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Bacharach, na Alemanha, e seu castelo-albergue!

O Por que Alemanha? dessa semana continua sua viagem maravilhosa pelas margens do Vale do Médio Reno, e a parada da vez é a cidadezinha fofa de Bacharach. Sabia que lá tem um castelo albergue onde é possível pernoitar? Leia o post para saber mais!

Para ver mais sobre essa séria linda, escrita pela querida Chris Rogatto, clica AQUI!

Por que Alemanha? - Bacharach

“Alemanha – Viajando pelas margens no Vale do Médio Reno 

Bacharach

Porque tudo ao redor do Reno é tão bonito? Esta pergunta, que também é o título de uma famosa canção regional, é muito fácil de ser respondida, quando se está em Bacharach.

Bacharach está situada bem às margens do Rio Reno, e distante 45 km de Mainz (capital do estado Rheinland –Pfalz). A história conta que Bacharach foi fundada pelo povo celta, embora as primeiras documentações encontradas sobre a cidade datam do século XI. A cidade é mesmo muito pequena, tendo aproximadamente 2.000 habitantes.

Bacharach - Vale do Médio Reno

Houve um tempo em que Bacharach, cidade tombada pela UNESCO, foi o mais importante local para o comércio de vinho no Vale do Médio Reno. Suas casas, localizadas no centro da cidade, tem mais de 500 anos.

Um passeio pelas suas ruas históricas e cantinhos escondidos perto do seu antigo mercado de vinhos é o suficiente para me deixar fascinada por este pequeno lugar. A cidade é frequentemente mencionada como “centro secreto do Reno Romântico”, e tenho que admitir, ela tem todos os atributos para receber este título, a meu ver é um dos lugares mais bonitos de todo o médio Reno. E por isto me dedico a escrever um pouco sobre ela.

Bacharach - Centro

No século XIX, Victor Hugo esteve na cidade e se apaixonou. Descreveu-a como sendo “uma das cidades mais bonitas do mundo”. E em minha opinião, ele estava totalmente certo.

Ainda nos dias atuais a cidade imprBacharach - Alte Hausessiona com seu muro e suas torres medievais, em grande parte intactos. Em seu pequeno centro encontramos belas construções em estilo enxamiel. Em especial a “Alte Haus” (casa antiga) é digna de admiração! Ela é uma das casas medievais mais conhecidas em todo o vale do Rio Reno, sua construção data de 1300. É hoje o ponto turístico mais famoso da cidade e funciona atualmente como restaurante.

Aconchegantes restaurantes servem ali requintados vinhos, cujas uvas são plantadas nas íngremes encostas que rodeiam Bacharach, um convite para se ficar um pouco mais por ali.

Bacharach - Vista

As trilhas “Rheinburgenweg” e Rheinsteig inspiram o visitante para caminhadas com belas e deslumbrantes vistas.

Porém saindo ali do centro mesmo, em curta, mas íngreme caminhada, alcançamos o Burgo Stahleck, construído em 1132 e hoje funcionando como albergue muito confortável. Caso você sonhe em alguma vez na vida pernoitar em um castelo medieval, pagando pouco por isto, ali poderá realizar este sonho – uma noite para uma família com dois filhos custa em torno de €24,00 – veja aqui com seus próprios olhos, e se quiser já faça uma reserva!

Bacharach - Castelo Albergue

O castelo Stahleck foi destruído pelos franceses em 1689. Ele foi reconstruído logo após, mas a parte interna está toda modernizada para abrigar o albergue. Em Stahleck temos uma vista maravilhosa do Reno, que inspira ao romance, minha imaginação me leva a ouvir ao longe antigas canções medievais, e o incrível é que tudo se torna tão palpável. Neste filme feito em um evento no Castelo, você entenderá exatamente do que estou falando….

No início da curta caminhada até o castelo, me deparei com as ruínas da Capela Werner, são impressionantemente lindas! Esta capela, um das mais belas construções em estilo gótico do médio Reno, infelizmente hoje ruína, foi erguida em memória a Werner, um menino cujo corpo foi encontrado perto de Bacharach, isto lá pelos idos do século XIII, e que passou a ser considerado santo. Esta história começou a atrair peregrinos ao local, e com suas doações ela pode ser construída, sua construção levou nada mais nada menos do que 140 anos! Infelizmente ela foi destruída no século XVII.

Bacharach - Capela Werner

Minha sugestão para almoço ou jantar? No maravilhoso restaurante Alte Münze, que fica no centro de Bacharach. Entre os anos de 1214 e 1508 alí eram produzidas moedas de ouro. O local é lindo, bem típico e agradável, como tudo na cidade. O restaurante fica na Oberstrasse 72.

E assim Bacharach me conquistou de forma tão especial… uma cidade saída dos livros de cavaleiros e princesas que faz minha imaginação se tornar quase que cena da realidade.

>> Por que Alemanha?

– Porque na Alemanha existem em torno de 550 Jugendherbergen (albergues da juventude) e somente em 2014 ocorreram aqui 10 milhões de pernoites em suas confortáveis e simples instalações, sendo que o primeiro albergue foi instituído em 1912, na cidade de Altena e hoje serve de museu mantendo suas acomodações originais.”

Gau Algesheim: viajando pelas margens no Vale do Médio Reno

Que bacana conhecer mais sobre a cidadezinha que a Bia, minha amiga, mora na Alemanha! A Chris foi passar uns dias por lá e preparou esse e outros posts sobre a região do Vale do Médio Reno. Cada coisa linda!!

Se você está de viagem marcada para a Alemanha, não pode deixar de ler esse e os demais posts na nossa super coluna “Por que Alemanha?”! Clica AQUI para ver tudo!

Por que Alemanha? - Vale do Médio Reno

“Alemanha – Viajando pelas margens no Vale do Médio Reno

Gau Algesheim

O Rio Reno foi berço de lindas e mágicas cidadezinhas que se instalaram às suas margens no decorrer de tantos séculos. Em sua arquitetura vemos uma história viva, incrível! Poderíamos a todo instante ver o movimento dos mercadores, dos animais de carga, os reis em seus castelos, os serviçais atrás de novas mercadorias recém-chegadas nos cais, para satisfazer os desejos das rainhas e princesas… um mundo de sonhos, mas tudo muito real e palpável.

Vale do médio Reno - Alemanha

Eu ainda conheço poucas destas pequenas cidades, mas entre elas tenho, por motivos diversos, as minhas preferidas. Vou tentar, em uma pequena série de notas, mostrar o porque disto para você.

Gau Algesheim

Vale do médio Reno - Bia

Abre parênteses: gente, essa é a Bia, minha amiga linda e maravilhosa! A Chris, que é quem escreve essa coluna, é a mãe dela! <3 Fecha parênteses.

 

Cheguei à pequena cidade de Gau Algesheim através da Beatriz, minha filha, que há 02 anos faz ali sua moradia e se deixou encantar pela magia do local. A minha primeira impressão que tenho sempre que ali chego, é a sensação de entrar numa pequena peça teatral que se passa na idade medieval, a cidade é linda! E somente quem calmamente passeia pelo local consegue entender todo este encanto que Gau-Algesheim exerce sobre Beatriz. Espero que, pelo meu pequeno relato, você também se encante pelo lugar….

Gau Algesheim pertenceu desde sua fundação, em 983, ao distrito de Mainz (hoje capital do estado Rheinland Pfalz) até sua independência no ano de 1787. Em 1355 a cidade se elevou a município, recebendo então naquele ano o direito a ser murada. No castelo (de pequenas proporções diante dos que estou acostumada a ver…), residia então um oficial de justiça do principado de Mainz o que tornou a cidade um pequeno centro administrativo de Mainz.

Pedras tomam conta de sua arquitetura, presentes nas casas, nos antigos muros. Tudo faz minha imaginação me transportar no tempo. No centrinho da cidade, com somente 6.500 habitantes, encontramos logo a linda igreja católica medieval, suas torres são magníficas!

Vale do médio Reno - Igreja

O charmoso prédio barroco da prefeitura está localizado logo ao lado da igreja. Ali, encontramos um centro de informações turísticas, aonde somos muito bem atendidos, fornecem mapas para caminhadas no local, indicações para passeios nos vinhedos – o que é imperdível – e toda informação que se possa necessitar.

Vale do médio Reno - Prefeitura

Mas isto não é tudo, neste minúsculo centrinho encontramos uma livraria simplesmente fantástica!!!! Chama-se “Herr Holgersson”. Eu nunca imaginaria encontrar uma livraria tão aconchegante, moderna, criativa numa cidadezinha tão pequena e com aquele flair medieval. Que agradável surpresa, viajei pela minha infância ao me deparar com uma linda e convidativa cama infantil, rodeada de almofadas, cobertores, e livros e mais livros, ali qualquer criança certamente adquire o prazer da leitura muito cedo! Visite o site e veja por você mesmo.

Vale do médio Reno - Livraria

Após esta visita no pequeno e encantador centro, com os mapas em mãos sugiro conhecer a cidade do alto, caminhando em algum dos roteiros pré-determinados e sinalizados, e assim sentir melhor o ar e a terra que produz vinhos tão maravilhosos, e que adquirem um sabor muito especial, se degustados ali mesmo. Na metade do percurso, já no alto, com vista para o vale, achamos um simpático quiosque. Você chega ali facilmente pois seu caminho está sinalizado e seu nome é GAGA, sim ali mesmo sugiro uma parada, e não se esqueça de levar sua taça de vinho e uma garrafa de Riesling da região, geladinho, assim você terá a experiência sensorial que o local e as uvas podem lhe dar.

Vale do médio Reno - Cidade

Dali de cima, o panorama de todo o vale e para Gau – Algesheim nos leva a achar ao longe o Laurenziberg, também possível de se alcançar através de agradável caminhada. Ali encontramos a Laurenzikirche, igreja de peregrinos, muito antiga, aonde ainda é possível ver, por sobre a sua antiga entrada, o símbolo envelhecido de uma concha, indicando área de peregrinação.

Gau Algesheim foi, na antiguidade, importante centro de peregrinação. A Laurenzikirche foi ponto de parada para repouso dos peregrinos que ali achavam cama, um prato de sopa, e cuidados espirituais e físicos, para o descanso e posterior retorno a sua caminhada.

Vale do médio Reno - ChrisUma visitação a um vinhedo aqui é passeio imperdível. Nos meses de verão, são oferecidos passeios com piquenique e degustação por várias vinícolas. As datas e endereços podem ser encontrados no site da cidade, porém não se esqueça de fazer agendamento prévio.

Afinal a região do médio Reno é a Toscana alemã… Com mais de 2000 horas de sol e cerca de 500 mm de chuva por ano, aqui é uma das áreas mais quentes e mais secas na Alemanha, o que favorece muito a boa qualidade de suas uvas.

Mas se você gosta de uma festa tradicional e muito animada, não perca a festa anual do vinho, realizada há 64 anos sempre no mês de outubro em Gau – Algesheim. Nesta festa você terá a oportunidade de conhecer mais de 40 tipos diferentes de vinhos, provenientes de 8 vinhedos da cidade, nesse site você obterá uma ideia melhor do que eu estou me referindo 

Você terá uma experiência inesquecível… adorarei ler seu comentário aqui.

>> Por que Alemanha ?

– Porque o primeiro livro impresso no mundo foi aqui, sendo que Alemanha é um dos maiores líderes mundiais do mercado do livro, 94.000 títulos são publicados anualmente. E, pasmem, em 1663 a primeira revista do mundo já circulava por aqui!”

Visitando o Rio Reno, na Alemanha!

AI gente, muito amor por esse texto da Chris sobre o Rio Reno! Cada lugar lindo, cada passeio incrível! Se você está de viagem marcada para a Alemanha, não pode deixar de incluir essa região no seu roteiro! Vamos ver?

Ah, e para ler os outros posts lindos e inspiradores da sessão “Por que Alemanha?”, todos escritos pela Chris Rogatto, amiga querida que mora no país, clique AQUI. Você não vai se arrepender! 😉

Por que Alemanha? - Rio Reno

“Alemanha – Rio Reno

`Toda a história da Europa (…) está resumida neste rio de guerreiros e de pensadores, nesta onda imensa que sacode a França, neste murmúrio profundo que faz sonhar a Alemanha. O Reno reúne tudo.` – Victor Hugo (1842) 

E com esta citação de Victor Hugo, já vou justificando a enorme dificuldade que tive em escolher sobre o que escrever do Rio Reno e sua região, pois temas são infindáveis, desde sua essencial e importantíssima história, sua enorme extensão e beleza, onde a cada quilômetro percorrido surgem novas características (e veja que sua total extensão é de 1,233 km!!!) com seus vinhedos, sua cultura e suas paisagens encantadoras. Escrever sobre este rio é para mim um grande desafio.

Vale do Rio Reno

O vale inicia-se nos Alpes, atravessa Suíça, Liechtenstein, Áustria, Alemanha, França, até a foz do Reno na costa dos Países Baixos onde este forma um extenso delta. Constitui a fronteira natural entre a Suíça e o Liechtenstein, entre a Alemanha e a Suíça e entre a Alemanha e a França.

Rio Reno - MapaEspecialmente no tempo dos romanos, as pessoas e seus assentamentos deixaram forte influência na paisagem e clima que circunda o Rio Reno: cidades, bases militares e fazendas (vilas rústicas), estradas sendo abertas da região com a finalidade do transporte rápido de tropas e mercadorias.

O que as guerras e incêndios destruíram, foi reconstruído pelo povo basicamente no mesmo local. Ocorreu então um rápido crescimento populacional desde o final do século 18. Os limites murados e fortificados nos centros das aldeias foram ampliados.

Numerosos castelos e fortificações, a maioria construída entre a Idade Média e o barroco, demarcam as possessões de senhores e nobres sobre o vale.

Você certamente já pode começar a imaginar que passear por aqui leva até o menos sonhador dos turistas a imaginar-se um viajante da época medieval.

Rio Reno - Medieval

Os primeiros passeios de barco pela região começaram no século 19. O Vale do Médio Reno é um dos exemplos mais antigos de turismo de massa na Europa.

Se você tiver pressa para conhecer a região, recomendo nem ir. Tudo por ali deve ser feito sem pressa, não pense em encontrar agito pela região, ali quem comanda é o ritmo do rio e da natureza. Tudo é muito calmo, e as paisagens são mesmo para serem contempladas e certamente tirarão o fôlego de qualquer pessoa.

Rio Reno - Vista

Em 2000, a UNESCO inscreveu os 65 km do vale médio do Reno na lista do Patrimônio Mundial, juntamente com o rochedo da Loreley, perto da cidade de Sankt Goar, na Alemanha.

Entre vilarejos e castelos medievais de contos de fadas, achamos o cenário ideal para lendas, histórias com dragões, princesas e sereias. Creio que a mais conhecida é aquela que se refere ao penhasco Loreley, que se encontra em uma curva do rio.

Conta a lenda que era costume os barqueiros serem atraídos para aquela saliência rochosa por uma sereia que cantava, enquanto penteava seus longos cabelos dourados. A sua canção tinha tal força mágica e encantadora que os barqueiros esqueciam-se de prestar atenção aos perigos que rodeavam o penhasco e ali encontravam a morte.

Esta lenda antiga ficou imortalizada no poema do escritor alemão Heinrich Heine ( século XIX ) intitulado “Die Loreley”, tendo sido musicado em 1830 por Friedrich Silcher.

Existem vários percursos de barco para se conhecer a região, porém o passeio “básico” tem duração de 1h 30 min, e o valor da passagem por adulto é €11,00.

Rio Reno - Barco

O trecho também pode ser feito de trem, a vista do passeio de trem é linda! Porém a vantagem do passeio de barco é que você tem uma visão ampla de ambas as margens do rio, ao contrário do trem e do carro, em que você só vê a margem oposta.

Se você estiver na região do Reno nos meses maio ou setembro, programe-se para um evento incrível: ao longo dos mais lindos e turísticos trechos do Reno é realizada anualmente a queima de fogos, chamada Rhein in Flammen. Com a maravilhosa queima de fogos você mergulhará em um vermelho encantador nas margens do Rio Reno, entre Rüdesheim e Bonn. Uma frota de barcos iluminados à vela, cercados por imagens mágicas formadas no céu pela queima de fogos. A experiência romântica e inesquecível para toda a família. Maiores informações você obtém nesse site.

Em minha próxima nota vamos viajar por algumas pequenas cidades à margem do Reno, as quais me conquistaram de maneira muito especial….

>> Porque Alemanha?

Porque aqui o meio ambiente realmente é coisa levada muito a sério. Não faz muito tempo, o Rio Reno era um rio morto de águas sujas e mal cheirosas. Como fruto de 20 anos de trabalho e muito investimento, hoje o rio é oficialmente considerado limpo. Das 64 espécies de peixes que povoavam o Reno antes da poluição, 63 já voltaram ao rio.”

O que fazer na Toscana: Florença, Siena, Pisa e Lucca

E não é que a Chris, nossa colunista semanal da série “Por que Alemanha?”, foi passar uns dias na Toscana, Itália? Mas a melhor parte é que ela veio dividir com a gente sua experiência e seu olhar sobre os lugares que passou: Florença, Siena, Pisa e Lucca. Tem como ser mais incrível? Ela também nos deus algumas diquinhas de o que fazer na Toscana, passeios imperdíveis na opinião dela.

Pronto para se apaixonar?

Obs.: para ver os outros posts da série, clique AQUI!

Por que Alemanha? - O que fazer na Toscana

“Itália – Toscana (Florença, Siena, Pisa e Lucca) 

Mas por que escrever sobre a Itália, quando a proposta é falar da Alemanha?? Ah, porque o inverno daqui é muito longo, e nada melhor do que adiantar um pouco o processo de contato com o sol no início da primavera, então, o meu destino mais próximo para alcançar este objetivo foi Itália – meta cumprida, muito sol em abril por lá!!!

O que fazer na Toscana - Florença

Ter literalmente em meu rosto os raios do famoso “Sol da Toscana” sensação deliciosa, quase indescritível…

Sete dias para conhecer a região de Florença, mantendo ali meu “quartel general”, foi um período ideal. Fiquei hospedada em um hotel próximo ao aeroporto, e distante do centro da cidade, também funcionou muito bem, pois o transporte público em Florença é excelente e barato!!! Em 20 minutos estava no centro da cidade, ou na estação ferroviária, de onde também parti para visitar outras cidades, procurando um pouco mais de tranquilidade, pois Florença estava, na semana da Páscoa, um mar de turistas.

Estar frente a frente a obras seculares feitas por gênios como Michelangelo, Giotto, Donatello, entre tantos outros é experiência única. Pude nestes dias visitar inúmeros museus e ver de perto a riqueza da arte sacra, andar muito pela cidade, usar muitos esparadrapos nos pés, pois em Florença se anda muito e muito e muito, e talvez mais um pouco.

O que fazer na Toscana - Esculturas

O que fazer na Toscana - Pintura

As cidades da Toscana, inclusive as menores, mostram aos visitantes seus dias de glória e riqueza através de seus palácios, igrejas e a linda e típica arquitetura, inclusive presente nos mais singelos vilarejos…

O povo da Toscana tem muito orgulho desta sua herança, do seu país e de seus geniais antecedentes, isto desde a época dos Etruscos cujas ruínas/escavações por eles deixados podem ser encontradas no distrito de Fiesole, pertencente a Florença.

O que fazer na Toscana - Vilarejos

Siena, Lucca e Pisa são possíveis de se alcançar com transporte publico (para mim, faltou uma visita a San Gimignano… ficou para a próxima ocasião). Saindo do burburinho de Florença, pode-se então ter melhor sensação do que é estar na Toscana, com sua paisagem verde e refrescante. Um passeio nestas cidades é quase um dever para quem estiver em Florença.

Lugares que, na minha opinião, são visitação obrigatória em Florença:

O que fazer na Toscana - Turismo

O que fazer na Toscana - Turismo 2

Mas Florença é ainda muito mais, é também um paraíso de compras – a oferta vai desde vinhos excepcionais e lojas de temperos mediterrâneos até lojas exclusivas de sapatos, artigos de couro, joalherias, etc etc.

Então, você se animou a também sentir os raios de sol da Toscana ????? Caso ainda não, recomendo assistir a este video, certamente depois de vê-lo, não resistirá ao desejo de conhecer esta maravilhosa região.

>> Porque Alemanha?

– Porque aqui é o maior mercado da Ferrari da Europa, atualmente mais de 70.100 Ferraris estão licenciadas aqui e correm pelas autoestradas alemãs. Sempre é emocionante ser ultrapassado por uma delas e ouvir aquele “ronco” típico de seu motor.”

Schwetzingen, a mesquita e Mozart!

O post de hoje do “Por que Alemanha?” está muito cultural! A Chris conta pra gente sobre o castelo de Schwetzingen (ah, castelos… muito amor!), seu jardim de 72 hectares, a mesquita e como Mozart tem a ver com tudo isso! Vamos lá?

Para ler os outros posts da série, clique AQUI.

Por que Alemanha? - Schwetzingen

“Schwetzingen, em Baden-Würtemberg, possui 21.194 habitantes e fica a 121 Km de Stuttgart (que falamos AQUI sobre seu mausoléu romântico. A história é linda!).

Já que entramos no clima de Heidelberg, vamos então viajar somente mais 14 quilômetros, e já estaremos chegando em Schwetzingen, aonde visitaremos um maravilhoso castelo, situado no coração da cidade.

Schwetzingen - Castelo

Porém o que mais me chamou a atenção por aqui foi o seu magnífico jardim, que ocupa uma área de mais de 72 hectares!

O jardim do castelo com suas fontes, lagos, a impressionante bela mesquita, pavilhões, templos e esculturas foram realizados entre 1742-1799. Este jardim exibe o estilo barroco nas proximidades do castelo e ao longo do eixo central, porém encontramos o típico estilo inglês quando passeamos nas suas áreas laterais. Quem o projetou foi o renomado arquiteto e paisagista Friedrich Ludwig Von Sckell.

Schwetzingen - Jardim

A vegetação no círculo central muda sazonalmente. Suas formas são estritamente geométricas, conforme o modelo francês. Seus lagos e inúmeros rios são convidativos a uma longa caminhada.

Uma restauração autêntica do castelo teve seu início em 1975. Desta forma ele recebeu novamente seu propósito original de ser: a residência de verão tornou-se um lugar de cultura e celebração.

Schwetzingen - Jardim 2

 

Schwetzingen - Jardim 3

A Mesquita

Eu já visitei inúmeros castelos aqui na Alemanha, mas nunca imaginei encontrar em um jardim de um deles uma mesquita!!! A sua arquitetura é um dos edifícios mais fascinantes que achamos nos jardins do palácio de Schwetzingen.  

Nicolas de Pigage foi o construtor da Mesquita, isto entre os anos de 1779 e 1795. Fiquei fascinada com a combinação de sua linguagem arquitetônica, entre o oriente com os minaretes, pavilhões e luas crescentes e o ocidente representado pela cúpula barroca e janelas arqueadas!!! Tolerância é a palavra chave para estas formas!!!

Schwetzingen - Mesquita

Achei ali inscrições em língua árabe e alemã. Estas inscrições referem-se a virtudes tais como sabedoria, diligência e discrição. E o pitoresco é que fiquei sabendo que em todos os textos árabes são encontrados erros na perfuração das consoantes e a vocalização – certamente o pedreiro alemão contratado para tal serviço não tinha a mínima noção no que trabalhava…

Schwetzingen - Mesquita 2

Como último jardim mesquita existente do século 18, a Mesquita de Schwetzingen é um testemunho único de interesse no mundo árabe. O prédio não foi construído com a finalidade religiosa, porém sim como símbolo da tolerância, conforme esclareceu seu construtor Carl Theodor. As referências a várias religiões devem incentivar o visitante a reflexão.

Mozart em Schwetzingen

Na Salle de jeu, (sala de jogos e de visitas), ocorria durante estadia de Carl Theodor noites de jogos e academias musicais. Entre os artistas também esteve presente o jovem Wolfgang Amadeus Mozart e sua irmã Nannerl. Em 1763, eles transformaram a sociedade cortês através de seu virtuoso, em delírio. Na época, o quarto era rico, com pisos de madeira, tetos em estuque e lustres de vidro da Boêmia. Em 2006 o belo salão de festas recebeu seu nome atual: Mozart Hall.

O famoso compositor Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) visitou Schwetzingen três vezes: em 1763, como uma criança prodígio de sete anos de idade com sua família e mais tarde como músico e maestro nos anos 1777 e 1790.

Quem não se recorda da cena no filme MOZART, aonde o pequeno Mozart “brinca” com os dedos em seu piano, surpreendendo a todos os presentes… pois é, isto ocorreu aqui em Schwetzingen.

Mozart não viveu no castelo, mas na pousada “Zum Roten Haus” na antiga estrada Speyer. Hoje, uma placa relembra na Dreikönigstraße 6, os seus hóspedes famosos. 

Recomendo este curto filme, com vista aérea do lindo castelo: 

Mozart não pode ficar de fora da minha recomendação, veja um pequeno trecho do lindo filme: 

>> Por que Alemanha?

– Porque aqui respiramos cultura, história e muita genialidade, já que estamos no país de Matinho Lutero, Bach, Beethoven, Goethe, Gutenberg, Einstein, Bruce Willis (sim, ele é alemão), Scorpions, Michael Schumacher, e importante: saber que Adolf Hitler não era alemão…”

Bruchsal, aspargos e o museu de caixas de música!

Se você gosta de castelos, história, aspargos, museus e caixas de música, esse post é pra você! hehehe. Parece estranho? Então vem ler mais sobre a cidadezinha alemã de Bruchsal que, como toda boa cidade européia que se preze, possui um castelo e, de quebra, um museu de caixas de música com um acervo lindo e super diferente!

E o que os aspargos te a ver com isso? Bem, quase nada… 😉

Obs.: Para ler ver tudo o que já foi publicado na nossa super série “Por que Alemanha?”, clique AQUI!

Por que Alemanha? - Bruchsal

“Bruchsal, em Baden Württemberg, possui 42.757 habitantes e fica a 100 Km de Stuttgart (que falamos nesse post AQUI).

Para mim, um dos maiores símbolos de que realmente o inverno ficou para trás é quando vejo as campanhas para venda de deliciosos vinhos brancos sugestivos para acompanhar a estação de aspargos frescos!

E foi nesta época do ano, em um documentário na TV sobre o plantio e colheita do aspargo, que descobri algo que achei super interessante: a cidade de Bruchsal é o maior mercado de aspargos da Europa!!!!

Apesar da pouca distância de minha casa, eu nunca tinha ido a Bruchsal, nem sabia nada sobre a cidade, e esta foi a combinação perfeita para eu começar uma deliciosa pesquisa, que finalizou com uma surpreendente visita a localidade, situada 20 quilômetros ao norte de Karlsruhe, em Baden-Württemberg. E adivinhe o que encontrei por lá???? O Castelo de Bruchsal, com o sensacional “Deutsches Jukebox Museum”.

O Castelo de Bruchsal, antiga residência dos príncipes-bispos de Speyer, foi construído em 1720, no mais puro estilo barroco.

Bruchsal 1

Infelizmente, nos últimos dias da segunda guerra mundial, o castelo foi duramente atingido pelos ataques aéreos que ocorreram sobre a cidade. Durante o ataque mais pesado, em 01 de março de 1945, Bruchsal foi quase completamente destruída pela tempestade desencadeada pelo bombardeio. Somente a escadaria do Castelo sobreviveu ao fogo.

Bruchsal 2

Ocorreram longas discussões sobre, e como a reconstrução ocorreria, e até os anos 1970 ela ocorreu focando sua utilização como um museu.

Impressionante admirar de perto estas maravilhosas reconstruções feitas na Alemanha!!!! São perfeitas!! Caminhar pelo castelo leva você a vivenciar a mais legítima arte barroca.

Bruchsal - escadaria

MUSEU DE CAIXAS DE MÚSICA

A visita ao castelo foi uma feliz e grande surpresa, o Museu de Caixas de Música. Por três andares do castelo vivenciamos toda a história das caixas de músicas alemãs, com peças impecáveis. É uma experiência única, não creio que em qualquer outro lugar do mundo seja possível encontrar um acervo tão grandioso e tão preservado!!!

O Museu de Caixas de Música possui uma das coleções mais importante de seu tipo no mundo, com cerca de 500 caixas de música, praticamente todas em perfeito funcionamento. Vemos o desenvolvimento de sua produção artesanal nos séculos 17 e 18 e o seu auge no final do século 19, e seu papel na época da grande depressão na década de 1920. Lá, é possível também ouvir pianos e violinos, realejos, relógios musicais, figuras automáticas. Uma viagem sonora em ambientes fieis a época aonde se usavam estas mágicas máquinas de som, como salões de beleza, restaurantes e mercados de outros tempos!

Bruchsal - Museu de Caixas de Música

O antigo “Museu mecânico de instrumentos musicais” no Castelo de Bruchsal  foi reconstruído em 2003 recebendo o nome de “Deutsches Jukebox Museum”. A razão para a mudança de nome foi o aumento do tema e da área, após a aquisição, em 2002, da coleção privada do Sr. Jens Carlson. 

Para encerrar com chave de ouro, no final da visitação tivemos o prazer de assistir a um filme mudo, numa sala de cinema aos moldes antigos, sendo que esta fita do “Gordo e o Magro” foi musicalmente acompanhada por um piano da época, inesquecível.

Bruchsal - Museu de Caixas de Música 2

Se você vier para Alemanha e se interessar por música e sua história, não deixe de programar uma visita ao Castelo e seu magnífico museu, você certamente não se arrependerá!!!

Bruchsal - Museu de Caixas de Música 3

Ah, e os aspargos????? Esqueci totalmente deles… quem sabe ainda programo um passeio de bicicleta, afinal a região oferece 108 km com tours de abril até junho através de suas plantações, uma maravilha para amantes do ciclismo e da natureza. Desta forma poderei então desfrutar de espargos recém-colhidos, diretamente da fazenda, em jantares nos restaurantes locais com pratos desde tradicionais até especialidades incomuns, uma delícia!!!

Bruchsal - Museu de Caixas de Música 4

Nesse link é possível ouvir os sons de algumas caixas de música expostas. Experimente esta pequena viagem no tempo, clique nas diversas caixas de música… 

>> Por que Alemanha?

– Porque ainda no século passado, o aspargo era considerado planta medicinal e ficava disponível nas farmácias. Ele é constituído de cerca de 95 por cento de água, tem pouca proteína e carboidratos, sem gordura e sem calorias – o energético perfeito para a primavera. E uma delícia…”

Stuttgart (Alemanha), e seu mausoléu romântico!

E para animar esse comecinho de feriado delícia, vamos de mais “Por que Alemanha?”! Uhu! Pra quem ainda não sabe, minha querida amiga Chris Rogatto mora no país com a família e, toda semana, escreve pra gente aqui um post sobre algum lugar diferente. Tem tanta coisa bacana já! Clica AQUI pra ver o que já foi escrito!

E o post de hoje fala sobre a região de Stuttgart e seu mausoléu romântico (se é que isso é possível!), que o rei mandou construir para sua rainha que faleceu precocemente como prova de amor eterno. Ounnnnn S2 que fofo! Vamos ver como foi isso?

Por que Alemanha? - Stuttgart

“Stuttgart, distrito de Rotenberg, em Baden Württemberg, possui 719 habitantes e fica a 11 Km de Stuttgart.

Hoje escrevo com um especial prazer, pois vou falar de um dos meus destinos prediletos para passear e relaxar em meio a linda paisagem, parte obrigatória de meu roteiro básico para levar visitas que queiram conhecer a região de Stuttgart : Rotenberg e a Grabkapelle !

Hoje vamos falar de amor!!

A aldeia Rotenberg (anteriormente “Red Mountain”) foi mencionada pela primeira vez em 1248. Por séculos o castelo fortificado Wirtemberg, a sede da família Württemberg, moldou a paisagem entre a cidade imperial de Esslingen am Neckar e a cidade de Stuttgart, antes de ter sido completamente removido por decisão do então Rei Guilherme I para dar lugar a construção de um mausoléu, já que a localização é uma das mais lindas na cidade.

E é neste local que hoje encontramos o magnífico e – creia -, romântico, mausoléu, o Grabkapelle. Vamos lá conhecer esta linda história de amor….                

Stuttgart - Dizeres da placa do mausoléu

Dizeres na entrada do mausoléu : “Que o amor nunca termine”

O mausoléu foi construído pelo Rei Guilherme I, como prova de seu amor eterno, para sua segunda falecida esposa, e filha de Czar, Catherine Pavlovna que morreu muito jovem (1788-1819), somente três anos após seu casamento e pela qual ele foi totalmente apaixonado (eles eram primos!).

Sua construção ocorreu após a morte da rainha Catherine entre 1820-1824 e foi projetada pelo mestre construtor, nascido italiano – em Florença, Giovanni Salucci, exatamente no local do antigo castelo Wirtemberg. Sua construção é um magnífico exemplo de classicismo, tendo sido totalmente inspirada no Pantheom, localizado em Roma. Obra magnífica!

Stuttgart - mausoléu

Vale ressaltar que esta obra teve início concreto após doação de verba pela população, já que a Rainha era muito admirada por todos na região.

Dentro da capela, que tem cerca de 20 metros de altura e um diâmetro cerca de 24 metros, encontram-se colossais estátuas dos quatro evangelistas, que estão colocadas em nichos na parede. Tanto estas estátuas como as que estão nos dois sarcófagos foram esculpidas em mármore de Carrara.

Curioso é que abaixo da capela encontra-se uma moradia, que também foi projetada e construída por Salucci. Ela servia de morada para dois cantores e um religioso, que tinham a incumbência de rezar e cantar hinos rotineiramente para a amada, ali sepultada.

Stuttgart - mausoléu 2

No conhecido “monumento ao amor eterno”, onde tudo nos remete ao romance, inclusive sua paisagem, cercada por vinhedos que no outono se parecem com imagens de algum sonho bom, devido a coloração intensa de suas folhas e a imagem do pequeno vilarejo que é envolvido pelas plantações. Ambiente ideal para plantações de uvas e consequente excelente qualidade de seus vinhos.

O Rei Guilherme I e suas filha Marie Friederike Charlotte de Württemberg (1816-1887) também estão enterrados ali.

No período de 1825-1899, a capela serviu como uma igreja ortodoxa russa, religião que a Rainha Catherine professava. Ainda hoje, todo o ano em Pentecostes ocorre ali tradicionalmente culto da igreja ortodoxa russa, em memória a Rainha. Eu tive a enorme surpresa e privilégio de, em 2013, presenciar este culto, cerimônia muito tradicional, pessoas trajando roupas típicas, muitas crianças, coros e religiosos presentes, experiência inesquecível em um lugar magnífico.

Stuttgart - paisagem

Muitos amantes julgam ser este o local mais romântico da região – com uma vista magnífica sobre o Neckar, perto de Stuttgart. Eu concordo plenamente com eles.

Um passeio pelos vinhedos que rodeiam o mausoléu, a vista maravilhosa no vale do Neckar e no final quem sabe degustar uma taça de vinho – o programa perfeito para conhecer este romântico monumento que nos conta sobre o amor deste casal de reis.

>> Por que Alemanha?

– Porque o vinho alemão tem excelente qualidade e tradição, os vinhedos aqui são os mais setentrionais do mundo, algo nas latitudes 49 e 51, bem acima, por exemplo, dos vinhedos onde se produzem o Champagne, na França. O frio e as características do sol tem forte influência na sua qualidade.”

“Por que Alemanha?” e o Castelo de Lichtenstein

E quem aí não é apaixonado por castelos, hein? Ainda mais os de conto de fada? S2 Pois é, minha gente, o “Por que Alemanha?” dessa semana fala sobre o famoso Castelo de Lichtenstein, também chamado de Castelo do Conto de Fadas… Só por esse “apelido” já dá pra perceber que que coisa boa, né?

Quem estiver passando pela região de Stuttgart e vizinhança, não pode deixar de fazer uma paradinha no castelo. É imperdível! Mas chega de falação e vamos logo ao que interessa? Com vocês, Chris Rogatto!

Obs.: quem quiser ler sobre mais cidades e pontos turísticos super incríveis da Alemanha, clique AQUI e veja todos os posts sobre o assunto!

Por que Alemanha? - Castelo de Lichtenstein

“Hoje vamos passear pelo encantador Castelo de Lichtenstein, em Baden Württemberg!

AVISO IMPORTANTÍSSIMO: não confundir o Castelo de Lichtenstein, situado em Reutlingen em Baden Württemberg, com o pequeno país Lichtenstein !!

O Castelo de Lichtenstein também é chamado de Castelo do Conto de Fadas, o que faz muitas pessoas o confundirem com o Castelo de Neuschwanstein em Munique (que foi o inspirador de Disney para o desenho A Bela Adormecida). E realmente ao entrar no castelo você se sente em um verdadeiro conto de fadas.

Eu sou uma verdadeira amante de castelos e na minha lista de favoritos já têm inúmeros. O Castelo de Lichtenstein entrou pra essa lista e é sem dúvida um passeio imperdível para quem mora na região de Baden-Württemberg ou planeja passar alguns dias por aqui.

Esse castelo fica situado sobre um penhasco nas montanhas suábias (Schwäbiche Alb) na região de Reutlingen, ao lado de Tübingen. Eu não sei você, mas quando eu vejo um castelo muito antigo como esse, fico pensando na história que ele carrega, inclusive como eles conseguiram construí-lo em um lugar tão fantástico. Incrível!

Castelo de Lichtenstein

Entre 1150-1180, partes do castelo foram construídas pelo Povo Pedra da Luz (Povo Lichtensteiner), daí a origem do nome. O chamado Castelo Pedra da Luz assim é denominado porque foi construído com pedras que brilham ligeiramente. De dentro dos aposentos, isso fica mais evidente. 

A sua primitiva construção foi destruída duas vezes, em 1311 e em 1381 e após a segunda vez o castelo caiu em desuso. Felizmente, em 1802 o Rei Frederico I de Württemberg, construiu lá um pavilhão de caça e em 1837, foi passado para o seu sobrinho, o duque Wilhem I de Urach. Ele construiu o castelo entre os anos de 1840 e 1842 e é esse, que tive a oportunidade de visitar. O castelo ainda é propriedade da família Urach. Construído em estilo romântico neo-gótico, ele tem uma torre bem alta, belos jardins e objetos de coleção do duque de Urach, como armas, armaduras e quadros.

 O castelo é lindo e sua localização é fantástica.

Castelo de Lichtenstein - inverno

Pra quem gosta de andar assim como eu, existe uma trilha bem sinalizada que leva até o castelo. A trilha é bem estreita, tem umas partes complicadas e não muito seguras e eu não aconselho segui-la quando estiver nevando. Na primavera e verão é tranquilo, mesmo com um pouco de chuva. Tudo o que você vai precisar é de sapatos apropriados, disposição e sua câmera, pois a paisagem é de tirar o fôlego.

Comparado com outros castelos famosos ele é o menor que já visitei na Alemanha, mas isso não o faz menos impressionante. Além disso, a sua construção foi inspirada em um livro, o romance “Lichtenstein” de Wilhelm Hauff, escrito em 1826. Eu não li o livro ainda, mas está na minha lista de leitura. Estou curiosa para descobrir como um livro pode inspirar essa admirável estrutura neo-gótica.

Para fazer o download gratuito do livro, clique AQUI  (em inglês).

Mais um motivo para eu super-recomendar esse passeio.

Castelo de Lichtenstein - 3

De Stuttgart a viagem leva apenas 1 hora. O tour básico dentro do castelo é de 30 minutos e custa 6 euros para adultos e 3 para crianças, mas é somente em alemão.

Achei este filme no youtube, se você tiver um tempinho a mais, recomendo assisti-lo e assim conhecer mais de perto esta beleza:

>> Por que Alemanha?

– Porque a grande maioria dos alemães tem sempre um livro na mão, seja no trem, no parque, na parada de ônibus… eles estão sempre lendo.

Heidelberg (parte 2): pro seu roteiro para Alemanha!

E aí gente? Estão amando os posts da série “Por que Alemanha?” tanto quanto eu? Tenho recebido comentários aqui no Blog e no Facebook (segue a gente aqui!!) elogiando os textos da nossa querida Chris Rogatto, pois contam a história de lugares que são difíceis de encontrar informações, né? 🙂

E o post de hoje é continuação da semana passada. O assunto? Heidelberg, uma cidadezinha super linda, charmosa e, como vocês vão descobrir logo abaixo, cheia de lendas e mistérios! Para ler a história da cidade, clica AQUI, e para ver tudo o que já publicamos na nossa série sobre a Alemanha, clica AQUI!

Por que Alemanha? - Heidelberg

Parte 2 / suas lendas                                                                                                  

Um castelo e uma cidade tão antigos possuem inúmeras histórias e lendas interessantes. A história de Perkeo é uma das mais difundidas…

Heidelberg

Perkeo de Heidelberg:

Perkeo era um notável bobo da corte e figura super popular de Heidelberg, tornando-se mascote oficial da cidade. Ele nasceu com nanismo no condado de Salurn, no Tirol. Em 1720, além de ser o artista da corte, era um apreciador exagerado e entendido em vinhos. Diziam que ele tomava mais de 8 litros por dia. Sendo assim, ele ficou responsável pelo estoque de vinho do castelo. Perkeo foi responsável pela fabricação do maior barril de vinho do mundo, com capacidade para abrigar 195 mil litros de vinho, que pode ser visitado no castelo.

Naquela época ainda não haviam descoberto como fazer vinhos de qualidade, só se pensava em quantidade, motivo da construção de um barril tão grande. Bem, para encurtar a estória, segunda a lenda popular, Perkeo viveu feliz em seus 80 anos sem nunca ter bebido outro líquido a não ser vinho. No entanto, um dia ele ficou doente e o médico da cidade lhe deu água para beber. Ele morreu no dia seguinte!!!!

Heidelberg Parkeo

Se você olhar ao redor do enorme barril, você certamente vai descobrir uma figura estranha com uma peruca e roupas coloridas. Ele fica em uma caixa de madeira, cuja maçaneta você precisa puxar.

Estátua Brückenaffe 

Na parte antiga da cidade também está a Alte Brücke (ponte velha), que foi construída no século XVIII. Carl Theodor Brücke é a ponte antiga da cidade que está sobre o rio Neckar. Antes dessa, lá em 1284, já existia uma ponte de madeira e constantemente era destruída por inundações. Só que em 1945, devida a Segunda Guerra Mundial, os soldados alemães a explodiram para impedir o avanço das tropas aliadas. Ela começou a ser reconstruída em 1946 e levou um ano para ficar pronta.

 Heidelberg - Estátua Brückenaffe

Na cabeceira da ponte está a estátua Brückenaffe (macaco da ponte). Ela é uma escultura de bronze e foi inaugurada em 1979. Na idade média, o macaco era considerado pela simbologia cristã um símbolo de feiura, falta de vergonha e vaidade. Suas costas simbolizam a feiura. Diz que este macaco realmente existiu e que, de tão esperto, ficava ao lado da ponte, segurando um espelho e dando as boas vindas aos viajantes. E tem uma razão para isso, dizem que se você tocar no espelho que há na escultura, lhe trará riqueza; se você tocar nos dedos do macaco, lhe dará o direito de voltar a Heidelberg; e se tocar nas esculturas dos ratinhos que estão junto ao do macaco, lhe trará fertilidade.

Sem acesso para as bruxas

Diz-se que uma velha bruxa tinha ouvido falar pelas montanhas sobre o esplendor do castelo. Ela decidiu então caminhar até Heidelberg com o intuito de morar no magnífico castelo. Uma vez lá, ela ficou desapontada ao descobrir que o portão estava trancado e que ninguém veio recepcioná-la para lhe entregar o castelo. Ela então ficou tão raivosa que tentou com toda sua força entrar, mordendo o anel de ferro no portão. O espesso anel de ferro ficou então rachado pelos velhos dentes da bruxa, e podemos ainda ver esta rachadura nos dias atuais. A bruxa desdentada deixou então Heidelberg, para nunca mais ali voltar. Desde então se diz que quem conseguir morder através do anel espesso de ferro, receberá o castelo de presente. Alguém se atreve a tentar?

Heidelberg - castelo

 

Se você tiver um tempinho, recomendo esse filme. Boa viagem por Heidelberg !

 >> Por que Alemanha ?

– Porque os alemães tem uma relação muito especial com suas florestas. Um terço do território alemão é coberto por elas! Um passeio pela mata permite relaxar, observar a troca das estações e renovar as energias… “

“Por que Alemanha?” – Rechberg

Ai que delícia! Mais um post lindo e diferente da nossa querida Chris Rogatto! Hoje ela vai fazer sobre Rechberg, uma cidadezinha localizada aos pés de uma montanha, super graciosa e cheia de histórias, claro.

Pra ver os outros temas da nossa super séria “Por que Alemanha?”, clica AQUI!

Vamos lá? 🙂

Por que Alemanha? - Hohenrechberg

” Rechberg, Schwäbisch Gmünd em Baden Würtemberg, possui 1.324 habitantes.

Semana passada comecei a falar um pouco de nossa região, o que me levou a complementar o assunto, falando hoje de Rechberg, pequeno distrito situado aos pés da montanha com o mesmo nome, a 5 km ao sul de Schwäbisch Gmünd e a 707,9 m de altitude. Rechberg é um dos três “Kaiserberge”, conjunto de três montanhas que definem e caracterizam o contorno montanhoso da região aonde moro.

Vista do Rechberg

Ainda em meados do Século 19 podia-se ver na paisagem ovelhas e cabras pastando. A partir de 1870, as encostas foram parcialmente replantadas com florestas. Desde 1955, toda a área do Rechberg, com exceção das áreas de assentamento, é protegida pela lei de preservação ambiental. A natureza e a paisagem que se tem do local é lindíssima!

Igreja de Santa Maria Hohenrechberg :

Santa Maria Hohenrechberg

A linda igreja barroca foi construída pelo arquiteto Valerian em 1686-1688.

A peça central do altar na igreja é uma estátua de Maria do início do Século 14. Rechberg foi desde o século 11, destino de peregrinações. Naquele período um eremita trouxe consigo uma belíssima figura de Maria, esculpida em madeira. Ele construiu então para aquela figura, uma pequena e simples capela. Tanto de perto como de localidades longínquas, vinham doentes e necessitados pedir a piedade e ajuda de Maria. No ano de 1488, o Conde Ulrich Von Rechberg construiu então, naquele local, uma pequena igreja de pedras. Seu filho, Franz Albert, construiu em 1686 a atual capela barroca, devido ao grande número de peregrinos que por ali passavam. Ela localiza-se exatamente onde ficava a primeira capela de madeira.

O Castelo Hohenrechberg

O castelo Hohenrechberg foi mencionado, pela primeira vez, em 1179. Ele era por longa data, residência da família dos Condes de Rechenberg. Após um grande incêndio ocasionado por raios (ocorrência muito comum na época), em 1865 o castelo tornou-se uma ruína.

Hohenrechberg

A saga do Rechberg tem como ação principal a morte do conde Ulrich II († 1496). Conta a história que ele e sua esposa Anna utilizavam seu cachorro para enviar mensagens entre si. Inclusive durante o período do namoro, o cão levava estas mensagens de castelo em castelo, em um bolsa encaixada em sua coleira. Um dia, conde Ulrich estava fora da cidade e sua mulher Anna rezava na capela para um retorno seguro de seu marido. Durante a oração, ela foi perturbada por uma forte batida. Quando, após a terceira batida, a porta se abriu, eles encontraram o cachorro de seu marido na porta. Ela abriu a bolsa de couro na coleira do cão. Achando o saco vazio, ela sabia que algo tinha acontecido. Logo depois, ela recebeu a notícia de sua morte. Desde então, diz a lenda, que cada vez que se ouve em Rechberg forte batida na porta, significa que alguém da família Rechberg está em seu leito de morte. A representação do cão fiel em ligação com a nobreza Rechberg aparece em vários pontos no tempo. Isto ocorreu até meados do Século 18.

Interessante:

Caso você se interesse por geologia, ou somente goste muito de uma boa caminhada, Rechberg será certamente um interessante local. Eu sugiro navegar nesse link e planejar este passeio. Neste link achamos todas as informações necessárias para um passeio com duração de aproximadamente 4 horas, num percurso de 13 quilômetros. Nesta caminhada você seguirá o trajeto geológico, atravessando pequenas pontes, descobrindo no Hohenrechberg, o Santuário e as ruínas de Rechenberg.

>> Por que Alemanha ?

–  Porque aqui a gente anda de bicicleta, usando-a não somente como lazer nos finais de semana, mas sim como meio de transporte. Não tem preço poder ir e vir respirando ar fresco (o meio ambiente também agradece…)!!! “