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Times Square: o que, quando e como visitar

Lá vem eu com mais um post sobre Nova York. Eu sei, eu sei, já falei muito sobre esse assunto… Mas posso falar? É um tema que não se esgota nunca! Poderia passar os próximos anos pensando em post sobre a Big Apple e tenho certeza que sempre teria o que falar!

E hoje resolvi falar sobre a esquina mais famosa do mundo: a Times Square. Não tem ser humano que viaje para NY e não dê uma passadinha na Times Square. Seria um pecado. Mas o que ver lá? O que tem de tão legal? Qual o melhor dia e horário para passear por lá? Acho que posso responder a algumas dúvidas com base na minha experiência. Vamos ver?

Obs.: para ver TUDO o que já falamos sobre Nova York, clica AQUI!

Times Square

Melhor dia

Tudo depende do seu objetivo. Se a ideia for ver a Times Square tal e qual vemos em filmes, com aquela multidão de gente em meio àqueles painéis enormes e brilhantes, num movimento sem fim, recomendo ir no sábado à noite. É o point. O ápice da muvuca. Pulsante. Juro, parece noite de reveillon!

Fui em pleno Outono, com a temperatura beirando uns 5ºC, e esquina mais famosa do mundo estava fervendo. Tarde da noite e as gigantes lojas de departamento bom-ban-do. Tudo piscando, multidões andando pra lá e pra cá, grupos artísticos de rua se apresentando em alguma esquina, turistas animadíssimos tirando foto de tudo (eu!), luz, brilho, agitação sem fim. É incrível!

Times Square - noite

Bombando no sábado à noite, mesmo no frio!

Mas se você quiser apreciar as coisas com mais calma, evitar a multidão, dá para ir em algum dia da semana à noite. O brilho e a grandiosidade são os mesmos, mas o movimento de gente é um pouco menor.

E durante o dia? Vale a pena visitar? Olha, eu fui lá na hora do almoço em um dia de semana e achei tudo bem parecido com a Avenida Paulista, em São Paulo. Os painéis iluminados já não tem tanta graça, é cheio de gente apressada em horário de trabalho andando pra lá e pra cá, enfim. Vida normal, sabe? Nada de especial. Mas justamente por isso, eu gostei muito de ver como é a Times Square do dia a dia. No cotidiano. Com pessoas “reais”. Vale a pena se você tiver curiosidade e estiver nas redondezas para almoçar, por exemplo.

Times Square - Dia

Times Square de dia, na hora do almoço!

O que fazer

Considerando à noite, quando a coisa toda ganha ainda mais vida. Sinceramente, só de ficar parado olhando as luzes e o movimento, já vale o passeio. Mas você pode aproveitar para passear pelas lojas diferentes e badaladas, como a famosa loja de brinquedos Toys ‘R’ Us, a loja da Disney, da Hershey’s, tomar uma cerveja no Hard Rock Cafe ou comer um camarão no Red Lobster ou Bubba Gump Shrimp (para ver os posts com dicas de onde comer em NYC, clica AQUI e AQUI). Mas prepare-se para uma fila de espera ou ambientes cheios de gente, ok?

Times Square - Lojas 01 times-square-lojas02

Aproveite também para assistir a um show da Broadway. Vou fazer um post explicando mais sobre isso (tá vendo como sempre tem assunto?). Mas basicamente, você pode comprar ingressos com desconto (de shows da Broadway ou não) nas bilheterias da TKTS (que ficam bem no meio da Times Square, não tem como não encontrar). Você vê quais espetáculos estão em cartaz e se tem, ou não, desconto. Os descontos chegam a 50% sobre o valor do ingresso, o que é um excelente negócio. Nós assistimos a Chicago, um dos musicais mais tradicionais e pagamos metade do preço. Mas musicais mais recentes, como Alladin, por exemplo, não tem desconto.

Times Square - TKTS

TKTS ingressos na hora com desconto para shows dentro e fora da Broadway!

Como ir

Para tudo naquela cidade, metrô. Sempre. Tem várias estações perto da Times Square, mas para saber qual a melhor para você, vai depender muito de onde estiver vindo e para onde irá depois. Não, nem todas as linhas e estações são interligadas, então você precisa saber qual a sua linha para saber qual estação pode entrar #confuso

Se qualquer forma, acho que a estação Times Square 42 St é uma boa opção porque, no pior dos casos, você segue até a Grand Central Terminal e lá consegue pegar praticamente qualquer metrô para qualquer linha e sentido. Era por lá que íamos embora sempre que estávamos na região (nosso apartamento ficava na linha 6, 103th St.).

 

High Line Park – Um parque sobre trilhos em NY

Se você está planejando uma viagem a Nova York, não pode deixar de colocar o High Line Park na sua lista de locais a visitar. Devo confessar que não é nem um espetáculo à parte, tipo a vista panorâmica da Big Apple do Top of the Rock (hehehe comparação injusta, eu sei!). Mas achei a ideia super legal e acho que vale conhecer de perto.

** Para ler os demais posts sobre Nova York, clique nos links a seguir:

Onde comer em NY Parte 1 e Parte 2;

7 dicas para visitar os museus da cidade;

Como foi assistir a um jogo de basquete no Madison Square Garden;

Como funciona o Airbnb e como foi se hospedar em um apartamento alugado pelo site

Compras: Century 21 e porque não fui ao Woodbury

Top of the Rock ou Empire State Building?

O High Line Park é um projeto muito inteligente que transformou uma linha de trem suspensa desativada, ali perto do Rio Hudson, no bairro do Chelsea, em um parque. Sabe o Minhocão (a.k.a. Elevado Costa e Silva), em São Paulo? Aquele viaduto monstrengo que vai serpenteando por entre os prédios do centro velho da cidade? Agora imagina que transformassem o Minhocão em um parque? Com banquinhos, acesso a banheiro, árvores e tudo o mais? Foi isso que fizeram no High Line! #genial #adorei #inteligênciapura

High Line Park

High Line Park 2

Honestamente, eu achei brilhante. O bairro do Chelsea e região estava super desvalorizado, meio decadente até, e praticamente não era ponto de passagem de turistas (que movimentam muito dinheiro, nós bem sabemos…). E aquela linha de trem passando por entre os prédios cheia de mato e totalmente inútil, “enfeiava” ainda mais a região. Mas a ideia de transformar uma coisa abandonada em algo útil para as pessoas pessoas, mudou totalmente a cara do lugar!

Hoje, ao passar pelo parque, você vê MUITOS prédios de luxo sendo construído ao redor dele. Vários mesmo. E aqueles que já estavam lá, valorizaram pra caramba! Fora que acabou movimentando o comércio da região né, inclusive o próprio Chelsea Market, que fica ao lado de uma das escadas de acesso ao High Line.

High Line Park 3

E aí fiquei pensando aqui no nosso Brasil, né? Quanto lugar abandonado, perigoso, caindo aos pedaços a gente não tem em todas as nossas cidades. Quanto lugar poderia ser totalmente transformado em algo bonito de se ver e útil pra população. O próprio centro de São Paulo. Ou do Rio. Ou de Salvador. Tanta história, tanta riqueza cultural… E tudo jogado ao Deus dará, completamente largado. E quem sofre com tudo isso? A população, é claro. Que não tem um lugar bacana para passear, que não tem um bairro estruturado para viver e que não se beneficia com o que poderia ser (ainda mais!) arrecadado com o turismo no nosso belo país. Fico muito indignada, juro. Por isso, gostei tanto de conhecer o High Line e ver de perto que um bairro decadente e abandonado pode se transformar em uma linda atração turística e melhorar a vida de que mora no entorno. E de todo mundo. 

Enfim… Desculpa aê pelo desabafo! Hahaha Mas acho que viajar é isso mesmo… É pensar, refletir, avaliar, reavaliar, comparar e tentar buscar o melhor para a gente e onde a gente vive.

Voltando ao tema… Quer uma sugestão de roteiro para explorar a região? Comece o dia pelo Chelsea Market. Lá dentro, te vários restaurantezinhos, padariazinhas, cafezinhos e bistrôzinhos super fofos e apetitosos (mas não muito baratos, tá? Vale avisar…). É um ótimo lugar para tomar um brunch reforçado antes de iniciar a caminhada pelo parque. Nós comemos num restaurante chamado Friedman’s, super gracinha e com uma comida divina. Falei mais sobre ele e nossos pratos nesse post AQUI, onde dei todos as dicas de lugares para comer na cidade. Vale ler!

High Line Park - Chelsea Market 1

High Line Park - Chelsea Market 2

Bom, barriga cheia e o Chelsea Market devidamente explorado, é hora de seguir para o High Line Park. Saindo do mercado, você vai encontrar, ali pertinho, uma escada que dá acesso ao parque, bem o comecinho dele. Aí é só subir e sair andando. Os bancos e cadeiras são deliciosos, e vale super a pena ficar uns minutinhos sentado observando as pessoas e o lugar, principalmente em um dia de verão (eu fui no frio e fiz isso de qualquer forma!). É super diferente mesmo. Não vá esperando uma cópia do Central Park, ok? Tem outra pegada, outra vegetação, outra estrutura. Enfim. É outra coisa!

Seguindo pelo High Line até o final, você sai lá perto da B&H (na 33th com a 9th), loja gigantesca e incrível de eletrônicos e afins (eu e meu namorado compramos nossos MacBook Air lá, e o preço estava mais em conta do que na própria loja da Apple #ficaadica). Dá passar boas horas lá dentro, e se a ideia já era mesmo comprar alguns eletrônicos e apetrechos (capas para celular, cases para notebook, fones de ouvido e um infinidade de coisas), é um bom momento para aproveitar.

Saindo da B&H, se você continuar um pouco mais logo chega na 34th Street, o paraíso das compras de Nova York. É a rua que tem de tudo quanto é loja, das grandes lojas de departamento, como Zara, H&M, Forever 21, Macy’s até outras marcas mais conceituadas. Uma ótima forma de terminar o dia fazendo compras, né?

Gostaram? Alguém já foi e tem alguma recomendação? Deixa nos comments!!

7 dicas para visitar os museus de NY!

Tudo bem. Sei que tem muita gente que não gosta e/ou não tem paciência para conhecer museus. Acontece que tem lugares em que é obrigatório visitar um. Como no caso de Nova York, onde estive em Novembro do ano passado. Nova York tem muito museu, e obviamente, não vai dar para conhecer todos em um única viagem (arrisco a dizer que nem em uma vida inteira!), mas alguns deles são parada obrigatória para quem está turistando pela cidade.

Dos museus mais famosos de Nova York, American Museum of Natural History, Metropolitan Museum of Art (Met), Museum of Modern Art (MoMA) e Guggenheim, não fui apenas no último (que estava na minha lista) e explico porque mais pra frente. Mas, confesso que, para visitá-los, é preciso tempo, paciência, disposição e, acima de tudo, um mínimo de planejamento. Por isso, com base na minha experiência recente e no que eu já ouvi de muito amigos, resolvi reunir aqui 7 dicas para visitar os museus de NY e otimizar seu tempo e seu aproveitamento!

Obs.: para saber a programação, preços e localização dos museus de NY, clique nos link sobre o nome de cada um acima!

Obs 2.: não coloque o Memorial 9/11 como categoria museu para escrever esse post, tá? Tô falando dos museus de NY mais antigos e famosos mesmo. O memorial merece um espaço só para ele, mas com outro foco 🙂 

Vamos lá?

Museus de NY

1. Pesquise antes sobre o que se trata os museus que você gostaria de conhecer

Eu selecionei por “famosidade” mesmo, queria ir nos top of the list, sabe? Entretanto, existem museus e museus. Cada um tem um tipo de arte, de ambiente, de disposição, que pode te agradar mais ou menos. Não é vergonha nenhuma riscar um museu da sua lista porque não faz o seu estilo (mesmo que seja um dos mais famosos), mas precisamos estar sempre abertos a novas experiências quando estamos viajando, e tem certos lugares que tem que ir mesmo, não tem jeito.

Eu tinha planejado ir nos quatro museus de NY que falei acima. Mas, depois de visitar o MoMA, que é um museu de arte moderna, como o nome diz, percebi que, realmente, aquele não é meu estilo de arte. Não sei apreciar, não acho bonito, não acho legal, enfim, não curto. Meu negócio é outro. É mais história, mesmo. Coisa antiga. E isso não me faz nem melhor e nem pior do que ninguém. Nem mais ou menos culta.

Sendo assim, como vi que o Guggenheim seguia mais ou menos a mesma linha e, somado à falta de tempo para conhecer tudo o que tínhamos planejado, resolvemos tirá-lo da nossa lista de to-dos na cidade. Deixa pra uma próxima. Assim, é mais uma razão para voltar 😉

2. Prepare-se (fisica e psicologicamente) para andar

E andar muito. Muito mesmo. E ficar bastante em pé. Vá com isso pronto na sua cabeça. Quem fica com dor nas costas (como eu), está avisado. Todos os museus de NY que eu fui são enormes. Gigantescos. É quase uma mini-cidade. Por mais que você decida conhecer apenas um ou outro setor dentro de cada museu, você vai andar pra caramba (pra não dizer outra coisa!).

Museus de NY - Met

3. Evite visitar dois museus no mesmo dia

O Metropolitan, o Natural History e o Guggenheim ficam próximos uns dos outros, praticamente dentro do Central Park. Ao olhar no mapa, você pode ter a brilhante ideia de conhecer tudo num dia só e “matar” os principais museus de NY de uma vez. Genial, né? Tá, pode até ser que você curta, aguente e aproveite. Mas posso dar uma dica? Não faça isso. hehehe

Como eu já disse, nos museus de NY você anda MUITO. E cansa demais! Tem uma hora que, por mais que você esteja amando o passeio, a energia esgota, e aí você acaba não apreciando as coisas da melhor forma. Sendo assim, acho melhor equilibrar os passeios e colocar cada museu em um dia, principalmente o Metropolitan e o Natural History (que são os mais gigantescos).

4. Faça do mapa do museu o seu melhor amigo

Quando chegar, pegue o mapa do museu. Nele você vai poder entender tudo o que tem para ser visto e onde fica cada coisa (e mesmo assim, vai se perder lá dentro). Vai ser fundamental para não perder tempo rodando que nem uma barata tonta de um lugar pro outro.

5. Selecione os setores que você quer ver

A não ser que você tenha planejado passar o dia TODO dentro de um único museu, priorize somente aquilo que você mais deseja ver. O restante, dê uma breve passada. E pode ter certeza que já vai ser bastante coisa. Se você não fizer isso, seu tempo vai se esgotar, seu pique vai acabar e você não terá visto aquilo que acha mais legal. Por exemplo, no caso do American Museum Of Natural History, uma das alas mais bombadas é a dos dinossauros. E ela fica lá em cima. Então, ao invés de ficar perambulando pelo museu todo e chegar exausto nessa parte, ou pior, não dar tempo de ir, porque não priorizar e ir direto lá assim que chegar?

Quando fui ao Metropolitan, abri o mapa e vi que um dos setores do museu era sobre Egito Antigo (uma área E-N-O-R-M-E, com direito a tumbas, adereços e múmias originais!!). Eu sou louca-possuída-apaixonada por Egito Antigo. Então escolhi essa parte como prioridade, meu namorado escolheu a parte de Oriente (que ele também ama) e juntos escolhemos Grécia e Roma (que nós dois gostamos muito). E assim todo mundo saiu feliz! O museu tem muito mais partes, mas apenas demos uma passada geral nos outros setores quando eles estavam no nosso caminho, assim não saímos do planejado e vimos tudo o que queríamos. Essa lição nós aprendemos depois de visitar o Natural History… hehehe

Não tem jeito, gente. Para todo mortal que sabe que não vai ficar indo à Nova York milhões de vezes na vida, a palavra de ordem é priorizar. E isso vale para TUDO o que você for fazer na cidade. Infelizmente, não dá para ver tudo…

Museus de NY - Natural History

6. Atente-se ao tours guiados e programações especiais

No MoMA, por exemplo, estava tendo uma exposição especial do Matisse, que eu já tinha lido sobre no Blog da Julia Faria. É importante estar de olho nessas coisas para não perder a oportunidade. No balcão da recepção, pergunte por ingressos combinados com esses programas especiais. Quando fui ao museu, estava incluso no preço a visita ao Matisse, mas era preciso escolher um dos horários disponíveis (eles organizam tudo em fila e liberam uma galera por vez a cada x tempo. Fica mais organizado e todo mundo aproveita melhor).

No Metropolitan, me lembro da senhorinha na recepção nos dar um folheto com os vários tours guiados e algumas palestras que rolariam pelo museu. Me atraiu MUITO, mas não tínhamos tempo hábil…. Uma pena! Por isso, informe-se!

7. Fique de olho no preço dos ingressos

Tem horários ou dias da semana que a entrada é gratuita em alguns museus de NY. Também tem esquema de pagar o quanto quiser pelo ingresso, como no caso do Natural History, que tem o preço sugerido de US$25, mas você escolhe quanto quer pagar na bilheteria. Eu paguei esse valor. Vale cada centavo!

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É isso, gente! Espero que isso ajude quem está indo pela primeira vez para a Concret Jungle a aproveitar a visita aos museus de NY e planejar sua viagem da melhor maneira!

Posso fazer um comentário? Eu AMEI de paixão o Metropolitan e o Natural History. Juro. Foi um dos pontos altos da viagem toda. Queria morar dentro dos dois! É tanta coisa linda, incrível, fascinante que, mesmo pra quem não curte museu, tenho certeza que vai se encantar.

Quem tiver mais dicas sobre os museus de NY para compartilhar, só deixar nos comentários!

Como foi ver um jogo de basquete em Nova York!

Quem vai para Nova York, com certeza, já tem na cabeça, pelos menos, uma dúzia de atrações para ver na cidade. Os principais cartões postais da Big Apple, como Empire State Building (fiz post comparando a visita à ele e ao Top of The Rock! Clica AQUI para ler!), Estátua da Liberdade, Central Park e afins são parada obrigatória para todo e qualquer visitante de primeira viagem, fato. Mas sabe que, na minha viagem para lá em Novembro passado, eu acabei fazendo um passeio que não estava nos planos, super de última hora, que não tem nada a ver comigo e que…. eu amei???

A atividade em questão foi assistir a um jogo de basquete no Madison Square Garden. O jogo foi um clássico: New York Knicks x Washington Wizards. E com direito a Coca-Cola gigante e cachorro-quente para acompanhar. Ao melhor estilo americano. E eu recomendo fortemente que você inclua esse passeio na sua agenda!!

Jogo de basquete em Nova York

Mas aí, caro leitor, você me pergunta porque esse passeio não tem nada a ver comigo. Vamos aos fatos:

1- Eu detesto esportes coletivos. Futebol, vôlei, basquete, handball. Não curto assistir e, muito menos, jogar. Sabe aquela pessoa que era sempre a última das últimas a ser escolhida para os times de educação física na escola? Então. Era eu.

2 – Não sou muito chegada a grandes muvucas e multidões, o que é bem provável em se tratando de um estádio de basquete em plena Manhattan.

3 – Não sou fã de refrigerante. Menos ainda, de Coca-Cola. E menos, menos ainda, de copos gigantes de Coca-Cola. Pois bem.

E aí, caro leitor, você deve estar se perguntando então, porque raios eu gostei tanto de assistir ao jogo, a ponto de estar recomendando aqui no blog. Vamos aos fatos novamente:

1 – Acho que, quando estamos viajando, não devemos ter preconceitos com lugares e/ou atividades. Tudo é válido, tudo é novo, tudo faz parte da experiência. Sendo assim, no momento em que surgiu a oportunidade de assistir ao jogo, eu topei na hora, super animada!

2 – Pode falar o que for, mas a organização americana impressiona. Apesar da multidão (e você poderá comprovar pelas fotos logo abaixo), não houve muvuca, empurra-empurra, gente roubando seu lugar, nenhuma espera em fila maior do que 5 minutos (e olha que tem revista em tudo quanto é canto! Com direito a abrir as sacolas de compra e tirar tudo de dentro. Uma por uma.), nada. Simplesmente, correu tudo nos conformes. Todo mundo chega alguns minutos antes do jogo, passa pela revista, compra suas bugigangas para comer durante o jogo, se dirige aos seus lugares, senta e assiste ao jogo. No final, todo mundo levanta e vai embora. Simples, né? Não sei porque aqui no Brasil as coisas não podem ser assim também. Enfim.

Jogo de basquete em Nova York - Ingressos

3 – O estádio é enorme, super confortável e com cadeiras de couro. Hahaha. Ok, parece besteira eu comentar o fato de as cadeiras serem de couro. Mas fiquei pensando nos nossos bancos de praça de concreto e nas cadeiras de plástico dos estádios Brasil afora que vivem quebradas… Enfim. Além disso, a estrutura e limpeza do estádio são impressionantes. Cabe gente que não acaba mais naquele lugar e, em plena terça-feira de um mês comum de Novembro, estava tudo lotado. L-o-t-a-d-o!

4 – É incrível ver como o americano curte ver um jogo de basquete! Tipo a gente aqui, em relação ao futebol. Todo mundo torce, grita, canta. Mas ninguém desrespeita ninguém. Cada um na sua. Convivência pacífica. Como deve ser. Achei lindo!

5 – Achei o máximo em perceber que ir ao estádio assistir a um jogo de basquete é uma atividade super corriqueira, tranquila, que todo mundo faz e, o mais importante, que é simples de ser feita. Tem uma estação de metrô dentro do estádio (Pennsylvania Station). Qualquer pessoa, em qualquer canto da cidade, pode ir ao jogo numa boa, na maior facilidade do mundo. Pegou o metrô, desceu ali e pronto. Só entrar e curtir. Vi muita, mas muita gente de terno e gravata, pessoal que acabou de sair do trabalho e foi com os amigos ou a namorada ver o jogo. Sem dificuldades, sem se preocupar em onde parar o carro, ou com a facada que vai ser o preço do estacionamento, ou com o trânsito infinito que vai estar para chegar/sair do estádio. Sabe assim, quando você sai do trabalho e vai pegar um cineminha, bem de última hora? Tipo isso.

Jogo de basquete em Nova York - O Jogo!6 – Achei o jogo super legal! E não é só o jogo, pronto e acabou. Tem todo um espetáculo mesmo, com abertura, cheerleaders dançando, atividades interativas nos intervalos, músicas. O evento todo é muito divertido! E tem que ser, afinal, foram quase 3 horas de duração! Mas passou tão rápido! E eu gostei tanto!

7 – Sou fã do seriado Friends. Daquelas que sabe todas as falas, piadas, pausas e entonações. Sei tudo mesmo! E como ir ao Madison Square Garden era um dos passeios preferidos do Ross, Chandler e Joe, sempre tive curiosidade de ver como era. Só porque vi em Friends. Ok, me julguem!

8 – É um programa tipicamente americano. Faz parte da vida deles, dos hábitos, do que eles fazem no dia a dia. Para entrar de cabeça no clima da cidade, é a melhor atração!

jogo de basquete em Nova York - Final

E aí, caro leitor, você também deve estar se perguntando porque eu acabei vendo o jogo, sendo que, inicialmente, não tem nada a ver comigo. Bom, acontece que eu estava viajando com meu namorado, que é superfã de basquete. Ele jogava muito desde moleque e sabe tudo o que rola no esporte. É de acompanhar mesmo, sabe? Hoje, obviamente, com a correria do dia a dia, ele não está mais tão por dentro assim, mas a paixão ainda está lá, guardada. Quando decidimos que íamos para NY, a primeira coisa que ele comentou foi que queria MUITO ver um jogo de basquete ao vivo. Que seria a realização de um sonho. Ok, então!

Fomos pesquisar os preços na internet (você pode comprar os ingressos por AQUI, se preferir) e quase caímos para trás. O mais barato custava cerca de US$100 por pessoa. Meu namorado achou muito caro e que não valia a pena, (principalmente por minha causa, que nem curto e iria ter que gastar uma grana) e acabou desistindo. Conformados ficamos, então. Eis que, já em NY, perdidos pelas ruas, acabamos dando de cara no estádio. Pá! Achei o máximo vê-lo por fora, e meu namorado ficou emocionado. No letreiro de LED bem gigante acima da gente estava escrito que ia ter jogo naquela noite. Knicks x Wizards, às 7:30 p.m. Arrastei meu namorado para dentro do estádio (ele ainda estava relutante em relação aos valores) falando que íamos apenas ver se ainda tinha ingresso. Só por curiosidade. Vai que… né? Ao entramos na área da bilheteria, meu namorado foi ficando ainda mais emocionado. Entramos na fila para perguntar a disponibilidade de ingresso e os preços. Era aquilo mesmo, em torno de US$100 o lugar mais longe. Meu namorado perguntou o que dava para conseguir por US$115 (já se empolgou!). Tinha lugar melhor. Na lateral, mas mais perto. Ele ficou tentado. Eu incentivei! Falei que dava o ingresso dele de aniversário (que era uns dias depois). Depois de pensar e fazer as contas, decidimos comprar! Uhuuuu! Sacamos dinheiro no caixa eletrônico do Chase que tem ali dentro mesmo e pronto! Tickets na mão!!

E posso contar um segredinho? Meu namorado chorou quando pegou os ingressos 🙂 Fiquei tão feliz por ele!! E super ansiosa para chegar de noite e voltarmos lá para, enfim, ver o tal jogo.

Por isso, minha gente, eu recomendo MUITO assistir a um jogo no Madison Square! Vá, é divertido e diferente!! É um belo passeio!! 😉

Onde comer em Nova York (parte II)

A Big Apple tem milhões de coisas para ver, fazer e, claro, comer. E comer bem. E muito. No post Onde comer em Nova York – Parte I, já falei sobre alguns restaurantes/barraquinhas que adorei e não poderia deixar de compartilhar por aqui. Fomos do café da manhã, passando pelo lanche da tarde, ao jantar. Tudo muito, muito gostoso. Se você ainda não leu, clica aqui!

Mas como eram muitas dicas para um post só, acabei dividindo em duas partes 🙂 Vamos às sugestões, então?

Obs.: a ordem numérica não é ordem de preferência, tá? Fui escrevendo conforme fui lembrando (e ficando com água na boca de novo!).

Onde comer em Nova York

1. Five Guys

Esse não é nenhuma novidade. Todo mundo que eu conheço que já foi pra NY ou outros lugares dos EUA, como Orlando, me recomendou. A promessa é a de que o hambúrguer é o melhor de todos. De que a batata é surreal. E fui salivando esperando uma super experiência hamburguística.

E posso falar? É tudo isso mesmo. A carne vem num ponto perfeito, macia e saborosa, que desmancha na boca. O queijo, então, nem se fala. Delícia de tudo! A batata frita é feita na hora mesmo, não é aquela congelada. Tem até um pouco de casa. E achei diferente porque ela vem num copo, ao invés de uma travessa ou algo parecido.

Comer em Nova York - Five Guys

Tem várias unidades em Manhattan, mas eu fui na que fica na 55h Street. O local é bem simples, meio lanchonete popular mesmo, sabe? E em todas as paredes tem algum prêmio que a rede ganhou como melhor hambúrguer e afins. Não é fraco, não! Hehehe

Os preços são super em conta. O hambúrguer mais barato custa US$6,89; a batata frita pequena sai por US$2,99; um refrigerante grande (refil), custa US$2,79. Dá para come bem sem gastar tanto.

Recomendo para: almoço ou jantar, principalmente se você estiver perambulando pela região do Bryant Park (36 West 48th Street), fazendo compras na B&H (316 West 34th Street), visitando o MoMa (43 W 55th Street) ou saindo de um jogo de basquete no Madison Square Gardn (343 7th Ave.)

Para ver o menu e os demais endereços na cidade, clique AQUI.

2. Red Lobster

Famosíssimo restaurante de lagosta e frutos do mar, o Red Lobster é sempre must go quando se fala em comer bem nos EUA. Confesso que fui pela primeira vez depois de tantas recomendações – e realmente é muito gostoso, mas não sei se iria de novo.

Comer em Nova York - Red Lobster

Os pratos são grandes e variados. Tem opções com lagosta, camarão, peixes, macarrão e afins. Mas o preço é bastante salgado, viu? Especialmente na unidade da Times Square (claro né… um dos pontos mais caros do país!). Pedimos dois pratos e duas bebidas (ambas refil) e a conta deu singelos US$80. É, dá uma pesada no orçamento, mas acho que vale a experiência.

Comer em Nova York - Red Lobster Pratos

Recomendo para: acho mai bacana ir no jantar. Tem mais clima. Mas vá com fome e sem pensar em economias. A unidade da Times Squase (fora dos horários de pico) é uma excelente opção para quando você for ver as luzes da esquina mais famosa do mundo.

Para visitar o site oficial e ver as demais localizações, clique AQUI.

3. Europa Café

Tem várias unidades espalhadas pela cidade. Depois de tanto ver pelas ruas, em uma manhã onde não tínhamos um lugar planejado para tomar café, decidimos entrar pra ver qual era o esquema. Diversos tipos de cafés, croissants, sanduíches, salada de frutas, iogurtes, sobremesas e afins ficam à mostra no balcão. É só pedir e comer. Mas os meus olhos brilharam, mesmo, pela foto da panqueca que eu vi no cartaz. Foi amor à primeira vista e não tive dúvidas no meu pedido (eu AMO panqueca americana com maple syrup. Sou completamente viciada!).

Comer em Nova York - Europa Café

Comi horrores e deu pra segurar até o meio da tarde! Em um outro dia, voltamos lá à noite para comer cheesecake (que também tenho uma paixão absurda) e estava delicioso. Eles também servem almoço e comida árabe. Achei o Europa Café beeeem legal, com diversas opções para qualquer horário do dia. Indico!

Recomendo para: um café da manhã tipicamente americano, tanto para comer no local quanto para levar, ou para aquele momento de fome do rio da tarde enquanto você turista pela cidade. Existem várias unidades, mas eu fui na que fica na Times Square e em uma perto do Empire State, ótima opção de café da manhã para antes/depois de subir no edifício.

Para ver todas as localizações, clique AQUI.

4. Denny’s

Esse também não é nenhuma novidade. Mas é espetacular de maravilhoso! Meu Deus, como eu comi naquele dia… Fomos tomar café da manhã antes de atravessar a Brookling Bridge (tem uma unidade do lado da ponte, de cara no metrô!) e minha próxima refeição foi o jantar às 22h.  Pedi um prato gigantesco acompanhado de um belo chocolate quente e comi tudinho (ok, confesso que deixei um teco de panqueca… e para eu ter deixado PANQUECA, é porque não aguentava mais. Mesmo.).

Comer em Nova York - Denny's Pratos

Mas eles não servem apenas café da manhã. Tem de tudo no Denny’s, também. Almoço, jantar, sobremesa. Qualquer coisa que você quiser, a qualquer horário, tem no lá. E o preço é bom, viu? Cerca de US$10 o prato giga que pedi.

Comer em Nova York - Denny's CardápioRecomendo para: um belíssimo café da manhã, almoço ou jantar em um dia que você quer comer bastante mas sem gastar os tubos. Como o Denny`s fica na região sul da ilha (150 Nassau Street), programe-se para ir lá quando for visitar a Estátua da Liberdade, Memorial 9/11, Wall Street, Charging Bull

Para acessar o site oficial e ver mais endereços, clique AQUI.

5. 5 Napkin Burger

Esse foi um daqueles lugares que a gente acha do nada em um momento de desespero de fome e frio. Jantamos no 5 Napkin Burger no dia da Brooklin Bridge, Estátua da Liberdade e World Trade Center. Foi o dia mais frio que pegamos na viagem. Eu congelei de manhã até à noite, de verdade. Saímos no Memorial 9/11 à noite na maior friaca e fomos procurar algo para comer. Como era Domingo, muito lugar estava fechado, então andamos, e andamos, e andamos por mais de 1 hora até encontrar algo que nos apetecesse (que era hambúrguer, no caso).

Comer em Nova York - 5 Napkin Burger

Demos de cara com o 5 Napkin e estava bem badaladinho para um Domingo à noite. Independente do cardápio ou do preço, eu ficaria ali mesmo, pois já estava sem condições físicas de continuar andando.

E o achado foi uma bela surpresa! Hambúrgueres deliciosos, apetitosos, saborosos. Comi quase chorando de alegria, tomando uma belo de um chá para me esquentar (não, a cerveja da foto não era minha. E sim, eu comi hambúrguer tomando chá quente, mas estava frio demais… hehehe).

O preço eu achei justo. Nenhuma bagatela, mas nada exorbitante em se tratando de comer em Nova York. Cada lanche custou cerca de US$16. Nada mal, né?

Comer em Nova York - 5 Napkin Burger Lanche

Recomendo para: almoço ou jantar. Tem um unidade perto do museu de História Natural, o que pode ser uma boa parada para aquele almoço mais demorado depois de peregrinar pelo museu. Eu fui no da 14h Street, que pode ser uma boa opção se você estiver perto da NYU ou da Union Square. Já se você estiver na região do Rockefeller Center, dá para ir na unidade da 9th Ave.

Para mais informações e localizações, clique AQUI. Pelo site, vi que tem 3 unidades em NYC, uma em Miami e outra em Boston. 

6. Friedman’s

Esse restaurantinho fica dentro do Chelsea Market e é uma graça. Devo confessar que os pratos são um tanto quanto diferentes (no meu, por exemplo, tinha batata, pão torrado, uma mistura com ovos, mais batata, champignon e sei lá mais o que e abacate), mas super deliciosos.

Mesmo o café da manhã acaba sendo uma ultra refeição, o que é muito bom pra quem está passeando e não quer ficar parando o tempo inteiro pra comer em Nova York. Achei o lugar bem legal, super diferente e com uma comida bem boa.

Comer em Nova York - Friedman`s

Recomendo para: café da manhã, almoço ou brunch bem reforçado. É uma ótima pedida para depois caminhar por todo o High Line Park, que fica pertinho do Chelsea Market.

Para visitar o site oficial, clique AQUI.

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Gostaram? Alguém já conhece algum desses lugares ou tem outras indicações de onde comer em Nova York ? Só deixar nos comentários!

Como foi alugar um apartamento em NY pelo Airbnb

Eu já contei no post “Airbnb – Alugando um apartamento em NYC!” a minha saga em busca de um lugar para me hospedar em NYC. Quando comecei a pesquisar os preços dos hotéis, quase tive um ataque cardíaco e descartei essa opção. O valor das diárias é s-u-r-r-e-a-l. Parti, então, para a busca por hostels, e os preços me assustaram da mesma forma. Acabei reservando um só para não correr o risco de ter que dormir embaixo da ponte do Brookling, mas logo comecei a pensar em outras alternativas.

Eis que me veio uma luz e me lembrei do Airbnb, uma plataforma onde pessoas do mundo inteiro cadastram suas casas, apartamentos ou apenas um quarto para alugar por uns dias para algum viajante por aí. No post “Como funciona o Airbnb”, eu expliquei detalhadamente sobre isso, as regras, segurança, pagamento e etc.

As diárias são bem mais baratas e, assim como em um hotel ou hostel, os valores variam de acordo com a localização. Apartamentos perto da Times Square, por exemplo, são mais caros. Os que ficam fora de Manhattan, são beeeem mais em conta. Aí você tem que ver o que quer.

Alugar um apartamento em NY

Depois de pesquisar várias opções, decidi por um quarto em um apartamento no East Harlem, um bairro mais afastado da muvuca – e, por isso, mais barato. Olhei todas as fotos, vi que tinha uma estação de metrô do lado, conversei com a dona do apartamento (super importante esse contato), estudei o mapa e li os comentários de quem já tinha se hospedado lá. Tudo se encaixava com o que precisávamos. E posso falar? Deu SUPER certo!

Trouxe algumas questões que mais trazem dúvidas e inseguranças na hora de alugar um apartamento em NY ou outras cidades pelo Airbnb, e acho que pode ser útil para quem está pensando na possibilidade.

>> Localização

East Harlem fica em Alugar um apartamento em NY - East HarlemManhattan, mas é um pouco longe do centro. Entretanto, como tínhamos uma estação de metrô na esquina do apartamento, a distância não atrapalhou em nada e muito menos nos impediu de fazer alguma coisa. Acho que, mais do que ficar em um bairro super central (se você não tiver orçamento para isso), o mais importante é ter fácil acesso ao metrô.

Eu olhei todos os mapas para entender onde ficavam os apartamentos que eu estava olhando. Acho bacana, pelo menos, estudar um pouco a geografia da cidade para entender onde é o point, onde ficam as principais atrações e tals, para poder escolher o bairro com consciência, já esperando o que você vai encontrar.

>> Prédio e apartamento

O edifício é bem antigo e tipicamente americano, daqueles que a gente vê nos filmes. Sabe aqueles prédios baixos e compridos, com várias entradas uma ao lado da outra? Então, daquele jeito. Não tem portaria (cada um tem a sua chave da porta da frente) e nem elevador.

Alugar um apartamento em NY - Apto

 

Alugar um apartamento em NY - Hall

O apartamento é bem pequeno. Um banheiro pequeno, uma sala/cozinha pequena e três quartos pequenos. Hehe. Duas moças já alugam dois dos quartos de forma permanente, e o outro, que nós ficamos, é alugado para a galera do Airbnb. E é bem movimentado, viu? Quando chegamos, tinha um casal saindo. No dia que fomos embora, chegou outro.

O nosso quarto era religiosamente igual às fotos. Até a cor da roupa de cama era a mesma! Estava tudo limpinho e organizado no dia que chegamos, mas ele não foi limpo nem arrumado durante nossa estadia – o que eu achei até bom, porque assim ninguém teria que entrar lá.

Alugar um apartamento em NY - quarto

Obs.: Nas minhas pesquisas pelo Airbnb, vi que alguns anfitriões cobram uma taxa de limpeza. Não sei se isso garante a limpeza durante a estadia, mas vale a pena perguntar.

À noite, o quarto era um pouco barulhento, pois passava um trem ali perto. De manhã, entrava muita claridade pela janela. Mas posso falar? Não me incomodou em nada! A gente chegava tão, mas tão cansado, que esses detalhes nem atrapalhavam. Talvez, morar em um lugar assim seja um pouco incômodo, mas para quem está viajando, tudo vale a pena!

>> Liberdade

Nós podíamos entrar e sair a hora que quiséssemos, já que tínhamos as chaves do prédio, do apartamento e do nosso quarto. Recomendo perguntar para o anfitrião, antes de fechar negócio, sobre a questão das chaves. E essa liberdade é fundamental, né? Ninguém merece você estar viajando e ter horário pra voltar pra casa. Por isso, certifique-se quanto a esse detalhe.

Também podíamos usar a cozinha e os eletrodomésticos sempre que quiséssemos, mas como comemos todos os dias fora, não foi necessário.

Já o banheiro era dividido entre todo mundo da casa, já que era um só (característica MUITO comum nos apartamentos de NY). Mas isso não foi um problema. Geralmente, levantávamos antes das meninas que moram lá, e dava para usar o banheiro tranquilamente. À noite, como chegávamos tarde, a mesma coisa. Praticamente, nem cruzávamos muito com elas pelo apê.

>> Segurança

Achei o bairro bastante seguro, tranquilo de andar mesmo tarde da noite. É claro que Nova York, apesar de mais segura, ainda assim é uma cidade grande e muito movimentada, por isso, é sempre bom ficar ligado. Mas não vimos e nem ouvimos nada de estranho pela redondeza. Ficaria novamente ali, tranquilamente.

Quanto a morar por uns dias na casa de um estranho (hahaha), também foi super tranquilo. Acho que o mais importante é ler as avaliações de quem já se hospedou lá para ter uma ideia mais real sobre as instalações, limpeza, hospitalidade, acessos, segurança e etc.

Mas no final das contas, vai na confiança mesmo. Não tem jeito. Não dá para ter certeza absoluta de que vai dar tudo certo, que todo mundo é honesto e gente boa. Mas também, não dá para entrar na paranóia e achar que mil coisas podem acontecer de errado. Na minha opinião, a gente tem que se munir de informações e procurar meios confiáveis. E se jogar.

>> A experiência

Em todos os aspectos, a experiência foi super positiva. Se recomendo? Com certeza! Se faria de novo? Sem dúvida! Além de o preço compensar, viver por uns dias numa casa de verdade em outro lugar do mundo é bastante interessante. Observar os hábitos das pessoas que moram lá, as comidas, as rotinas. Como é o banheiro, o lençol, o fogão. Tudo acaba sendo um pouco diferente, e ver isso de perto é muito legal! Conviver com outras culturas é sempre uma troca muito positiva.

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E aí, o que acharam? Ficariam na mesma casa de uma pessoa que você não conhece? Teriam coragem de alugar um apartamento em NY (ou qualquer outra cidade) pelo Airbnb? Acha que vale a experiência ou o risco é muito grande?

Bjos!!

Top of the Rock OU Empire State: Qual vale mais a pena?

Top of the Rock ou Empire State Building? O mais famoso e tradicional ponto de observação de NYC é, sem dúvida, o Empire State Building. Mas além do icônico prédio, também é possível ter uma vista panorâmica da Big Apple subindo no Top of the Rock, no Rockefeller Center – que é tão, ou mais bacana que o próprio Empire State.

Mas e aí, qual deles oferece um custo-benefício melhor? Em qual vale mais a pena apostar se você estiver sem dinheiro tempo para fazer os dois? Na minha humilde opinião (e a de alguns amigos também), é muito mais negócio subir no Top of the Rock do que no Empire State. U-hum. Verdade.

Abaixo, coloquei as minhas impressões sobre os principais aspectos dos dois edifícios, como preços, vista, organização, interatividade, os andares de observação e etc, para tentar comparar qual passeio se destaca mais em qual ponto. Vamos ver?

Top of the Rock ou Empire State

>> Preços e ingressos 

Top of the Rock:

Um único ingresso (US$29 por adulto) te dá acesso aos 3 andares de observação. Você pode passear livremente entre um e outro e ficar quanto tempo quiser.

Na bilheteria, você também pode comprar uma foto, que é feita por um fotógrafo profissional que fica lá em cima. Ele tira a sua foto e te dá um cartão. Na saída, basta apresentar o cartão no balcão de atendimento, escolher a que ficou melhor e eles enviam para o seu e-mail. Se não me engano, isso custou cerca de US$5 por pessoa…

Para visitar o site oficial do Top of the Rock, ver a tabela de preços e opões de ingressos, clique AQUI.

Empire State Building:

Existem alguns tipos de ingressos, mas basicamente, você pode subir somente até o 86º andar (US$29 por adulto), ou, também, até o 102º (US$46 por adulto). Nós compramos esse que dá direito a visitar o 102º andar, e a minha opinião é que não vale a pena, pois não existe nenhum diferencial que justifique a diferença de preço – muito pelo contrário (falo mais sobre isso no tópico abaixo).

Para visitar o site oficial do Empire State Building, ver a tabela de preços e opões de ingressos, clique AQUI.

Ambos os ingressos fazem parte do NYC Pass. Para ver os valores do passe e atrações inclusas, clique AQUI

>> Os andares de observação

Top of the Rock:

Os 3 andares de observação são abertos, sem grades ou paredes envidraçadas. Dessa forma, é possível apreciar a vista de uma forma bem mais bacana. As fotos ficam ótimas! Os 3 níveis também são bem amplos, tem lugar pra sentar, espaço para caminhar e ninguém fica apertado. Dá pra curtir o passeio com calma!

Empire State Building: 

O 86º andar é cheio de grades acima da mureta de proteção, então a vista fica um pouco prejudicada, mas nada muito grave. Como os ingressos não são controlados por horário, acaba ficando bem cheio lá em cima, o que faz com que você queira ficar menos tempo lá em cima.

Top of the Rock ou Empire State - 86 andar

Já o 102º andar é minúsculo, super apertado e inteiro fechado por janelas de vidro. Não tem graça poder apreciar a cidade de tão alto se você está enclausurado num cubículo, né? Fica todo mundo se espremendo e se revezando por um espacinho perto da janela para poder ver alguma coisa. Além disso, as fotos não ficam legais! Nós ficamos 5 minutos nesse andar e depois voltamos ao 86º…

Top of the Rock ou Empire State - 102 andar

Sinceramente, acho que ir até o 86º está de bom tamanho, mesmo porque esses 16 andares de diferença entre um e outro, àquela altura, não muda em nada a vista. Também tem a questão da fila que tem que pegar para subir ao 102º andar, pois existe apenas um único elevador que faz o trajeto entre os dois andares. Então, acaba-se perdendo um tempinho nesse deslocamento, e a vista não compensa…

>> Organização

Convenhamos que, quando americano decide fazer alguma coisa, ele faz aquilo muito bem feito. Por isso, não houve nenhum passeio que achamos bagunçado ou desorganizado. Entretanto, há alguns detalhes entre o Empire State e o Top of the Rock nesse quesito que eu achei que faz a diferença.

Top of the Rock:

Eles liberam uma quantidade x de ingressos por horário para evitar superlotação lá em cima. Nós, por exemplo, chegamos na bilheteria por volta das 17h30 e o próximo horário para subir era somente às 20h45 – 21h. E não adianta querer dar um jeitinho de subir antes. Americano é pontual. Eles não liberam nem faltando um minuto para dar o seu horário (acredite!).

O ponto negativo disso é que, às vezes, você precisa mudar seus planos de última hora, já que nem sempre vai conseguir subir no observatório no horário que você planejou. No nosso caso, a ideia era subir ao entardecer para pegar o pôr do sol, mas como só conseguimos ingressos para às 20h45, fomos fazer outros passeios e voltamos ao Top of the Rock depois. O bom é que ali perto ficam várias coisas legais, como a pista de patinação (no outono e inverno) no próprio Rockfeller Center, o MoMa, a loja da Lego, o Bryant Park, então dá para matar o tempo.

Se você faz questão de subir em algum horário específico, o ideal é que você se planeje e compre seu ingresso com antecedência.

Empire State Building:

Diferentemente do Top of the Rock, você compra os ingressos para subir na hora. O problema é que você acaba pegando uma fila muito grande e fica beeem cheio de gente lá em cima, o que acaba prejudicando um pouco o passeio. Fica um pouco cansativo perambular no meio de tanta gente, ou mesmo tirar uma foto bacana.

>> A vista

Devo confessar que as duas vistas são muito bonitas e bem parecidas, mas a do Top of the Rock ganha porque dele dá para ver o Empire State! O edifício é lindo e super icônico, e emociona vê-lo, assim, tão de pertinho e todo imponente. À noite, a vista é ainda mais bonita, pois o topo dele fica todo iluminado com as cores da bandeira americana.

Top of the Rock ou Empire State - vista do TotR

 

Top of the Rock ou Empire State - vista ESB

>> Interatividade

Top of the Rock:

O elevador toca música e o teto é tipo de uma tela LCD transparente, onde ficam passando algumas imagens e você consegue ver o poço por onde o elevador sobe. Além disso, luzes coloridas ficam iluminando o caminho. É bem legal! Confesso que dá uma mini aflição porque o elevador sobe bem rápido mesmo, e dá a impressão de que ele não vai parar a tempo e vai se esborrachar no telhado! Hahaha #atéparece

Todo o Rockfeller Center é muito interessante, tem bastante coisa rolando e eles tem um super orgulho do edifício (dá para fazer um tour pelo complexo, que deve ser bem interessante). Enquanto a gente aguarda em uma fila para pegar o elevador, uma tela de cinema fica contando a história da família Rockefeller, qual foi a sua importância, o porque da construção do edifício, enfim. É bem legal também.

Empire State Building:

Desde o andar térreo, você acompanha a história da construção do edifício por meio de imagens, textos explicativos e um áudio-guia gratuito em várias línguas (para quem quiser – e tem em português!). É muito legal ver como, quando e porque um prédio daquela imponência foi erguido, vale a pena prestar um pouquinho de atenção na história.

Top of the Rock ou Empire State - história ESB

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Acho que as principais diferenças são essas. Por isso, entre o Top of The Rock ou Empire State, eu fico com o primeiro. Alguém também acha? Ou tem uma opinião diferente? Compartilha com a gente aê!

Onde comer em NY (parte I)

Não sou nenhuma expert em gastronomia (tampouco pretendo ser). Adoro sair para comer? É claro! A-M-O uma comidinha gorda e deliciosa? Sem dúvida! Mas confesso que não sou muito antenada em quais são os restaurantes da moda ou o que é super-mega famoso em determinado lugar.

Mas quando a gente vai viajar, ter algumas cartas na manga de onde (e o que) comer pode facilitar muito a nossa vida. Saber que existe um ou outro restaurante que t-o-d-o mundo indica ou um lugarzinho bacana que vende aquele prato típico que você sempre quis provar é de grande ajuda. Por que procurar lugar pra comer em outro país é sempre uma aventura, né? Podemos nos deparar com qualquer coisa! Hahaha.

E é por isso que escrevo esse post. Para dar algumas dicas para quem está de viagem marcada para os NYC e quer aproveitar bons achados gastronômicos. Sem nenhuma pretensão, apenas quero compartilhar o que achei de mais legal e imperdível em termos “alimentícios”. E para não ficar gigantesco, dividi em dois posts. Então… Onde comer em NY? Vamos lá?

Onde comer em NY - Parte I

1. Magnolia Bakery

Tá. Clichê total. Eu sei, eu sei. Não me julguem! Mas a tal da Magnolia é realmente uma delícia. Pensa num ser humano que passou 10 horas dentro de um avião, mais 3 para se descolar do aeroporto até o apartamento e, sem ao menos trocar de roupa ou desfazer as malas, andou nada mais, nada menos do que 50 quarteirões à pé. U-hum.

E depois de toda essa peregrinação, onde chego eu? Na Magnolia! Tendo em mente que a última coisa que eu havia comido foi o café da manhã do avião (dilícia!) lá pelas 4h30 da matina, e que a essa altura já eram 11h, imagina minha euforia ao me deparar com a vitrine lotada de cheesecakes e cupcakes da badalada Magnolia? Eu era a felicidade em pessoa naquele momento.

Pedi logo um cheesecake de strawberry e um chocolate quente e fomos comer num banquinho da praça do Rockefeller Center. Hehehe.

Onde comer em NY - Magnolia Bakery

 

Onde comer em NY - Magnolia Bakery

Recomendo para: um café da manhã rápido ou aquele lanchinho no meio da tarde, quando você está morrendo de fome e procurando por alguma coisa bem gorda 😉 A unidade que eu fui  (clique aqui para ver as localizações) fica bem perto do Rockefeller Center (Avenue of the Americas x 49th St.). Uma boa pegar seu pedido pra viagem e apreciar o movimento da praça, ou enquanto você aguarda seu horário de subir no Top of The Rock! #ficaadica

2. Burger Joint

Imagina um hambúrguer apetitoso. Delicioso. Saboroso. Bem gordo mesmo. Com a carne no ponto ideal. De comer agradecendo aos céus por aquela maravilha. Imaginou? Ótimo. Agora, visualiza um lugar escondido dentro da recepção de um hotel, sem placas ou qualquer tipo de sinalização. Imagina também, um ambiente minúsculo, escuro e com as paredes todas rabiscadas. É assim o Burger Joint.

A hamburgueria fica dentro do hotel Le Parker Meridien e, de fato, não há nenhuma placa indicando absolutamente nada. Você tem que saber que existe uma hamburgueria lá dentro. Não é um lugar que você descobre passando na frente e decide entrar pra ver “qual é”, sabe?

Onde comer em NY - Burguer Joint

 

Onde comer em NY - Burguer Joint 2

Recebemos essa indicação de uma pessoa que já foi várias e várias vezes à NYC, e ela foi enfática: é o melhor hambúrguer que eu já comi na vida. Vocês não vão se arrepender. Tá bom, né! Depois de uma recomendação dessas, não poderíamos deixar de ir!

Lá dentro é realmente bem peculiar. Não se parece em nada com o hotel bacanudo onde o Burger Joint fica inserido. Na porta, tem mini cardápios em várias línguas diferentes. Você pode pegar um, marcar com uma caneta o que vai querer pedir e entregar no caixa. Isso facilita a vida do turista perdido que não consegue se comunicar direito e acelera o processo.

Onde comer em NY - Burguer Joint Cardápio

O “menu” é bem simples. Praticamente, as opções são hambúrguer, cheeseburguer ou duplo cheeseburguer; acompanhamentos e bebidas. É isso. Não tem muito o que escolher nem muita frescura. E posso falar? Às 16h de uma sexta-feira, o negócio estava bombando!

Os preços são bem bons: US$8,27 um cheeseburguer, US$3,90 a bata frita (que vem bastante!!), US$2,30 o refrigerante ou limonada. Para os níveis nova-iorquinos de valores, estava bem barato!

Onde comer em NY - Burguer Joint - hambúrguer

Recomendo para: almoço ou jantar. O Burger Joint fica nos arredores do Rockefeller Center, Top of The Rock, MoMa, St. Patrick’s Cathedral. No dia em que estiver pelas redondezas, programe-se para uma paradinha lá. Você não vai se arrepender MESMO.

 3. Dunkin’ Donuts

Ok. De novo. Sei que não é nenhum achado mágico. Clichê também, será? O fato é que o Dunkin’ Donuts nos proporcionou um café da manhã maravilho. Talvez o fato de que pegamos o pedido pra viagem e comemos sentados num banquinho dentro do Central Park, de frente para aquele lago imenso emoldurado pelos clássicos prédios de NY ao fundo tenha ajudado a causar uma boa impressão. Talvez.

Onde comer em NY - Dunkin Donuts

Existem vários Dunkin’ Donuts espalhados pela cidade. Não é difícil achar um. Nós fomos em um que fica a uma quadra do Central Park, na 730 Columbus Ave. Pedimos nossos lanchinho e voltamos para comer no parque. Que ideia genial. Juro, foi muito bacana comer no meio daquele cenário.

O cardápio tem várias opões de lanches naquelas roscas redondas, hambúrguer, diversos tipos de cafés e donuts (claro). Tudo muito saboroso! Amei!

Recomendo para: café da manhã, almoço rápido, lanche da tarde. A qualquer hora do dia, vale uma parada do Dunkin’ Donuts!

4. Wafles & Dinges (barraquinha dentro do Central Park)

Eu postei a foto do bendito wafle com nutella e morango na fanpage do blog e foi o maior sucesso! E não era pra menos… Um típico wafle americano comprado em um dos mais famosos cartões postais da Big Apple. Como se não bastasse, foi um dos melhores wafles que já comi na minha vida. Sem exageros!

Onde comer em NY - Wafle

wafle com uma cobertura custa US$6. Como eu pedi duas (espertchénha!), custou US$7. E tem muitas opções gostosas… Chocolate, banana, doce de leite, etc… Hum…. 🙂

Onde comer em NY - Wafle

Ai gente… olha isso…

Recomendo para: qualquer hora, momento ou ocasião. Se você encontrar essa barraquinha por aí, pare e coma um wafle.

5. Hot Dog de rua

E na onda das barraquinhas, vamos a um clássico americano: o bom e velho hot dog de rua! As barraquinha estão em toda a parte – e não tem erro, elas são padronizadas, iguaizinhas. O dog não tem nada de especial e nem muitas opções: trata-se de pão, salsicha e mostra/ketchup se quiser. Pronto. Perfeito, não? Americano é mesmo muito prático!

Onde comer em NY - hot dog

Além dos hot dogs, essas barraquinha também vendem lanches (se você estiver com muita fome, aposte no Philly Cheese Steak, um sanduíche bem recheado com carne e afins), pretzels, churros e bebidas, como água, chás gelados e sucos de garrafinha.

O preço do hot dog varia… Achamos entre US$1 e US$3. Já o Philly Cheese Steak custou US$7. Veja as fotos abaixo com alguns dos valores:

Onde comer em NY - preços barraquinha

Recomendo para: um almoço rápido ou como salvador da pátria para aquele momento do dia que você está morrendo de fome!

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Ufa! Gostaram da seleção? Aguardem porque tem mais!

Compras em NY: sobre a Century 21 (e porque não fui no Woodbury)

São tantas as coisas que eu quero escrever sobre NYC… Afe! Vai dar assunto até ano que vem! Mas resolvi começar por um tema que todo mundo gosta – especialmente quando se trata de EUA: compras em NY! Não tem um ser humano que não se anime em levar pelo menos um par de meias pra casa quando se depara com os preços americanos nas etiquetas, não é?

Compras em NY

Quando contei para alguns amigos que passaria uma semana em NYC, t-o-d-o-s me recomendaram fazer uma visitinha na Century 21 (loja giga onde eu encontraria de tudo e mais um pouco a preços de outlet) e no Woodbury Premium Outlet (que fica fora da cidade, na verdade, mas que é gigantesco e tudo custa uma pechincha, como todo bom e velho outlet americano).

Vou confessar que não tinha ouvido falar em nenhum deles até então (shame on me), mas me animei com a possibilidade de poder fazer boas comprinhas. Por mais que não fosse esse o foco da viagem, umas coisinhas novas nunca faz mal a ninguém, não é mesmo? 😉 #mulheres #consumismopuro Mas na hora de finalizar o roteiro de fato, acabei optando por deixar o outlet de fora. Sim. Mas antes de ser apedrejada em praça pública, deixe-me explicar.

Ir até o Woodbury envolvia 3 fatores importantes a ser considerados. Primeiro: é longe e perde-se um bom tempo entre ida e volta. Segundo: como é muito grande e com uma infinidade de lojas, para valer a pena, lá se vai quase que um dia todo. Terceiro: achei caro o transporte até lá (tem um ônibus que custa US$42 por pessoa (ida + volta)).

Compras em NY - Woodbury

O fato é que o meu objetivo era conhecer o máximo de NYC possível. Ver tudo o que eu queria e mais um pouco. E ir até o outlet significaria “perder” praticamente um dia inteiro na cidade. E vamos combinar que um dia em NYC custa caaaaaaro! Eu tinha 6 dias e meio para curtir e queria aproveitá-los da melhor forma possível – e isso significava conhecer todos os pontos turísticos, descobrir novos lugares e andar, andar e andar.

Todo mundo diz que comprar no Woodbury vale muito a pena. E deve valer mesmo. Portanto, se você quiser renovar o guarda-roupas e comprar loucamente, sugiro que você vá. Mas se a ideia não é se acabar de comprar, as lojas de departamento que você encontra em cada esquina vão servir perfeitamente. Vou confessar que não achei os preços aquela pechincha toda – muitas vezes, achei os valores bem parecidos com o que temos na C&A e Renner, por exemplo, sabe? Mas conseguir encontrar muitas coisas boas e baratas na Forever 21. Achei jaqueta por US$35, ankle boot por US$28, sutiã sem costura por US$6, top de ginástica por US$10, blusinha por US$10 e afins. Ah, inclusive, estou escrevendo esse texto usando uma calça jeans lindinha que comprei na loja pela bagatela de incríveis US$7. Sim, SETE DÓLARES. #alegrias #felicidadequeodinheirocomprasim 

Sinceramente? Na minha modestíssima opinião, se é para se acabar em compras, é mais barato planejar uma viagem para Miami e Orlando e se resolver nos vários outlets de lá. Tudo mais fácil, mais em conta e mais perto. Acredito que, numa cidade tão cheia de coisas para ver e fazer o tempo todo como NYC, cada minuto é crucial e acho um desperdício ficar enfiado em loja o dia todo. Mas essa é só a minha opinião, por isso estou expondo os fatos aqui para cada um decidir de acordo com as suas prioridades 😉

E o que eu achei da Century 21? Bom, o fato é que descobri o seguinte. Se a sua ideia é encontrar preços bem do baratex e comprar uma infinidade de coisas, a Century 21 NÃO É o seu lugar. Mas, se você está querendo marca, aí sim, a Century 21 É o seu lugar.

Compras em NY - Century 21

De fato, a loja é enorme e conta com vários andares: moda feminina, masculina, bolsas, sapatos, maquiagem e beleza, óculos de sol, relógios. Tem MUITA coisa. Mesmo. Calvin Klein e Michael Kors foram as marcas de roupa que mais vi por lá – a preços de chorar de emoção. Todas as etiquetas vem mostrando o preço original daquela peça e o preço da Century 21. A diferença é absurda! E mais ainda quando você encontra etiquetas com 25, 50% de desconto SOBRE O PREÇO DA CENTURY 21. Realmente, é um excelente negócio para quem procura marca. O mesmo acontece com a famosa e gigantesca Macy’s. Marcas incríveis a preços mais incríveis ainda.

Eu mesma comprei uma jaqueta de couro preta forrada com uma lã grossa por dentro por US$39. Achei bem bom e que valia a pena. Também arrematei uma bolsa linda-maravilhosa-sonho-de-consumo da Steve Maden por US$35. Yay! No mais, nada ali me chamou a atenção.

Compras em NY - Century 21

Eu fui na unidade perto do Lincoln Center e a na que fica no caminho para a Estátua de Liberdade, ao sul da ilha (para ver todos os endereços, clique AQUI). Confesso que gostei bem mais da segunda. Achei a seleção e disposição dos produtos melhor. Fora que a parte de cosméticos estava uma maravilha. Os preços eram iguais ao da Sephora, e acabei pegando umas coisinhas que não tinha comprar antes. O melhor? Ganhei uma necessaire LINDA com brindes da Clinique, pois todas as compras na marca acima de US$27 te davam direito a levar o mimo pra casa. E vieram coisas bem legais, viu? Nada aqueles brindes meia-tigela. Fiquei bem feliz! Hahaha

Bom, sobre compras em NY, o resumo é esse: se você quer comprar o mundo a preços de banana, vá ao Woodbury. Se não, entre nas várias lojas de departamento gigantes espelhadas pela cidade e vá procurando que você encontra ótimos preços. E se você quer comprar marca, vá na Century 21 e na Macy’s, que é GIGANTESCA (o andar térreo é um sonho… bolsas e perfumes de dezena de marca diferentes…).

Alguém aí tem opiniões diferentes e dicas pra dar? Fiquem à vontade nos comentários! 😉