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Stonehenge, Salisbury e Old Sarum, na Inglaterra!

Stonehenge é um lugar bastante curioso. Trata-se de um círculo de pedras construído cerca de 5.000 anos atrás, pedras essas que chegam a ter 5 metros de altura e pesar 50 toneladas. Fica numa região próxima à cidade de Salisbury, na Inglaterra, e é um dos locais mais visitados do país. Afinal, não existe no mundo nada parecido com Stonehenge.

E para que serve? Quem construiu? Isso, ninguém sabe ao certo dizer. Estudiosos apontam que, provavelmente, essa construção tenha sido feita para fins astronômicos, religiosos ou até mágicos. Um dos detalhes que torna a atração famosa é o fato de que, no solstício de verão do Hemisfério Norte, o Sol fica exatamente alinhado com a pedra principal e é um espetáculo muito bonito de se ver.

Stonehenge

Eu visitei Stonehenge na minha viagem ao Reino Unido e foi super interessante de conhecer! Por ser perto de Londres, dá para fazer um bate-e-volta tranquilamente. Para quem for de carro, o trajeto leva 2 horas. Se você for de trem (como eu!), precisa descer em Salisbury e pegar um ônibus específico para Stonehenge. Ambos os trajetos são fáceis e super tranquilos. No total, contando trem + ônibus, deve dar cerca de 2h30.

Quando estávamos no trem sentido Salisbury, o mocinho que passa verificando os bilhetes e passes de trem dos usuários nos perguntou se estávamos indo visitar Stonehenge. Ele nos deu um folheto explicativo do lugar, algumas boas informações e já pudemos comprar o ticket do ônibus ali mesmo.

Stonehenge - Mapa

Ao descer na estação de Salisbury, é só perguntar onde fica o tal ônibus. E não tinha como não achar: ele estava bem na saída da estação e era todo pintado e escrito STONEHENGE em letras enormes! Hahaha não tinha como não ver!

O trajeto de ônibus dura pouco mais de 1 hora. No caminho, dá para descer em alguns pontos turísticos e depois pegar o próximo ônibus para Stonehenge que passar. Na ida, resolvemos não parar em lugar nenhum, pois preferimos não arriscar nos perder e acabar demorando muito para chegar no nosso destino.

Stonehenge - Visitando

Stonehenge - Vista de longeQuando se chega em Stonehenge, tem uma lojinha (claaaro), banheiro e áudio-guias que você pode pegar na sua língua. Tudo bem organizado e limpinho, mas cheio de gente, mesmo com o tempo horrível. Estava bastaaaante frio e garoando. Em termos de sensação de congelamento, esse dia se equiparou ao do Lago Ness (que eu contei aqui!). Sendo asism, dependendo da época que você for, leve blusa! E cachecol! E luvas! Hahaha

O círculo de pedras, propriamente dito, é bem cuidado e tem uma cerca de proteção envolta, de onde não é possível passar. Dá para rodear por toda a construção e olhar todos os detalhes. Mas o passeio em si é bem rápido, afinal, é aquilo que tem para ver. 20 ou 30 minutos são suficientes para apreciar a obra e tirar todas as fotos possíveis!

Pegamos o ônibus de volta e decidimos descer no meio do caminho para ver o Old Sarum, que são as ruínas de um antigo castelo. Como todo bom e velho castelo, esse também fica no alto de uma colina, então é preciso subir por umas trilhas até chegar na entrada. Mas o visual de lá de cima compensa: gramados imensos, a perder de vista, e a cidade de Salisbury ao fundo, bem pequena. É LINDO!

Tem uma lojinha de doces artesanais e outras coisinhas do tipo logo na entrada, onde você compra um “ingresso” para visitar as ruínas – que, na verdade, é mais como se fosse uma ajuda de custo, pois custa cerca de 2 libras.

Stonehenge - Old Sarum

Stonehenge - Old Sarum por dentro

Stonehenge - Ruínas de Old Sarum

E posso falar que a-d-o-r-e-i??? Todos os prováveis ambientes do castelo estão demarcados: sala, quartos, capela. Também há placas contando um pouco sobre a história do castelo, dos reis que por ali passaram e como começou a cidade que acabou surgindo em volta, Salisbury. Fiquei até emocionada, sabia? Acho bonito como os ingleses fazem questão de preservar sua História e mostrá-la pro mundo… #sentimentalismos

Acho que vale super a pena para no Old Sarum. É um passeio super diferente e bem curioso!! Saindo de lá, pegamos o ônibus de volta para Salisbury, almoçamos e passeamos na cidade. Não há muito o que ver por lá, mas ela é tão bonitinha que recomendo sair andando sem rumo até cansar. Aí, é só pegar o trem de volta pra Londres e pronto!

Stonehenge - Salisbury stonehenge-salisbury-2 stonehenge-salisbury-3

 

+ Mais sobre o Reino Unido:

– Para mais informações sobre Stonehenge e reserva antecipada de tickets, clique aqui.

– Dicas de roteiro em Londres, clique aqui.

– Castelo de Windsor, clique aqui

Stratford-upon-Avon, Cotswolds, clique aqui.

– Lago Ness, Escócia, clique aqui.

*Fotos: arquivo pessoal

As melhores cidades da Inglaterra!

Eu simplesmente AMEI conhecer cada cidadezinha que passei pela minha viagem ao Reino Unido no ano passado. E quando me perguntam qual foi a que mais gostei, penso qual o aspecto que teve um maior destaque para mim e me fizesse escolher apenas uma delas, dentre as 12 que visitei. Sim, porque podemos gostar de um lugar por vários motivos. Pode ser pelas suas belezas naturais. Ou pela grandeza e organização. Ou pela segurança. Ou pela diversidade cultural. Ou porque tem gente bonita! São infinitos fatores e diferentes pontos de vista. Além disso, tem a questão da química…

Tem lugar que rola uma identificação instantânea e a gente sente que pertence àquele local. Outros, por mais incríveis que sejam, não bate aquele click, sabe? A gente até gosta e tals, mas não a ponto de pensar “meus-Deus-do-céu-que-lugar-sensacional-to-mudando-pra-cá-agora!”. Né não? hahaha Sendo assim, não consigo escolher apenas uma preferida. Mas sim, duas. Vale, né? #malandrinha 

Elegi Bath e Oxford como as melhores cidades da Inglaterra, na minha humilde opinião! Também estive na Escócia, no País de Gales e na Irlanda, mas conheci uma ou duas cidades em cada país, no máximo. Então não vale colocar todo o mundo no mesmo balaio. Acho que sobre a Inglaterra eu tenho mais propriedade pra escolher! E, dentro do que vi, esses foram os lugares que mais balançaram meu coração <3

Vamos às apresentações formais! 

BATH

Bath foi uma das cidades mais lindinhas que já vi na vida. Me apaixonei assim que descemos da estação de trem e fomos recebidas por um guardinha muito gato simpático nos oferecendo o mapa da cidade e perguntando se precisávamos de ajuda. Perguntei se ele sabia onde ficava o endereço do meu hotel e, com muita eficiência e educação, me explicou como chegar lá. Pronto, foi amor à primeira vista. Pela cidade, claro =P rsrs

Bath - Hotel

Bath - Royal CrescentÉ um lugar que quase ninguém conhece e que descobri nas minhas mil pesquisas por essa internet afora. O que mais me brilhou os olhos foi o fato de ela preservar a grande influência romana que se apoderou do país durante a expansão do Império Romano. Cada ruela, cada casinha, casa canto. A cidade inteira se parece com um cenário de filme da Roma antiga. É bem pequena, acolhedora, tranquila e muitíssimo bem conservada (o que não é nenhuma novidade em se tratando de Inglaterra). É muito gostoso se embrenhar por entre as esquinas e ir andando sem destino. Você pode dar de cara com um jardim botânico incrível ou com uma catedral enorme bem no meio da praça 😉

Bath - Bothanic Garden

Bath - Roman BathsEm termos turísticos, acho que a cidade tem dois pontos altos. As Termas Romanas, local construído para os famosos banhos públicos (oi? rsrs) e muito frequentado antigamente – é enorme e muito interessante. E um tanto quanto esquisito e assustador. rsrs Vale muito a visita e dá para aprender bastante sobre os costumes na época do Império Romano. Eu, que AMO história, me acabei lá dentro! E o Royal Crescente, uma série de casinhas construídas coladas uma à outra em formato de semi-círculo. De frente para um gramado gigante. Lindo, lindo, lindo! Rende ótimas fotos!

E acho que foi justamente esse clima antigo, acolhedor, histórico que fez Bath ficar para sempre no meu coração.

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OXFORD

A outra cidade que também fez meus olhos brilharem e querer arrumar qualquer desculpa para poder voltar com mais tempo foi Oxford. Sim, a da famosa e renomada universidade. Que lugar encantador! A cidade respira conhecimento. Estudo. Curiosidade. Tradição. Os Colleges (que são os campi pertencentes à Oxford University) ficam espalhados pela cidade e alguns são abertos para visitação. É magnífico! Vale muito à pena conhecer, sem dúvida. Tem jardins belíssimos, gramados enormes e bem cuidados. Os prédios são super antigos, clássicos e bem conservados. É uma verdadeira inspiração! Dá até para visitar os refeitórios, que são um espetáculo à parte. Só tem que ficar atento aos horários de abertura ao público, pois geralmente fecham na hora do almoço e jantar dos estudantes. 

A título de curiosidade, vale saber que o refeitório que aparece nos filmes de “Harry Potter” foi baseado no do Christ Church College, o mais famoso College da universidade. É de pirar o cabeção!!

Oxford - Refeitório

 

Oxford - Jardim CollegeApesar de ser dominada por jovens, a cidade não tem aquele agito e bagunça que imaginamos. Todo o mundo anda de bicicleta na mais perfeita ordem e paz. Tem simpáticos restaurantes, igrejas e lojinhas pela cidade toda. Dá para ficar andando por horas e horas e se perder na arquitetura antiga de cada cantinho. E isso foi o que mais gostei. Esse ar cult mas não boring. Gente do mundo inteiro em busca de conhecimento. Querendo aprender.Todos convivendo na mais perfeita harmonia. Gente nova em meio a construções tão antigas. Cada um daqueles prédios tem muito mais história para contar do que possa imaginar nossa vã filosofia 😉

Oxford - Ruas da cidade_____________

Essas foram as cidades que mais marcaram minha viagem. Cada uma com seu motivo. Sua razão. Seu jeito único. Diferente. Amei! Quero voltar. Logo! Quero viver lá! Assim como na Inglaterra toda, fomos recebidas com muito carinho, simpatia e educação. E isso faz da primeira impressão a melhor possível!

Metrô de Londres: minha experiência :)

Quando viajamos para lugares diferentes, acho que o  mais bacana é conhecer os hábitos e rotina dos moradores daquele lugar, como fazem para comer, trabalhar, morar, passear, se relacionar ou se locomover. Claro que os pontos mega turísticos fazem super parte e é indispensável constarem no roteiro de qualquer um, mas não tem nada como entrar em contato com o dia-a-dia das pessoas, vivenciar o que elas vivem. Aí sim você pode dizer que realmente conheceu o lugar!!

Como eu acho isso muito importante, não tive dúvidas no quesito “locomoção” na hora de planejar minha viagem para o Reino Unido nas minhas férias desse ano! A não ser por um pequeno trajeto da viagem toda (depois explico qual e porquê!), nem me passou pela cabeça alugar um carro. Vamos se virar no transporte público! #soudopovo

Ônibus Vermelho Londres

A primeira cidade de destino seria Londres (por falar nisso… já viu o post sobre como montar seu próprio roteiro para a cidade? Não? Então, clica aqui e resolve isso logo!), e até aí é muito fácil pensar em deslocamento estando em uma cidade que tem como um de seus cartões postais um ônibus e possui a maior cobertura de linhas de metrô do mundo (que esse ano estava completando 150 anos, by the way). Não tinha muito o que pensar a respeito disso, né?

Devo dizer que não é a coisa mais fácil do mundo se localizar no metrô de Londres, todo maluco e cheio de linhas pra lá e pra cá, mas nada como se perder algumas vezes para se achar! Para falar a verdade, acho que nem quem mora lá sabe de cabeça todas as linhas e estações; são muitas!! Pra ter uma ideia, nosso hotel ficava a três ou quatro quadras da estação Whitchapel, na District Line (linha verde), e só essa linha tinha 5 sentidos diferentes e, pelo que pude contar em uma longa viagem, cerca de 56 estações. Tá bom ou quer mais? srrsrs

Mapa do Metrô de LondresEssa é uma foto que eu tirei do mapa do metrô… Um tanto quanto confuso, eu diria! hahaha Mas dá para perceber que ele tem uma cobertura enorme e você chega em QUALQUER LUGAR. Todos os pontos turísticos tem uma estação logo na frente! Fora que os nomes delas já são bem intuitivos…. Por exemplo, a estação Westminster fica em frente à Abadia de Westminster… A estaçãoTower Hill fica em frente à Tower of London… A Notting Hill Gate fica no famosos bairro de – adivinha? – Notting Hill. A estação Hyde Park Corner fica – já adivinhou? – em uma das entradas do Hyde Park…. E por aí vai! Facinho!!

Muitas das estações de metrô também são interligadas com os trens nacionais, ou seja, de Londres você consegue pegar um trem para qualquer cidade (e estou considerando também País de Gales e Escócia, viu?) com a maior praticidade…. Mas isso eu continuo em um outro post porque esse aqui já ficou longo demais! 😉

Muito amor pelo metrô de Londres <3 <3 <3