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Depois da Austrália… Eu volteeeeeeei, e agora pra ficar!

Depois da Austrália…

Tá. Esse post está mais de 4 meses atrasado. Se você leu ESSE POST, sabe que fui passar uns tempos lá na terra dos cangurus. Morei na Austrália por quase 7 meses e voltei dia 11 de Dezembro de 2015. É, shame on me. Já voltei faz tempo e só agora to criando vergonha na cara para atualizar esse blog.

Depois-da-Austrália-Bunga-Jump-Nova-Zelândia

Sendo justa comigo mesma, não foi SÓ falta de vergonha na cara não. Estar na Austrália, viver a Austrália, trabalhar na Austrália e da Austrália, viajar dentro e fora da Austrália, aprender com a Austrália. Entender o que aconteceu DEPOIS da Austrália. Tudo isso me tomou muito tempo. E energia. Física e emocional. Em meio às tantas coisas que tive que viver, fazer e descobrir durante meus meses por lá, percebi que não dava para abraçar o mundo. E fui obrigada a escolher. Apesar de ser minha grande paixão, escolhi por deixar o blog em standby até que eu estivesse pronta para recomeçar. Afinal, infelizmente, ele não paga as minhas contas – e quando essas contas são em dólares australianos, aí é preciso valorizar a fonte de renda!

Deixa eu tentar explicar melhor. Devo ter comentado em algum lugar destas páginas que não abandonei meu emprego antes de me jogar do outro lado do planeta. Trabalho como redatora de redes sociais autônoma, presto serviço para uma agência, e assim continuei enquanto estava na Austrália. Pois é. Sorte a minha, consegui manter meu emprego normalmente – e continuo com ele depois que voltei também. \o/

Você deve imaginar a preocupação que fiquei para que tudo continuasse dando certo no trabalho. Só tinha reservas financeiras para os 2 primeiros meses de sobrevivência por lá, então continuar trabalhando era vital. Sim, eu tinha planos de arrumar um emprego lá também, mas não podia contar que seria suficiente para bancar todos os gastos, fora que eu queria muito viajar, e para pagar as contas somente com um emprego na Austrália eu teria que trabalhar muitos dias da semana. E aí, adeus viagens.

Depois-da-Austrália

Trabalho escrevendo e minha cabeça precisa estar muito focada no que estou fazendo. Acho que, tanto pela mudança de ambiente quanto pela ansiedade e expectativas quando eu estava lá, não consegui ser tão produtiva nem no meu trabalho nem no blog. Parece que surgiu uma trava, um bloqueio. Acredito que parte disse bloqueio se deu ao fato de que, quando estava em casa, eu passava quase 100% do tempo no meu quarto, já que meu roommate também trabalhava de casa e ficava o dia todo na sala/cozinha. Dormia, assistia Netflix, almoçava, jantava, tomava café da manhã, falava com meu namorado, trabalhava e escrevia para o blog. Tudo de dentro do quarto.

Acontece que o blog eu podia “pausar”. O trabalho, não. Não queria, e nem podia, dar nenhuma “mancada”, sabe? Deixar de fazer alguma coisa, escrever um texto mal feito, cometer uma gafe. Qualquer falha minha poderia ser justificada como “é, acho que não vai dar certo mesmo ela continuar trabalhando de lá” e eu ser substituída. Tive que me virar nos 30 para encontrar uma forma de fazer a minha produtividade melhorar. Fui várias vezes trabalhar na biblioteca do meu bairro (ia de bike, 5 minutos da minha casa, olha só?), e super rendeu! Então consegui sobreviver. Mas quem disse que conseguia inspiração para escrever no blog? Conforme o tempo foi passando, tive que focar 100% da minha produtividade para entregar meu trabalho, e o blog teve que ficar para trás…

Antes de vir embora, passei um mês viajando pela Nova Zelândia no esquema ônibus + hostel. Além de passar muitas horas na estrada todos os dias, ou dentro de cavernas, ou saltando de bungee jump e etc, muitos lugares são remotos e não há sinal de celular ou internet, então, não podia contar com trabalhar normalmente durante esse período. Eu já sabia que seria assim antes de sair da Austrália e me organizei ao máximo para deixar tudo o que fosse possível pronto antes de eu embarcar. Além disso, assim que voltasse da NZ, passaria mais 3 dias na Austrália, dormindo no sofá da casa da minha irmã, e também não seria possível trabalhar. Ao final, mais dois dias totalmente offline voando de volta para casa. Ou seja, mais alguns dias de inutilidade trabalhística total.

Depois-da-Austrália - Bungee Jump NZ

Mas calma, porque piora. Cheguei no Brasil na última semana útil antes das férias coletivas de final de ano da agência, ou seja, além de entregar a “programação regular” de trabalho do mês de dezembro, tivemos que deixar a primeira quinzena de janeiro pronta também. Tudo em 4 dias. E eu com aquele jet lag que você pode imagina. PENSA num ser humano que nunca trabalhou tanto, hahaha… Foi uma correria absurda, mas deu tudo certo, graças a Deus!!!

Depois de curtir o fim do ano na praia com meus pais e namorado, a ideia era voltar a trabalhar com força total em janeiro e colocar tudo em dia, o trabalho e o blog. Estava empolgadíssima para voltar à rotina, tinha altos planos (sim, aqueles famosos planos de ano novo que nunca saem do papel) para me organizar e pegar firme na labuta. Só que não.

Acredita que até hoje, em meados de abril, ainda não consegui retomar minha produtividade “pré-Austrália? Por isso que demorei tanto para reabrir o blog e escrever esse post. Ou qualquer outro (e ai… tenho TANTA coisa pra contar de lá, TANTAS dicas para dar… Me aguardem!!). Agora que passou um tempo, estou conseguindo entender o por quê dessa demora.

Depois-da-Austrália

Como eu voltei de viajem na maior correria de trabalho, bem na última semana útil do ano, e logo fui para a praia, e depois voltei e já tinha muito trabalho de novo, e de novo, e de novo, parece que não consegui absorver direito o que foi a Austrália na minha vida. Foi como se eu tivesse sido jogada em um furacão sem ter tempo de assimilar todas as mudanças que tinham acontecido comigo. E estão acontecendo.

Estou me redescobrindo. Eu mudei. E para melhor. Amadureci, passei a enxergar certas coisas de modo diferente. Adquiri outras noções de mundo. Aprendi muito mais sobre mim. Me conheci melhor. Me desafiei, mais do que eu achava que poderia. E venci, mais do que eu achava que conseguiria. Essa fase “Austrália” da minha vida – e por isso entenda-se Nova Zelândia também – foi de uma intensidade que eu jamais imaginaria. Uma loucura. Mas era isso que fui buscar.

Além dos posts sobre as dicas dos lugares que visitei (ai, quanta coisa!!), pretendo voltar aqui para falar sobre um outro lado de uma viagem, o lado que eu mais acho que vale à pena: as mudanças que acontecem com a gente. Então, me aguardem com muito conteúdo! #oremos para que minha inspiração volte a ser como antes…

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