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Cruzeiro Marítimo – O que levar na mala?

Viajar de navio é uma delícia! E isso todo mundo sabe, certo? Mas o que gera muitas dúvidas é sobre o que levar na mala para seu cruzeiro marítimo. A gente já falou por aqui sobre as 20 dicas práticas para sua viagem de navio (não leu ainda? Clica no link e resolve isso!). São dicas muito úteis e bem legais que todo marinheiro de primeira viagem deveria ler antes de embarcar.

Mas para não errar nas quantidades e levar o que de fato você vai precisar, separamos esse guia prático sobre O QUE LEVAR NA MALA NO SEU CRUZEIRO MARÍTIMO.

Cruzeiro Marítimo

Antes de falar sobre o que colocar dentro da mala, queria atentar ao TAMANHO da dita cuja. Não, você não vai precisar ficar andando com sua bagagem pelo corredores do navio, como eu já falei no post anterior. Você despacha sua mala assim que chega no porto (antes do check-in, inclusive) e depois só vai vê-la de novo na porta do seu quarto.

Mas, por mais que os cruzeiros sejam imensos e tals, ainda assim, é um navio, certo? Os espaços são compactos na medida. Sendo assim, não leve várias malas enormes porque vai faltar espaço para colocá-las dentro do quarto. 

Dito isso, agora vamos às dicas!

Cruzeiro Marítimo - NavioDe dia…

Se você estiver indo viajar no verão e, principalmente, com destino ao Nordeste, shorts, saídas de praia, biquíni/sunga, blusinhas finas, camisetas, chinelos e todo o combo que a gente costuma levar para um lugar de praia devem constar na sua mala.

Uma bolsa de praia também é uma ótima pedida, já que você vai passar boa parte do seus dias na área da piscina e vai poder curtir uma praia quando o navio parar. É bom ter onde guardar o protetor e os demais apetrechos.

Cruzeiro Marítimo - Piscina

E gente, atenção: não é permitido entrar somente com roupa de banho nos restaurantes do navio, ok? Nem mesmo durante o dia. Leve com você uma saída de praia e uma camiseta e coloque para evitar constrangimentos 😉

Dica de ouro: mulheres, evitem saias curtas e muito esvoaçantes no primeiro dia. Você vai ter que subir escadas, vai querer dar uma volta pra conhecer o navio e etc e vai pegar MUITO vento pelo caminho 😉

De noite…

Roupa de frio

Por mais que esteja um calorão do lado de fora, o navio é MUITO gelado por dentro, principalmente no teatro e nos restaurantes, que é onde você passa a maior parte da noite. Ar-condicionado bombando! Sendo assim, leve blusas leves, saias longas, lenços, leggins e até uma calça comprida. Você não vai se arrepender!

O Traje de Gala

Leve dois trajes de gala, pois em uma das noite acontece o “jantar do comandante”, que nada mais é do que uma apresentação do comandante e de toda a tripulação do navio, no teatro.

É a noite que as pessoas mais se produzem. Tem gente que vai super-hiper-mega arrumado, com vestido longo, smoking e até marca hora no salão do navio! Mas não precisa de tanto, é claro! Para as mulheres, um vestido mais arrumadinho e uma sandália descente já estão de bom tamanho; para os homens, pode ser uma camisa + calça social (ou até calça jeans, se preferir). Então, leve opções mais elegantes, mas sem exageros, ok?

A outra noite de gala é por razão nenhuma (hahaha), então, se não quiser se arrumar todo, não precisa. Geralmente, eu acabo repetindo o vestido que usei na noite de gala ou levo um outro mais simples para essa noite. Mas nada de mais. #fina #elegante #sqn  

Ocasiões especiais

Se fosse estiver indo fazer um cruzeiro marítimo de Natal ou Ano-Novo, separe uma roupa para usar nessa ocasião. Não existe um dress code muito específico. Cada um se arruma de acordo com suas tradições.

Só atente para roupas muito esvoaçantes, pois as festas de Natal e Reveillon são realizadas na área da piscina, lá em cima, na parte aberta. E o navio segue navegando a noite toda (a não ser que você vá ver os fogos em Copacabana ou algo parecido, aí ele pára), então venta muito e fica bem frio. Você não vai conseguir aproveitar se estiver preocupada em segurar a saia para não pagar calcinha no meio do povo, nem se estiver tremendo de frio. #ficacadica

Cruzeiro Marítimo - Reveillon

Fantasias!

Sempre rola uma festinha à fantasia na balada do navio, para quem quiser. Não é obrigatório, mas para os que curtem, é bom ter a opção. Mas se você for no Carnaval, levar fantasia é tão básico quanto escova de dentes! E sempre tem a noite do contrário, onde homens se vestem de mulher e vice-versa. Pense em levar roupas específicas pra essa ocasião também! Tende a ser hiper divertido!

Cuidado com o salto alto!

Se você não estiver acostumada a usar saltos muitos altos, não invente de querer aprender no navio, né? Sim, o navio é gigante. Não, ele quase não balança. QUASE. Dependendo da situação climática do lado de fora, o navio pode balançar sim, mas causa uma sensação mais parecida com tontura, na verdade, e você pode dar uma leve cambaleada de vez em quando.

Além disso, toda a parte interna do navio é de carpete, que pode não ser muito legal para saltos extremamente finos e altos. Mas tem muita gente que usa sem problemas, é mais uma dica para ficar atenta caso esse não seja muito o seu hábito!

Cruzeiroo Marítimo - Quando descer nas cidades

Conforto em 1º lugar!

#Peloamor, use roupas e calçados CONFORTÁVEIS. Não dá para ficar zanzando de salto alto, né? Tênis, chinelos, rasteiras, papetes e sapatilhas são a melhor pedida. Mulherada, deixe para desfilar em cima daquela anabela deslumbrante que você comprou para outra ocasião, tá? Areia, chão de paralelepípedo, eventuais buracos nas calçadas, degraus. Tudo isso vai pode aparecer pelo caminho, então é melhor estar adequadamente preparado!

Cruzeiro Marítimo - BúziosProteção

E não esqueça de levar chapéu ou boné e protetor solar, hein? Principalmente no Nordeste, o sol é MUITO forte e intenso, e ninguém quer estragar a viagem pegando uma insolação…

Cruzeiro Marítimo - ChapéuAquela jaquetinha básica

Se você for para o sul, como Montevidéu ou Buenos aires, por exemplo, considere que pode haver uma virada de tempo aí. No último cruzeiro marítimo que fiz com minha família durante a semana do Natal, o tempo resolveu mudar quando estávamos navegando para Buenos Aires. Caiu a maior tempestade durante a noite e o dia amanheceu friozinho e ainda chovendo… O jeito foi colocar uma calça jeans, uma sapatilha e uma blusinha para passear pela cidade. Depois acabou melhorando, mas é sempre bom estar prevenido.

Cruzeiro Marítimo - Buenos AiresNão esqueça do cartão!

Sempre que o navio parar, todos os passageiros que forem descer precisam apresentar o seu cartão-chave. Todo mundo recebe um no momento do check-in. Nele, constam seu nome, o número do seu quarto, seu turno, seu restaurante e sua mesa do jantar. Ele também é a chave que abre a porta do seu quarto. Além disso, é no cartão-chave que você vai comprar tudo o que quiser, desde a água no bar até aquela garrafa de Wisky da loja de conveniência.

Deu para perceber o quanto ele e importante, né? É como se fosse seu documento de identidade + cartão de crédito dentro do navio. Por isso, lembre-se de pegar os cartões de todo mundo que vai descer na cidade e, mais importante, tome muito, mas MUITO cuidado para não perdê-lo ou roubarem durante o seu passeio, já que sem ele, você não entra no navio de novo.

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É isso! Se alguém tiver mais alguma dúvida ou sugestão, é só deixar nos comentários!

Bjos!!

*Fotos: arquivo pessoal

Um situação bizarra em Montevidéu!

Alguém aí já teve alguma experiência muito bizarra em um país ou cidade diferente? Algo muito estranho que aconteceu e você fica se perguntando se foi pessoal ou se é um hábito local um tanto diferente demais para o seu gosto?

Sempre conto para as pessoas de uma situação muito peculiar que aconteceu comigo e com minha família em Montevidéu, quando o navio parou na cidade e nós descemos para dar uma volta. Era dia 31 de Dezembro de 2013, ou seja, véspera de ano-novo. A cidade estava vazia. Os estabelecimentos todos fechados. Parecia feriado mesmo, sabe? Eis que começamos a ouvir uma música. Andando mais um pouquinho, passamos por uma rua, ainda perto do porto, e estava tendo uma festa. Uma galera dançando e pulando com muitas garrafas de bebida na mão. Ok, normal. Comemoração antecipada de final de ano, talvez? Bom, desviamos da muvuca e continuamos seguindo pelo mapa que pegamos na entrada da cidade rumo aos pontos turísticos.

Montevideú 1Entramos em uma viela e vi que tinham algumas poças d’água no chão. Devia ter chovido à noite, né? Ok, normal também. Não dei muita importância. Continuamos caminhando tranquilamente quando, de repente, PÁ! Eu e meu pai tomamos um banho de água na cabeça! Caído do céu. Do nada. !e repente. Na hora parei sem entender o que tinha acontecido e, ao olhar para cima, vi uma mulher e um menino na sacada com um balde vazio na mão rindo loucamente! Sim!! Foi de propósito! A princípio, achei que tinha sido o menino causando, mas a mulher (mãe, talvez?) também estava rachando o bico e apontando para a nossa cara.

Não sabia se ria ou se chorava. HAHAHA. Na hora, fiquei bastante irritada. Afinal, WHAT THE FUCK? Quem sai molhando os outros na calçada assim, de graça? Depois de uns minutos assimilando o que tinha acontecido, nos recompusemos e continuamos andando. Fazer o que, né?

Montevideú 2Um pouco mais para frente, demos de cara com uma outra rua em que estava tendo outra festa. Várias poças de água na rua também. E tinha muita gente. E muita gente jogando água uns nos outros. Aí comecei a perceber que, talvez, aquilo fosse uma tradição em festas de rua: molhar as pessoas. Cada louco com sua mania, né? Quer dizer, cada país com sua cultura! hahaha Mas estávamos com m-u-i-t-a cara de turista. Mochila nas costas, máquina fotográfica pendurada no pescoço, boné, mapa na mão e aquela típica cara de “onde estou? quem sou eu?”. Definitivamente, não éramos do país e, consequentemente, não estávamos acostumados àquele costume. Achei que isso fosse suficiente para nos pouparem de mais água.

Não tínhamos muitas opções de caminhos alternativos. Teríamos que passar pela rua da festa. Fomos andando encostados nos prédios, embaixo das sacadas, pois ficamos espertos com baldes d’água que poderiam ser jogados na gente de cima #malandrinhos  #játavamanjando (Montevidéu tem muitos prédios antigos e todos tem sacadas, daquelas com cantos arredondados, sabe?). A ideia era passar despercebido. Até aí, tudo tranquilo. Eis que, na nossa direção, vinha um grupo de jovens – claramente bêbados – com garrafas de cerveja na mão. Eles olhavam e riam. Mas tudo bem, pensei, eles não tem água. Ufa. Menos mal! Realmente não tinham água, mas tinham cerveja. E adivinha? Quando cruzamos com eles, um deles VIROU UMA GARRAFA DE CERVEJA DENTRO DA MINHA BLUSA. Exatamente. Levei um banho de cerveja nas costas. Do nada. Muito agradável.

Montevideú 3Como vocês podem imaginar, fiquei muito irritada com isso. Já não bastava estar molhada do balde d’água na cabeça de poucos minutos atrás. Mas cerveja? PORRA, cerveja gruda! Ok… Respira! Com muito ódio no coração, seguimos andando. Achei que já tinha sido o bastante. Sim, já entendemos que é uma tradição de vocês. Já entendemos que vocês estão comemorando alguma coisa e isso é uma prática comum. É assim que se divertem, não é? Jogando água na galera? Em qualquer um? Incrível! Muito criativo! E refrescante, também! Afinal, quem não gosta de levar um banho no meio da rua em pleno calor de Dezembro? Justo! Obrigada por nos mostrarem a cultura local. Adorei! Mas agora já deu. Podemos passar então? Sem água? Muito menos cerveja? Obrigada. De nada.

Eis que um grupo começa a jogar bexigas cheias de água na gente. Foi um ataque, praticamente! E jogadas de longe, aquilo dói onde pega. Derrubou os óculos de sol do meu pai no chão. HAHAHAH bizarro!

Saímos correndo andando e, no caminho, ainda conseguimos desviar de mais um ataque aéreo. Ufa! Pelo menos um… Ao chegar na praça central da cidade, já tinha mais movimento e ninguém nada nos outros por aí. Ainda estávamos meio extasiados pelo acontecido. Aquela cara de “calma aê… mas o que foi isso, afinal?” Terminamos nosso tour e voltamos para o navio. Lá, ouvimos muita gente reclamar da “recepção” pouco calorosa dos uruguaios. É… sei bem como é! rsrs

Montevideú 4

Eu realmente fiquei muito brava na hora. Era óbvio que éramos turistas passeando na cidade e não tínhamos obrigação de “entrar no clima” da festa. Pelo menos, não de maneira forçada. Achei desrespeitoso. Estávamos com máquina fotográfica na mão, mochila. Claramente não estávamos com um look adequado! rs Poderia ter estragado as coisas. Acho que a máxima “quando um não quer, dois não brigam” se aplicava bem para aquele momento.

Mas depois que passou, começamos a rir da situação – que, vamos combinar, é bem engraçada quando se conta! E comecei a me questionar se eu tinha direito de ficar brava. Afinal, estávamos no país deles, no meio da comemoração deles (seja ela qual for, já que não descobri até agora. Alguém sabe?). E pensei no nosso Carnaval. A galera também fica enlouquecida nessa época. Sai do corpo! E se um gringo meio desavisado no meio da folia fosse atacado por confetes, serpentinas e espuma? Teria ele razão de ficar puto? Afinal, é uma festa, e é assim que fazemos. E o intruso é ele. Nós estamos no nosso país. Será que isso se aplicaria para o que aconteceu com a gente em Montevidéu?

Sei lá! Hoje acho engraçado, apesar de não ter gostado. hahaha Mas ainda não tenho uma opinião formada sobre isso. A gente deveria saber que estava tendo festa? Deveria ter levado na esportiva e, quem sabe, até ter entrado na brincadeira? Ou, já que éramos turistas passeando e não podemos prever essas coisas, temos mesmo o direito de ter ficado bravos? Alguém tem alguma opinião sobre isso? O que acham?

Bjos!!