sempre tive vontade de fazer um intercâmbio mais longo, mas somente depois de acabar a faculdade. Então, em um dia de tédio no trabalho, a ideia me veio na cabeça: estou acabando a faculdade, eh o fim do caminho, o que eu vou fazer agora? 

E a comecei a pensar sobre o assunto… e concluí que o melhor momento para morar fora seria aquele: fim da faculdade, nada me prendia no Brasil (a não ser família e amigos, que são pra sempre), inicio da carreira.. era AQUELE momento que eu tinha pra investir na minha carreira e na minha vida pessoal.”

Intercâmbio na Austrália - Praia

– Houve um processo de pesquisa para a escolha do país/cidade ou você já tinha em mente que seria a Austrália?

“No começo, pesquisei sobre vários países.. comecei pelos EUA! Contudo, eu não estava afim de ser bancada pelo meu pai, e comecei a procurar por um país que permitisse o trabalho, a fim de me manter enquanto estivesse fora. Dentre as opções, eu tinha Austrália, Canadá e Irlanda, que permitem que com o visto de estudante, você possa trabalhar legalmente no país.

Depois de um tempo lendo sobre o assunto, comecei a ir nas agências de intercâmbio pra saber mais detalhes e também pra quantificar quanto sairia essa brincadeira. Tudo isso sem falar pra ninguém. Orcei os 3 países… mas desencanei do Canadá porque eu já tinha estado lá em 2007.

Sobre a Irlanda, eu não me senti muito animada.. Crise na Europa e tal, pensei que talvez fosse ser mais difícil conseguir emprego. Daí me restou a Austrália… que pra mim sempre foi uma coisa muito utópica, longe, cara… e não sei porque, tive um feeling, um amor à primeira vista pelo país.

Depois que decidi que seria Austrália, meu ex-chefe me indicou uma agência especializada só em Austrália, chamada Austrália GO.  Marquei uma visita e fui la conversar.

Acho que escolhi Gold Coast primeiramente por causa da Bond University. Me apaixonei logo de cara e o melhor de tudo era que o preço não era muito diferente das escolas tradicionais de inglês. Ou seja, eu iria estudar dentro de uma universidade, com uma infraestrutura PARADISÍACA, podendo usufruir de tudo (academia, piscina, library, etc etc), por uma diferença de uns 2 mil reais em relação as outras escolas. FORA a qualidade do ensino.”

– Quanto tempo levou desde a ideia inicial até a data da sua viagem?

“Desde a decisão até o dia do embarque, foram aproximadamente um ano e uns meses… Mas isso porque eu me planejei financeiramente e profissionalmente: após ser efetivada, trabalharia mais um ano na empresa para guardar dinheiro e para ter 2 anos de empresa no total. Tive a ideia em Outubro de 2012 e embarquei em Fevereiro de 2014.”

Intercâmbio na Austrália - Surfers Paradise

Intercâmbio na Austrália - Canguru

2. A agência

– Você procurou alguma agência? Qual? Você recomenda?

“Como citei anteriormente, fiz vários orçamentos, mas fui indicada para a Austrália GO, que é especializada apenas na Austrália e o melhor: possui uma agência em Gold Coast!

Com certeza indico. Além disso, estou renovando o visto com eles também!

Muita gente vai por conta própria, ate porque sai mais barato. Mas eu particularmente me senti muito mais segura fazendo tudo pela agência, até porque não manjava nada de intercâmbio!”

– Que tipo de suporte essa agência te dá? No que eles te ajudaram antes de ir e o que ainda fazem por você aí?

“Desde a primeira conversa, eles me mostraram tudo: cidade, escola, como é o processo de trabalho… Eles deram todo o suporte, do começo ao fim. Agora, estou em contato de novo porque estou renovando o visto. E nesse processo eles me mostraram as escolhas e tudo o mais.”

– Que tipo de visto é preciso ter para poder estudar e trabalhar no país?

“Então, com o visto de estudante você tem permissão de trabalhar, mas só durante 20 horas por semana, e sempre estudando (mas se você estiver de ferias, pode trabalhar quantas horas quiser).”

– Quanto custa o visto* e é válido por quanto tempo?

“Visto: 535 dólares – fui na agência e paguei com um cartão de crédito internacional

Despachante: R$100

Exame médico: R$300 

Raio-x: R$80 (nesse caso, consegui uma parcela de reembolso pelo meu tipo de convênio…)

Sedex: R$35

O visto dura o tempo de curso + 1 mês de ferias. Ou seja, paguei 6 meses de estudo e me deram um visto de 7 meses.”

* O visto tem todo um capítulo à parte com um monte de informações detalhadas. Tudo isso virá em outro post!

Intercâmbio na Austrália - Gold Coast

3. O curso de Inglês

– Você resolveu fazer um curso de inglês na Bond University. Por que escolheu essa instituição? No que ela é melhor que outras, na sua opção?

“Quando fui na Austrália GO conversar sobre o intercâmbio, lembro que o Cris me mostrou as escolas de idiomas que a agência trabalhava, dentre as cidades da Austrália. Quando ele me mostrou a Bond, me apaixonei… primeiro porque a infraestrutura é ANIMAL, uma perfeição!! Isso já chama a atenção. Outra coisa que destaca a Bond das outras escolas é que ela é uma universidade, que possui uma escola de idiomas chamada BUELI… Isso diferencia a Bond das outras “escolas normais de inglês”, porque por um custo apenas um POUCO superior do que das outras escolas, podemos usufruir de todo o campus (piscina, library, academia…)!!!

Antes de vir pra cá, eu não sabia o quão superior o ensino da Bond seria perante sobre todas as escolas. Mas desde que cheguei, sempre ouvi falarem muito bem da Bond, e que ela era diferenciada perante as outras escolas.

Não estudei nas outras escolas pra saber, mas só pela infraestrutura da Bond, a BUELI já é vencedora, na minha opinião.”

Intercâmbio na Austrália - Bond University 2

Intercâmbio na Austrália - Bond University 3

Intercâmbio na Austrália - Bond University

– Agora que o curso acabou: qual o balanço que você faz sobre o seu progresso e aprendizado da língua? Achou que valeu à pena?

“Com certeza meu inglês melhorou MUITO… Antes de vir pra cá, era muito insegura com a língua, principalmente no speaking. Fiquei com medo de chegar aqui e não entender nada, até porque diz a lenda que o inglês australiano é o mais difícil de entender.

Mas, no meu caso, me sai muito melhor do que eu esperava… Meu inglês, em 6 meses, se tornou avançado, mas isso devido ao mix do dia a dia e também dos estudos né.

É importante dizer que num intercambio há uma coisa delicada chamada ESTAGNAÇÃO. Todo estudante que chega aqui, seja qual for seu nível de inglês, vai notar uma melhora drástica na língua, mas isso porque vamos aprendendo a nos virar e a nos sentirmos mais seguros… Contudo, se você não estudar POR CONTA PRÓPRIA e pedir para ser corrigido, seu inglês estagna.

Tô falando isso porque aqui, mesmo falando errado, as pessoas te entendem e você consegue se comunicar. Por um lado isso é bom, mas por outro é ruim porque ninguém irá te corrigir. Então, se você mesmo não for atrás de aprender a falar certo, você vai continuar a falar errado pra sempre. Eu, por exemplo, peço sempre pro meu namorado e pra minha ex-hostmother me corrigirem. E quando não sei como falar algo, pergunto a eles. Se eu não fizer isso, nunca vou sair do lugar.”

– Quanto custou** o curso completo?

“Aproximadamente, uns R$12.000.”

** O tema “custo” também virá detalhado em outro post separado.

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E aí, gostaram? Bem detalhado né? Os próximos posts terão as categorias “Moradia” e “Trabalho” (que já está no ar! Clica aqui para ler!); “Dia a dia”, “Família” e “Futuro”. Além disso, como mencionei acima, vamos ter um especial só sobre o visto, explicando todos os processos, como funciona, quais os documentos exigidos e etc. Pra ninguém mais ter nenhuma dúvida!! 🙂